google.com, pub-8049697581559549, DIRECT, f08c47fec0942fa0 HORTA E FLORES: TÉCNICAS HORTICOLAS
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quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Cultivo da Bucha (Luffa aegyptiaca)



Luffa aegyptiaca ou Luffa cylindrica
A bucha, também conhecida como esponja-vegetal, bucha-dos-paulistas e lufa, é uma vigorosa trepadeira herbácea nativa do sul e sudeste da Ásia. Seus frutos maduros, quando completamente secos, são muito utilizados como esponja. Os frutos imaturos podem ser consumidos de diversas formas, podendo ser preparados das mesmas maneiras que as abobrinhas, ou até mesmo consumido cru em saladas quando bem jovens. Folhas e pontas de ramos também podem ser consumidas cozidas ou refogadas. As flores podem ser preparadas e consumidas como as flores das abóboras. As sementes podem ser consumidas torradas e salgadas.
Há variedades cultivadas de bucha com frutos cilíndricos que variam de cerca de 30 cm de comprimento a mais de 1,5 m (as buchas-de-metro). As variedades cultivadas com frutos menores são geralmente as mais apreciadas como alimento. Algumas cultivares podem ser muito amargas, sendo estas inadequadas para o consumo, mas as cultivares mais comuns normalmente têm frutos comestíveis quanto imaturos. Os frutos maduros são fibrosos e impalatáveis. Os frutos e outras partes da planta também são usados para fins medicinais.
Em hidroponia, a esponja obtida do fruto da bucha pode ser utilizada como matriz de suporte para as plantas que serão cultivadas.
Há outras espécies no gênero Luffa que fornecem esponjas vegetais, mas a espécie Luffa aegyptiaca é a que apresenta variedades cultivadas que produzem esponjas de melhor qualidade e é a espécie mais cultivada no mundo para este fim.
Plantação de bucha ou esponja vegetal

Clima

A bucha ou esponja-vegetal pode ser cultivada em regiões tropicais ou subtropicais. O ideal é um clima quente e úmido, mas pode ser cultivada em temperaturas acima de 16°C. Cultivares precoces podem ser cultivadas em regiões que têm um inverno frio, nos meses mais quentes do ano (são necessários pelo menos 5 meses de clima quente para ser possível colher alguns frutos). Em regiões de clima quente e úmido, pode ser cultivada o ano todo.

Luminosidade

Esta planta necessita de alta luminosidade, com luz solar direta pelo menos algumas horas por dia.
Muda de bucha ou esponja vegetal 

Solo

A bucha cresce bem em solo fértil, bem drenado, rico em matéria orgânica e com pH entre 6,0 e 7,5.

Irrigação

Irrigue de forma a manter o solo sempre úmido, mas sem que permaneça encharcado.
Muda de bucha ou esponja vegetal, com folhas cotiledonares e uma folha verdadeira

Plantio

A bucha ou esponja-vegetal é propagada através de sementes. Semeie no local definitivo ou em pequenos vasos, copos feitos de papel jornal, em saquinhos apropriados para mudas ou outros recipientes, e transplante as mudas de bucha quando estas têm de 3 a 6 folhas verdadeiras.
No local definitivo são abertas covas que podem variam de 25 a 50 cm de diâmetro, adubando o solo retirado conforme a necessidade e voltando a adicioná-lo a cova. Duas a cinco sementes são semeadas por cova, a 2 ou 3 cm de profundidade, retirando-se as mudas mais fracas quando estas estão com cerca de 10 cm de altura, de forma que restem apenas uma ou duas plantas por cova.
O espaçamento varia com a variedade cultivada e as condições de cultivo, normalmente variando de 2 x 2 m a 5 x 5 m.
Racemo com flores masculinas da bucha

Tratos culturais

A bucha precisa de suportes onde possa se agarrar e crescer. Estes suportes podem ser caramanchões, espaldeiras, cercas, ou ainda muros e paredes, desde que estes tenham algo onde as gavinhas possam se prender. Os suportes precisam ser robustos para aguentar o peso das ramas e dos frutos.
Retire as plantas invasoras que estejam concorrendo por nutrientes e recursos, especialmente nos primeiros dois meses, quando a bucha cresce de forma relativamente lenta.
A presença de insetos polinizadores, principalmente abelhas, é necessária para a polinização das flores e a formação dos frutos. A planta normalmente apresenta flores masculinas em racemos e flores femininas solitárias, que apresentam um ovário inferior (uma "buchinha") que se desenvolverá no fruto se a flor for polinizada. Se não houver insetos polinizadores na área, a polinização manual pode ser feita com a ajuda de um pequeno pincel de cerdas macias. Alternativamente, pode-se colher e usar as próprias flores masculinas para polinizar as flores femininas.
Fruto no início do crescimento

Colheita

A colheita geralmente começa a partir de quatro meses após o plantio, podendo levar mais de seis meses para começar, dependendo se os frutos serão colhidos para o consumo ou para uso como esponja vegetal, as condições de cultivo e a variedade cultivada.
Para o seu consumo como alimento, os frutos devem ser colhidos imaturos, ainda jovens, antes que os feixes vasculares do fruto comecem a ficar mais rígidos. Frutos quase maduros são muito fibrosos.
Bucha: Fruto maduro 


À primeira vista, a bucha vegetal mais parece um chuchu superdesenvolvido. A confusão é justa porque as duas plantas pertencem à mesma família e são mesmo muito semelhantes. Mas 120 produtores rurais do município de Bonfim, cidade a 80 quilômetros de Belo Horizonte, sabem distinguir direitinho uma espécie da outra. A cidade, que carrega o título de capital brasileira da bucha vegetal, tem o hábito de cultivar a planta desde a década de 1950. Mas essa fama, porém, quase foi para o ralo. Também, mal-e-mal se ganhava dinheiro com a cultura por causa de atravessadores. Além disso, a falta de organização atrapalhava e o desestímulo era geral.

