O alho é uma hortaliça da família Aliácea e uma das mais antigas plantas cultivadas no mundo. Originário da Ásia Central, seu cultivo difundiu-se para a região do Mar Mediterrâneo em tempos pré-históricos. No Brasil, o alho chegou com s portugueses na época do descobrimento.
Pelos povos antigos, era considerada planta medicinal sendo até hoje usada contra gripes e resfriados. O alho destaca-se entre as hortaliças como fonte dos sais minerais potássio e zinco e as vitaminas B1 e B6.
Como comprar
O alho é um bulbo formado por um conjunto de bulbilhos. Popularmente,o bulbo é chamado de cabeça e os bulbilhos, de dentes. A casca pode ser branca ou roxa, mas os dentes são sempre de cor creme bem claro, tornando-se amarelados quando velhos.
Ao comprar, escolha bulbos firmes que se apresentem bem curados, ou seja, com a casca, a haste, a base e as raízes bem secas. A casca do alho bem curado solta-se com facilidade.
Evite bulbos com defeitos que comprometem a qualidade, tais como lho chocho, murcho, brotado, úmido e com sinais de mofos ou bolores e ataques de praga.
Alguns defeitos, como bulbo aberto, danos mecânicos leves em cicatrizados e base com rachadura, prejudicam a aparência sem inutilizar o alho para consumo.
Como conservar
Muito durável
O alho, em réstia ou com os bulbos soltos, mantém-se próprio para consumo por longo período de tempo em condição ambiente, desde que o local seja arejado, seco e escuro. Não se recomenda a conservação de alho com casca em geladeira.
Quando descascado, deve ser mantido em geladeira dentro de vasilha de vidro ou de plástico tampada.
Nessas condições, dura cerca de cinco dias. Também pode-se triturá-lo com sal, fazendo desta forma a pasta de alho, ou desidratá-lo após cortá-lo em fatias finas.
A pasta de alho e sal pode ser mantida em condição ambiente por várias semanas, mas quando se adiciona cebola é preciso mantê-la em geladeira.
O congelamento não é aconselhável porque ele prejudica a textura e o sabor do alho.
Como consumir
Em pasta, refogado ou seco
Há várias maneiras de descascar os dentes de alho. Com auxílio de uma faca, corte um pedaço pequeno das pontas e remova a casca ou pressione os dentes com o cabo da faca, esmagando-os levemente para em seguida remover a casca. Para facilitar o descascamento, podem-se deixar os dentes de molho em água até amaciar a casca.
O alho pode ser picado, ralado ou usado inteiro para temperar todo tipo de prato salgado. Adicionalmente, pode ser preparado em pastas para serem servidas com pães e em molhos de saladas.
Para realçar o sabor de tortas e pizzas, principalmente aquelas com chicória ou escarola, pegue cinco dentes de alho fatiados, acrescente uma colher (café) de sal e frite em duas colheres (de sopa) de óleo até dourar. Use para salpicar tortas ou pizzas antes de levá-las ao forno.
Ao refogá-lo, deve-se evitar o fogo alto, pois, se queimado, fica com sabor amargo.
Dicas
Para diminuir o sabor forte, divida o dente ao meio no sentido do comprimento e retire o miolo que fica bem no centro do alho.
O alho combina com vários outros temperos: salsa, açafrão, cebola, cebolinha, coentro, colorau, pimenta, orégano, manjericão. Em todas as combinações, é preciso dosar os temperos para evitar que o sabor do alho predomine sobre os demais.
Coloque dentes de alho descascados dentro de um vidro com azeite e deixe curtir em condição ambiente por alguns dias. Use o azeite para temperar saladas e o alho para temperar outros pratos.
Receitas
Batatas com alho
Ingredientes
• 500 g de batatas cozidas em água com sal
• 2 colheres (sopa) de manteiga
• 4 dentes de alho de alho picados em tamanho pequeno
• 4 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado
• Sal e pimenta-do-reino a gosto
Modo de fazer
1. Lave e descasque as batatas.
2. Cozinhe-as com sal até ficarem firmes, sem desmancharem.
3. Corte as batatas cozidas em rodelas.
4. Unte uma forma refratária com a manteiga e coloque as rodelas de batatas.
5. Derreta a manteiga, retire-a do fogo e acrescente o alho picado, a pimenta e o sal.
6. Derrame a manteiga temperada por cima das batatas.
7. Polvilhe o queijo e leve ao forno até dourar.
Tempo de preparo e cozimento: 30 minutos
Rendimento: 4 porções
Sugestão
v Sirva com carnes, peixe ou frango.
v O mesmo prato pode ser preparado com mandioquinha-salsa.
Pasta de alho com sal
Ingredientes
• 700 g de alho descascado
• 800 g de sal
• 250 mL de óleo de soja
Modo de fazer
1. Amasse bem o alho com máquina de moer carne, liquidificador ou pilão.
2. Transfira o alho esmagado para uma vasilha de plástico ou de vidro.
3. Adicione o sal e o óleo e misture até obter uma massa homogênea.
4. Coloque a pasta em frascos higienizados, tampe-os e mantenha-os em local fresco e escuro. Não é preciso manter em geladeira.
