google.com, pub-8049697581559549, DIRECT, f08c47fec0942fa0 HORTA E FLORES: setembro 2015

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Batata Doce, Plantas Que Curam




Segundo a MTC, os alimentos são classificados pelo sabor e pela natureza. E o sabor não é determinado pura e simplesmente pela sensação proporcionada ao paladar. 

A batata doce tem sabor doce e natureza neutra. Os alimentos de sabor doce tanto nutrem quanto tonificam e umidificam o organismo. Os alimentos de natureza neutra podem ser consumidos durante todo o ano e por todas as pessoas, independentemente da constituição física ou do caráter frio ou quente das suas doenças. E, para completar, a batata doce nutre em particular os meridianos, ou canais de energia, do Baço, do Estômago e do Intestino Grosso
É importante lembrar, porém, que o nome dos órgãos em MTC não corresponde aos órgãos e suas funções fisiológicas segundo descritos pela medicina ocidental. A matriz de pensamento da MTC é completamente diferente; é singular. 

Funções e indicações 

A batata doce fortalece o Baço e sustém o Estômago. Isso quer dizer que ela estimula as funções digestivas com o objetivo de tonificar a energia do organismo. É utilizada para tratar fadiga, falta de força e fôlego curto, sintomas comuns em quadros de Deficiência do Qi do Baço e do Estômago. Segundo a MTC, o Baço e o Estômago são as colunas de sustentação da digestão e da assimilação dos nutrientes; são os órgãos mais importantes na produção de energia. Quando as funções desses “órgãos” Estômago estão deficientes, a pessoa não produz energia corretamente e sente-se fraca e cansada. Aí está uma das virtudes da batata doce. 
Todo e qualquer quadro inflamatório ou infeccioso ou de hiperatividade funcional de um ou mais órgãos gera o que a MTC chama de Calor. Esse Calor é uma forma de energia que acaba por ressecar os líquidos do corpo e produzir inquietude, agitação, nervosismo. A batata doce umidifica e reidrata, gera líquidos e tira a sede. Além disso, ela tem a capacidade de mobilizar o fluxo das fezes nos intestinos, de modo que atua como laxativo suave. Trata quadros de constipação intestinal, se a causa for estagnação de Qi (redução acentuada dos movimentos peristálticos) ou secura intestinal (falta da devida lubrificação intestinal). 
A literatura médica chinesa recomenda a batata doce para ativar o sangue e dispersar estases de sangue (favorecer a circulação sanguínea), bem como para tratar a icterícia provocada por Umidade-Calor no tubo digestivo. Ela é utilizada como prevenção do câncer e no tratamento de doenças renais e hepáticas. Depois do parto recomenda-se que a mamãe consuma batata doce para produzir energia e tratar a constipação. Seu teor de carotenos (pró-vitaminas A) recomenda-a no tratamento de dificuldades visuais noturnas e de miopia (os carotenos nutrem a retina e o cristalino). 
E maravilha das maravilhas: por ter baixo teor de lipídeos e de glucídeos, a batata doce é um excelente auxiliar em regimes de emagrecimento. Seu sabor doce acelera a sensação de satisfação! Ela não é nada contraproducente para quem quer emagrecer. O que ela faz é regular o apetite e fornecer inúmeros nutrientes ao corpo, que é o que em geral falta nos regimes de emagrecimento. Só não vale abusar! 
As ramas da batata doce também são comestíveis. São doces, adstringentes e levemente frescas. Podem ser utilizadas para tratar hemeralopia (miopia do crepúsculo), constipação e diabetes e para aumentar a produção do leite materno

Como utilizar a batata doce 

Ela pode ser consumida crua, como suco, cozida na água ou no vapor, grelhada ou em purê. Para gerar líquidos no organismo, a batata doce deve ser consumida crua ou na forma de suco (extraído numa centrífuga). Já para tonificar a energia do corpo e tratar a constipação, ela deve ser consumida cozida ou grelhada. Não é necessário remover a casca. 
É preciso, porém, tomar certas precauções: quando as funções digestivas são fracas (Deficiência do Yang do Baço e do Estômago), deve-se evitar o consumo do suco, cuja natureza fresca tende a enfraquecer o tubo digestivo. O consumo excessivo de batata doce pode provocar flatulência e regurgitações ácidas. Desaconselha-se a batata doce aos diabéticos em regime de redução de açúcares. 
Portanto... 

Não deixe de incluir regularmente batata doce no seu cardápio. Você tonificará o aparelho digestivo, estimulará a produção de energia para o dia-a-dia, favorecerá a mobilização do bolo alimentar nos intestinos, umidificará o corpo e de quebra ainda regulará o apetite e nutrirá os olhos. E, se você está amamentando ou passará por essa experiência em breve, lembre-se de que a batata doce estimula a produção de leite. 
Que tal incluir a batata doce na próxima lista de compras?



A batata-doce sempre esteve presente na culinária típica e tem conquistado cada vez mais espaço nos cardápios brasileiros, ainda mais, por ser grande aliada dos praticantes de musculação. O alimento é nativo das Américas, mas cultivado em mais de 100 países, principalmente na Ásia. No Brasil, podemos encontrar quatro variedades: a batata-branca, angola ou terra-nova, que tem polpa branca e é pouco adocicada; a amarela e roxa, com casca e polpa dessas cores e que são as mais usadas para fazer doces; e a avermelhada que possui casca parda e polpa amarela com veios roxos ou avermelhados, e é uma ótima opção para comer assada.  

