domingo, 18 de julho de 2021

PANCS: Mostarda (Brassica juncea)

 

Mostarda (Brassica juncea)

Planta herbácea anual de caule ereto, folhas longas e estreitas com bordas serrilhadas, que atinge entre 1,0 e 1,5 m de altura. As flores são pequenas, amarelas, em inflorescência terminal, seguidas de frutos redondos, a mostarda em grão. A mostarda usada no Brasil para o preparo do molho de mostarda, produzido a partir dos grãos da mostarda branca, é importada. Em outros países, utilizam-se outras espécies como a mostarda marrom (Brassica juncea), a Oriental ou amarela (Brassica hirta) e a mostarda escura ou preta (Brassica nigra), mais forte. No caso, abordaremos a utilização da mostarda enquanto hortaliça folhosa.

Nomes comuns – Mostarda, mostarda ardida, mostarda-folha.

Família botânica – Brassicaceae, a mesma do repolho e da couve.

Origem – Europa.

Variedades – Observa-se variabilidade com relação a porte e formato das folhas, além de precocidade no florescimento. Existem variedades de mostarda disponibilizadas por empresas de sementes, basicamente a mostarda de folhas lisas e a de folhas crespas.

Clima e solo – Produz melhor sob temperaturas mais amenas nas regiões Sul e Sudeste. É bem rústica, adaptando-se a vários tipos de solo.

Preparo do solo – O plantio é feito em canteiros, após as práticas de aração e gradagem, atentando-se para a adoção de práticas conservacionistas. Os canteiros deverão ter 1,0 a 1,2 m de largura por 10 a 15 cm de altura. A adubação deve ser feita após o encanteiramento.

Calagem e adubação – A correção do solo deve ser feita em função de análise para uma faixa de 5,5 a 6,0. Como não há recomendação específica para mostarda, sugere-se metade da recomendação de adubação para alface, ou seja, até 200 kg/ha de P2O5, 60 kg/ha de K2O, 20 k/ha de N e 25 ton/ha de esterco de curral no plantio (Comissão, 1999), aplicando-se 20% do potássio (K) e do nitrogênio (N) no plantio e o restante parcelado em duas adubações de cobertura aos 20-25 dias e aos 40-45 dias após o transplantio.

Plantio – A propagação é feita por sementes. Realiza-se a produção de mudas para transplantio, geralmente em bandejas à semelhança do método utilizado para outras brássicas. O espaçamento deve ser de 0,3 a 0,4 x 0,3 a 0,4 m. É comum, entretanto, em hortas caseiras o simples manejo de plantas espontâneas, originadas a partir de sementes que caem ao solo. Neste caso, é recomendado selecionar as plantas mais vigorosas para florescimento e produção local de sementes.

Pode ser plantada durante o ano todo em regiões de clima ameno, e de março a outubro em regiões muito quentes, com temperatura média acima de 25ºC. De forma geral, recomenda-se o cultivo em períodos com temperaturas menos elevadas.

Tratos culturais – Manter a cultura livre de plantas infestantes, em geral por meio de capinas manuais. Irrigar, de acordo com a necessidade da cultura, normalmente duas a três vezes por semana em períodos secos. Apesar da rusticidade da cultura, observa-se a ocorrência de alguns insetos desfolhadores como vaquinhas e gafanhotos, os quais não tendem a causar danos severos as plantas.

Colheita e pós-colheita – A colheita é feita a partir de 50 a 75 dias após o transplantio, quando as folhas atingem 20 a 25 cm de comprimento, estando ainda tenras. É feita a catação das folhas, deixando-se as plantas e formando maços, ou também se pode colher a planta inteira. Quando embalada em sacos plásticos ou recipientes fechados e armazenada sob refrigeração, a mostarda pode ser conservada por até sete dias. A produtividade pode variar de 20 a 40 ton/ha.

As folhas, que possuem paladar ardido característico, podem ser consumidas cruas em saladas, cozidas em sopas ou refogadas, pura ou associada a outros ingredientes. As sementes também podem ser utilizadas na alimentação como tempero, desidratadas ou em pó. Além disso, a mostarda também pode ser utilizada como adubo verde, melífera e ornamental.

Figuras 76 e 77: Mostarda, na fase vegetativa e na fase de florescimento



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