Prezados amigos: Com esta publicação, damos por encerrados os trabalhos aqui neste blog sobre "A Cultura do Alho", nosso objetivo é contribuir com uma página para Produtores, Profissionais da área, Estudantes, compilando, agregando, reunindo dados que possam facilitar o estudo e conhecimentos ora em questão, nossos agradecimentos à EMBRAPA, EPAMIG E AOS MESTRES DA HORTICULTURA.
Para melhor entendimento, publicaremos todos os slides disponíveis até o momento, procurando sempre que possível, atualizá-los e se quiserem aprofundar mais sobre algum assunto mais especifico, sugerimos no "Blog" procurar o marcador de "Alho" e ao clicar, serás direcionados ao conjunto de publicaçôees refentes a esta cultura.
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MEUS SINCEROS AGRADECIMENTOS POR SUA VISITA, SALIENTADO QUE ESTE É UM TRABALHO DE CONTRIBUIÇÃO, SEM NENHUMA VANTAGEM ECONÔMICA, REALIZADO APENAS PELO PRAZER E AO ETERNO AMOR À AGRICULTURA.
Nome comum noutros idiomas: garlic (inglês), Knoblauch (alemão), ail (francês), aglio (italiano)
Família: Liliaceas
ORIGEM
O alho provém do centro e sul da Ásia a partir de onde se difundiu para a área mediterrânica e daí para o resto do mundo. É cultivado há milhares de anos. Por volta do ano 3.000 a. C. já se consumia na Índia e no Egipto.
Em finais do século XV os espanhóis introduziram o alho no continente americano.
TAXONOMIA E MORFOLOGIA
Família: Liliaceae, subfam. Allioideae.
Nome científico: Allium sativum L.
Planta: bolbosa, vivaz e rústica.
Sistema radicular: raiz bolbosa, composta por 6 a 12 bolbos (“dentes de alho”), reunidos na sua base através de uma película fina, formando o que se conhece como “cabeça de alhos”. Cada bolbo encontra-se envolvido por uma túnica branca, por vezes um pouco rosada, membranosa, transparente e muito fina, semelhante às que cobrem todo o bolbo. Da parte superior do bolbo nascem as partes fibrosas, que se introduzem na terra para alimentar e fixar a planta.
Caules: são fortes, de crescimento determinado quando se tratam de caules rasteiros que dão à planta um porte aberto, ou de crescimento indeterminado quando são erguidos e direitos, podendo atingir até 2-3 metros de altura. Dependendo do marco de plantação, costumam deixar-se 2 a 4 caules por planta. Os caules secundários brotam das axilas das folhas.
Folha: radicais, compridas, alternadas, comprimidas e sem nervos aparentes.
Caule: assoma-se pelo centro das folhas. É oco, muito roliço e imberbe e cresce desde os 40 cm até mais de 55, terminando nas flores.
Flores: encontram-se contidas num folhelho membranoso que se abre longitudinalmente no momento da floração e permanece murcho debaixo das flores. Agrupam-se em umbelas. Cada flor apresenta 6 pétalas brancas, 6 estames e um gineceu.
Embora se tenham identificado clones férteis, as baixas percentagens de germinação das sementes e as plântulas de baixo vigor fazem com que o alho se torne definido como um apomíctico obrigado, termo que se refere à sua capacidade para produzir embriões sem existir fecundação prévia.
O ALHO - Informação nutricional
O seu conteúdo em alicina transforma-o num alimento com grandes propriedades terapêuticas.
O seu conteúdo de “ajona”, substância volátil que se obtém ao ser mastigado, faz dele um aliado contra os coágulos no sangue, recomendando-se para doenças cardíacas.
Devido ao seu alto conteúdo de potássio, colabora na eliminação de toxinas.
Oferece Magnésio, que ajuda na redução de açúcares e em menor quantidade cálcio, ferro, selénio, sódio e zinco.
O cultivo do alho
REQUISITOS EDAFOCLIMATICOS
Não é uma planta muito exigente em termos de clima, embora adquira um sabor mais picante em climas frios.
O zero vegetativo do alho corresponde a 0º C. A partir desta temperatura inicia-se o desenvolvimento vegetativo da planta. Até a planta ter 2-3 folhas suporta bem as baixas temperaturas. Para conseguir um desenvolvimento vegetativo vigoroso é necessário que as temperaturas nocturnas permaneçam abaixo dos 16º C.
Em pleno desenvolvimento vegetativo tolera altas temperaturas (acima dos 40º C) sempre que tiver humidade suficiente no solo.
Os solos devem ter uma boa drenagem. Uma humidade no solo um pouco abaixo da capacidade de campo é óptima para o desenvolvimento do cultivo.
O alho adapta-se muito bem à maioria dos terrenos onde se cultivam cereais. Prefere os terrenos francos ou pouco argilosos, com conteúdos moderados de cal, ricos em potássio.