Para colocar ordem no setor, o Sebrae fez um diagnóstico da produção e iniciou, em 2003, um projeto em parceria com a prefeitura local para recuperar o cultivo da bucha. O resultado já está indo parar no bolso do produtor. Antes, a dúzia era vendida a 14 reais para atravessadores, que a revendiam a 25 reais no mercado. Hoje, com o fortalecimento da Associação Mineira dos Produtores de Bucha Vegetal, os 25 reais que os intermediários recebiam passaram direto para as mãos do agricultor. Com isso, a produção cresceu na "capital". Dados da Emater-MG mostram que são aproximadamente 80 hectares plantados e 100 mil dúzias de bucha produzidas por ano.

Obstáculos
Bucha vegetal, assim como o chuchu, é uma trepadeira que pode ser plantada em caramanchões
O produtor Ivair Pereira do Carmo contribui para estes números. Por causa das chuvas, teve uma safra ruim neste ano. Colheu dez mil dúzias de bucha dos seis mil pés que cultiva. "Há três anos, consegui 15 mil dúzias", compara. A vontade de expandir a produção é grande, mas Ivair esbarra em um problema muito comum nesta cultura: a falta de mão-de-obra. Como a colheita precisa ser manual, ele nem sempre tem gente disponível. Segundo Márcia Machado, técnica do Sebrae-MG, existe uma demanda da indústria automobilística em substituir a espuma dos bancos de carro por bucha, mas os produtores não têm como atender aos pedidos justamente por causa da falta de empregados. Outra dificuldade é ter acesso a crédito. Há cinco anos, quando começou a plantar bucha, Ivair teve que se desfazer de alguns bens. Mas não se arrepende. "É uma planta excelente". A produção de seus 12 hectares vai toda para Belo Horizonte, onde é beneficiada por familiares e vendida para a Ceasa e supermercados.

Cultivo
Depois de colhidos, os frutos são descascados, lavados e batidos para retirar a mucilagem. Em seguida, são colocados em varais para secar
Utilizada na fabricação de esponjas para banhos, filtros e até utensílios de cozinha, a bucha é uma planta tropical que exige condições especiais de cultivo. Não tolera geada e requer bastante luz. O solo deve ser bem drenado, de preferência areno-argiloso, com pH em torno de 6,0. A melhor época de plantio é no começo da estação chuvosa.

A bucha-de-metro é colhida aos seis meses de vida. A colheita pode durar aproximadamente quatro meses. O rendimento médio de uma plantação é de oito a 12 buchas por cova ou cerca de oito mil unidades por hectare, com espaçamento de 3 x 3 metros.

Características
Frutos podem chegar a 1,6 metro de comprimento

Nome científico: Luffa cylindrica
Nomes populares: É mais conhecida por bucha-de-metro, pois seus frutos podem chegar a 1,6 metro de comprimento. Além dessa espécie, outras duas são bastante encontradas no Brasil. A bucha-chuchu ou bucha-fedorenta (Luffa acutangula) é usada pelo setor automotivo na confecção de estofamentos nos carros. Já o suco da polpa da buchinha ou abobrinha-do-norte (Luffa operculata) pode ser usado como vermífugo.

Classificação: A bucha pertence ao gênero Luffa, que é formado por sete espécies. Todas elas fazem parte da família das Cucurbitáceas, a mesma da abóbora, melancia, melão, pepino e chuchu.

Distribuição: Originária da Ásia, a bucha foi trazida para cá pelas mãos dos portugueses durante a colonização. Hoje, o cultivo no Brasil atinge desde as regiões Norte e Nordeste e também São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso. Embora não haja dados oficiais sobre plantações comerciais no país, a cidade de Bonfim, MG, é considerada a capital da bucha natural, com produção anual de 100 mil dúzias.

Descrição: Planta herbácea e trepadeira, apresenta frutos esponjosos, fibrosos e alongados, cujo tamanho varia entre 40 centímetros a 1,6 metro de comprimento. O florescimento é muito parecido com o do chuchu. A mesma planta possui flores masculinas e femininas. A diferença, porém, está na cor. Enquanto as flores do chuchu apresentam um tom verde-claro, as da bucha têm um amarelo intenso. As folhas são grandes e as sementes negras e lisas.


segunda-feira, 30 de maio de 2016

Hortaliças Orgânicas - Alface



Alface (Lectuca Sativa L)

Com o avanço dos trabalhos de melhoramento no país foi possível o desenvolvimento de cultivares adaptadas ao calor e resistentes ao pendoamento precoce. Atualmente, é possível, a partir da escolha da cultivar adequada para cada época, colher alface de boa qualidade o ano todo, também em sistema orgânico de produção. Para cultivos em sistemas orgânicos deve-se escolher cultivares mais adaptadas às condições locais, rústicas, que possuam sistema radicular bem desenvolvido e com boa capacidade de exploração do solo e ainda maior nível de resistência ou tolerância a pragas e doenças. Nos trabalhos realizados na Embrapa Hortaliças, estão sendo avaliadas cultivares de alface dos três grupos (americana, crespa e lisa) em sistema orgânico de produção. Nestes ensaios procura-se incluir cultivares de alface atuais e também resgatar variedades antigas. Em termos de produtividade, destacaram-se a Robinson, Laurel e Madona AG.60 como mais produtivas dentre as cultivares de alface americana. No tipo crespa apresentaram melhor desempenho a Simpson, Mônica e Grand Rapids e do grupo Lisa tiveram destaque a Regina, Babá de Verão e a Aurélia.

