google.com, pub-8049697581559549, DIRECT, f08c47fec0942fa0 HORTA E FLORES: abril 2010

quinta-feira, 29 de abril de 2010

RECEITAS COM ACELGA



receitas
salada oriental com acelga


Receitas com Acelga
Ao contrário do que acontece na Europa, a acelga nunca "emplacou" entre nós como verdura de grande consumo. E, mesmo assim, algumas mesas brasileiras a admitem apenas como elemento de decoração de saladas para ocasiões especiais - o que, além de ser um procedimento absurdo, num mundo carente de alimentos, é também uma injustiça. Afinal, esta herbácea da família das quenopodiáceas é fonte certa de sais minerais e vitamina A, e em remotos tempos, já foi usada até no combate à caspa e à coriza.
A acelga é fonte de vitamina A, C, Niacina e de sais minerais como cálcio, fósforo e ferro. Tem poucas calorias e quase nenhuma gordura, sendo muito adequada para regimes de emagrecimento.A vitamina A é indispensável para a normalidade da vista, conserva a saúde da pele e das mucosas, auxilia no crescimento e faz parte da formação do esmalte dos dentes. A vitamina C dá resistência aos vasos sanguíneos, age contra infecções, evita problemas da pele, hemorragias e fragilidade dos ossos e dentes. A Niacina, assim como todas as outras vitaminas do Complexo B, evita problemas do aparelho digestivo e do sistema nervoso. A acelga possui ainda quantidades significantes de fibras que auxiliam no movimento intestinal. Seu suco, misturado com igual parte de suco de agrião, é eficaz contra os cálculos biliares. Toma-se um copo, por dia, em jejum. Em caso de prisão-de-ventre prepara-se um bom laxante com meio copo de suco de acelga e uma colher (sopa) de azeite. Em cataplasma, utilizam-se as folhas contra as hemorróidas, feridas, úlceras, contusões, furúnculos e queimaduras.
A acelga deve ser consumida moderadamente por conter alto teor de uma substância (oxalato) que prejudica a absorção de Cálcio no organismo. A acelga pode ser conservada em geladeira de 5 a 7 dias. Seu período de safra é de junho a outubro. receitas abaixo.

1. Acelga Gratinada
Ingredientes:
2 colheres (sopa) de queijo ralado (opcional);
4 colheres (sopa) de margarina derretida;
2 colheres (sopa) de farinha de rosca;
2 colheres (sopa) de salsinha;
meio maço de acelga;
1 colher (sopa) de sal.
Preparo:
Cozinhar a acelga em água salgada com cheiro verde. Depois de cozida, deixar escorrer bem e colocar num prato que possa ir ao forno. Coloque uma camada de margarina derretida em cima de uma camada de folhas de acelga, outra de margarina até acabar as acelgas, sendo a última camada de queijo (se desejar) coberta de farinha de rosca. Levar ao forno para dourar.

2. Fritada de Acelga
Ingredientes:
1 colher (café) de farinha de trigo;
2 colheres (sopa) de salsa picada;
2 xícaras (chá) de acelga picada;
1 dente de alho picado;
3 ovos batidos;
sal a gosto;
óleo.
Preparo:
Junta-se à acelga picada os outros ingredientes e frita-se tudo no óleo. Servir quente.

3. Salada Oriental de Acelga
Ingredientes:
pimenta vermelha cortada em tiras finas a gosto;
1 colher (sopa) de óleo de gergelim (opcional);
½ acelga cortada em tiras de cerca de 1 cm;
3 colheres (sopa) de shoyu (molho de soja);
3 dentes de alho cortado bem picadinho;
1 pitada de aji-no-moto (opcional).
4 colheres (sopa) óleo comum;
vinagre a gosto;
sal a gosto.
Preparo:
Numa saladeira grande, coloque a acelga cortada e lavada e reserve. Numa panela, coloque o óleo comum e o de gergelim. Deixe esquentar um pouco e, então, acrescente a pimenta e o alho. Doure um pouco e desligue o fogo. Despeje esta mistura quente sobre a acelga, misture e junte o shoyu, o vinagre, o sal e o aji-no-moto. Misture bem e sirva.