MATERIAL VEGETAL
Existem fundamentalmente dois grupos varietais de alhos:
Alhos brancos: são rústicos, de boa produtividade e conservação. Costumam consumir-se secos.
Alhos rosados: possuem as túnicas envolventes de cor rosada. Não se conservam muito bem. São mais precoces do que os brancos.
A quase exclusiva multiplicação por bolbos confere ao alho uma grande estabilidade de caracteres, o que explica o número limitado de variedades botânicas cultivadas, sendo a Branca ou comum a que prevalece em todos os países. O alho branco é tardio, rústico, de boa produtividade e excelente sabor.
O ecótipo chinês, que introduziu em 1990, ganhou em grande percentagem ao rosado.
PARTICULARIDADES DO CULTIVO
Em caso algum devem plantar-se alhos depois de alhos, cebolas ou qualquer espécie pertencente à família Liliaceae. Também não se recomenda cultivar alhos depois de beterraba, luzerna, ervilhas, feijões, favas, espinafres, nem depois de arrancar uma vinha ou uma plantação de árvores de fruto.
Os cultivos precedentes ao alho que se consideram mais adequados são: trigo, cevada, colza, batata, alface, repolho e pimento.
Preparação do terreno
Os trabalhos devem começar cerca de seis meses antes da plantação. Estes devem deixar o terreno mais fofo e esponjoso em profundidade. Consistirão num trabalho de arado profundo (30-35 cm) seguido de 2 ou 3 passagens cruzadas. Com este primeiro trabalho enterram-se os adubos orgânicos.
Plantação de bolbos
Costuma realizar-se em Outubro - Novembro e em Maio - Junho, embora por vezes se realizem plantações tardias em finais de Dezembro e inícios de Janeiro. É levado a cabo em bordos ou em cômoros.
Bordos: Este método é apropriado para grandes cultivos e para as zonas onde existirem dificuldades de praticar riscos (zonas de seca). Realizam-se com uma largura de 2-3 m e uma separação de 0,7-1 m. A plantação é efectuada em buracos abertos, deixando 30 cm entre carreiras e 20-25 cm entre plantas de uma mesma carreira.
Cômoros: é o sistema mais utilizado e o mais adequado para cultivar alhos em locais com problemas de fornecimento de água. Os cômoros podem ser construídos com arados de aiveca elevada ou com enxadões. A largura dos sulcos será de 50 cm e os bolbos plantam-se a 20 cm entre si e a 20-25 cm entre carreiras. A profundidade a que são plantados dependerá do tamanho do bolbo, embora costume ser a 2-3 cm ou 4 no máximo.
Também se podem cultivar em carreiras, limitando os quadros de cultivos hortícolas, colocados em filas distanciadas a 12 cm.
Mondas
O alho é um cultivo que devido às suas características morfológicas cobre pouco o terreno e, por tanto, oferece uma certa facilidade para o desenvolvimento de ervas daninhas e para a evaporação. É de grande importância manter o cultivo limpo de ervas daninhas, através das mondas adequadas.
COLHEITA
Nas plantações de Outono são necessários 8 meses para chegar à colheita e 4 meses ou 4 meses e meio nas plantações de Primavera. A humidade do terreno em contacto com as cabeças já maduras provoca nas túnicas externas escurecimentos e apodrecimentos provocados pela acção de fungos saprófitos, que por vezes deterioram a qualidade da colheita.
O momento preciso da colheita corresponde à completa dissecação das folhas, realizando o arranque das cabeças com bom tempo. Adiantar em excesso o momento da colheita produz uma diminuição da colheita e uma perda de qualidade.
Em terrenos soltos os bolbos desenterram-se, puxando pelas folhas, enquanto que em terrenos compactos é conveniente usar palas de ponta ou saxos. Actualmente colhe-se de forma mecânica com colhedoras atadoras de fardos.
As plantas arrancadas deixar-se-ão no terreno durante 4-5 dias (sempre que o clima o permita) e posteriormente serão transportadas em carrinhos de mão para os armazéns de classificação e registo. À medida que se vão recolhendo os bolbos deverá limpar-se a terra que tiverem no seu corpo.
Se a colheita da semente se destinar para semente, será realizada com a planta totalmente madura. Depois da colheita e durante o período de selecção, vão-se separando os bolbos melhor formados, sãos e os que responderem totalmente às características da variedade cultivada. De seguida são registados e as réstias são colocadas debaixo de telha, num local bem seco e ventilado. Para semear um hectare são precisos cerca de 700 kg de bulbos.
Para o cultivo do alho, devem-se separar os dentes do bulbo, enterrando-os a uma profundidade de cerca de 6 cm, com a extremidade em bico voltada para cima. São semeados às fileiras (distantes entre si em cerca de 30 a 50 cm), deixando-se aproximadamente 15 cm entre uma planta e outra.
Quanto ao tipo de solo, a planta de alho prefere solos leves, finos, ricos em matéria orgânica e bem drenados. Não suporta terrenos úmidos. Solos pesados e mau drenados não permitem o bom desenvolvimento das raízes, prejudicando a nutrição da planta.