Mesmo um pouco mais calórica, segundo pesquisa feita pelo College of Agriculture and Life Sciences, dos Estados Unidos, a batata-doce auxilia no emagrecimento, pois possui baixo índice glicêmico. É um carboidrato complexo e uma importante fonte de energia. Ela supera os outros tubérculos em vários nutrientes como retinol, vitamina B1, vitamina C e cálcio. Se comparada a batata-inglesa e a mandioquinha, outras opções de carboidrato para os praticantes de musculação, ela possui mais fibras, potássio, proteína e fósforo, que estimulam o intestino, e auxiliam no controle do diabetes e do colesterol. 
A batata-doce ainda possui amido resistente que, por se tratar de uma fibra insolúvel, resiste às enzimas do intestino delgado, que não consegue digeri-lo, e atrai as moléculas de gordura e de açúcar, fazendo com que sejam absorvidas de maneira mais lenta. Esse também é o motivo de possuir um índice glicêmico baixo, e promover a entrada de glicose na circulação sanguínea de maneira mais gradativa após o consumo de um carboidrato. Desta forma, o organismo receberá energia por mais tempo e terá uma sensação de saciedade prolongada. Este mecanismo também irá auxiliar na prevenção e tratamento de diabetes tipo 2,  proporcionando maior sensação de saciedade. 
Apesar de ser um ótimo carboidrato, não podemos deixar outras fontes alimentares deste nutriente de fora da alimentação. O consumo de qualquer macro ou micronutriente deve ser diversificado, assim como precisa ser a ingestão de grãos integrais. A quantidade recomendada para consumo diário de batata-doce deve acompanhar as necessidades de 60% a 65% de carboidratos, o que equivale a aproximadamente 1200-1400 calorias do nutriente por dia. Cerca de 100 gramas possui aproximadamente 100 calorias e 25 gramas de carboidrato, e deve estar dentro dessa quantia estipulada. Mesmo que seja um alimento sempre indicado, o cuidado em relação à batata-doce também deve existir, pois todo excesso de macronutriente se depositará no nosso organismo sob a forma de gorduras, independente de qual seja esse alimento.  





segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Cultivo do Cardo (Cynara cardunculus variedade altilis)


O cardo (Cynara cardunculus variedade altilis) é uma planta da mesma espécie que a alcachofra, sendo muito parecido com esta. O cardo cultivado difere do cardo selvagem por ser maior em altura, ter inflorescências de maior tamanho, ter pecíolos (o talo das folhas) mais grossos e por ter menos espinhos. Do cardo pode-se comer as inflorescências, preparadas do mesmo modo que as inflorescências da alcachofra, mas ele é cultivado principalmente para o consumo dos talos das folhas, que são limpos e usados em pratos cozidos ou fritos.


O cardo é parecido com a alcachofra. Ambos são plantas da espécie Cynara cardunculus 

Clima

O cardo é originário de regiões de clima mediterrâneo, mas pode ser cultivado em diversas regiões climáticas. As regiões ideais para seu cultivo têm um inverno moderadamente frio e seco, e um verão moderadamente quente. Regiões de inverno muito frio e úmido podem prejudicar a planta.

Luminosidade

O cardo necessita de luz solar direta pelo menos por algumas horas diariamente.

O cardo prefere verões moderadamente quentes e invernos moderadamente frios e secos 

Solo

Cultive em solo bem drenado, profundo, fértil e rico em matéria orgânica. O cardo cresce bem na maioria dos tipos de solo e é bastante tolerante quanto ao pH do solo.

Irrigação

Irrigue de forma a manter o solo úmido nas estações do ano em que há crescimento da planta, mas sem que este permaneça encharcado. A planta é, no entanto, resistente à seca quando já se encontra bem desenvolvida.

As inflorescências do cardo podem ser consumidas, e são preparadas da mesma forma que as inflorescências da alcachofra 

Plantio

O cardo pode ser propagado por sementes ou por divisão de plantas com rebentos.
As sementes do cardo são plantadas geralmente na primavera, assim que a temperatura do solo esteja em pelo menos 10°C. As sementes são plantadas no local definitivo ou em sacos plásticos para mudas, vasos e outros contêineres, a cerca de 2,5 cm de profundidade. As mudas são transplantadas quando atingem aproximadamente 25 cm de altura. O espaçamento entre as fileiras pode ser de 1,2 m, e a distância entre as plantas pode ser de 38 cm.
Uma vez que se tem plantas bem desenvolvidas e com boas características, o método de propagação mais adequado é a retirada de rebentos que surgem ao redor das plantas, e que devem ser retirados cavando com cuidado ao redor da planta e separando os rebentos da planta matriz com uma faca ou pá. Os rebentos devem estar bem desenvolvidos e devem ser retirados com raízes.

No branqueamento, as folhas do cardo são amarradas juntas. Um papel ou plástico opaco é usado para embrulhar o feixe de pecíolos, deixando apenas a parte superior das folhas expostas ao sol 

Tratos culturais

Retire plantas invasoras que estejam concorrendo por nutrientes e recursos, especialmente nos primeiros meses de cultivo.
O branqueamento dos pecíolos, se desejado, deve começar a ser feito um ou dois meses antes da colheita. Isto é feito amarrando as folhas da planta e embrulhando o feixe dos talos das folhas com um papel ou plástico escuro e opaco, podendo também amontoar terra na base do feixe.

Folhas de cardo 

Colheita

A colheita é geralmente feita no fim do outono ou começo do inverno, cortando toda a planta. Os talos devem ter as folhas e espinhos removidos antes de serem utilizados.