4. Acelga Primavera
Ingredientes:
1 colheres (chá) de vinagre;
sal e cheiro verde à gosto;
tomates em rodelas;
fatias de cebola;
1 pé de acelga;
ovos cozidos;
azeitonas.
Preparo:
Lave a acelga. Cozinhe em água e sal, junto com o cheiro-verde e o vinagre. Escorra bem e arrume a acelga num prato. Misture os ingredientes do molho. Despeje por cima da acelga. tempere o tomate, a cebola, os ovos cozidos e as azeitonas à parte. Junte á acelga e sirva.

5. Rolinhos de acelga com arroz
Ingredientes:
2 colheres (sopa) de kümmel;
1 xícara (chá) de arroz;
10 folhas de acelga;
sal a gosto;
3 tomates.
Preparo:
Lave o arroz, escorra e coloque em uma tigela. Junte duas xícaras (chá) de água, ou o suficiente para cobri-lo. Cubra a tigela com filme plástico e deixe de molho por 1 hora. Em seguida, escorra a água e reserve. Lave os tomates, corte-os em cubos bem pequenos, sem retirar as sementes. Incorpore o arroz (com o caldo de sementes), junte a metade do k6ummel e o sal. Misture e reserve. Lave as folhas de acelga e escalde-as em uma panela com água quente. Use a própria panela em que estão cozidos os rolinhos. Retire a parte mais dura da acelga e abra as folhas em uma superfície lisa. Distribua o arroz temperado, enrole os rolinhos apertando bem e fechando as laterais. Disponha-os no cesto de uma panela própria para cozimento a vapor. Coloque água na parte de baixo da panela e junte o kümmel restante. Encaixe o cesto e tampe a panela. Leve ao fogo e cozinhe por 30 minutos, ou até o arroz ficar macio. Retire do fogo e sirva a seguir.

6. Acelga coral
Ingredientes:
3 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado;
5 tomates maduros sem pele nem semente;
1 cebola pequena; 1 talo de salsão picado;
3 colheres (sopa) de manteiga;
sal e pimenta à gosto;
1 cenoura ralada;
1 kg de acelga.
Preparo:
Limpe a acelga separando as folhas dos talos. Corte os talos em pedaços e leve ao fogo para cozinhar em água e sal. Depois de 10 minutos, junte as folhas e cozinhe por mais meia hora. Quando estiver cozida, retire do foto, escorra e esprema em um pano para retirar toda a água. Derreta metade da manteiga, junte a acelga e cozinhe por mais 10 minutos. Tempere com sal e pimenta. À parte, faça o molho: doure a cebola no restante da manteiga, junte o salsão, a cenoura e o tomate picado. Tempere com sal e pimenta e deixe cozinhar até formar um molho grosso. Despeje o molho sobre a acelga e polvilhe como queijo ralado. Sirva quente.

7. Sopa de acelga
Ingredientes:
1 pé pequeno de acelga-japonesa (500g);
1 ½ colher (sopa) de farinha de trigo;
2 colheres (sopa) de creme de leite;
1 colher (sopa) de manteiga;
1 litro de caldo de legumes;
sal e noz-moscada à gosto;
1 cenoura ralada;
1 gema.
Preparo:
Limpe a acelga e corte-as em tiras. Refogue a cebola na manteiga e junte a acelga, deixando cozinhar por una 10 minutos, mexendo de vez em quando. polvilhe com a farinha de trigo, mexa bem e despeje o caldo. Cozinhe por mais 10 minutos. Tempere com sal e noz-moscada. Retire a panela do fogo. Misture a a gema com o creme de leite e adicione à sopa, sem deixar ferver novamente. Sirva quente.


quarta-feira, 28 de abril de 2010

CULTURA DO AIPO




a cultura do aipo(salsão)
(apium graviolens)
1 - INTRODUÇÃO
O aipo ou salsão, é uma das hortaliças mais cultivadas nos países de clima temperado. No Brasil, o seu consumo ainda é restrito, sendo o estado de São Paulo o maior produtor e consumidor.
Consumido por uma faixa da população de maior poder aquisitivo, em forma de maionese e salada quando fresco e, em forma de sopa ou creme quando industrializado. Esta hortaliça tem despertado o interesse dos agricultores situados nos municípios próximos a capital paulista, já que estas regiões são favorecidas pelas condições climáticas adequadas a cultura.

