google.com, pub-8049697581559549, DIRECT, f08c47fec0942fa0 HORTA E FLORES: CENOURA
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sexta-feira, 3 de março de 2023

Doenças da Cenoura

 

Estão registradas no Brasil mais de quinze doenças de cenoura, causadas por fungos, vírus, bactérias e nematóides. Destas, um número relativamente pequeno é responsável pela maior parte dos danos ocorridos na cultura.

O controle destas enfermidades tem sido feito através do uso de cultivares resistentes e/ou fungicidas, bem como pelo emprego correto das práticas culturais.

Podridão de pré e pós-emergência

Dentre os vários patógenos envolvidos na ocorrência de podridões em cenoura tem-se: Alternaria dauci, Alternaria radicina, Pythium sp., Rhizoctonia solani e Xanthomonas campestris pv. carotae. A podridão de pré-emergência resulta em falhas no estande.

Na podridão de pós-emergência, também chamada de tombamento, as plântulas apresentam um encharcamento na região do hipocótilo rente ao solo, provocando reboleiras de plantas tombadas ou mortas. O controle só é eficiente quando se utilizam sementes de boa qualidade, rotação de cultura, adequada profundidade de plantio e manejo adequado de água.

Queima-das-folhas

É a doença mais comum da cenoura. É causada por Alternaria dauci, Cercospora carotae e Xanthomonas campestris pv. carotae. Caracteriza-se principalmente por uma necrose das folhas (Figura 1) que, dependendo do nível de ataque pode causar a completa desfolha da planta e, consequentemente, resultar em raízes de tamanho pequeno.

Fig. 1. Queima das folhas, causada por Alternaria dauci, Cercospora carotae e Xanthomonas campestris pv. carotae.

Os três patógenos que causam a queima-das-folhas podem ser encontrados na mesma planta, e até em uma única lesão.

É difícil determinar o(s) agente(s) causal(is) envolvido(s) pelos sintomas nas folhas, principalmente porque os cultivares reagem de maneira diferenciada ao ataque. A Alternaria dauci produz lesões nas folhas mais velhas e é caracterizada por necrose da borda dos folíolos, enquanto Cercospora carotae produz lesões individualizadas.

Os sintomas produzidos por X. campestris pv. carotae são indistinguíveis dos outros, embora, sob condições de alta umidade, seja comum uma exudação sobre as lesões bacterianas.

As cultivares do grupo "Nantes" são as mais suscetíveis à queima-das-folhas, e por isso necessitam da aplicação preventiva de fungicidas para o controle. As cultivares Brasília, Kuroda e Kuronan e outras adaptadas ao plantio de verão têm um bom nível de resistência a esta doença, praticamente dispensando o controle químico.

As cultivares do grupo Kuroda (Kuroda Nacional, Shin Kuroda, Nova Kuroda, Kuroda) apresentam diferenças entre si quanto à resistência . Portanto, a escolha de uma cultivar deste grupo deve levar em conta a sua procedência.

A cultivar Brasília, em certas condições, pode apresentar alguma suscetibilidade à C. carotae, requerendo algumas pulverizações.

O controle químico, quando os três patógenos estão presentes, deve ser feito com produtos à base de cobre (mais eficientes contra Xanthomonas campestris pv.carotae), intercalados com outros fungicidas ditiocarbamatos que estjam registrados para a cultura da cenoura (Tabela 1).

Podridão das raízes

Em geral é causada pelos fungos Sclerotium rolfsii, Sclerotinia sclerotiorum (Figura 2)ou pela bactéria Erwinia carotovora (Figura 3). As plantas atacadas apresentam crescimento reduzido com as folhas superiores amareladas, as quais tornam-se murchas no horário mais quente do dia.

Fig. 2. Planta atacada por Sclerotium rolfsii

Fig. 3. Raiz atacada por bactéria Erwinia caratovora


Os dois primeiros patógenos produzem podridão mole acompanhada da formação de escleródios e profuso crescimento micelial branco. Os escleródios de Sclerotinia sclerotiorum são de cor preta, irregulares, com até 1 cm de comprimento, e os deSclerotium rolfsii são menores, redondos, assemelhando-se a sementes de mostarda.

A bactéria Erwinia carotovora produz uma podridão mole em pequenas áreas das raízes, que se expandem sob condições de altas temperatura e umidade. As podridões ocorrem no campo quando a umidade do solo é excessiva.

Portanto, é essencial que se cultive a cenoura em solos que não acumulem muita água, que o plantio em época chuvosa seja feito em canteiros mais altos, e que a irrigação seja adequada, evitando-se o excesso de água. O controle químico normalmente não é econômico para nenhum dos três patógenos.

