google.com, pub-8049697581559549, DIRECT, f08c47fec0942fa0 HORTA E FLORES: GENGIBRE
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quarta-feira, 9 de outubro de 2019

RECEITAS TERAPÊUTICAS COM GENGIBRE



Neste ponto, ressalta-se o valor popular que e dado ao gengibre como um importante produto muito utilizado na fitoterapia.
Assim, busca-se, a seguir, organizar um pouco desse conhecimento popular de grande aplicação com os rizomas do gengibre, disponibilizando informações acerca de seu uso fitoterápico.

Composto para pressão baixa

Ingredientes:
• 1 litro de vinho licoroso ou tinto seco
• 1 colher (sopa) de noz-moscada ralada
• 3 colheres (sopa) de rizoma de gengibre ralado
• 2 colheres (sopa) de cravo-da-índia
• 6 paus de canela

Preparo: Adicionar ao litro de vinho o cravo, a canela, a noz-moscada e o gengibre. Deixar em infusão por dez dias, agitando o conteúdo do litro duas vezes ao dia. Em seguida, coar e acondicionar em vidro âmbar (escuro).

Dose recomendada: Um cálice pequeno duas vezes ao dia, ou quando necessário.

Composto estimulante sexual (afrodisíaco)

Ingredientes:
• 20g de raiz de fafia* ralada
• 20g de rizoma de gengibre ralado
• 20g de semente de sucupira
• 20g de casca de oleo-vermelho
• 20g de “no-de-cachorro” (arvore de mangue) ou 20g de cipo-cravo
• 1 litro de cachaça
*Fafia: Pfaffia glomerata, familia Amaranthaceae. Nomes comuns na regiao: novalgina e ginseng-brasileiro.

Preparo: Colocar cada ingrediente (20g) em 200 ml de cachaça. Deixar em infusao durante oito a dez dias. Coar em filtro de papel, misturar e acondicionar em vidro âmbar (escuro).

Dose recomendada: Uma colher de sobremesa ao deitar.

Observação: Em casos de alteração na pressão, suspender o uso.

Cristais de gengibre (para enjoo e pressão baixa)

Ingredientes:
• 2 rizomas médios de gengibre
• 2 colheres (sopa) de sal
• . litro de água
• Caldo de um limao (opcional)

Preparo: Descascar o gengibre e cortar em cubinhos. Colocar de molho na solução com agua, sal e limão e deixar por 30 minutos. Escorrer a agua, colocar em uma peneira e cobrir com um véu (tule). Mexer de vez em quando ate que o gengibre fique bem seco. Armazenar em pequenos frascos tampados e em locais frescos.

Recomendação: Mascar os cristais quando necessario.

Chá por decoção (para resfriados, gripes, rouquidão e dor de garganta)

Ingredientes:
• 2 colheres (sopa) medias de rizoma de gengibre
• 800 ml de agua
• Mel a gosto (opcional)

Preparo: Ralar o rizoma do gengibre, acrescentar a agua e ferver por cinco a dez minutos, em fogo baixo, com a panela tampada. Retirar do fogo e deixar por dez minutos em repouso. Em seguida, coar em coador de pano.

Recomendação: Para resfriados, gripes e rouquidão, beber o cha durante o dia, puro ou adoçado com mel. Para dor de garganta, utilizar o cha em gargarejo, quatro vezes ao dia.

Observação: O rizoma do gengibre também pode ser utilizado no cafe quente ou mascado aos pedacinhos in natura, durante o dia.

Xaropes (para resfriados, gripes e rouquidão)

• Xarope A

Ingredientes:

• 10 folhas de hortelã-pimenta (Coleus amboinicus)
• 2 colheres (sopa) de rizoma de gengibre ralado
• 1 cebola pequena
• 10 colheres (sopa) de mel
• 300 ml de água

Preparo: Colocar os ingredientes em uma panela esmaltada e deixar ferver durante 15 minutos. Em seguida, coar e acondicionar em vidro âmbar com tampa.

Recomendação: Beber meio copo três vezes ao dia.