2 - EXIGÊNCIAS CLIMÁTICAS E ÉPOCA DE PLANTIO
O aipo é uma cultura adaptada as condições de outono - inverno, sendo a temperatura o fator climático de maior importância. A faixa ideal de temperatura para a cultura esta entre 15º a 20 ºC. Temperaturas mais elevadas reduzem o ciclo vegetativo e temperaturas abaixo de 12ºC por um período superior a seis dias diminuem o crescimento, podendo induzir o florescimento causando prejuízo comercial.
A região Sudeste apresenta condições climáticas adequadas para a cultura, visto que nos meses de março a maio indicados para plantio a temperatura é mais amena, e a umidade do ar é mais baixa, ocasionando uma menor incidência de doenças.

3 - CULTIVARES
Existem muitas cultivares de aipo, a maioria importada, as quais diferem entre si pelo aspecto da planta, coloração da folhagem , dimensão e coloração do pecíolo. As cultivares de pecíolo branco ou amarelo são preferidas para consumo fresco, e as de pecíolo verde, para a industrialização, relacionando-se as seguintes cultivares:
3.1- GIGANTE DE PÁSCOA: Possui aproximadamente 30 cm de altura, folhagem verde-escuro e caules tenros. Por se tratar de uma cultivar em que o pecíolo é pouco desenvolvido, se torna necessário promover o estiolamento da planta.
3.2- CHEIO DOURADO: Plantas com altura média de 35cm, recebeu este nome em função da folhagem intensa e de coloração verde-amarelada.
3.3- UTAH: Apresenta um porte médio, com 30cm de altura e 40cm de largura. Possui folhagem de coloração verde e regularmente clara. As plantas quando no ponto de consumo, pesam em média de 350 - 500g.
3.4 CORNELL 619: Plantas de porte elevado com cerca de 45cm de altura e folhagem verde-escuro. Apresenta caules arredondados -alongados, tenros e de coloração naturalmente clara.

4 - SOLO, CALAGEM E ADUBAÇÃO
Deve-se dar preferência aos solos areno-argilosos, profundos, ricos em matéria orgânica e bem drenados. Solos de textura muito pesada dificultam o desenvolvimento do sistema radicular, além de prejudicar a prática da amontoa, muitas vezes necessária para promover o estiolamento da planta.
Por ser uma cultura bastante cultivada em estufas, deve-se evitar os solos mais propícios ao problema de salinização e possuir água de irrigação de qualidade. Devido a sua intolerância à acidez e elevada exigência em cálcio e magnésio a calagem se torna indispensável na maioria dos casos, sendo necessário elevar o pH para uma faixa entre 6,0 e 7,0. Após 25 dias do transplantio o desenvolvimento da planta é bastante rápido, sendo a marcha de absorção de nutrientes elevada, o que mostra a necessidade de manter a fertilidade do solo em bom nível, durante todo o ciclo da cultura.
Um dos macroelementos mais exigidos pelo aipo é o potássio, causando a sua deficiência o retardamento no crescimento da planta. Entre os microelementos o boro merece uma atenção especial, causando a sua carência rachaduras de coloração castanha nos pecíolos e escurecimento dos bordos do limbo foliar.
Num solo de média fertilidade são indicados no plantio as seguintes quantidades de nutrientes em kg/ha: N - 30, P2O5 – 200 - 350, K2O – 100 - 150, Mg - 40 e 40 de bórax. Também pode-se suprir a alta exigência de B desta cultura por via foliar, com três pulverizações com solução de bórax na proporção de 60g/100 litros de água. Em cobertura, aplicam-se 120Kg/há de N e 60Kg/há de K2O parcelando-se em duas vezes, aos 20 e aos 40 dias após o transplantio.
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5 - SISTEMA DE PLANTIO
O plantio do aipo é feito por semeadura em bandejas ou sementeiras e posterior transplantio. O processo de semeadura é bastante simples, devendo-se para isso, possuir uma sementeira com boas condições para o desenvolvimento da muda. Devido ao fato de a semente de aipo ser muito pequena o solo da sementeira deve estar livre de torrões para proporcionar uma germinação uniforme da muda. Os canteiros devem possuir 1,20 de largura e um comprimento máximo de 20,0m para facilitar os tratos culturais.
A distribuição das sementes em sementeiras é feita em sulcos distanciados de 10 a 15cm a uma profundidade de 0,5cm. Gastam-se de 60-80g de sementes para produzir mudas para o plantio de 1 há. Quando se utiliza bandejas semear 1 – 2 sementes por célula. No caso de sementes peletizadas apenas uma semente por célula. O transplantio ocorre entre 50 a 70 dias quando as mudas se apresentam com 10 a 15 cm de altura e 4 a 5 folhas definitivas.
O espaçamento para transplantio varia em função do objetivo de mercado que a planta se destina. Para o consumo na forma de salada o espaçamento é maior para promover o estiolamento, sendo de 50 a 60 cm entre linhas e 25 a 30 entre plantas. Caso o produto se destine a agroindustria o estiolamento é desnecessário, sendo o espaçamento reduzido para 30 a 40cm entre linhas e 20 a 25 entre plantas.