Após a colheita, ocorrem podridões secas e podridões moles, sendo essas últimas as mais importantes. O principal agente das podridões é a bactéria Erwinia carotovora, que causa grandes perdas quando as raízes são colhidas em solos molhados e/ou após a lavadas, as raízes não são adequadamente secas antes de serem embaladas (encaixotadas).


Nematóides

As espécies dos nematóides das galhas Meloidogyne incognita, M. javanica, M. arenariae M. hapla são os mais importantes nos cultivos de cenoura no Brasil. As plantas infectadas mostram crescimento reduzido e amarelecimento nas folhas semelhante ao sintoma de deficiência mineral.

As raízes tornam-se de tamanhos reduzidos com deformações devido a intensa formação de galhas (Figura 4).

Fig. 4. Raízes atacadas por nematóide de galhas  


A rotação de cultura e resistência genética são os principais e mais eficientes métodos de controle dos nematóides. A rotação com plantas do gênero Stylosanthes, Crotalaria e Styzolobium por um período mínimo de 120 dias, reduz a população dos nematóides e melhora as propriedades físicas do solo.

A rotação com tagetes e graminea como milho e sorgo é também utilizada em solos infestados para reduzir a população dos nematóides. Além do uso da rotação de culturas em áreas infestadas, recomenda-se também fazer arações e gradagens profundas em dias secos e quentes, para matar os nematóides por excesso de desidratação e calor.

O uso de cultivares resistentes como Brasília e Alvorada, bem como a aplicação de nematicidas registrados como Carbofuran, são outras medidas de controle dos nematóides que complementam a rotação de culturas.



sexta-feira, 16 de dezembro de 2022

Plantas daninhas e seu controle na Cenoura

 

Plantas daninhas

Muitas plantas daninhas causam dano econômico à cultura da cenoura.

Essa cultura tem demorado estabelecimento de plantas, e com isso, nos primeiros 40-50 dias após a semeadura, é preciso intensificar o controle de plantas daninhas para que não ocorra redução da produtividade dessa cultura. O mato compete por luz, água, nutrientes, espaço e é hospedeira de doenças como os nematoides das galhas. Por isso, a lavoura deverá ser mantida livre dos mesmos para o bom desenvolvimento e satisfatória produtividade de raízes comerciais. Muitas plantas daninhas são problemas sérios na cultura da cenoura. Por exemplo, a tiririca (Cyperus rotundus) é de difícil controle com herbicidas e o controle manual, além de ineficiente, danifica a lavoura, pois a retirada das mesmas acaba arrancando também as plantas de cenoura. Outras de folhas estreitas, a exemplo das gramíneas como capim pé-de-galinha (Eleusine indica) ou marmelada (Braquiaria plantagienea) também são problemas sérios, mas podem ser controlados com herbicidas registrados para a cultura da cenoura. Folhas largas também são problema, entre eles corda-de-viola (Ipomoea spp.), trapoeraba (Commelina benghalensis L), trevo [(Oxalis latifólia Kunth) Figura 8]. No entanto, o controle integrado aliado a técnicas adequadas de manejo, podem ajudar a manter a lavoura no limpo no período mais crítico do desenvolvimento.

Plantas daninhas em competição com cenoura.

O manejo mais comum na eliminação de plantas daninhas em cenoura consiste na aplicação de herbicidas para o controle das mesmas. A segunda opção é a catação manual do mato, no entanto, é uma prática onerosa e de pouco rendimento operacional. A retirada manual do mato é uma técnica eficiente, mas pouco produtiva. Esse processo aliado à escassez de mão de obra, bem como o baixo rendimento, faz com que poucos produtores adotem essa medida. É utilizada normalmente em pequenas hortas domésticas, produtores em cultivos orgânicos ou em projetos sociais.

A tarefa consiste em passar quantas vezes for necessário, retirando as plantas daninhas dos canteiros mantendo-os limpos, geralmente até os 40 - 50 dias após a semeadura. A capina mecânica utilizando enxada ou capinadeiras acopladas a trator não é normalmente utilizado, exceto na eliminação de plantas daninhas entre canteiros.

Solarização

Em sistemas de cultivo orgânico uma técnica eficiente no controlo do mato consiste na solarização da área antes da semeadura da cenoura 

Nessa técnica, os canteiros são levantados e realiza-se uma irrigação suficiente para estimular a germinação da maioria das sementes das plantas daninhas. Em seguida, coloca-se um filme plástico utilizado em estufas, de 100 mícrons - 150 mícrons. Esse filme precisa ser transparente para permitir a passagem da luz solar que induzirá a germinação da sementeira.

Geralmente deixa-se esse plástico por um período entre 10 - 20 dias, tempo suficiente para indução da germinação das plantas daninhas até a morte das mesmas. Em seguida efetua-se a semeadura da cenoura, com redução significativa do banco de sementes de plantas daninhas presentes no solo, facilitando assim, a catação manual do mato.