Talos das folhas do cardo, já limpos e cortados em pedaços, prontos para uso

domingo, 27 de setembro de 2015

Cultivo da Cabaça ou Porongo (Lagenaria vulgaris)

Introdução

A cabaça,  também conhecido como porongo  é o recipiente mais comumente usado como cuia, tendo como vantagens a fácil obtenção e o baixo custo. A “cuia” nada mais é do que um porongo seco, ou seja, o fruto do porongueiro (Lagenaria vulgaris, família das cucurbitáceas) amadurecido e limpo de sementes.A cabaça,  também conhecido como porongo  é o recipiente mais comumente usado como cuia,tendo como vantagens a fácil obtenção e o baixo custo. A “cuia” nada mais é do que um porongo seco, ou seja, o fruto do porongueiro (Lagenaria vulgaris, família das cucurbitáceas) amadurecido e limpo de sementes.
 A cabaça é uma planta trepadeira anual de caule herbáceo. As flores são, em geral, amarelas ou brancas. Os frutos, de várias cores e feitios, atingem em média 40 centímetros de diâmetro. É uma baga bem desenvolvida com parede externa precocemente endurecida e parte interna carnosa,preenchida pela placenta.
É uma cultura tolerante à falta de água, principalmente no período após a emissão das ramas até oinício da frutificação. Deve-se evitar solos ácidos e mal drenados. Conforme Bisognin ([19–]) a cabaça absorve grandes quantidades de potássio, concentrando-se a absorção dos 10 aos 60 dias após a emergência. O nitrogênio é absorvido em quantidades similares ao potássio devido ao grande desenvolvimento da parte aérea. O fósforo, o cálcio e o magnésio são absorvidos em menores quantidades desde o início do desenvolvimento das plantas. Conforme este autor, nos solos arenosos deficientes em fósforo e potássio, bons resultados são obtidos com adubação de NPK 5-20-20, na quantidade de 150 kg/ha misturados com 50 kg/ha de calcário Filler. Em áreas com pouca matéria orgânica, usa-se 50 kg/ha de uréia. O plantio da cabaça é realizado nos meses de Agosto até Outubro. O espaçamento entre fileiras pode ser de 1,5 a 2,0 m, deixando-se duas plantas por metro linear ou por cova, separadas por 1,0m, resultando numa densidade de 10.000 a 13.300 plantas/ha. Normalmente utilizam-se três sementes por cova. O uso de maiores densidades de plantas/ha favorece a rápida cobertura do solo, reduz ainfestação de plantas daninhas e resulta na produção de frutos de menor tamanho, o que é desejado pela indústria de cuias.
No início dos crescimentos das plântulas, principalmente em semeaduras tardias, pode ocorrer o aparecimento de vaquinha (uma praga), que ataca os cotilédones afetando significativamente o desenvolvimento e podendo levar à morte de plantas. As plantas são atacadas também por percevejos no final do ciclo da cultura. O percevejo suga a seiva das ramas podendo causar a morte das plantas, interrompendo o crescimento dos frutos, impedindo seu uso para a3 fabricação de cuias. O controle de pragas deve ser muito criterioso, pois se trata de uma planta cujas flores são polinizadas exclusivamente por insetos. As doenças que ocorrem na cabaça são o oídio, o míldio e a antracnose. Pode-se usar calda bordalesa para o controle. A calda bordalesa é um tradicional fungicida agrícola, resultado da mistura simples de sulfato de cobre, cal hidratada ou cal virgem e água.
     germinação                                   

As sementes, se guardadas em local fresco, possuem uma durabilidade de até um ano.
sementes
COLHEITA
A colheita é realizada após o secamento natural da planta, 130 – 150 dias após a semeadura.
Normalmente a primeira colheita se faz no mês de Janeiro. Os frutos são colhidos e amontoados à sombra para que a secagem ocorra de forma lenta. A produtividade média das cabaça de casca fina pode chegar a 12.000 frutos/ha e os de casco grosso a 6.000 frutos/ha. Se o fruto for colhido verde, murcha. A dica para saber se ele já está maduro é bater com força na casca, utilizando uma faca, depois que a cabaça ficar amarelada. Se a faca não se prender ao fruto, a cabaça já pode ser colhida. Outra maneira é deixar a cabaça secar na lavoura, até o cabo ressecar e a cabaça adquirir sua cor tradicional.  Começa aí, o processo de beneficiamento da cabaça para transformá-lo em cuia.
O porongo (Lagenaria siceraria) é também muito conhecido como cabaça, e isso causa muitas vezes confusão, pois esse nome popular também é usado para uma outra planta muito diferente, a espécie arbórea Crescentia cujete, também chamada de árvore-da-cuia.
O porongo ou cabaça é uma trepadeira vigorosa, cujos ramos podem crescer de 3 até 10 m de comprimento. Há uma grande variedade de formas e tamanhos de frutos nesta espécie, que é uma das mais antigas plantas cultivadas pela humanidade, sendo cultivada há pelo menos oito mil anos. É também a única planta herbácea que era cultivada tanto no velho mundo quanto no novo mundo antes das viagens marítimas dos europeus à América. Sua longa história de cultivo dificulta a determinação de sua origem, mas pesquisas recentes indicam que pode ser uma planta originária do sul da África.
Os frutos, que podem variar de pequenos e arredondados a grandes e compridos, indo de uma dezena de centímetros a mais de um metro de comprimento, são usados para a confecção de recipientes (por exemplo, a cuia de chimarrão no sul do Brasil e em outros países do sul da América do Sul), instrumentos musicais (por exemplo, o sitar indiano), e para a confecção de artesanato (por exemplo, os mates burilados do peru).
Tanto os frutos imaturos quanto as sementes, as folhas jovens e as pontas dos ramos podem ser consumidos. Os frutos imaturos de algumas variedades cultivadas são mais apropriados para o consumo do que os frutos de outras, sendo que algumas variedades cultivadas na Ásia são consideradas como as de melhor qualidade para o consumo. As folhas jovens e pontas de ramos podem ser consumidas cozidas ou refogadas. Os frutos imaturos podem ser preparados de muitas formas diferentes, como por exemplo, fritos ou cozidos, e podem ser usados em sopas e conservas, ou até mesmo para fazer suco. Porém, frutos invulgarmente amargos devem ser descartados, sendo impróprios para o consumo, especialmente na forma de suco, pois podem apresentar uma alta concentração de cucurbitacinas, que são substâncias tóxicas. Normalmente o consumo dos frutos é totalmente seguro, mas pode haver uma alta concentração destas substâncias tóxicas em plantas cultivadas sob condições inadequadas, como baixa fertilidade do solo, solos muito ácidos, pouca disponibilidade de água e altas temperaturas, ou em frutos armazenados de forma inadequada.
As flores desta espécie são brancas, havendo flores masculinas e femininas separadas na mesma planta. As flores femininas já contêm um pequeno fruto na base da flor (na verdade o ovário da flor, que se desenvolverá no fruto após a polinização). As flores masculinas têm apenas uma longa e fina haste (o pedúnculo floral, que nas flores femininas é mais curto). As flores se abrem ao anoitecer e podem continuar abertas por várias horas durante o dia seguinte. As flores são polinizadas principalmente por mariposas durante a noite, mas também podem ser polinizadas por abelhas, besouros e mamangabas ou mamangavas, durante a manhã.
Há uma grande variedade de formas e tamanhos de cabaças ou porongos