6 - TRATOS CULTURAIS
O aipo ou salsão é uma cultura de ciclo relativamente longo quando comparado com as outras hortaliças ( 4 meses após o transplantio). Dentro desse contexto o suprimento constante de água deve iniciar logo após o transplantio a fim de reduzir o choque causado por esta operação. O nível de água no solo deve ser médio, devendo-se evitar o encharcamento. Apesar de o ciclo longo, o aipo apresenta um crescimento inicial rápido. A manutenção da cultura livre da competição de plantas daninhas é de fundamental importância para o bom desenvolvimento da mesma. É importante manter a cultura livre de competição de plantas no primeiro mês após o transplantio, visto que após esse período o aipo cobre rapidamente a superfície do solo dificultando o surgimento e desenvolvimento de plantas invasoras.
Caso a cultivar apresente as folhas muito abertas, permitindo a passagem de luz, os pecíolos ficarão esverdeados devido a ação da fotossíntesse. Neste caso, se a comercialização é melhor para o aipo branco, deve-se fazer o estiolamento, fechando as folhas e amarrando-se por 10 a 15 dias antes da colheita.

7 - pragas e doenças
Dentre as pragas que atacam a cultura do aipo se destacam os ácaros, minador das folhas e pulgão, sendo este último de maior importância, pois além de causar um dano direto à planta é transmissor do vírus do mosaico do aipo. O controle dessas pragas deve ser feito através de métodos culturais, tais como: manter a cultura no limpo até trinta dias e irrigação por aspersão visto que o uso de inseticidas reduz a população de inimigos naturais, além de serem muito poucos os registrados para a cultura.
As principais doenças que atacam o aipo, são aquelas comuns as apiáceas (umbelíferas) em geral. Dentre as doenças de folhas destacam-se a Septoria apii, Alternaria sp., Cercospora apii, que são facilmente controladas com a aplicação alternada de fungicidas à base de mancozeb, captafol e similares. As moléstias causadas por Fusarium oxysporium, Rhizoctonia solani ou R. alba, Sclerotinia sclerotiorum e nematóides principalmente do gênero Meloidogyne são menos freqüentes, porém em áreas onde se realiza cultivos sucessivos podem ocorrer com maiores intensidades, sendo aconselhável o uso de rotação de cultura.

8 - COLHEITA E COMERCIALIZAÇÃO

Aos 150 - 180 dias após a semeadura as plantas estarão em ponto de colheita, sendo então desamarradas e cortadas no disco de raízes 3 a 5cm abaixo do colo, de modo a manter os pecíolos presos. O corte deve ser feito nas horas de temperaturas mais amenas do dia, e a manipulação em ambiente fresco e úmido, para que a planta não entre em processo de murchamento.
O preparo do produto para comercialização consiste, na lavagem da planta e amarrio dos maços, cujo o número varia de acordo com usos e costumes do mercado. No CEAGESP, ponto de maior comercialização do produto é comum a venda em caixas do tipo "K" contendo de 15 a 18Kg.