No que respeita às condições climáticas, o alho é uma cultura de clima frio, suportando bem baixas temperaturas, sendo, inclusive, resistente a geadas. A planta exige pouco frio no início da cultura, muito no meio do ciclo e dias longos no final. Portanto, temperatura e fotoperíodo são fatores de clima extremamente importantes à cultura do alho, influindo na fase vegetativa, no bom desenvolvimento e na produtividade. O comprimento do dia, ou fotoperíodo, determina em que região e em que época cada variedade deve ser plantada. No alho, tais fatores têm papel visivelmente mais destacado.
Enfim, quanto à colheita, de modo geral, colhe-se a planta quando ela apresenta, no final do ciclo, três a quatro folhas verdes e as demais secas. É fundamental conhecer o ciclo da planta, pois doença, ataque de pragas, nutrição deficiente e outros problemas podem levar ao mesmo aspecto visual. Após a colheita, os bulbos devem secar ao sol, por três a quatro dias, preferivelmente em gavetas de madeira, evitando que sejam banhados por chuva. O armazenamento pode ser feito em câmaras frias a 0° C, com umidade de 70 a 75%. O alho é uma das poucas hortaliças que deve ser armazenada sob umidade relativa do ar baixa.
Embora o alho possa ser cultivado com sucesso em quase todo o Brasil (exceto na maior parte da Amazônia), nosso país não é auto-suficiente na cultura, realizando importações anuais, principalmente da Argentina, para abastecer o mercado interno.
ÉPOCA DE PLANTIO
Sul=maio/junho
Sudeste=mar./abr.
Nordeste=maio
Centro-oeste=mar./abr
Norte=não recomendável
imigrante Takashi Chonan desenvolveu e batizou no planalto catarinense a principal variedade de alho nacional, branco por fora e arroxeado por dentro
Dizem que o alho chegou ao Brasil junto com as caravelas de Cabral. A resistente hortaliça seria parte do magro cardápio consumido pelas tripulações. Mas, uma vez no país, levou cinco séculos para sair do fundo dos quintais, onde era cultivado em pequenas quantidades como tempero e ingrediente de remédios caseiros, para enfim virar uma cultura capaz de gerar riqueza no campo. Para isso foi preciso aparecer por aqui um japonês baixinho, de sorriso fácil e olhos vivazes por detrás das lentes bifocais. Takashi Chonan desembarcou no porto de Santos em 1958, aos 21 anos. Trazia só um diploma de técnico agrícola e esperança. Fazia parte das levas que deixavam o Japão nos anos seguintes ao final da Segunda Guerra Mundial.
Pioneirismo: Chonan começou o melhoramento genético do alho brasileiro nos anos 70, em Curitibanos, SC
'Vim para o Brasil porque era o único país que aceitava imigrantes solteiros', lembra Chonan, num português ainda carregado de sotaque. Aqui, ele dedicou boa parte dos últimos 45 anos a desenvolver e melhorar a principal variedade de alho nacional, que hoje leva o seu nome. O alho Chonan é o precursor das variedades de alhos nobres brasileiras e ocupa pelo menos metade da área cultivada no país, que chega a 12 mil hectares. 'Mas eu não ganho nem um centavo com o nome, não', explica.
Numa propriedade de 60 hectares em Curitibanos, SC, Chonan começou o melhoramento genético do alho brasileiro. A partir de 77, a então Empasc - Empresa de Pesquisa Agropecuária de Santa Catarina, transformou suas terras em campo experimental. Durante mais de uma década ele recebeu visitas quase diárias de técnicos e agrônomos que pesquisavam o desenvolvimento da cultura.
O cultivo da hortaliça é quase artesanal: o plantio é feito dente por dente, e a colheita, bulbo por bulbo
Um deles era Gilmar Dallamaria, atual presidente da Anapa - Associação Nacional dos Produtores de Alho. 'O alho Chonan foi o precursor dos cultivares brasileiros. Todas que se desenvolveram depois dele têm as mesmas características, de alho roxo', diz Dallamaria.O começo da aventura brasileira decepcionou o imigrante. A propaganda do governo japonês mostrava um país repleto de oportunidades, com vastas fazendas de café, mas Chonan acabou empregado numa granja em São Bernardo do Campo, SP. 'Se fosse para criar galinhas eu ficava no Japão', reclama. Mas foi nos finais de semana em que ia para a feira em São Paulo vender ovos que Chonan abriu os olhos: percebeu que praticamente toda a maçã e o alho eram importados. 'Aí tem negócio de futuro', pensou. Ainda na feira, viu que os brasileiros preferiam o alho do tipo europeu, graúdo, branco por fora e roxo por dentro. Típico de regiões com o inverno frio, assim como a maçã. O alho que se cultivava aqui e ali no Brasil, no entanto, era o branco, miudinho, de pouco valor comercial.