A alface (Lactuca sativa L.), hortaliça folhosa de maior aceitação pelo consumidor brasileiro, pertence à família botânica das asteraceae, assim como o almeirão ou radiche e chicória. Esta hortaliça é boa fonte de vitaminas e sais minerais, destacando-se a vitamina A, indispensável para a saúde dos olhos, da pele e dos dentes. A alface é altamente perecível. Por este motivo é produzida nos cinturões verdes dos grandes centros consumidores, constituindo-se para muitos produtores ótima fonte de renda e retorno rápido do investimento.
Por ser consumida crua, na forma de salada e apresentar rápido ciclo vegetativo (30 a 45 dias), o cultivo orgânico (sem agroquímicos) de alface é essencial para garantir a saúde do agricultor, do consumidor e, também preservar o meio ambiente. Pesquisa da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa, com 20 espécies de frutas e hortaliças em 26 estados no Brasil, revelou que, das 138 amostras coletadas de alface em 2009, nos maiores centros consumidores do país, 38,4% apresentaram resíduos de agrotóxicos, especialmente, os não autorizados para a cultura. Considerando que na alface, praticamente, não há problemas com pragas e doenças, estes resultados são muito preocupantes. Chama a atenção a quantidade de amostras contaminadas com metamidofós, que além de ser proibida em vários países, a substância está sendo reavaliada pela Anvisa, pois é um dos ingredientes ativos com alto grau de toxicidade aguda contribuindo para os problemas neurológicos, reprodutivos, de desregulação hormonal e até câncer. Mas os riscos ao meio ambiente e ao consumidor que causa o sistema de produção convencional de alface, não param por aí! Os adubos químicos mais utilizados no cultivo de alface são hidrossolúveis (altamente solúveis em água), especialmente quando utilizados em excesso como os nitrogenados (uréia e outros) e, em condições de chuvas intensas e freqüentes, vão parar nos rios, córregos, lagos e poços, contaminando-os. Além disso, os adubos químicos podem contaminar a alface, provocando o acúmulo de nitratos e nitritos nos tecidos das plantas. O nitrato ingerido passa a corrente sanguínea e reduz-se a nitritos que, combinado com aminas, forma as nitrosaminas, substâncias cancerígenas e mutagênicas.

Recomendações técnicas


Escolha correta da área e análise do solo: áreas com boa drenagem e sem sombreamento, não cultivadas seguidamente com alface, almeirão e chicória. A análise do solo com antecedência é muito importante.

Épocas de plantio e cultivares: a alface é uma hortaliça tipicamente de inverno, mas foi adaptada para cultivo também no verão. Cultivo de outono/inverno - todas as cultivares, em geral, apresentam neste período bom desempenho. Cultivo de primavera/verão - é necessário utilizar cultivares adaptadas para produzir sob temperaturas elevadas. As cultivares indicadas para o outono/inverno florescem precocemente (pendoamento), se plantadas em clima quente, tornando o produto amargo e sem valor comercial. As principais cultivares recomendadas são: Cultivares lisas (grupo manteiga) - Brasil 303, Elisa, Glória, Aurora e Carolina AG 576 (formam cabeça/resistentes ao vírus do mosaico); Regina (Figura 1), Babá de Verão e Lívia (não formam cabeça/resistentes ao vírus do mosaico), dentre outras; Cultivares crespas (Figura 1) - Vanessa (não forma cabeça e é resistente ao vírus do mosaico); Verônica, Marisa AG 216 e Brisa (não formam cabeça e não são resistentes ao vírus do mosaico). Cultivares de folhas crocantes ou americana (possuem folhas grossas e formam cabeça) - Inajá, Mesa 659, Tainá, Lucy Brown e Raider.Resultados de pesquisa obtidos na Estação Experimental de Urussanga, com a cultivar Regina, revelaram que o cultivo orgânico de alface foi superior quanto a produtividade (41%) e qualidade das cabeças, quando comparado ao cultivo convencional.

Produção de mudas: fazer mudas sadias e vigorosas recomenda-se o uso de bandejas de isopor, utilizando-se substrato de boa qualidade, em abrigo protegido. Dormência das sementes :pode ocorrer quando a temperatura excede a 30ºC. Para evitar a dormência, recomenda-se baixar a temperatura do ambiente nas primeiras 24 horas, após a semeadura nas bandejas, com irrigação e o uso de sombrite.

Adubação de plantio: as hortaliças folhosas respondem bem à adubação orgânica que deve ser aplicada com base na análise do solo. Fonte de macro nutrientes (N.P.K, Ca e Mg) e micronutrientes, a adubação orgânica melhora a qualidade das hortaliças e a conservação do produto, além de manter a umidade do solo. 

Adubação de fundação
Composto - 2 kg/m2 + Bokashi – 500gr/m2 +Se conseguir usar o fosfato usar 100gr/m2 + 100gr de cinza/m2.
Fazer a cobertura morta com material de bagana de carnaúba.

Cobertura:
Fazer uma cobertura com bokashi depois de 10 dias, 300gr/m2.
Aplicar semanal JK 20ml/20 lt + biofertilizante 1 lt/20 lt.
Aplicar a cada 7dias 1 lt de Bocashi foliar para 20 lt de água.
Fazer tratamento das mudas com biofertilizante 200 ml/20 lt.
Fazer aplicação semanal de óleo de nem a 0,3%.
Macerados que podem ser feitos para tratamento de plantas.

Transplante: o transplante das mudas (4 a 6 folhas) deve ser em canteiros, previamente preparados e adubados, na profundidade que estavam na bandeja, espaçadas de 25 a 30 cm entre plantas e fileiras.

Irrigação: a grande exigência da alface (93% do peso é água), aliado a baixa capacidade de extração de água do solo, torna pequenos períodos de estiagem em seca. Os sistemas de irrigação mais utilizados na alface são: aspersão convencional, micro aspersão e gotejamento. No verão deve-se irrigar pela manhã e no final da tarde. No inverno e no verão (desde que se utilize o sombrite), é suficiente uma irrigação pela manhã.

Cobertura morta: havendo disponibilidade na região de cultivo, recomenda-se o emprego de cobertura morta dos canteiros com palha ou casca de arroz ou outro material vegetal de textura fina.