Sistema de solarização utilizado em cenoura para redução da infestação das plantas daninhas.

Controle quimico

Em sistemas de produção de larga escala o processo predominante de controle das plantas daninhas é o químico. Existem poucos produtos registrados para controle de mato em cenoura. Mesmo assim, os poucos produtos existentes não são utilizados de forma correta, muitas vezes por crendices, o que não potencializa a utilização desses produtos como ferramenta no controle do mato. Os produtos registrados para o controle de plantas daninhas em cenoura podem ser acessados no sistema Agrofit do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Tabela 2).

A escolha do melhor herbicida, bem como do momento da aplicação, depende de vários fatores, conhecimento do produto a ser aplicado, estádio de desenvolvimento das plantas de cenoura, bem como do conhecimento da comunidade infestante e de fatores ambientais como umidade do solo e do ar, temperatura, ventos e luminosidade. É importante que o produtor procure orientação de um profissional capacitado e experiente para ajudálo na utilização dos herbicidas, evitando assim riscos de contaminação ao aplicador, ao ambiente, bem como contaminação residual no alimento colhido. É importante ler a bula de cada produto e seguir rigorosamente o que está escrito na mesma.





sábado, 21 de maio de 2022

Tratos Culturais na Cenoura

 

Geralmente na cultura de cenoura semeia-se uma quantidade maior de sementes a fim de garantir o estande final, mesmo ocorrendo intemperes climáticos, como chuvas pesadas em excesso, danos por organismos fitopatogênicos como fungos ou bactérias ou ataque de pragas como lagarta rosca. Quase sempre as lavouras acabam sobrando com número maior de plantas do que o estande ideal. A operação da retirada do excesso de plantas é chamada de raleio ou desbaste. Esse processo consiste na retirada das plantas de cenoura deixando espaço de 4 cm - 5 cm entre plantas, quando o espaçamento é de 20 cm entre linhas. O desbaste consiste em uma técnica onerosa e demorada. É realizada retirando o excesso de plantas em operação em que os trabalhadores precisam ficar ou agachados, curvados, ajoelhados ou sentados ao nível dos canteiros, forçando as articulações dos pés, pernas e costas. Essa operação, normalmente é realizada entre os 25 e 35 dias após a semeadura e antes da primeira adubação de cobertura. O rendimento dessa operação é altamente dependente da habilidade do trabalhador, bem como da quantidade de plantas a serem retiradas. Em lavouras comerciais em regiões de alta  tecnologia uma pessoa habilidosa pode fazer até 1000 m lineares de um canteiro de 1,5 m de largura em um dia de trabalho.

A adubação de cobertura é realizada de uma a duas vezes, geralmente sendo a primeira logo após o raleio e a segunda 15 dias após a primeira. As doses variam de acordo com a cultivar utilizada, nível de tecnologia adotado bem como da produtividade esperada. Geralmente utilizam-se doses de 30 kg - 40 kg de N e entre 60 kg - 90 kg de K em cada uma das adubações de cobertura. Além da adubação com adubos sólidos, é comum a utilização de adubação de cobertura via pivô central através de fontes solúveis de nutrientes em áreas que empregam esse sistema de irrigação. 

Uma prática comum em cultivos comerciais de cenoura é levantar os canteiros. Essa técnica consiste em levantar a borda dos canteiros com sulcadores acoplados a tratores com o objetivo de eliminar plantas daninhas entre canteiros e cobrir as raízes que por ventura possam estar na beirada do canteiro e assim, expostas ao sol, bem como romper a camada compactada entre canteiros que acumulam água e causam apodrecimento das raízes.

A cenoura é considerada planta esgotante e sujeita ao ataque de nematóides. Por isso, deve-se planejar rotação de cultura com plantas de outras famílias botânicas. Ë recomendável plantar a cada três anos uma leguminosa (adubo verde), que é incorporada ao solo quando em florescimento.Os solos ácidos com pH abaixo de 5,5 produzirão mais e melhores cenouras se receberem calagem.

Para se aconselhar calagem do solo e formular a adubação, há necessidade de análise química de amostra representativa, que deve ser acompanhada de informações importantes, como: cor, espécie da terra, padrões vegetais predominantes, adubação e cultura do ano anterior e produção em área conhecida.

Nas terras, com boas propriedades físicas, acidez média, teores médio em fósforo e potássio trocáveis e em nitrogênio total, teor alto em matéria orgânica e cálcio trocável, pode-se aconselhar a seguinte adubação:

- esterco curtido.........................................................4 kg/m2

- adubo químico 10-10-10.....................................200gr/m2

Esses adubos devem ser incorporados ao solo, dez a quinze dias antes da semeação.