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O alho é uma hortaliça de bulbo muito protegida contra a água formada por bulbilhos (dentes) um número variável de dentes protegidos individualmente por uma túnica e protegidos coletivamente por uma túnica de folhas secas. O alho é um produto reconhecido pelo seu valor medicinal e usado principalmente como tempero. A principal substância pungente que compõem o sabor característico do alho é o dialil dissusfeto que compõem aproximadamente 70% dos compostos voláteis deste produto (Wu et al., 1996)
O alho deve ser colhido quando cerca de 2/3 de sua folhas já começam a amarelecer e ou secar, pode ou não ocorrer tombamento dependendo da cultivar. Bulbos colhidos ainda imaturos deterioram rapidamente e a colheita muito tardia também causa aumento de perdas. Para colher os bulbos mais secos, deve-se suspender a irrigação 2 a 3 semanas antes da colheita. Após a colheita as ramas só devem ser cortadas após estarem amareladas e secas (cura). O corte das ramas ainda verdes expõem tecidos vivos e feridos a ação de patógenos, que causam apodrecimento. O corte das ramas deve ser feito deixando-se um pescoço de pelo menos 2cm, o corte muito rente da rama causa aumento de deterioração no armazenamento.
Atualmente já há vários alhos nobres, que podem ser cultivados no Brasil. Estas cultivares de alho nobre possuem menos de 20 dentes ou bulbilhos e formam um bulbo com diâmetro da ordem de 6cm. Cultivares comuns apresentam mais de 20 dentes por bulbo. As cultivares de alho tipicamente tem cor branca ou roxa. A cultivar Peruano, uma das cultivares, roxas que produz dentes grandes apresenta perfilhamento, e produz os chamados bulbo sorriso nos quais a túnica não envolve os bubilhos. Como este defeito não chega a causar sérios prejuízos à conservação, esta cultivar é bem aceita por comerciantes e consumidores. O defeitos mais graves do alho são o chochamento, a brotação e o apodrecimento. Outros defeitos que podem ter importância variável são os ferimentos, rachaduras e os danos de pragas (Brasil, 1986)
A principal vantagem da armazenagem do alho é permitir a venda do produto por melhor preço em períodos de entressafra. O alho pode ser conservado por 4 a 6 meses em armazéns não refrigerados. Neste tipo de armazenamento a perda de água e chochamento são as principais causas de perdas pós-colheita (Finger & Puiatti, 1994; Luengo et al., 1996). O alho pode ser armazenado com a rama, solto ou em réstias (Figura 3) ou sem a rama em caixa e sacos. Os bulbos com rama seca soltos ou em réstias servem para o armazenamento de curta duração feito na propriedade agrícola. O armazenamento prolongado deve ser feito após a toalete dos bulbos apropriadamente curados. Não se prestam para o armazenamento prolongado os bulbos que sofreram deficiência de cálcio ou boro durante o cultivo, visto que estas deficiência minerais tornam os bulbos mais susceptíveis ao chochamento por desidratação. No armazenamento as perdas por chochamento podem também ter outras causas. Por exemplo, o chochamento com amarelecimento interno e nas escamas dos bulbilhos é usualmente causado por nematóides como o (Ditylenchus dipsaci), outros tipos de chochamento podem envolver a ação de ácaros e de fungos, Charchar (2001).
O alho é uma das poucas hortaliças que deve ser armazenada sob umidade relativa do ar baixa (70 a 85%). Umidade relativa inferior a 70% causa excessiva perda de água e umidade maior que 85% pode favorecer o apodrecimento dos bulbos mesmo que não ocorra condensação de água na superfície deste produto. Temperaturas entre 5 e 15 °C são ótimas para a quebra da dormência e tem efeito de vernalização (Mann, 1952; Silva, 1985). Por esta razão o alho deve ser armazenado em temperaturas ao redor de zero graus. Há recomendações de armazenamento de alho entre -1,0 e -2,0 oC (Bottcher & Gunther, 1994). Na verdade há até recomendações de armazenamento do alho a -3,0 e a -4,0 (Bertolini & Tian, 1996), no entanto, estas temperaturas mais baixas de armazenamento envolvem o risco de perda do produto por congelamento se não houver controle acurado de temperatura na câmara fria ou se o alho armazenado não estiver bem curado. Em termos de se Temperaturas próximas a 0 oC também causam quebra da dormência e vernalização, porém inibem o desenvolvimento da brotação dos bulbilhos. Assim os bulbilhos armazenados em baixa temperatura brotam rapidamente quando voltam para temperaturas próximas a 20 oC. Temperaturas acima de 28 oC inibem a brotação, porém causam excessiva desidratação e deterioração do alho.
O armazenamento refrigerado do alho facilita o controle de pragas, como os ácaros que causam chochamento dos bulbilhos. No armazenamento em temperatura ambiente no Brasil (>20oC) o controle de pragas de armazenamento é feito com o uso de fumigação como fosfina e brometo de metila (Cosenza et al., 1981; Santos et al., 1972).