• Xarope B

Ingredientes:

• 1 pedaço (± 5 cm) de rizoma de gengibre
• 3 limões-galego
• . kg açúcar mascavo
• 1 litro de água

Preparo: Amassar bem o rizoma de gengibre e colocar em uma panela esmaltada com a água os limões cortados “em cruz” e o acucar mascavo.
Deixar ferver ate formar o ber uma colher de sopa, quatro vezes ao dia. Para crianças, mini xarope e coar em filtro de papel.

Recomendação: Betrar a metade da dose.

• Xarope C

Ingredientes:

• 200 ml de tintura de gengibre (EA 10%)
• 800 gramas de açúcar mascavo
• 400 ml de água

Preparo: Fazer uma calda com o acucar e a agua e ferver (de preferencia em panela de barro, esmaltada, vidro ou de inox) ate dissolver o açúcar.
Deixar esfriar e misturar, vigorosamente, a tintura de gengibre ate que o xarope fique homogêneo.

Recomendação: Beber uma colher de sopa, quatro vezes ao dia. Para crianças, ministrar a metade da dose.
 : A calda pode ser substituída por um litro de mel.

Bala medicinal de gengibre

Ingredientes:

• 2 colheres (sopa) de rizoma de gengibre ralado
• 2 colheres (sopa) de mel
• 1 colher (sopa) de manteiga
• 1 . xicara de acucar mascavo
• 1 colher (cafe) de bicarbonato de sodio
• 1 copo americano de agua ou leite

Preparo: Misturar os ingredientes e levar ao fogo, em panela (de preferencia em panela de barro, esmaltada, vidro ou de inox) mexendo sempre com colher de pau. Tirar o ponto em agua (formação de bolinha dura). Retirar do fogo e mexer ate que esfrie. Despejar em tabua ou pedra de mármore, untada com manteiga. Formar rolinhos, cortar as balas e embrulhar em papel manteiga.

Cataplasma de gengibre e argila

Indicações: Uso externo para inflamações, nódulos, dores de garganta e dores nas articulações.

Ingredientes:

• 2 colheres (sopa) de rizoma de gengibre ralado
• 1/2 xícara de água
• Argila
A quantidade de chá de gengibre e argila dependem do tamanho da area afetada.

Preparo: Fazer um cha por infusao com o gengibre ralado. Quando amornar, coar e misturar o chá a argila ate a consistência cremosa.
Aplicar sobre o local afetado, deixar por uma hora e meia e lavar. Fazer o procedimento duas vezes ao dia.

Observação: Esta receita e utilizada pelo Grupo de Fitoterapia da Pastoral da Saude do Município de Venda Nova do Imigrante/ES desde 1989.









SOLO E PREPARO PARA A CULTURA DO GENGIBRE



SOLO E PREPARO 

Desenvolve-se bem em terrenos arenosos, leves, bem drenados e férteis. Contudo não deve ser cultivado seguidamente no mesmo lugar, pois sofre queda acentuada de produção (EMBRAPA, 2001). 
O cultivo gengibre requer ainda solos ricos em matéria orgânica. As maiores produtividades obtidas nas regiões produtoras dos Estados de São Paulo e Paraná foram constatadas em solos areno-argilosos, friáveis, bem drenados. 
A cultura prefere solos que apresentam pH entre 5,5 até 6,5. A correção utilizando-se calcário é feita no mínimo três meses antes do plantio, devendo ser realizada caso o pH estiver abaixo do valor recomendado. A acidez do solo deve ser corrigida elevando-se o índice de saturação por bases a 50%. No plantio, deve-se aplicar 20 Kg/ha de N e, de acordo com a análise de solo, 60 a 240 Kg/ha de P2O5 e 40 a 120 Kg/ha de K2O. Em cada três amontoas, incorporar 30 Kg/ha de N e 70 Kg/ha de K2O.  
Em caso de cultivo orgânico recomenda-se a utilização de 15t de composto/ha, sendo que a adubação deve ser parcelada da seguinte maneira: 
- 5t/ha no plantio, 5t/ha na primeira cobertura, antes da primeira amontoa (90 dias) e 5t/ha na segunda cobertura, antes da terceira amontoa (150 dias). 
No plantio o composto deve ser espalhado no fundo do sulco sendo necessários 600g por metro de sulco, quando o espaçamento entre linhas for de 1,20m e 700g por metro de sulco, no espaçamento de 1,40m. 
O preparo do solo tem grande importância na qualidade e produtividade do gengibre. O terreno deve ser bem preparado, de forma a eliminar os torrões muito grandes no solo. O plantio deve ser feito em sulcos e sua profundidade deve ser de 10 a 15cm, dependendo do tamanho dos rizomas-sementes 
O preparo do solo tem grande importância na qualidade e produtividade do gengibre. O terreno deve ser preparado, de forma a eliminar os torrões muito grandes no solo. 
A cultura do gengibre é melhor em terrenos arenosos, leves, drenados e ricos em matéria orgânica, e solos que apresentam pH entre 5,5 e 6,5. A correção, utilizando-se calcário, é feita três meses antes do plantio, devendo ser realizada caso o pH esteja abaixo do valor recomendado de acordo com a análise do solo. A acidez do solo deve ser corrigida elevando-se o índice de saturação por bases a 50% (GONZAGA; RODRIGUES, 2001). 
No plantio, deve-se aplicar 30 kg/ha de N parcelados em 30, 60 e 90 dias; e, de acordo com a análise de solo, 60 kg/ha a 240 kg/ha de P2O5 e 40 kg/ha a 120 kg/ha de K2O. Em caso de cultivo orgânico, recomenda-se a utilização de 15 t de composto/ha (esterco de gado + húmus de minhoca + terra na proporção 1:1:1) sendo que a adubação deve ser parcelada da seguinte maneira: 5 t/ha no plantio, 5 t/ha na primeira cobertura aos 90 dias e 5 t/ha na segunda cobertura aos 150 dias.