O esterco curtido de curral poderá ser substituído pelo composto curtido, na mesma quantidade, ou pela torta de mamona ou de algodão, previamente fermentada ou aplicada com um mês de antecedência do plantio, a fim de dar tempo para decomposição, em quantidade equivalente a um décimo do peso recomendado, ainda, ser substituído pelo esterco de galinha em dose correspondente a um terço ou mesmo um quarto da indicada, dependendo da sua pureza e aplicado também um mês antes do plantio.

A cenoura é semeada no local definitivo, e as sementes, sendo pequenas, dão origem a plantas frágeis, que necessitam de cuidados constantes, tais como, ressalta a eliminação do mato, que é retirado a mão, entre as plantas novas. Como essa operação é difícil e onerosa, pode tomar mais econômico, nas grandes plantações, o emprego de herbicidas seletivos, existindo óleos leves, especiais para esse fim.

A temperatura não deve estar muito alta durante a aplicação dos herbicidas ( faz-se de manhã ou à tarde), cuja última pulverização deve ser feita um mês antes da colheita, afim de que a cenoura não se impregne de qualquer gosto estranho.

A época para pulverizações, com óleos seletivos, que más sem prejudicar a cenoura, deve ser quando a planta tiver de uma a quatro folhas definitivas. O conhecido varsol, solvente derivado do petróleo, é herbicida seletivo para a cenoura.

Qualquer herbicida a ser usado, como medida de economia, só o deve quando a planta é nova, e na fileira da plantação; entre as fileiras de ser capinado. Depois que a cenoura atinge certo desenvolvimento, a sombra impede o nascimento do mato.


A fim de tornar mais econômico o emprego do herbicida, pode-se utilizar a mistura de 75% de varsol e 25% de querosene. Deve ser aplicada quando a cenoura tiver de uma a três folhas definitivas, dando bons resultados, sem deixar gosto estranho no produto colhido. Não fume ao pulverizar, pois os produtos são inflamáveis.



sábado, 9 de abril de 2022

Irrigação na Cenoura

 

Irrigação

A cenoura é uma cultura exigente em água e a maioria dos produtores possui sistema complementar de irrigação em suas lavouras. Logo após o plantio, caso não chova, o produtor deve irrigar a cultura de forma a umedecer o solo a uma profundidade de 20 cm. A partir desse momento até a completa germinação,deve-se evitar o ressecamento superficial do solo a fim de evitar o encrostamento que prejudica a germinação.

Nesse período, deve-se fazer irrigação com turnos diários ou, se possível, a cada doze horasa fim de manter o solo úmido

Após a germinação a cenoura pode ser irrigada em intervalos maiores, mas sem que, no entanto, ocorra estresse na cultura durante o ciclo. Os turnos de rega são calculados em função das condições climáticas, fase da cultura e tipo de solo. Não se deve encharcar o solo a fim de reduzir a incidencia de doenças foliares e de solo. Nas condições de cerrado, nos meses mais secos, estima-se que a evapotranspiração seja na ordem de 6 mm por dia. Assim, o produtor deve calcular a quantidade de água a ser irrigada em função dessa perda.

Portanto, lâminas de 20 mm - 25 mm a cada dia, tem sido um turno rega bastante comum nas regiões de cenoura. Estima-se que o consumo de água em uma lavoura de cenoura durante todo seu ciclo de 100 a 130 dias seja de 400 mm - 600 mm, sendo uma cultura bastante exigente em

água com respostas lineares em incremento de produtividade com irrigações bem feitas na quantidade e momento correto.

Existem regiões como o sul de Minas Gerais, em que no período das águas, alguns produtores cultivam cenoura sem irrigação complementar.

No entanto, o nível tecnológico dessas lavouras é baixo, bem como a expectativa de baixa de produtividade, além de imprevisibilidade na colheita.

O sistema mais comum de irrigação nas principais regiões de produção é a de pivô central (Figura 6). Contudo outros sistemas como aspersão convencional, autopropelido, microaspersão (Figura 7A) e microjatos (Figura 7B) (Santeno®) são usados em algumas regiões com sucesso.

Não existe um sistema ideal. Existe o sistema mais adequado para cada ocasião e circunstância. Assim, até o autopropelido tem sua utilização, seja para fechar áreas não alcançadas pelo pivô, seja para irrigar regiões com escassez de mão de obra.

Figura 6. Sistema de irrigação tipo pivô central em cenoura.



Figura 7. Sistemas de irrigação empregados em cenoura: microjatos (A); microaspersão (B) e Pivô central (C).

A aspersão convencional também é bastante utilizada por pequenos, médio e até grandes produtores na irrigação de áreas fora do alcance do raio do pivô. Esse sistema é empregado com distância entre aspersores entre 12 x 12 m - 12 x 18 m, com pressão entre 30 mca - 40 mca e volume de água de 6 mm - 9 mm por hora. A microaspersão e o sistema de microjatos são utilizados principalmente por pequenos produtores, ou em regiões em que a água e um recurso escasso, como a região de Irecê-BA.