Clima

É cultivada praticamente em todas as regiões de clima tropical e subtropical do mundo, e pode ser cultivada em qualquer região livre de geadas e temperaturas muito baixas, embora cresça melhor com temperaturas entre 18 e 30°C. Em regiões mais frias, pode ser cultivada durante os meses mais quentes do ano, e em estufas, se necessário.

Luminosidade

Necessita de luz solar direta.
Mesmo sendo uma das plantas da família da abóbora que melhor suportam temperaturas relativamente baixas, a cabaça ou porongo cresce melhor em clima quente

Solo

O solo deve ser bem drenado, e o ideal é que seja leve, fértil e rico em matéria orgânica. Esta planta é tolerante quanto ao pH do solo, mas o ideal é um pH entre 6 e 7.

Irrigação

Irrigue de forma a manter o solo sempre úmido, porém evitando que permaneça encharcado.
A cabaça ou porongo pode crescer sobre cercas, treliças ou caramanchões

Plantio

A cabaça ou porongo é propagada a partir de suas sementes. Abra covas de 30 a 45 cm de profundidade, adube conforme a necessidade de forma a suprir as deficiências nutricionais do solo e volte a fechar. Semeie de duas a cinco sementes por cova a uma profundidade de 1 a 2 cm no solo já preparado. Também é possível semear em sementeiras, sacos para mudas ou pequenos vasos, e transplantar as mudas quando atingirem de 15 a 20 cm de altura. Em condições adequadas, a germinação pode ocorrer em menos de uma semana.
O espaçamento recomendado entre as plantas varia bastante com a variedade cultivada e com o método e as condições de cultivo, podendo ir de 2 a 4 m entre as linhas de cultivo e de 1 a 3 m entre as plantas, sendo menor para o cultivo tutorado e maior para o cultivo rasteiro.
Flor de cabaça ou porongo

Tratos culturais

Esta planta pode ser cultivada sem tutoramento, com os ramos crescendo sobre o solo, mas o ideal é cultivá-la de forma que possa crescer sobre cercas, treliças ou caramanchões, para aumentar a produtividade por área e para que os frutos não fiquem em contato com o solo.
Retire com cuidado as ervas invasoras que estiverem concorrendo por recursos e nutrientes, pois as raízes desta planta são relativamente superficiais.
Se não houverem insetos para fazer a polinização, esta pode ser realizada manualmente, colhendo flores masculinas e tocando estas levemente nas flores femininas, de forma que as anteras cobertas de pólen entrem em contato com o estigma da flor feminina. Também é possível usar, por exemplo, um pincel de cerdas macias para transferir o pólen das flores masculinas para as flores femininas.
A cabaça ou porongo também pode ser cultivada sem tutoramento, crescendo rasteira

Colheita

O início da colheita dos frutos destinados ao consumo ocorre a partir de 60 a 120 dias após o plantio. Os frutos destinados ao consumo são colhidos ainda verdes e imaturos, sempre deixando alguns centímetros da haste (pedúnculo) presa ao fruto para que se conservem por mais tempo. A colheita deve ser feita com frequência para que os frutos não passem do ponto ideal de colheita, podendo ser realizada, por exemplo, a cada 3 ou 4 dias.
Os frutos podem levar dois ou três meses para amadurecer e secar. Quando o fruto amadurece a polpa seca e a casca endurece, ficando oco. Os frutos totalmente secos, que quando são agitados apresentam sementes soltas em seu interior, podem ser cortados ou perfurados, permitindo assim que as sementes sejam retiradas, efetuando-se uma raspagem do interior do fruto para soltar todas elas. Neste estágio as cabaças estão prontas para serem utilizadas na confecção de recipientes, instrumentos musicais, etc.
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sábado, 26 de setembro de 2015