Durante o armazanamento alho ocorre uma superação da dormência que é governada por possivelmente pelo balanço de promotores e inibidores de crescimento. Após a superação da dormência se houver condições apropriadas de temperatura e umidade suficiente ocorre a brotação e a formação de raízes. Neste processo as reservas dos bulbilhos são consumidas num processo que envolve aumento da respiração, aumento da transpiração e perda da firmeza e da qualidade do bulbilho para consumo. Por esta razão a brotação é um dos grandes problemas do armazenamento prolongado de cultivares de alho com período de dormência curto.
A brotação do alho pode ser controlada como o uso de uma dose ao redor de 100 Gy de irradiação gama de fontes de Césio (137Ce) ou de Cobalto (60Co) (Kader, 1986; Maxie et al., 1971). Alternativamente a brotação pode ser inibida com 2000mg/L de hidrazida maleica aplicada como pulverização folhar cerca de duas semanas antes da colheita (El-Oksh et al. 1971; Kader, 1986), quando cerca de 40% das plantas apresentaram o tombamento. Apesar de numerosos estudos terem evidenciado que frutas e hortaliças irradiadas com fontes que não causem radiação induzida serem seguras, estes produtos irradiados ainda não este liberados para consumo no Brasil. A hidrazida maleica após controvérsias sobre possíveis efeitos cancerígenos voltou a ser liberada pelo ministério da agricultura no Brasil, e em alguns países que tinham suspendido o uso deste produto. Do ponto de vista de controle de brotação a hidrazida maleica é comprovadamente eficiente e pode ser inclusive ser utilizada para a desvitazação do alho importado, que não deva ser utilizado pelos agricultores.
Recentemente tem se tornado popular a comercialização dos bulbilhos descasdos dentro de embalagens plásticas. A remoção das folhas protetoras dos bulbilhos causa a quebra da dormência. Assim o alho minimamente processado é um produto muito mais perecível que murcha e deteriora com mais facilidade. Por esta razão este produto minimamente processado deve ser armazenado em temperatura entre -1,0 e 0,0 oC. Temperaturas acima de 3oC devem ser consideradas altas e prejudiciais
O alho era muito utilizado há milhares de anos pelos hebanários (estabelecimento que vende ervas medicinais) e curandeiros para combater inúmeras doenças.
Louis Pasteur, químico francês do século XIX, evidenciou propriedades anti-sépticas que há no alho, informações, estas usadas na Primeira e Segunda Guerra Mundial, pelos exércitos inglês, alemão e russo. Hoje o alho é receitado pelos naturalistas e outros que acreditam na cura pelas ervas como também para prevenir resfriados, gripes e doenças infecciosas.
Foi feito um estudo pelos cientistas mais profundo, a respeito do uso do alho para o colesterol e na hipertensão, eles explicam que a alicina, uma substancia química que se forma quando o alho é esmagado, reduz os níveis de colesterol e baixa a pressão arterial, também nesta pesquisa descobriram que reduz as coagulações sanguíneas, diminuindo assim o risco de infarto e derrame cerebral.
Foram feitas pesquisas em laboratórios com animais, que mostram que o alho ajuda a diminuir o câncer de mama, pele e pulmão, além de ajudar a prevenir o câncer do cólon e do esôfago.
Ainda não foi determinada a quantidade de alho a ser consumida para obter esses benefícios a saúde. Alguns médicos alemães acreditam que quatro gramas, que seria o equivalente a dois dentes de alho, seria o suficiente para tratar a hipertensão ou o colesterol, já para inibir a coagulação sanguínea, teria no mínimo ser 10 dentes de alho.
Já os clínicos descordam quanto a ser cozido ou desidratado que o consumo seja cru, o seu inconveniente é que o alho cru pode causar indigestão, e também pode causar irritação na mucosa, e na pele.
Não existem garantias de que ele evita as doenças. Mas de qualquer forma sabemos que o alho enriquece as refeições deixando com mais sabor.
Tradicionalmente, o alho como um alimento Yang tem sido usado para promover circulação de energia, aquecer o estômago e remover algumas substâncias tóxicas acumuladas. Isso é compatível com o descobrimento moderno do alho ser capaz de matar germe, promover a digestão e melhorar o apetite. Mas descobriram-se nos últimos anos que o alho possui muitas funções terapêuticas mais importantes, tanto quanto sendo usado como um remédio para hipertensão, hepatite e câncer.