Dos sistemas mais comuns, o menos recomendado é o gotejamento.

Contudo, a adequação do espaçamento entre fileiras, bem como melhoria nas técnicas desse sistema poderão viabilizar a produção econômica desse tipo de irrigação em cenoura.



sábado, 12 de fevereiro de 2022

Plantio da Cenoura

 

O plantio da cenoura é feito com a semeação direta no solo. As sementes são distribuídas uniformemente, e em linha contínua nos sulcos com 1,0 a 2,0 cm de profundidade e distanciados de 20 cm entre si. A distribuição das sementes pode ser feita manualmente ou com o emprego de semeadeira manual ou mecânica.

A semeadura manual é mais trabalhosa, menos eficiente e implica em maior gasto de sementes (6 kg/ha). Ela pode ser feita com o auxílio de uma pequena lata com um furo de 4 a 5 mm de diâmetro no fundo, ou com um vidro de boca larga e com a tampa igualmente furada.

Sacudindo-se a lata ou o vidro cheio de sementes e com furo na linha do sulco, as sementes cairão no sulco de semeadura.

Uma variação da lata furada pode ser feita de uma lata cilíndrica com 15 a 20 cm de diâmetro (tipo lata de leite em pó) na qual se adapta um cabo preso no fundo e na tampa para rolar com um brinquedo. Faz-se uma linha de furos de 4 a 5 mm de diâmetro distanciados 2 a 3 cm uns dos outros circundando a lata.

A linha de furos deverá ser no meio da distância entre o fundo e a tampa da lata. Fazendo-se a lata rolar com a linha dos furos sobre a linha do sulco no canteiro, as sementes cairão através dos furos. Para evitar que a lata role em contato com o solo, coloca-se um aro com 2 a 3 cm de altura nas bordas, formando uma espécie de carretel.

Para semear mais de um sulco por vez, pode-se acoplar três a quatro latas, uma ao lado da outra, de modo que as linhas de furos fiquem distanciadas de 20 cm. As latas podem se substituídas por um cilindro feito com folha de flandres ou um tubo de PVC, fazendo-se as linhas de furos distanciadas no espaçamento que se vai usar no campo.

Com a lata furada ou semeadeira manual tem-se uma distribuição mais uniforme das sementes, o trabalho é mais rápido, e, se gasta de 3 a 5 Kg de sementes por hectare. Após a distribuição das sementes nos sulcos, estas devem ser cobertas com uma camada de 1 a 2 cm de altura de terra

Outra opção é a utilização de semeadeiras mecânicas (Figura 1) que têm a vantagem de, simultaneamente, abrir os sulcos, distribuir as sementes e cobrir os sulcos com grande eficiência. Gasta-se de 2 a 3 kg de sementes por hectare.

Entretanto, a semeadura mecânica de precisão (máquinas pneumáticas) tem sido mais utilizada pelos grandes produtores da região de São Gotardo e Santa Juliana (MG) e durante o período de inverno. Isto em decorrência do aumento da incidência de tombamento das plântulas durante o verão (devido a alta temperatura e alta umidade do ar) e do alto custo do equipamento, o que tem levado os agricultores a preferirem a utilização de semeadeiras mecânicas não pneumáticas para obter um bom estande.

Fig. 1. Semeadura mecanica.

As atuais semeadeiras mecânicas distribuem as sementes sobre os canteiros em faixas espaçadas de 20 cm entre si, sendo que cada faixa é constituída de 2 ou 3 fileiras simples distanciadas 8 cm umas das outras. As semeadeiras convencionais distribuem as sementes em fileiras únicas contínuas espaçadas de 20 cm uma das outras.(Figura 2)

Fig. 2. Semeadura mecanizada.

Qualquer que seja o método ou equipamento utilizado, atenção especial deve ser dada a profundidade de semeadura. As sementes de cenoura são pequenas (840 sementes/grama), possuem pouca reserva e as plântulas que emergem são tenras e delicadas.

Se a profundidade de semeadura for muito maior que 2,0 cm, as plântulas podem ter dificuldades em emergir ou até mesmo não emergirem. Se for muito superficial, menos de 1,0 cm, poderá haver falhas de germinação devido ao secamento da camada superficial do solo, arranquio ou arraste das sementes pela água de irrigação ou chuva forte.




segunda-feira, 15 de junho de 2020

Desbaste da Cenoura


O raleio tem como objetivo aumentar a disponibilidade de espaço, água, luz e nutrientes por planta. Na semeadura manual ou mecânica convencional, em que as plântulas são dispostas em fileira contínua, o raleio torna-se uma operação imprescindível para a obtenção de raízes de maior tamanho, mais uniformes e de melhor qualidade.