Cultura da Araruta (Marantaarundinacea)


Sendo a fécula e a farinha subprodutos de consumo extraídos do seu rizoma, a araruta (Marantaarundinacea) não é classificada como hortaliça sob o conceito das ciências agronômicas. Contudo, a planta foi incluída no grupo de alimentos que, no meio acadêmico, são mais conhecidos como hortaliças não convencionais, a fim de promover o resgate de seu uso nas receitas culinárias.
Antes tradicionais no prato do brasileiro, frutas, folhosas, leguminosas e raízes, assim como a araruta, foram perdendo espaço nas últimas décadas diante das mudanças nos hábitos alimentares da população. Além de não contarem com produção comercial em escala, o crescente processo de urbanização e globalização favoreceu o incremento da demanda por comida industrializada.
Alvo de retomada do plantio por institutos de pesquisas e empresas de extensão rural, com apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a araruta é de fácil cultivo. Os próprios órgãos de estudo ou organizações de agricultores fornecem informações técnicas para o plantio, que pode ser em pequenas áreas e apresentam baixo custo.
Cerca de 50 plantas bastam para consumo próprio, rendendo de 5 a 10 quilos de fécula (amido ou polvilho) ou de 15 a 20 quilos de farinha. Para produção comercial, ao menos 500 metros quadrados são necessários para o plantio, cujo custo inclui o preparo do solo, adubação leve e mão de obra.
Dotado de amido fino, branco e de excelente qualidade, a farinha e, especialmente, o polvilho do rizoma contam com a vantagem de serem alimentos muito ricos em carboidratos e altamente nutritivos. Isentos de glúten, são recomendados inclusive para celíacos (pessoas com restrições alimentares à proteína presente no trigo, aveia, cevada e centeio).
Leve e de boa digestão, a fécula branca retirada do rizoma (caule diferenciado e subterrâneo) da planta é adequada para o preparo de mingaus, brevidades, sequilhos, bijus, bolos e biscoitos. Também tem uso na produção de doces, caldas de frutas e no engrossamento de molhos, cremes e sopas.
O rico potencial de utilidade da araruta não se restringe apenas a receitas culinárias, no entanto.As fibras resultantes do processo de extração da fécula podem ser usadas como matéria-prima para a produção de papel.
Conhecida por diferentes nomes, a araruta é oriunda de regiões tropicais da América do Sul. Relatos indicam que o cultivo da planta já ocorria há cerca de 7.000 anos, porém, passou a ser abandonado com o aumento na fabricação de amido de mandioca e de farinha de trigo e milho, produtos mais abundantes para servirem como componentes no processamento de outros alimentos. 
Melhor variedade: comum.


Plantio: No Brasil o cultivo da araruta encontra boas condições ao nível do mar e em clima temperado. Solos arenosos e profundos são os ideais por favorecer o crescimento dos rizomas. A presença de argila pode ser necessária em per;iodos de seca, mas o exsso de umidade leva ao empobrecimento dos rizomas. O solo precisa ser arado com até 20 cm de profundidade para que fique bem fofo. São usados os rizomas inteiros, pois proporcionam maior índice de brotação, ou mudas dessas brotações. Nesse caso, é preferivel plan tar os rizomas em viveiros e depois destacar as mudas quando os brotos atingirem 10 cm. Coloca-se as mudas no fundo dos sulcos de 10 cm, com distância de 40 cm entre eles, recobertos de terra. São necessárias de2 a 3 toneladas de mudas por hectare. Os tratos culturais se restringem às capinas e "chegamento" de terra às plantas, conforme a necessidade. Sempe que for possível, deve-se utilizar adubação organica e mineral. A formulação proposta pelo Cerat --- Centro de Raízes Tropicais, da Unesp --- Universidade Estadual Paulista, campus de Botucatu, SP, que esta desenvolvendo estudos sobre as aplicações e o cultivo da planta, é a seguinte: 415 quilos de superfosfato simples e 72 quilos de cloreto de potássio por hectare. Adubar no sulco e, quando as plantas estiverem com 20 cmde altura, aplicar 125 quilos de sulfato de amônia ou nitrocálcio por hectare. A planta é imune a boas partes das pragas, mas a vaquinha e a broca dos rizomas são as que mais a atingem fazendo com que as raízes apodreçam.
   A colheita que pode ser manual, com enxadões ou mecanizada, é feita após 11 e 12 meses do plantio. As folhas ficam murchas, com coloração parda, tornam-se amarelo-palha e esbranquiçadas, não se mantêm mais eretas e tombam no solo. 