O alho tem estado em uso popular no Japão há um longo tempo, e um recente estudo Japonês revelou que o alho contém um mineral chamado Ge que é capaz de prevenir o câncer de estômago. Um time de médicos do “Hunam Medical College” na China, o qual chamou a si próprio de Grupo Pesquisador do Alho como Agente Anticancerígeno, usou um medicamento patenteado feito de alho para tratar 21 casos de carcinoma de nasofaringe (câncer do nariz e da garganta) com resultados significantes na maioria dos casos. Além disso, o mesmo grupo de médicos também descobriu que o alho é eficaz para tuberculose pulmonar, coqueluche, disenteria amebiana e bacilar, enterite (inflamação dos intestinos), oxiuríase (oxiúro), ancilostomíase (uncinariose), prevenção de gripe e de epidêmica (inflamação do cérebro e aplicação externa para o tratamento de vaginite por tricomonas)
O alho tem efeitos colaterais, entretanto, e por esta razão, deveria ser usado com cuidado. O alho pode fazer com que as hemácias se tornem marrom escuras pelo contato, e também podem dissolver as hemácias quando aplicado em grandes concentrações. Além disso, o óleo volátil contido no alho pode inibir a secreção de sucos gástricos e também pode causar anemia. Sabe-se bem que o alho pode causar mau hálito, o qual pode ser reduzido ou eliminado pelo gargarejo com chá forte, comendo algumas tâmaras vermelhas ou bebendo algumas xícaras de chá.
O alho na fitoterapia
A utilização do alho como fitoterápico ou como alimento funcional remonta à antiguidade. Há indícios de seu uso no Antigo Egito, na Grécia (onde era conhecido como “rosa de mau cheiro”) e na Babilônia, há mais de 5 mil anos. Documentos Chineses de 3 mil anos, anotados por Marco Polo falam do uso medicamentoso do alho, para desintoxicação.
Foi Hipócrates o primeiro a descrever com detalhes o uso terapêutico do alho, como diurético e laxante. Plínio e Galeno, médicos romanos também utilizavam o alho para o tratamento de infecções intestinais, problemas digestivos, pressão alta, senilidade e impotência.
Consta que a uma das primeiras greves de que se tem notícia aconteceu quando os trabalhadores que construíam as pirâmides do Egito deixaram de receber sua porção diária de alho, que estava em falta no mercado. Eles acreditavam que tal alimento os deixava com maior rendimento físico e os protegia das endemias típicas da época, como o cólera, o tifo e a varíola.
Louis Pasteur demonstrou as propriedades anti-sépticas do alho, o que motivou seu uso nas Grandes Guerras, tanto por ingleses, como por alemãs e russos.
Com o desenvolvimento dos antibióticos durante a segunda grande guerra, os estudos com o alho foram abandonados até recentemente, quando se renovou o interesse devido ao aparecimento de microorganismos resistentes aos antibióticos.
De fato, a alicina – substância presente na planta – tem ação bactericida em infecções de pele como a furunculose e também ação antiviral comprovada contra o vírus da gripe. O extrato de alho é usado atualmente como antibiótico e antifúngico e como antiviral no tratamento da herpes e outros vírus relacionados. Aumenta a ativação das células T e acentua a função antitumoral dos macrófagos. Na China, altas doses provaram ter eficiência no tratamento da meningite criptocócica, infecção fúngica muito resistente à terapia convencional.
São também muito conhecidas as propriedades vermífugas do alho, tanto anti-helmínticas quanto antiprotozoários, principalmente a ameba.
Por ser um inibidor das proteases, o alho afeta a concentração sérica de alguns antiretrovirais que utilizam a mesma via metabólica, como o indinavir e o saquinavir, reduzindo sua concentração em até 50%. Isto serve de alerta para que se tenha cautela no uso indiscriminado da planta, principalmente em pacientes que vivem com HIV e que façam uso do “coquetel” anti-HIV.
Além deste caso, foram descritos alguns casos de dermatite de contato e asma alérgica após a ingestão de alho.
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos, o risco de homens que comem mais alho e cebola em desenvolver câncer de próstata é 50% menor que os que não fazem o uso destes vegetais na dieta.
Foi comprovada a atividade dos leucócitos de pessoas alimentadas com alho 139 % superior que os de pessoas sem alho na dieta. Esta proteção parece ser resultado de vários mecanismos, incluindo: bloqueio da formação de compostos nitrosaminas, hepatoproteção seletiva contra substâncias carcinogênica, supressão da bioativação de vários carcinogênicos, aumento seletivo do reparo do DNA, redução da proliferação celular e indução da apoptose. Possivelmente vários destes eventos ocorrem simultaneamente e a ação dos componentes sulfurados parece ser influenciada por diversos componentes da dieta. Por exemplo, a presença do selênio, seja como parte da dieta, seja componente do suplemento alho, contribui para aumentar a proteção contra carcinogênese mamária induzida pelo 7,2 dimetilbensa (a) antraceno.
composto sulfurado com propriedade antineoplásica
tipo de célula onde atua
ajoene
linfócitos, células colonicas, leucemia
alicina
linfóide
dialil sulfeto
próstata, leucócitos
dialil dissulfeto
pulmão, células colonicas, pele, próstata, mama
dialil trissulfeto
pulmão
s-alil cisteína
neuroblastoma, melanoma
s-alilmercaptocisteína
próstata, mama
Esta capacidade de alimento funcional parece ser devida a um composto sulfuroso, o allium, que também é o responsável pelo cheiro característico.
Os compostos de enxofre e flavonóide quercetina parecem ser os responsáveis pela prevenção do aparecimento de células cancerosas no estômago e fígado.