Deve ser feito de uma só vez, aos 25-30 dias após a semeadura, (Figura 1 e 2) deixando-se um espaço de 4 a 5 cm entre plantas. Espaçamentos entre plantas maiores do que o recomendado vão implicar em menor número de plantas por unidade de área com consequente redução da produção.

Fig. 1. Raleio.  
Fig. 2. Desbaste de plantas excedentes.

Vale salientar que o atraso na realização do raleio, também implica em redução da produção, em decorrência do aumento da competição entre plantas. Na semeaduras de precisão, feitas com semeadeiras pneumáticas e sementes peletizadas, o raleio torna-se uma prática desnecessária, o que contribui para redução dos custos de produção.

o objetivo do desbaste é aumentar a disponibilidade de espaço, água, luz e nutrientes por planta. Na semeadura manual ou mecânica convencional, em que as plântulas são dispostas em fileira contínua, o desbaste toma-se uma operação imprescindível para a obtenção de raízes de maior tamanho e de melhor qualidade, Deve ser feito de uma só vez, aos 25-30 dias após a semeadura,
deixando um espaço de 4 a 5 em entre plantas. Espaçamentos, entre plantas, maiores do que o recomendado vão implicar menor numero de plantas por unidade de área com conseqüente redução da produtividade.
Vale salientar, que o atraso na real ização do desbaste também implica redução da produção, em decorrência do aumento da competição entre plantas (Figura 7). 
Na semeadura mecânica de precisão, em que se usam semeadeiras pneumáticas e sementes pc1etizadas, o desbaste toma-se uma prática desnecessária, contribuindo, assim, para a redução dos custos de mão de obra.






domingo, 24 de maio de 2020

Variedades de Cenoura



Normalmente, são encontradas no mercado sementes de várias cultivares de cenoura desenvolvidas tanto por instituições oficiais de pesquisa quanto por instituições privadas (Tabela 1)

Tabela 1. Principais cultivares de cenoura disponíveis atualmente no mercado e suas características
Cultivar
Formato das raízes
Ciclo
(dias)
Comprimento das raízes
(cm)
Resistência(R) ou Tolerância (T) à doenças
Clima mais favorável para cultivo
Brasília
Cilíndrica
90-100
15-22
R - queima das folhas
T - nematoide
ameno para quente
Kuronan
Ligeiramente cônica
100-120
15-25
R - queima das folhas
ameno para quente
Nova Kuroda
Ligeiramente cônica
100
15-18
R- alternária
ameno para quente
Prima
Cilíndrica
90-100
16-18
R - queima das folhas
ameno para quente
Nova Carandaí
Cilíndrica
80-90
18-20
R - alternária
ameno para quente
Nantes
Cilíndrica
90-110
13-15
-
frio
Harumaki Kinko Gossum
Ligeiramente cônica
85-110
16-18
T- queima das folhas
ameno
Tropical
Ligeiramente Cônica
80-90
20-25
R - queima das folhas
ameno para quente
Alvorada
Cilíndrica
100-105
15-20
R - queima das folhas
R - nematóides
ameno para quente
Fonte: Embrapa Hortaliças e Catálogos de Companhias Produtoras de Sementes

O consumidor brasileiro tem preferência por raízes de cenoura cilíndricas, lisas, sem raízes laterais ou secundárias, uniformes, com comprimento e diâmetro variando respectivamente entre 15 a 20 cm e 3 a 4 cm. A coloração deve ser alaranjada intensa , com ausência de pigmentação verde ou roxa na parte superior (ombro) das raízes.

Cada cultivar tem características próprias quanto ao formato das raízes, resistência às doenças e, principalmente, quanto à época de plantio. Esta última característica permite que se produza cenoura durante o ano todo na mesma região, desde que se plante a cultivar apropriada às condições de clima predominantes em cada época.

Cultivares e suas principais características

As principais cultivares de cenoura disponíveis no mercado podem ser agrupadas nos seguintes grupos:

Nantes

Cultivar de origem francesa;
As plantas têm folhagem verde escura e podem atingir até 30 cm de altura;
As raízes apresentam formato cilíndrico com 15 a 18 cm de comprimento, 3 a 4 cm de diâmetro e coloração alaranjada escura;
Esta cultivar é muito sensível às doenças de folhagem, não sendo recomendável o seu cultivo em estação chuvosa e quente;
Por sua exigência em temperaturas amenas é recomendada para plantio em época fria;
Seu ciclo vegetativo é de 90 a 110 dias;
Existem diversas cultivares deste grupo disponíveis no mercado.