  
Época de plantio: junho - setembro.
Espaçamento: 80 x 30cm.
Mudas necessárias: 2-3t/ha (rizomas).
Combate à erosão: plantar em faixas de nível alternadas com outras culturas.
Adubação: aproveitar o efeito residual dos aplicados para a cultura do ano anterior.
Tratos culturais: capinas e amontoas, preferivelmente mecânicas.
Combate à moléstias e pragas: usar apenas mudas de plantações sadias.
Época de colheita: maio - setembro.
Produção normal: rizomas: 10-20t/ha.
Melhor rotação: milho e adubos verdes.
Utilidade: O rendimento da araruta oscila entre 6 a 12 toneladas de rizomas por hectare e cada 100 quilos de rizomas resultam em 15 a 18 quilos de fécula. Após a colheita, os rizomas destinados ao novo plantio devem ser armazenados em ambiente seco e bem protegido. Os destinados  à produção da fécula precisam ser descascados com cuidado. Caso isso não aconteça, a fécula ficará de cor amarelada e cheiro forte que só tendem a desvalorizá-la. Depois de descascados, são ralados para obter massa, que é, então, lavada com água sobre um pedaç o de tecido de algodão ou peneira. A fécula atravessa o tecido e os resíduos fi cam retidos. O resultado é um pó fino, branco-acinzentado e sem cheiro. Tem reação neutra (pH neurto) e com água fria forma uma pasta não viscosa. A fécula da araruta pode ser utilizada no preparo de mingaus, bolos, cremes e biscoitos. De fácil digestão e tida como restauradora de forças, é idicada para criaças e idosos e para pessoas em convalescença ou com debilidade orgânica. A oferta reduzida desse produto sempre provocou tentativas de falcificação com amido de arroz, trigo , fécula de batata ou mandioca. Uma empresa paulista que oferece a fécula ensacada chegou interromper por alguns meses a produção por não encontrar produto de qualidade no mercado. No entanto, é fácil detectar a fraude. A fécula da araruta pura misturada com água quente proporciona uma pasta transparente. Caso seja falsificada, a pasta fica gosmenta.
*NUNO R. MADEIRA é pesquisador da Embrapa Hortaliças, BR-060, Km 09, Caixa Postal 218, CEP 70359-970, Brasília (DF), tel. (61) 3385-9000, cnph.sac@embrapa.br; Georgeton S. R. Silveira é coordenador estadual de olericultura da Emater-MG, Av. Raja Gabaglia, 1626, Gutierrez, CEP 30441-194, Belo Horizonte (MG), tel. (31) 3250-0337, atende@emater.mg.gov.br
ONDE COMPRAR: os rizomas da araruta, ou porções deles, são as mudas que podem ser adquiridas com outros produtores. A Embrapa Hortaliças, a Epamig, a Emater-MG e o Instituto Emater (Paraná) são parceiros em trabalhos de resgate do cultivo de araruta e podem fornecer informações sobre onde obter mudas
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sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Broto de Alfafa (Medicago sativa L.)



NOME: ALFAFA : (Medicago sativa L.)

(Inglês:Lucerne ou Alfafa)

FAMILIA: Leguminosae – Papilonoideae

ORIGEM: Originária da Rússia, ao chegar aos países árabes ficou conhecida entre os criadores de cavalos, porque os animais ganhavam vitalidade em contato com a planta.

HISTÓRIA: Vem sendo cultivada há 2500 anos, chegou a Europa através da Espanha. Por ser extremamente resistente ao frio e pela criação de espécies híbridas, pode ser cultivada em todos os climas e em quase todas as regiões agrícolas do planeta. Considerada a "rainha das forrageiras" por seu elevado valor nutritivo (quatro vezes mais proteínas do que o milho), vem sendo plantada principalmente para a produção de feno. A planta vive em torno de 6 a 8 anos e se tornou conhecida como alimento humano muito tempo depois de ser cultivado para animais. Hoje é um dos brotos mais conhecidos, apreciados e estudados, especialmente valorizado pela sua capacidade de reter a clorofila!

CURIOSIDADES: Na língua inglesa, francesa, alemã, italiana e mesmo no português a Alfafa é chamada de Luzerna (Lucerne) que significa “Grande luz ou Clarão”! No árabe é chamada de “Alfacha-facha” de onde se origina o nome Alfafa.

Os brotos de Alfafa, assim como todos os outros brotos nos convidam para um alinhamento entre o céu e a terra. As forças do céu chamam o caule e folhas e as da terra chamam as raízes! Sempre penso nisso quando como os brotos pois eles podem também nos auxiliar nesse alinhamento!!!

COMPRAS: As sementes que adquirimos para germinação caseira geralmente são importadas da Austrália. Algumas casas especializadas em sementes vendem, mas o mais certo é adquirir direto com o importador.

GERMINAÇÃO: Importante observar que estas minúsculas sementes (menor que a da mostarda) são especialmente indicadas para a produção de brotos. Evita-se o consumo como sementes germinadas por ter alto teor de substancias tóxicas (antinutrientes) no inicio de seu processo de crescimento.

Podem ser cultivados no ar ou na terra.

Colocam-se poucas sementes num vidro (1 colher de sopa em um vidro de 1 quilo), para que tenham espaço para crescer , ficar arejada , facilitar a limpeza e lavagem. Precisam de muita água para o crescimento. Não podem ser “esquecidas” senão as pequenas raízes secam com facilidade! Ideal lavar de 2 a 4 vezes ao dia, com jatos de água suave! Ficam prontas para consumo entre 4 e 5 dias, numa temperatura amena. Por isso, no verão, é difícil de cultivar no Rio de Janeiro.

DICAS DE PREPARO: Os brotos de Alfafa são de paladar muito suave e por isso é de fácil aceitação ótimo para a transição alimentar e para crianças.