A ação antioxidante da alicina, da aliina e do ajoeno justificam o efeito do alho sobre as LDL pois inibem a peroxidação lipídica por meio da inibição da enzima xantina oxidase e de eicosanóides. O alho também eleva a capacidade total antioxidante do organismo devido à ação dos bioflavonóides quercitina e campferol, por meio de um mecanismo mediado pelo óxido nítrico e, in vitro, age diretamente como varredor dos radicais livres. a alicina mostrar analogia estrutural com o dimetilsulfeto, o qual possui uma boa capacidade varredora de radicais livres. A presença de selênio em sua composição também contribui com este efeito. Isto quer dizer que os compostos sulfurados aliados aos bioflavonóides incrementam, a ação medicamentosa do alho.
Indica-se a suspensão de suplementos de alho para gestantes, nutrizes, crianças abaixo de quatro anos e nos períodos pré e pós-cirúrgicos devido ao seu efeito antiplaquetário. Este mesmo efeito indica seu uso como adjuvante no tratamento da hipertensão arterial e das arritmias cardíacas.
Há evidências, cuja comprovação depende ainda de estudos mais profundos e sistemáticos, com relação à funcionalidade alimentícia do alho no que tange ao aparelho cardiovascular. Os achados até agora indicam possíveis benefícios no controle dos níveis de colesterol no sangue, bem como no controle da hipertensão arterial. Várias pesquisas têm atribuído os efeitos terapêuticos do alho à presença de algumas substâncias, cujas mais notáveis são:
· Óxido dialildissulfeto – redução dos níveis de colesterol e outros lipídeos;
· Germânio – elemento condutor de oxigênio, agente hipotensor;
· Selênio – mineral com efeito protetor no coração, pois ajuda a prevenir a formação de ateroma, anticoagulante e hipotensor.
100 g de alho contém, aproximadamente:
água
59g
calorias
149 kcal
lipídeos
0,5 g
carboidratos
33,07 g
fibra
2,1 g
manganês
1672 mg
potássio
401 mg
enxofre
70 mg
cálcio
181 mg
fósforo
153 mg
magnésio
25 mg
sódio
17 mg
vitamina B-6
1235 mg
vitamina C
31 mg
ácido glutamínico
0,805 g
arginina
0,634 g
ácido aspártico
0,489 g
leucina
0,308 g
lisina
0,273 g
proteínas
6,05 g
aalfa-tocoferol
10,00 micro g
outros:
ácido alfa-aminoacrílico; ácido fosfórico livre; ácido sulfúrico; ajoeno (produzido por condensação da alicina); açúcares (frutose e glicose); alil; alil-propil; aliína (que se converte em alicina); aliinase; aminoácidos (ácido glutamínico, arginina, ácido aspártico, leucina, valina e lisina); citral; desoxialiina; dissulfeto de dialila; felandreno; galantamina; geraniol; heterosídeos sulfurados;insulina; inulina; linalol; minerais (manganês, potássio, cálcio, fósforo, magnésio, selênio, sódio, ferro, zinco, cobre); nicotinamida; óleo essencial (muitos compostos sulfurados, dentre eles: disulfuro de alil, trisulfuro de alil, tetrasulfuro de alil); óxido dialildissulfeto; polissulfeto de dialila, trissulfeto de dialila; prostaglandinas A, B e F; proteínas; quercetina; sulfetos de vinil; trissulfeto de alila; vitaminas A, B6, C, ácido fólico, pantotênico, niacina).
composto possível
atividade biológica
aliina
hipotensor, hipoglicemiante
ajoeno(ajocisteína)
prevenção de coágulos, antiinflamatório, vasodilatador, hipotensor, antibiótico
alicina e tiossulfatos
antibiótica, antifúngica, antiviral
alil mercaptano
hipocolesterolemiante
s-alil cisteína e compostos gama glutâmico
hipocolesterolemiante, antioxidante, quimioprotetor frente ao câncer
sulfeto dialil
hipocolesterolemiante
adenosina
vasodilatadora, hipotensora, miorelaxante
fructanos (escorodosa)
cardioprotetora
fração proteica F-4
imunoestimulante
quercetina
antialergênica
saponinas (gitonina F, eurobosído B)
hipotensora, antimicrobiana
escordinina
hipotensora, aumenta a utilização de B1, antibacteriana
selênio
antioxidante
ácidos fenólicos
antiviral e antibacteriana
saponinas
anticancerígena
Esta é a contribuição do Professor Luiz Azar. Fim
8) Conclusão:
Com o sabor marcante e aroma envolvente, este pequeno alimento, parente da cebola, nos é de grande utilização. Muito usado por nós brasileiros como tempero e como remédio.
Vimos que este condimento tem enorme importância em nossas casas, não só por ser indispensável na cozinha como faz muito bem à saúde. Gripou? Tome um chá de alho.
Se você é um amante do alho, abuse do seu sabor, que assim sua saúde será privilegiada com a ação fitoterápica deste bulbo. Mas lembre-se de dar alho às pessoas a sua volta, assim ninguém irá perceber que você comeu alho também.