Capinas e escarificarão do solo: durante o desenvolvimento das plantas, são necessárias uma a duas capinas, quando se aproveita para fazer também o afofamento do canteiro (sacarificação).

Cultivo protegido: melhora a produtividade e a qualidade da alface (folhas mais tenras e menos danificadas), além de melhorar a eficiência da mão-de-obra, quando são utilizados túneis altos. Em pleno verão o uso de sombrite (que deixa passar 30 a 50% de luz) protege as plantas nas horas mais quentes do dia e também de chuvas torrenciais (Figura 1). Nos períodos mais críticos, o manejo do sombrite, retirando-o no período mais fresco e, em dias nublados, é importante para atingir boa produtividade e qualidade do produto.

Manejo de doenças e pragas: no cultivo de alface, não há maiores problemas com pragas e doenças. Caso ocorra deve-se utilizar medidas preventivas.

Fase de produção de mudas - utilizar sempre sementes sadias em bandejas de isopor com substrato isento de doenças e, em abrigos protegidos.

Canteiro definitivo: eliminar plantas hospedeiras (caruru, picão-preto, beldroega, serralha, maria-pretinha) de insetos tais como tripes que transmitem viroses; utilizar cultivares resistentes às viroses; fazer rotação de culturas com hortaliças-raízes ou hortaliças-frutos; eliminar restos de culturas anteriores; revolver o solo bem fundo para expor os fungos e pragas do solo à radiação solar; adubar e irrigar as plantas corretamente e utilizar cultivo protegido.

Colheita, classificação e comercialização: Colheita: nas primeiras horas da manhã ou nas horas mais frescas, quando atingir o máximo de desenvolvimento, sem sinais de florescimento, normalmente a partir dos 30-45 dias após o transplante. Classificação: as folhas mais velhas, manchadas e danificadas são eliminadas, bem como as plantas consideradas refugos (miúdas, com início de florescimento e outros defeitos). As plantas devem ser embaladas em caixas, evitando-se o demasiado manuseio do produto. Comercialização: deve ser realizada o mais rapidamente possível e próximo ao local de produção, pois é um produto altamente perecível.







Como plantar alface em casa


sexta-feira, 27 de maio de 2016

Hortaliças Orgânicas - Tomate



Tomate (Licopersycum Sculentum Mill.)

O cultivo do tomateiro em sistemas de produção orgânicos tem sido um grande desafio para pesquisadores, técnicos e agricultores. O primeiro grande desafio a ser superado é encontrar cultivares que atendam aos requisitos da produtividade, qualidade e rentabilidade. As cultivares deve apresentar rusticidade, resistência a pragas e doenças e capacidade de produção em condições de uso de fertilizantes pouco solúveis. Neste sentido, as ações da Embrapa Hortaliças estão sendo direcionadas para avaliar desempenho, tanto de cultivares de hábito indeterminado quanto determinado para sistemas orgânicos. Visando atender as diferentes escolas de pensamento da agroecologia, os trabalhos estão sendo realizados com cultivares de polinização aberta e híbridos comerciais ou em cultivares tradicionais em desuso, com prioridade para os materiais gerados pelo programa de melhoramento da Embrapa Hortaliças.Tomate tutorado/mesa: em condições experimentais alguns híbridos como Carmem, Gisele e Saladinha Plus, Duradoro HEM 11 e HEM 059 (dois híbridos experimentais do programa de melhoramento da Embrapa Hortaliças) mostram potencial de uso na agricultura orgânica. Nos experimentos, o híbrido HEM 059 obteve produtividade média de 68,66 ton/ha, Duradoro produziu com 55,13 ton/ha, HEM 011 com 54,25 ton/ha e Saladinha Plus com a média de 54,09 ton/ha.

Tomate rasteiro: O uso de cultivares de tomate de hábito determinado e dupla aptidão (para mesa e processamento) em cultivo orgânico é uma alternativa ao tomate indeterminado, pois são materiais de colheita concentrada facilitando o manejo de pragas e doenças. Para o consumo in natura, as cultivares Nemadoro e Caline IPA 6 mostraram boa aptidão para cultivo orgânico em função do maior peso médio de fruto. Em termos de produtividade cultivares como Tospodoro e os híbridos experimentais do programa de melhoramento da Embrapa Hortaliças HEI 029 e HEI 013 mostraram potencial para cultivos orgânicos.

O tomate (Lycopersicon esculentum) é uma espécie da família botânica das solanáceas, assim como a batata, fumo, pimentão e berinjela. O tomate é de alto valor nutricional, com boa fonte de vitaminas A e C e rico em sais minerais (cálcio e fósforo), essenciais para a formação dos ossos e dentes. Pesquisa realizada sugere que o licopeno, substância em quantidade apreciável no tomate, traz benefícios contra a hiperplasia benigna da próstata (BPH), a qual afeta mais da metade dos homens a partir dos 50 anos. Por ser uma das hortaliças mais consumidas no mundo, especialmente na forma de salada (in natura) e, muito sensível ao ataque de pragas e doenças, é vital o cultivo orgânico de tomate (sem agroquímicos) para garantir a saúde do agricultor, consumidor, meio ambiente e as futuras gerações. Pesquisa da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa, com 21 espécies de frutas e hortaliças no Brasil, revelou que, das 3.130 amostras coletadas em 2009, 29% apresentaram resultados insatisfatórios,ou seja,com resíduos de agrotóxicos, especialmente, os não autorizados para a cultura. Dentre as hortaliças, o tomate foi uma das mais contaminadas por agrotóxicos, apresentando 32% das amostras coletadas com resíduos de agrotóxicos. O uso incorreto e excessivo de agrotóxicos aplicados no tomateiro, explica os resultados. Os produtores, para evitar prejuízos parciais ou totais na lavoura, devido as inúmeras doenças e pragas e, condições climáticas desfavoráveis, chegam a pulverizar duas vezes por semana e, o que é pior, não levam em conta a carência dos produtos (tempo mínimo em dias necessário, entre a última pulverização e a colheita e consumo dos frutos). Como as colheitas são feitas duas vezes por semana, a carência ou intervalo de segurança dos agrotóxicos, geralmente de 7 a 10 dias, não é respeitada. As vantagens do cultivo orgânico do tomateiro não param por aí; pesquisa revelou que a qualidade nutritiva dos frutos no cultivo orgânico é maior, produzindo 21,1 e 34,3% a mais de vitamina A e C, respectivamente, em relação ao cultivo convencional, além de serem mais nutritivos e saborosos, com melhor conservação e, ainda com menor custo de produção.