Salada com brotos

1 xícara de brotos de Alfafa (previamente lavados e retirados as casquinhas)

½ abacate cortado em cubos

1 tomate

8 folhas de alface (ou rúcula) rasgadas

Pimenta fresca a gosto

Shoyu, limão, azeite

Salada com Broto de Alfafa

salada com broto de alfafa

Ingredientes para a salada
250g de broto de alfafa
8 tomates cereja
1 maço de rucula
1/2 maço de brocoli
1 pimentão vermelho
5 rabanetes
1 nabo
2 colheres de sopa de vinagre de vinho branco ou tinto
broto de alfafaBroto de alfafa
tomates cerejaTomates cereja
rúculaRúcula
brocoliBrocoli

Pimentão Vermelho

rabaneteRabanete
naboNabo
vinagre de vinho tinto e brancoVinagre vinho branco/tinto
branco
Ingredientes para o molho
4 colheres de sopa de azeite
1 colher de sopa de vinagre balsâmico (aceto balsâmico)
1 colher de chá de pimenta do reino (de preferência moída na hora)
1 cebola roxa
2 colheres de sopa de cebolinha e salsinha
1 colher de chá de sal
1/2 xícara de água mineral gasosa

Azeite

vinagre balsâmicoAceto balsâmico
pimenta do reino pretaPimenta do reino preta
cebola roxaCebola roxa
cebolinha verdeCebolinha
salsinhaSalsinha
salSal

">Água gasosa

branco

Modo de fazer

Prepare os brotos e os tomates: Lave-os bem em água corrente, escorra numa peneira e reserve-os.
Prepare a rúcula: Despreze as folhas que estiverem machucadas e lave cada folha individualmente retirando toda as impuresas. Deixe de molho uns 20 minutos em uma tigela grande com água e 2 colheres de vinagre branco. Deixe as folhas secarem num escorredor ou use uma centrífuga para salada. Corte as folhas bem fininhas com uma faca de cerâmica. Evite usar uma faca comum, pois os cortes ficam oxidados (com côr de ferrugem).
DICA: As folhas para uma salada devem secar bem depois de serem lavadas, pois caso contrário a água restante dilui o sabor do molho.
Facas com lâminas feitas de cerâmica não reagem com a acidez de alguns alimentos e também não enferrujam. São bem mais leves para usar e mantém o sabor natural dos alimentos além de não escurecer frutas, legumes e verduras.
Prepare o brócolis: Corte os talos do brocolis e lave-os com bastante água. Não os escorra. Arrume-os ainda molhados em um prato. Ponha para cozinhar no microondas com uma tampa apropriada por 6 minutos em uma potência de 800W. Ao final deixe-os ficar por mais uns 3 minutos ainda dentro do microondas e cobertos. Depois retire-os, eles vão estar tenros e intensamente verdes.
Prepare o pimentão vermelho: Lave-o bem em água corrente e em uma tábua de corte divida o pimentã ao meio no sentido do comprimento. Com uma faquinha afiada retire todo o miolo e sementes e corte também a parte do cabinho. Depois corte o pimentão em tirinhas ao comprido e reserve.
Prepare os rabanetes: Corte as folhas e o rabinho dos rabanetes e jogue fora. Lave-os bem com uma escova macia para legumes em água corrente. Deixe secar, corte-os em rodelas fininhas e reserve.
Prepare o nabo: Corte as folhas e jogue fora. Descasque o nabo com uma faquinha ou use um descascador de legumes e rale-o num ralador comum no lado maior. Reserve.
Arrume a salada: Em um prato ou travessa grande coloque o nabo ralado no centro e abra um espaço no meio para arrumar as tirinhas de pimentões vermelhos. Ao redor do nabo coloque a rúcula cortadinha e em volta dela os brotos de alfafa. Arrume os talos do brócolis por cima de parte dos nabos e as rodelinhas de rabanete entre a rucula e o nabo. Decore os brotos com os tomatinhos cereja.
Prepare o molho: Descasque e corte a cebola bem pequenininho. Lave bem as folhinhas da salsinha desprezando as que estiverem machucadas e retirando todas as impurezas. Pique bem fininho numa tábua de corte com uma faquinha ou um cortador de temperos. Em uma tigela menor misture todos os ingredientes para o molho com uma colher ou um mini mixer (nesse caso o molho ficará espumante). Sirva o molho separado numa molheira ou tempere a salada somente na hora de servir, caso contrário as folhas murcharão.


DICA: O aceto balsâmico é escuro, denso e muito aromático. Seu sabor forte é bem diferente dos vinagres comuns variando entre o doce e o azedo. É excelente para preparar molhos para saladas e temperar legumes e os mais envelhecidos são bem mais doces e consistentes, o que os torna excelentes para o uso em sobremesas.

Utensílios para ajudar no preparo
medidas-padrão para colheres
Colheres medidas

medidas-padrão para xícaras
Xícaras medidas

peneira
Peneira

bacia de vidro
Tigela
centrífuga para secar folhas
Centrífuga p/ salada

faca de ceramica
Faca de cerâmica

tábua de corte
Tábua de corte

microondas
Microondas
tampa para microondas
Tampa p/ microondas

escova para legumes
Escova p/ legumes

ralador
Ralador

descascador de legumes formato de faca
Descasc. legumes
cortador de temperos
Cortador p/ temperos

moedor de pimenta
Moedor de pimenta

mini mixer
Mini mixer

molheira
Molheira
RENDIMENTO: 10 porções.



Como Cultivar Brotos de Alfafa


Os brotos de alfafa crescem rápido, surgindo em apenas 3 a 5 dias. Você pode cultivá-los num jarro de vidro ou num prato pequeno e só precisa de uma colher de sopa de sementes para obter uma xícara e meia de brotos. Eles têm muitos antioxidantes e são uma ótima adição a saladas e sanduíches. Veja o passo 1 para aprender como cultivá-los.