Kuroda

As plantas apresentam folhagem vigorosa, com até 50 cm de altura;
As raízes são cônicas, de coloração vermelha-alaranjada e apresentam a película bastante delicada;
O comprimento das raízes varia entre 15 e 20 cm;
As cultivares deste grupo apresentam tolerância a temperaturas mais elevadas e resiste bem às doenças de folhagem quando semeadas no verão de regiões quentes;
Elas não são recomendadas para semeaduras sob condições de clima ameno pois suas características não permitem competir em qualidade com as do grupo Nantes;
Seu ciclo vegetativo é de aproximadamente 100 dias;
Diversas cultivares deste grupo estão disponíveis no mercado.

Brasília

Resultou de um programa de melhoramento de cenoura para cultivo no verão desenvolvido pelo Centro Nacional de Pesquisas de Hortaliças - EMBRAPA-Hortaliças e Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" - ESALQ (Figura 1);
As plantas têm porte médio de 25 a 35 cm, com folhagem vigorosa e coloração verde escura;
As raízes são cilíndricas, com coloração alaranjada clara e baixa incidência de ombro verde ou roxo;
O comprimento varia de 15 a 22 cm e o diâmetro de 3 a 4 cm;
É resistente ao calor, apresentando baixos níveis de florescimento prematuro sob condições de dias longos;
Tem alta resistência de campo à queima-das-folhas, produzindo em média 30-35 t/ha nas condições de verão;
A colheita pode ser efetuada de 85 a 100 dias após a semeadura;
É recomendada para semeaduras de outubro a fevereiro nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste do Brasil, embora esteja sendo utilizada, com sucesso, em todo o país;
Existem diversas cultivares deste grupo disponíveis no mercado.

Foto: Carlos Solano
Fig. 1. Cultivar Brasília

Outras cultivares importantes
  
Kuronan

Resultou também de um programa conjunto de melhoramento de cenoura para cultivo no verão, desenvolvido pela ESALQ e a EMBRAPA-Hortaliças (Figura 2);
As plantas têm folhagem vigorosa, com coloração verde clara brilhante, com 35 a 45 cm de altura;
As raízes são ligeiramente cônicas de coloração alaranjada-escura e baixa incidência de ombro verde ou roxo;
O comprimento das raízes varia entre 15 e 20 cm e o diâmetro entre 3 e 4 cm. Resiste bem ao calor, apresentando baixos níveis de florescimento prematuro sob condições de dias longos;
Apresenta boa resistência de campo à queima-das-folhas, e produz em média 30 t/ha quando semeada em estação quente e chuvosa;
A colheita inicia-se 95 a 120 dias após a semeadura;
É recomendada para semeaduras de novembro a março na região Sudeste do Brasil.

Foto: Carlos Solano
Fig. 2. Cultivar Kuronan

Tropical

Cultivar desenvolvida pela ESALQ;
As plantas têm folhagem verde escura e apresentam mediana resistência de campo à queima-das-folhas;
As raízes são ligeiramente cônicas;
Esta cultivar é muito sensível ao florescimento prematuro sob condições de dias longos, apresentando pequena exigência em frio para diferenciação da gema floral. Por isto, a produção de raízes deve ser programada para estação fria e/ou sob condições de dias curtos.

Prima

Cultivar desenvolvida pela Agroflora para o plantio de primavera e outono (semeaduras de meados de setembro até início de novembro);
Apresenta ótimo vigor de folhagem, boa resistência à queima-das-folhas e ao florescimento prematuro;
As raízes tem formato cilíndrico, com boa coloração externa e interna das raízes, e, baixa incidência de ombro verde ou roxo;
O ciclo normal desta cultivar é de aproximadamente 100 dias.

Nova Carandaí

Cultivar desenvolvida pela Agroceres;
Apresenta comprimento de folhagem de 40 - 50 cm, ciclo vegetativo de 80 a 90 dias, e resistência à queima-das-folhas;
As raízes são de cor alaranjada com formato cilíndrico, variando de 16 a 18 cm de comprimento;
Apresenta tolerância ao calor.

Harumaki Kinko Gossum

Cultivar de origem japonesa com ampla adaptação climática;
Apresenta baixos níveis de florescimento e relativa tolerância à queima-das-folhas, produzindo bem em condições de alta e baixa temperatura;
Possui plantas vigorosas de porte alto, com 40 a 50 cm de altura, e coloração de folhagem verde clara;
As raízes são cilíndricas com ombro largo, ponta arredondada, comprimento variando de 16 a 18 cm, coloração laranja-avermelhada;
A colheita começa aos 90 dias após a semeadura.