Principais recomendações técnicas

Escolha correta da área e análise do solo: evitar áreas úmidas de baixada sujeitas à neblina e, já cultivadas com espécies da mesma família botânica (fumo, batata e pimentão) nos últimos anos.

Épocas de plantio e cultivares: o clima fresco, seco e alta luminosidade favorecem a cultura. Temperaturas acima de 32 ºC e excesso de chuvas prejudicam a frutificação, com queda acentuada de flores e frutos novos, além de favorecer a murchadeira. No Litoral, a época mais favorável para o plantio é de julho a agosto; a partir de setembro favorecem maior incidência de pragas e doenças no final do ciclo da cultura. Em regiões onde não ocorrem geadas, é possível o plantio no final do verão e início de outono desde que as cultivares sejam rústicas e resistentes às pragas e doenças; neste período, as pulverizações preventivas com calda bordalesa devem ser a cada 7 dias. Pesquisa realizada na Estação Experimental de Urussanga (Epagri) indica para o Litoral: tipo Santa Cruz - cultivar Santa Clara; tipo Cereja – variedades regionais com formato arredondado ou alongado e tipo Italiano - variedades regionais com formato alongado. Recomenda-se para todas estas cultivares, retirar as sementes para o próximo plantio, seguindo-se algumas orientações (ver orientações na matéria já postada neste blog: "produção própria de mudas e sementes orgânicas").

Produção de mudas: mudas sadias e vigorosas produzidas em abrigos protegidos garante o sucesso da cultura do tomateiro. O copinho de papel jornal ou copo plástico descartável, utilizados para refrigerantes, são os mais recomendados para produção de mudas de tomate, utilizando-se substratos de boa qualidade.

Preparo do solo: adotar o plantio direto ou o cultivo mínimo do solo. Para o cultivo nos meses de julho a agosto, no Litoral, o mais indicado é a semeadura de adubos verdes (aveia, ervilhaca e nabo forrageiro) no outono, isoladamente, ou em consórcio e, a abertura de covas ou sulcos para o plantio das mudas. Outra opção é utilizar milho-verde consorciado com mucuna no mês de dezembro e, a abertura de covas e plantio das mudas no final de março/início de abril (Litoral) ou ainda julho e agosto, sobre a palhada. Pode-se também utilizar as plantas espontâneas como cobertura, manejando-as nas entrelinhas, através de roçadas. As plantas de cobertura protegem o solo, mantêm o solo mais úmido, além de aumentar o teor de matéria orgânica e reciclar nutrientes.

Adubação de plantio: plantas bem nutridas são mais resistentes às pragas e doenças. Com base na análise do solo e nos teores de nutrientes do adubo orgânico, fazer a recomendação da adubação. Composto 3 kg por metro linear ou 1,6 kg/planta + Bokashi 100gr/planta + 30gr de fosfato natural + 20gr de Algen (cálcio e Mg).

Plantio e espaçamento: as mudas são transplantadas quando atingirem 10 a 12 cm de altura e com 4 a 5 folhas definitivas. O espaçamento indicado é de 1,2 a 1,5m entre fileiras por 0,4 a 0,5m entre plantas.

Irrigação: a irrigação por gotejamento é a mais indicada. O sistema de aspersão é contra-indicado para o tomateiro, pois molha as folhas e umedece o ambiente em torno das plantas, favorecendo a requeima.

Práticas culturais: a capina é realizada em faixas, mantendo-se limpo a área junto às fileiras de tomate para evitar competição com as plantas espontâneas ou de cobertura. Nas entrelinhas, deixar uma faixa de plantas de cobertura e, se necessário, roçá-las para evitar competição por luz e facilitar a pulverização das folhas baixeiras do tomate. O tutoramento ideal é o vertical e, sempre no sentido norte-sul para permitir maior insolação das plantas. Não recomenda-se o tutoramento tradicional ("V" invertido), pois é formada uma câmara úmida que favorece os fungos e ainda torna os tratamentos fitossanitários ineficientes, pois não atingem a parte interna das plantas. À medida que a planta cresce, é preciso fazer amarrios e desbrotas, semanalmente. Para evitar o ferimento e o estrangulamento do caule, faz-se o amarrio, deixando-se uma folga. A desbrota consiste em eliminar todos os brotos que saem das axilas da plantas, deixando-se uma ou duas hastes por planta; não deve ser realizada com as plantas molhadas, evitando-se a disseminação de doenças.

Manejo de doenças e pragas: o tomateiro é o mais atacado por doenças e pragas que causam perdas parciais e até totais da lavoura. No entanto, se forem seguidos os princípios da agricultura orgânica, é possível prevenir e/ou reduzir os danos na lavoura. As principais doenças são: requeima ou sapeco (Phytophthora infestans), pinta preta (Alternaria solani) e murchadeira (Ralstonia solanacearum). As principais pragas são:broca pequena do fruto (Neulocinodes elegantalis) e traça (Tuta absoluta). Para o manejo, recomenda-se as medidas: a) escolha correta da área; b) evitar plantios escalonados e próximos a lavouras velhas; c) plantio na época recomendada; d) uso de cultivares resistentes; e) adubação com base na análise do solo;f) arranquio e destruição de plantas viróticas; g) destruir restos da cultura; h) rotação de culturas; i) pulverizar, preventivamente, a cada 10 dias, com calda bordalesa a 0,5 %,para o manejo das doenças foliares e j) pulverizar preventivamente,a partir do início da frutificação,com Bacillus thuringiensis, produto comercialmente conhecido como dipel, para o manejo da broca pequena do fruto e traça do tomateiro. O consórcio de tomate com coentro (planta repelente) reduz estas pragas e, ainda atrai os inimigos naturais destas. 