terça-feira, 1 de outubro de 2019

CLIMA E SOLO PARA O GENGIBRE



CLIMA E SOLO PARA O GENGIBRE

Clima

A planta do gengibre e adaptada a climas quentes e umidos, do tropical ao subtropical, com temperaturas variando de 25 a 30°C, com media acima de 21°C e precipitacao anual em torno de 1.500mm. 
Os rizomas se desenvolvem melhor em solos de textura argilo-arenosa, bem drenados, de elevada fertilidade e ricos em materia organica, solos argilosos e compactados podem deformar os rizomas.

O gengibre é uma planta de climas subtropicais e tropicais, podendo ser cultivado na faixa de temperatura indo de 17°C a 35°C. A planta prefere alta umidade relativa do ar. Em climas um pouco mais frios, o gengibre pode ser cultivado nos meses quentes do ano, precisando de proteção nos meses em que há temperaturas mais baixas.
Gengibre é uma planta tropical que não sobrevive a geadas. Inicie o cultivo da planta na última geada da primavera ou no início da estação de chuvas, caso você viva nos trópicos.  
Caso você viva em um clima com curta estação de crescimento, pode cultivar a planta em espaços fechados.

Luminosidade

Esta planta quando cultivada em área com reduzida insolação, desenvolve bem a parte aérea, mas seu rizoma fica reduzido. 

Solos:

Os solos preferidos são os de textura leve, bem drenados, para que não haja o apodrecimento dos rizomas pelo acúmulo de água.
Os rizomas se desenvolvem melhor em solos de textura argilo-arenosa, bem drenados, de elevada fertilidade e ricos em materia organica. 
Segundo citacoes de Elpo solos argilosos e compactados podem deformar os rizomas.



domingo, 29 de setembro de 2019

CLASSIFICAÇÃO BOTÂNICA e CONDIÇÕES AMBIENTAIS do GENGIBRE


INTRODUÇÃO
O gengibre (Zingiber officinale Roscoe) é uma planta herbácea perene, pertencente a família botânica Zingiberaceae. O rizoma é muito utilizado pelo emprego alimentar e industrial, especialmente como matéria-prima para fabricação de bebidas, perfumes e produtos de confeitaria como pães, bolos, biscoitos e geléias. Além disso, é muito conhecido popularmente pelo uso medicinal, como excitante, carminativo e estomacal. (ELPO et al, 2004; MENDES, 2005).
É originário do Oriente, sendo conhecido na Europa desde a época das grandes navegações, quando foi trazido das Índias juntamente com outras especiarias. No Brasil, o gengibre chegou após menos de um século do descobrimento, naturalistas que visitavam o país acreditavam que se tratava de uma planta nativa, pois era comum encontrá-la em estado silvestre. Era conhecida entre os indígenas como mangaratiá ou magarataia (MENDES, 2005)
O cultivo do gengibre é executado principalmente nos estados do sul do Brasil, destacando-se por destinar grande parte de sua produção ao mercado exterior (DEBIASI et al, 2004).
É muito apreciada pelos poderes medicinais. Como especiaria é preferida por algumas culturas, como é o caso dos japoneses e chineses. Torna-se mais procurada nas épocas de comemorações das festas juninas como um dos ingredientes da famosa bebida, o quentão.