Alvorada

Cultivar desenvolvida pela Embrapa Hortaliças;
As plantas tem porte médio 30 a 35 cm, com folhagem vigorosa e coloração verde escura;
As raízes são cilíndricas, com coloração alaranjada intensa, muito baixa incidência de ombro verde ou roxo;
O comprimento varia de 15-18 cm com diâmetro de 3 a 4 cm;
As raízes apresentam uniformidade de coloração entre o xilema e o floema, e teor de carotenóides totais da ordem de 12 mg/100 gr de raiz;
É resistente ao calor, apresentando baixos níveis de florescimento prematuro sob condições de dias longos;
Tem alta resistência de campo à queima-das-folhas e aos nematóides formadores de galhas, produzindo em média 30-35 t/ha nas condições de verão;
A colheita pode ser efetuada de 100 a 105 dias após a semeadura;
É recomendada para semeaduras de outubro a fevereiro nas regiões sul, sudeste e centro-oeste, muito embora esteja sendo utilizada em outras regiões do país. (Figura 3)

Foto: Paula A. Cochrane
Fig. 3. Cultivar Alvorada



segunda-feira, 20 de abril de 2020

Deficiências Nutricionais na Cultura da Cenoura



Nitrogênio

A deficiência de nitrogenio reduz o crescimento da planta. As folhas mais velhas ficam amareladas uniformemente e, com a evolução da deficiência, tornam-se avermelhadas. As condições que predispõem à deficiência são:

insuficiência de fertilizante nitrogenado;
elevado nível de material vegetal não decomposto no solo;
compactação do solo;
elevada intensidade de precipitação; e
condições desfavoráveis à mineralização da matéria orgânica.
A deficiência pode ser prevenida pela aplicação em cobertura, de fertilizantes nitrogenados.

Fósforo

Com a deficiência de fósforo as folhas mais velhas apresentam coloração castanho-arroxeada. Com a evolução da deficiência as folhas amarelecem e caem. As raízes apresentam desenvolvimento anormal.

A disponibilidade de fósforo depende principalmente do nível de fósforo no solo, tipo e quantidade de argila, época de aplicação do adubo fosfatado, aeração, compactação, umidade do solo e temperatura ambiente. A deficiência pode ser evitada com a distribuição de um fertilizante fosfatado solúvel distribuído a lanço e incorporado com gradagem.

A dose usual é de 4 kg/ha de P2O5 solúvel para cada 1% de argila constante da análise física do solo, ou aplicação de um fertilizante fosfatado antes do plantio, de acordo com a análise do solo.

Potássio

Com a deficiência de potássio as folhas mais velhas apresentam as margens dos folíolos queimadas. Com o avanço da deficiência, os pecíolos destas folhas coalescem, secam e morrem.

Solos arenosos com elevada lixiviação e elevados níveis de outros cátions, como magnésio e amônio, são as condições que predispõem à deficiência de potássio. A correção pode ser feita com adubação, em cobertura, à base de sulfato ou cloreto de potássio (60 Kg/ha de K2O) seguida de irrigação.

Cálcio

A deficiência de cálcio causa necrose dos pontos de crescimento das folhas novas. O pecíolo apresenta pequenas áreas coalescentes.

Há morte das folhas ainda com a coloração verde. Na raiz, a deficiência não é muito comum em condições de campo. Pode ser provocada pelo rápido crescimento da planta em temperaturas elevadas, baixo teor de água no solo e antagonismo com outros cátions como amônio, potássio e magnésio.

Para prevenir a deficiência deve-se fazer a neutralização da acidez do solo.

Magnésio

Com a deficiência de magnésio as folhas mais velhas ficam cloróticas nas bordas. Coloração levemente avermelhada aparece nas margens e se expande em direção ao centro dos folíolos. Pode ser confundida com a deficiência de nitrogênio ou virose. No caso de deficiência a sintomatologia é generalizada e não em plantas distribuídas ao acaso, como acontece nos casos de viroses.

Solos ácidos, arenosos, com alto índice de lixiviação, e a aplicação excessiva de nitrogênio amoniacal ou potássio favorecem o aparecimento da deficiência. A correção é feita com pulverização de sulfato de magnésio a 0,5%. Quando é utilizada a cal hidratada para correção do solo, devem ser aplicados 40 kg/ha de sulfato de magnésio (9,5% Mg) no plantio.

Boro

Quando ocorre deficiência de bóro, observa-se encrespamento das folhas, que se dobram para o solo e frequentemente tomam tonalidade vermelha ou amarela, podendo também ser confundida com viroses. As folhas novas são pequenas e é comum a morte do broto com aparecimento de necrose progressiva.

Na raiz, ocorre o fendilhamento longitudinal com posterior cicatrização (Figura 1). Excessiva aplicação de calcário em solos arenosos, excesso de N e elevado índice de precipitação predispõem à deficiência deste elemento. A deficiência pode ser evitada aplicando-se 20 kg/ha de bórax.

Fig. 1. Rachaduras em raízes de cenoura provocadas por desbalanço e/ou deficiência de boro




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