Colheita: a colheita inicia quando os frutos estão amarelados ou rosados. Para mercados mais próximos podem ser colhidos num estádio de maturação mais adiantado, mas ainda bem firmes. A calda bordalesa, embora seja tolerada no cultivo orgânico, possui carência de 7 dias que deve ser respeitada, Para a limpeza dos frutos com resíduos de calda bordalesa, proceder a imersão dos frutos, por 5 minutos, em solução de ácido acético (vinagre), na concentração de 2%. Deixar secar e proceder a embalagem.











sexta-feira, 8 de abril de 2016

Horta Orgânica - Manual horta orgânica doméstica



O QUE SERÁ ENSINADO NESSE CURSO

O objetivo desse manual é ensinar passo-a-passo com fotos e ilustrações como planejar, implantar, cultivar e manter uma HORTA ORGÂNICA DOMÉSTICA.

Está dividido nos seguintes MÓDULOS:

INTRODUÇÃO: Neste capítulo iremos salientar a importância da agricultura orgânica e apresentaremos a importância e as principais funções das vitaminas e dos sais minerais para o corpo humano, observando que as verduras, ervas e legumes são as melhores fontes desses nutrientes.

Módulo 1 - PLANEJANDO A SUA HORTA: Aqui daremos os fundamentos básicos para se implantar uma horta, desde a escolha do local com sugestão de lay-outs, detalhando as ferramentas e utensílios que serão necessários e apresentando as fichas e tabelas de plantio e cultivo de 50 espécies.
Aqui também colocamos um passo-a-passo para você fazer um suporte para ferramentas pequenas.

Módulo 2 - EXECUÇÃO E PLANTIO: Neste ponto já estamos com mãos à obra. Desde a construção dos canteiros, produção de mudas em sementeiras, sugestão para o cultivo em pequenos canteiros e floreiras e as hortas completas do plantio à colheita.

Módulo 3 - MANEJO E TRATOS CULTURAIS: Esta é a etapa mais importante para o sucesso da sua horta. Aqui você vai aprender como manter, defender, manejar e adubar a sua horta. Podendo assim dar continuidade a sua plantação para nunca faltar verduras e legumes orgânicos em sua mesa.
Nesses 3 MÓDULOS estão todos os fundamentos para se ter uma horta orgânica doméstica de 1ª qualidade.

Bom proveito.

CARLOS PENA

MÓDULO 1

INTRODUÇÃO & PLANEJAMENTO

Porque fazer uma Horta Orgânica - 05
Tabelas de nutrientes - fontes e funções - 06
Escolhendo o local da horta - 08
Sugestões de lay-outs - 09
Ferramentas equipamentos e insumos - 11
O “lixo” da horta - compostagem - 15
Escolhendo o que plantar - 17
Fichas técnicas de verduras, legumes,
ervas e temperos - 20

MÓDULO 2

EXECUÇÃO & PLANTIO

O Solo - construindo o solo de plantio - 36
O Solo -Material orgênico, CTC e pH - 38
Anatomia, Fisiologia e Nutrição vegetal - 40
Construindo a sua horta - 42
Modelos de canteiros - 43
Plantando - sementes e mudas - 47
Acompanhando a horta - dia-a-dia - 50
Colhendo - 52
Apêncice - Fazendo suas prórpias mudas - 56

MÓDULO 3

MANEJO & TRATOS CULTURAIS

Cuidados com o solo - 61
Rega - 63
Manejo básicos de condução - 64
Adubos e Adubações - 68
Identificação e controle de pragas e doenças - 72
Calda de fumo - 79
Calda bordalesa - 81

abraços: Carlos Pena





sábado, 15 de agosto de 2015

Horta em Pequenos Espaços


Como informa o livro preparado pela equipe da AIPA, se não houver uma área de "chão de terra" , dá para implantar uma "mini-horta" aproveitando floreiras, caixotes, ou latas. Basta ter sol durante parte do dia, água, terra fértil (que preparamos com adubo orgânico) e ... muito carinho. Vamos a alguns detalhes, fornecidos por Marcelo Mattiuci, coordenador de Educação Ambiental da AIPA e do projeto "Hortas Escolares sem Agrotóxicos":

Escolha um local que receba sol pelo menos cinco horas por dia, bem arejado, mas evitando o excesso de vento que prejudica as plantas.

1- Você poderá fazer o plantio em recipientes de qualquer material resistente à umidade: floreiras, tubos cortados de plástico, pneus cortados ao meio, latas, caixas de madeira como aquelas usadas por comerciantes para carregar verduras. O segredo é garantir que tenham pelo menos um palmo de profundidade (cerca de 20 cm) para a mistura de terra e composto orgânico;

2- Prepare o recipiente, colocando no fundo uma camada de cascalho ou cacos de cerâmica, para facilitar o escoamento da água, e - sobre ela - a terra com composto. Uma dica é colocar o recipiente sobre um suporte, não muito alto: assim o excesso de água sairá mais facilmente, sem impedir que a garotada realize os tratos culturais necessários;

3- Se o recipiente tiver até 25 cm de profundidade, plante ervas (cebolinha, salsinha, coentro, salsa) ou hortaliças de raiz menos profunda (como alface, espinafre, rabanete, rúcula, chicória, agrião). Caso seja mais fundo, aproveite: além das ervas e verduras, dará para plantar espécies maiores, ou/e de raízes mais profundas, como couve, brócolis, pimentão, cenoura.
As crianças podem participar de todo o processo, desde a escolha do local, até a colheita. Mas, se o espaço é pequeno, a dica é que as tarefas sejam divididas: por exemplo, um grupo pode ser encarregado da rega nos dias pares, e outro, nos ímpares.