CLASSIFICAÇÃO BOTÂNICA

Zingiber officinale foi primeiramente descrito, em 1807, pelo botânico inglês William Roscoe (1753-1813). Está inserido na família Zingiberaceae, grupo tropical especialmente abundante na região Indo-Malasia que engloba mais de 1200 espécies de plantas incluídas em 53 gêneros. O gênero Zingiber inclui aproximadamente 85 espécies (ELPO et al, 2004). Pela USDA – United States Department of Agriculture o gengibre é assim classificado:

Reino - Plantae - Plantas
Sub Reino - Tracheobionta – Plantas Vasculares
Super Divisão - Spermatophyta – Plantas com sementes
Divisão - Magnoliophyta – Plantas com flores
Classe - Liliopsida – Monocotiledôneas
Subclasse – Zingiberidae
Ordem – Zingiberales
Família - Zingiberaceae
Gênero - Zingiber P. Mill.
Espécie - Zingiber officinale Roscoe



É uma planta herbácea perene, que pode atingir 1,50m de altura, de caule articulado, reptante, anguloso e muito ramoso, rizoma horizontal, comprido lateralmente, com ramificações situadas num mesmo plano, digitiformes (mão de gengibre), no vértice das quais se encontram cicatrizes do caule foliáceo, revestido de epiderme rugosa e de cor pardacenta; de 14 a 16 cm de comprimento por 4 a 20 mm de espessura. Folhas ordenadas em duas séries (dísticas), com bainha amplexicaule, com presença de uma lígula bífida e flores amarelo esverdeadas, hermafroditas, zigomorfas, dispostas em espigas fusiformes. O fruto é uma cápsula trilocular que se fende em três valvas; as sementes são azuladas e contém um albúmem carnoso. O rizoma é geralmente articulado formado por tubérculos ovóides, rugosos e prensados uns contra os outros (PIO CORRÊA, 1984; EMBRAPA, 2001; ELPO et al, 2004).