Método 1 de 3: Usando um jarro


Compre sementes de alfafa. Você pode encontrá-las em lojas de produtos naturais, de rações para gado ou em fornecedores de sementes online, e também há versões orgânicas disponíveis. Elas vêm em pacotes pequenos de 200 a 400 g e em sacos de até 500 g. Se estiver planejando comer bastante alfafa, é mais barato comprar as sementes em atacado.


Lave e separe as sementes. Coloque-as numa peneira fina ou num pedaço de morim e lave-as bem, retirando as que estiverem quebradas ou descoloridas.


Meça uma colher de sopa de sementes. Isso renderá uma xícara e meia de alfafa, o suficiente para encher um jarro e usar em uma refeição ou duas. Guarde o excedente no saco original ou num saquinho plástico com fecho.


Coloque as sementes num jarro de vidro transparente de 1 L. Os jarros com lados planos são melhores porque você pode deitá-los, de modo a melhorar a circulação do ar.


Cubra bem as sementes com 5 cm de água fria.


Tampe a boca do jarro com morim ou uma meia-calça limpa. Isso manterá as sementes no recipiente quando você escorrer o conteúdo. Prenda a cobertura com um elástico.


Deixe as sementes de alfafa de molho por pelo menos 12h. Mantenha o jarro num local quente e seco durante esse tempo. Elas não precisam de luz solar direta para germinarem.


Escorra a água. Deixe o morim ou a meia-calça no lugar e vire o jarro de cabeça para baixo sobre uma pia. A água escorrerá e as sementes ficarão dentro do recipiente.


Enxágue e drene as sementes de novo. Retire toda a água do jarro para que elas não apodreçam.


Coloque o recipiente de lado num local escuro. Boas escolhas são armários ou despensas com uma temperatura quente e confortável. Deixe as sementes espalhadas pela base do jarro.


Retire o recipiente a cada 8 a 12 horas para enxaguar as sementes de alfafa. Passe-as na água morna e tire toda a água sempre. Faça isso por 3 ou 4 dias ou até que os brotos cheguem a uma altura entre 3 e 5 cm.


Leve o jarro para a luz do sol. Colocá-lo numa janela ensolarada por 15 min ativará enzimas importantes que tornam os brotos tão saudáveis. Espere até que eles fiquem verdes. Quando isso acontecer, estarão prontos para o consumo. Guarde-os no refrigerador, que também desacelera o crescimento deles, por até uma semana.

Método 2 de 3: Usando um prato de cerâmica


Enxágue e separe as sementes. Coloque-as numa peneira fina ou num pedaço de morim e lave-as bem, retirando as que estiverem descoloridas ou danificadas.



Coloque as sementes de molho. Meça uma colher de sopa delas e ponha-as num jarro de vidro. Cubra-as com 5 cm de água fria e tampe o jarro com um pedaço de morim preso por um elástico. Deixe as sementes de molho numa sala escura por pelo menos 12 horas.


Escorra as sementes. Passe a água pelo morim, que prenderá as sementes dentro do jarro e impedirá que elas desçam pela pia.


Espalhe as sementes pela base de um prato de argila. Aquele tipo que vem junto com um vaso de terracota é perfeito para esse propósito. Coloque as sementes dentro do prato, espalhando-as para que cubram a superfície por igual.


Coloque o prato numa bandeja com água. Insira-o dentro de uma bandeja maior do que ele e encha-a com água até metade dos lados do prato. Não deixe que o líquido entre no prato.
  • Coloque tudo num cômodo escuro para que as sementes brotem.
  • Esse método funciona porque o prato de argila absorverá água suficiente da bandeja para umedecer as sementes o bastante até que elas cresçam. Com ele, não é preciso enxaguar.

Encha novamente a bandeja de vez em quando por 4 a 5 dias. Verifique-a e encha-a quando a água evaporar. O prato continuará a absorver a água e a manter as sementes úmidas, ajudando-as a brotarem.



Leve o prato para um local ensolarado quando os brotos tiverem de 1,2 a 5 cm de altura. Coloque-o numa janela ensolarada por cerca de 15 min. A alfafa estará pronta para o consumo quando estiver verde e brilhante

Método 3 de 3: Comendo e guardando a alfafa


Debulhe a alfafa. As cascas são comestíveis, mas muita gente prefere retirá-las por motivos estéticos. Para isso, coloque os brotos numa tigela com água e irrite a massa deles com as mãos. As cascas vão se separar facilmente e subir para a superfície da água. Jogue fora o líquido com as cascas e guarde os brotos.


Use a alfafa. Os brotos dela são uma ótima adição para qualquer salada, sendo que o gosto deles fica melhor quando acabam de sair do último enxágue. É só cortá-los ou separá-los e adicioná-los a sua receita favorita de salada.
  • Eles também são ótimos recheios para sanduíches.
  • Ficam saborosos dentro de um pão pita.
  • Tente adicionar algo mais nutritivo a seu burrito de sempre embrulhando alguns brotos com o feijão e o arroz.

Guarde a alfafa. Deixe-a secar completamente depois do último enxágue, ou ela vai apodrecer. Guarde-a seca dentro de um saco plástico e mantenha-a na geladeira


  • Você também pode comprar um germinador comercial para que possa cultivar mais de um lote de alfafa por vez.
  • Ao enxaguar as sementes, tire toda a água. Elas só precisam ficar úmidas, não encharcadas.
MATERIAIS NECESSÁRIOS

  • Sementes de alfafa
  • Jarro de vidro transparente de 1 L com lados planos
  • Morim ou meia-calça limpa
  • Colher de sopa
  • Água
  • Closet, armário ou despensa
  • Local com luz solar




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