4- Os demais cuidados são iguais aos da horta em espaços maiores. 











quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Tomate sem Resíduo de Agrotóxico




A Embrapa Solos conseguiu pela primeira vez, produzir tomate sem resíduo de agrotóxico. E o fato histórico aconteceu em São José de Ubá (região noroeste do estado do Rio de Janeiro). As análises, feitas pela FIOCRUZ comprovaram a pureza do tomate. O sistema de produção chama-se Tomatec.

“O Tomatec envolve o trabalho de conservação de solo e água com a introdução do plantio direto do tomate na palhada. Associadas ao plantio direto, foram introduzidas técnicas de fertirrigação, manejo integrado de pragas (MIP) e ensacolamento da penca de tomate”, diz o pequisador da Embrapa Solos e líder do projeto José Ronaldo Macedo.


As ações de MIP e de ensacolamento da penca do tomate produzem um tomate isento de agrotóxico, pois houve redução do uso do mesmo devido ao MIP e a proteção física do saco, evitando o ataque de brocas e o depósito da calda na casca do tomate. A fertirrigação proporciona maior eficiência no uso da água e de adubos mais solúveis, reduzindo, assim, os fortes níveis de adubação registrados nas lavouras de tomate.

O Sistema de Plantio Direto na Palha (SPD) promove a redução do processo erosivo decorrente do preparo inadequado do solo. O Tomatec produz um tomate limpo, resistente e de excelente aparência, com selo de qualidade e rastreabilidade, o que proporcionará ao produtor receber melhor preço pelo seu produto. Vale lembrar que, ao lado das culturas da batata, mamão e morango, a do tomate é uma das que apresenta maior resíduo de agrotóxico.


Parceria entre a Embrapa Solos (Rio de Janeiro-RJ) e o Supermercado Zona Sul vai levar às prateleiras cariocas, a partir de agosto, o Tomatec, o tomate sem resíduo de agrotóxico.

O Tomatec surge como uma nova opção para o consumidor carioca, unindo dois aspectos: é mais saudável porque o tomate chega ao consumidor livre de resíduos de agrotóxicos, conforme foi comprovado por exames dos frutos em laboratórios da Fiocruz, e atende questões de segurança alimentar, devido a maior oferta durante todo o ano.
O acordo firmado entre a Embrapa e a Rede Zona Sul diz que todo tomate disponível no supermercado será  do tipo italiano (muito usado em saladas e com ótima aceitação em restaurantes), produzido com a tecnologia Tomatec. Essa produção é orientada pela Embrapa Solos.
"Só no município de São Sebastião do Alto, localizado na Região Serrana fluminense, a pouco mais de 200 quilômetros da capital, temos mais de 13 mil pés de Tomatec", conta o pesquisador da Embrapa Solos José Ronaldo Macedo. "Pretendemos fornecer três toneladas por semana ao Zona Sul, pois em breve cultivaremos o Tomatec também em Nova Friburgo, Bom Jardim, Trajano de Moraes e Tanguá", afirma o cientista.

Dia de Campo e Produção

Quem quiser conhecer o Tomatec de perto poderá participar do dia de campo que acontecerá em São Sebastião do Alto, no dia primeiro de agosto (sábado). Basta se inscrever pelo telefone (21) 2179-4507.
O Tomatec envolve o trabalho de conservação de solo e água com a introdução do plantio direto do tomate na palhada. Associadas ao plantio direto foram introduzidas técnicas de fertirrigação, manejo integrado de pragas (MIP) e a proteção física do fruto por meio do ensacolamento das pencas de tomate com papel do tipo granapel.
As ações de MIP e de ensacamento das pencas do tomate produzem um fruto isento de agrotóxico, pois o uso deste produto é reduzido devido ao MIP e à proteção física do saco, que evita o ataque de brocas e o depósito da calda na casca do tomate. Por sua vez, a fertirrigação proporciona maior eficiência no uso da água e de adubos mais solúveis, reduzindo, assim, os fortes níveis de adubação registrados nas lavouras de tomate. Já o sistema de plantio direto na palhada promove a redução do processo erosivo decorrente do preparo inadequado do solo.
O sistema de produção do Tomatec produz um fruto limpo, resistente e de excelente aparência, com selo de qualidade e rastreabilidade, o que permite ao produtor obter melhor preço pelo produto no momento da comercialização.







Controle de caracóis e lesmas



As lesmas e caracóis são moluscos responsáveis por perdas econômicas na produção de hortaliças e plantas ornamentais (Fig. 1).
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Provocam tanto prejuízos quantitativos quanto qualitativos, pois, além de diminuírem a produtividade, depreciam o produto reduzindo seu valor devido à presença de muco ou mesmo dos próprios animais nas hortaliças. Em plantas ornamentais causam danos estéticos que, em alguns casos, são limitantes.
Os prejuízos econômicos podem ser variáveis, dependendo do tipo de cultura atacada. No caso de plantio direto, hoje bastante difundido, houve um aumento significativo dos moluscos pragas. Por exemplo, em feijão, há uma redução em cerca de 20% da produtividade.
Os caracóis e lesmas vivem em locais úmidos e sombreados, danificando plantas normalmente durante a noite. Em condições nebulosas e com alta umidade, eles podem ser vistos durante o dia, após as chuvas. Esses animais raspam com uma estrutura chamada rádula, as folhas, caules e brotos novos, podendo, em infestações severas, levar a morte das plantas (Fig. 2).