O gengibre (Zingiber officinalle Roscoe) pertence à família Zingiberaceae e é também conhecido como: gengibre-dourado, mangarataia, gengivre, gingibre e mangaratiá (MATOS, 2002). O rizoma dessa espécie é muito utilizado no emprego alimentar e industrial, especialmente como matéria-prima para fabricação de bebidas, perfumes e produtos de confeitaria como pães, bolos, biscoitos e geleias. Além disso, é conhecido popularmente pelo uso medicinal, como excitante, carminativo e estomacal (MATOS, 2007).
Planta de origem asiática, é cultivada praticamente em todos os países do mundo. No Brasil, é encontrada nas regiões quentes e úmidas desde o Amazonas até o Paraná (CORREA JUNIOR, 1994).
É uma erva rizomatosa, sendo sua parte aérea formada por um caule herbáceo, ereto, com cerca de 50 cm de altura, apresentando folhas lanceoladas, invaginantes e alternadas (Figura 1A). As flores são hermafroditas, de cor branca amarelada, organizadas em inflorescências com espigas ovoides, que se formam no ápice dos escapos ou pedúnculos saídos do rizoma e possuem as metades laterais simétricas; o fruto consiste numa cápsula que se abre em três lóculos, e as sementes são azuladas com albúmen carnoso (FERRI et al., 1981; CORREA JUNIOR, 1994). Os rizomas têm aspecto de mãos disformes (Figura 1B), cobertos de casca tênue e parda, compactos, ricos em água, exalam cheiro ativo característico e sabor picante agradável (MATOS, 2004).
Os rizomas contêm óleo essencial (1% a 2,5%) cuja composição varia em função da época de colheita, origem geográfica e armazenamento dos mesmos. Os constituintes majoritários são: citral, cineol, borneol e os sesquiterpenos, zingibereleno e bisaboleno, além de um óleo resina rico em gingeróis, substâncias que são responsáveis pelo sabor forte, aromático e picante (MATOS, 2002). Açúcares, proteínas, vitaminas do complexo B e vitamina C destacam-se como outros componentes do rizoma (MATOS, 2004)
O Município de Paraipaba apresenta tipo climático Aw, clima tropical chuvoso, com temperatura média do mês mais frio maior ou igual a 18 ºC e precipitação do mês mais seco menor que 30 mm. A época mais seca ocorre no inverno e o máximo de chuvas ocorre no outono. Caracteriza-se por ser um clima semiárido, com pequeno ou nenhum excesso hídrico, megatérmico (AGUIAR et al., 2002).
Os materiais de propagação (rizomas-sementes de gengibre) foram provenientes da Embrapa Transferência de Tecnologia (Campinas, SP), assim denominados: CPQBA/Unicamp; Espírito Santo e Local. Como forma de multiplicar os rizomas e facilitar o brotamento das gemas, antes do plantio no campo, os rizomas foram fracionados em média de tamanho de 10 cm (Figura 2).
Estudos sobre o cultivo de plantas medicinais são escassos, sendo necessárias informações agronômicas para essas espécies. A Embrapa Agroindústria Tropical iniciou atividades nessa área, visando à produção de algumas espécies medicinais. Com o objetivo de introduzir o cultivo de gengibre no Ceará, foi realizado um ensaio com três variedades de gengibre no Campo Experimental da Embrapa Agroindústria Tropical, em Paraipaba, Ceará, no período de outubro de 2010 a junho de 2011.



ORIGEM E DISTRIBUIÇÃO

A planta é originária do Oriente, Ásia Tropical e do Arquipélago Malaio. Foi difundida pelo mundo, como especiaria, com a descoberta do caminho marítimo que levava ao Oriente. Além de ser amplamente utilizado pela população indígena local possui uma grande importância por ser exportada para países ocidentais que consomem-o em grandes quantidades. (ELPO et al., 2004)
Sendo utilizada à mais de 2000 anos no oriente, existem relatos que nos séculos XII a XIV era tão popular na Europa quanto a pimenta-do-reino. Foi introduzido na América logo após o descobrimento, inicialmente foi cultivado no México, sendo levado às Antilhas, principalmente à Jamaica, que em 1547, chegou a exportar cerca de 1.100 t para a Europa (LISSA, 1996 apud NEGRELLE et al, 2005).
A introdução do gengibre no Brasil é atribuída por muitos autores as invasões holandesas que ocorreram por volta de 1625 no Estado de Pernambuco. Contudo, há relatos que citam a presença desta planta no ano de 1587. Visconde de Nassau quando veio para o Brasil trouxe o famoso botânico Pison que relatou o gengibre como planta indígena e de fácil encontro no estrado silvestre, tanto que a condiserou simultaneamente brasileira e asiática, convicção esta que afirmou até longa data, após, porquanto publicou-a em 1648. (PIO CORREA, 1984)



CONDIÇÕES AMBIENTAIS

Exige clima tipicamente tropical, quente e úmido, com períodos bem definidos de calor e umidade para um rápido e excelente desenvolvimento da cultura (ELPO et al, 2004). Médias de temperatura entre 25 a 30ºC (média anual acima de 21ºC) e precipitação (chuvas)de, no mínimo, 1500mm/ano (SOUZA et al, 2003). As regiões produtoras dos Estados de São Paulo e Paraná foram constatadas em solos areno-argilosos, friáveis, bem drenados. Regiões estas, que devido às suas peculiaridades climáticas de litoral não exigem irrigações nos períodos críticos de crescimento (TAVEIRA MAGALHÃES et al., 1997).
ELPO et al, 2004 comenta que a altitude aparentemente pouco influi na produção, pois tanto em regiões altas, como na Índia a 1500 m acima do mar, e em regiões baixas, como no litoral do Brasil, quase ao nível do mar, sem grandes diferenças em seu desenvolvimento.




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