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Fig. 2 - Folhas raspadas - danos de lesmas em mudas de palmeira

Resumidamente, o manejo envolve uma série de medidas, como o uso de iscas tóxicas à base de metaldeído, coleta manual de adultos e uso de armadilhas à base de cerveja ou leite, ou restos culturais, além do uso de faixas de cal ou cinza, com pelo menos 20 cm de largura, ao redor da cultura.
Práticas de manejo de moluscos em hortaliças e plantas ornamentais:
Catação: a coleta manual de adultos é factível, quando a área cultivada for pequena. Deve-se coletar os adultos com luvas de borracha ou sacos plásticos, pois os moluscos podem transmitir doenças ao homem através de sua mucosidade. Os adultos deverão ser destruídos em água fervente ou manualmente.
Iscas tóxicas: normalmente à base de metaldeído (produto medianamente tóxico), são pellets que devem ser distribuídos na dose de 50 gramas por metro quadrado, obtendo redução de mais de 80% da população infestante. Há também no mercado uma isca à base de fosfato férrico, também em forma de pellets, mas de menor impacto ambiental (menos tóxica a animais silvestres, domésticos, etc.), que poderá ser utilizada seguindo-se as orientações do fabricante.
Armadilhas atrativas: consistem em estopa ou panos embebidos em cerveja ou leite dispostos junto à cultura infestada. Colocar estas armadilhas ao anoitecer e recolher no dia seguinte bem cedo. Tanto a cerveja quanto o leite atraem lesmas e caracóis, os quais deverão ser recolhidos e destruídos manualmente ou em água fervente. Também poderão ser dispostos restos de hortaliças (talos, folhas, etc.) como atrativos, sobre jornais ou lona plástica.
Cal ou cinza: dispostos em faixas de 20 cm de largura em volta da cultura. Estas faixas dificultam o acesso de lesmas e caracóis à cultura. Após cada chuva ou semanalmente, deve-se repetir o procedimento.
Caramujo-gigante-africano
A introdução da espécie Achatina fulica (Caramujo-gigante-africano) (Fig. 3), no Brasil, para fins comerciais em substituição ao escargot (Helix spp.), fez com que ela se tornasse uma praga agrícola e urbana de importância econômica (infestam ornamentais, hortaliças diversas como feijão, batata, batata-doce, etc.) Por ser uma espécie exótica e extremamente agressiva, tanto na procura por alimentos quanto em sua reprodução, não possui inimigos naturais e compete com espécies nativas podendo levar à diminuição da diversidade de moluscos de uma região. É encontrada em todas as partes do país. Além dos danos econômicos, também possui importância sanitária, pois pode transmitir vermes prejudiciais à saúde humana, os quais são causadores de doenças graves com sintomas variando entre distúrbios do sistema nervoso, fortes e constantes dores de cabeça, perfuração intestinal e hemorragia abdominal, resultando, em alguns casos, em óbito. Por isso, ele deve ser capturado apenas com o uso de luvas de borracha ou sacos plásticos.

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Fig. 3 - Achatina fulica - Caramujo-gigante-africano

Há vários outros caramujos nativos, alguns parecidos com a A. fulica. O caramujo gigante africano normalmente é de grande porte, possui concha escura, algumas vezes raiadas com cores mais claras e borda da concha fina (diferente do Megalobulimus sp., que é um caramujo também de grande porte, nativo e que possui concha normalmente mais clara e deborda espessa). As iscas tóxicas só deverão ser usadas quando a espécie infestante causar danos significativos, evitando assim a aplicação desnecessária e a eliminação de espécies não-praga.

No Município de Santa Izabel do Pará, tem sido observado o ataque de caracóis nas folhas de pimenteiras. Os caracóis preferem lugares úmidos e sombreados e são encontrados escondidos nos tutores, entre a folhagem ou acima do solo, de onde saem para se alimentar durante à noite ou no início da manhã, sendo suspeitos de disseminar o vírus do mosaico nos pimentais desse município.
Os caracóis geralmente deixam um trilha pegajosa enquanto se deslocam sobre os tecidos das plantas. Eles se alimentam começando pela margem das folhas, destruindo grande área foliar em ataques severos.
Tão logo sejam observados nos pimentais, os caracóis devem ser esmagados até a morte. O controle químico com o produto à base de metaldeído (Lesmix) também pode ser utilizado. Aplicar 5g/msobre a superfície do solo ou colocar uma colher de sopa do produto a cada mfazendo montículos nos lugares onde for maior o ataque às plantas.

lesma01
Lesma
Classe: Gastropoda 

Família: Várias 

Nome vulgar: Lesma

BIOLOGIA
Estes animais costumam aparecer quando o tempo está fresco (não ensolarado) e úmido. Quando estas circunstâncias permanecem, a população de lesma pode aumentar. A maioria das espécies de lesmas são adultos quando o inverno acaba, colocando seus ovos no começo da primavera. Os ovos são colocados no solo e chocam em aproximadamente 12 dias, e no começo, as lesmas se alimentam de parte do próprio ovo, de depois se move para as plantas. O sucesso destes estágios determinará o tamanho da população no verão. Quando as circunstâncias estiverem frescas e úmidas, os mais jovens sobreviverão, pois tem poucos predadores naturais.
Tamanho 

Variável

Coloração 

Marrom e acinzentadas

Reprodução 

Sexuada

Alimentação 

Plantas diversas

ABRIGOS
- Jardins 

- Sob folhas 

- Hortas
PREVENÇÃO E CONTROLE 

- Colocar cascas de legumes e folhas de verdura sobre um jornal ao anoitecer. Durante a noite as lesmas serão atraídas para o alimento e logo ao nascer do sol deve-se retirar o jornal com as lesmas e matá-las; 

- Pano ou estopa embebidos em cerveja também são um bom atrativo para lesmas. O procedimento é o mesmo do jornal com legumes e verduras.
- Realizar catação manual
PRODUTOS PARA CONTROLE
Para controle residencial existem vários produtos de venda livre encontrados no comércio em geral:

Gastrópodes: Caracóis, lesmas, caramujos




Aprenda a eliminar Caramujos









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