CARACTERISTICAS DO AIPO (SALSÃO)



  • Nome Científico: Apium graveolens
  • Sinonímia: Apium integrilobum, Apium vulgare, Carum graveolens, Celeri graveolens, Selinum graveolens, Seseli graveolens, Sium apium, Sium graveolens
  • Nome Popular: Aipo, salsão, salsão-selvagem
  • Família: Apiaceae
  • Divisão: Angiospermae
  • Origem: Europa
  • Ciclo de Vida: Bienal
O aipo, também conhecido por salsão, é uma hortaliça bastante cultivada nos países de clima temperado. De textura herbácea, ele apresenta folhas pinadas ou bipinadas, compostas por folíolos rombóides, e sustentadas por pecíolos (talos) estriados, longos, eretos e espessos, de disposição alternada e coloração que varia entre o branco, amarelo e verde. As inflorescências são terminais, sesséis, do tipo umbela com pedúnculo curto, carregadas de numerosas e pequenas flores branco-esverdeadas. As variedades mais importantes de aipo são: "Gigante de Páscoa", planta de pecíolos largos, pesados (500 g) e folhagem verde-escura; "Utah", planta mais leve (350 g) e de folhagem verde, e "Cheio Dourado", planta alta, com folhas verde-amareladas e peso mediano (400 g).
O aipo é uma planta interessante para cultivarmos na horta doméstica, visto que não é muito encontrada nos estandes de feiras e supermercados. Ele é muito versátil na cozinha, podendo ser consumido em saladas cruas, ou em cozidos e sopas, acrescentando seu agradável aroma e sabor para pratos com aves, peixes ou assados. É um tempero muito valorizado na indústria de sopas prontas em pó. Suas sementes também são utilizadas há muito tempo como condimento e produção de óleo essencial para aromaterapia e fitoterapia, com diversas propriedades.
Deve ser cultivado sob sol pleno, em solo fértil e enriquecido com matéria orgânica, irrigado a intervalos regulares. Pode ser semeada diretamente em canteiros definitivos, bem elevados, adubados e arejados, ou em sementeiras para posterior transplante das mudas. O aipo é uma cultura de outono e inverno, sua colheita inicia-se cerca de 150 a 180 dias após o plantio. Aprecia o clima ameno e regas freqüentes, sem encharcamento. Multiplica-se por sementes.
Medicinal
  • Indicações: Afecções urinárias, como cistites, uretritis, artrite, reumatismo, icterícia, hepatite, esteatose hepática, desordens menstruais, amenorréia, flatulência, hipertensão, fadiga.
  • Propriedades: Diurético, excitante, depurativo, desintoxicante, antioxidante, emenagoga, estimulante, expectorante, febrífuga, tônica.
  • Partes usadas: Raízes, sementes e folhas.
Aipo
Beneficios:
-Baixas calorias e rico em fibras
-Boa fonte de potassio
-Pode reduzir inflamaçoes e proteger contra o cancer
Beneficios:
- contém alto teor de nitratos vegetais.
As pessoas em regime alimentar geralmente comem bastante aipo, uma vez que ele contém baixas calorias até mesmo para os padrões geralmente verificados em vegetais. Dois talos contém menos de 10 calorias. No entanto seu alto teor de fibras dá a sensação de saciedade. O aipo é uma boa fonte de potássio; contribui também com pequenas quantidades de vitamina C e uma boa quantidade de folato e vitamina A. Embora não contenha muitos nutrientes, o aipo acrescenta um sabor especial a um variado número de receitas - desde sopas e guisados a saladas e recheios de aves. As folhas de aipo não são geralmente aproveitadas, embora constituam a parte mais nutritiva da planta, pois contém mais cálcio, ferro, potássio e vitaminas A e C do que os talos. As folhas devem ser utilizadas em sopas e saladas por seu sabor.

Aipo

As pessoas em regime alimentar geralmente comem bastante aipo, uma vez que ele contém baixas calorias até mesmo para os padrões geralmente verificados em vegetais. Dois talos contêm menos de 10 calorias. No entanto, seu alto teor de fibras dá a sensação de saciedade.
O aipo ainda é uma boa fonte de potássio, contribui também com pequenas quantidades de vitamina C e uma boa quantidade de folato e vitamina A. Embora não contenha muitos nutrientes, o aipo acrescenta um sabor especial a uma variado número de receitas - desde sopas e guisados a saladas e recheios de aves.
As folhas de aipo não são geralmente aproveitadas, embora constituam a parte mais nutritiva da planta, pois contêm mais cálcio, ferro, potássio e vitaminas A e C do que os talos. As folhas devem ser utilizadas em sopas e saladas por seu sabor.


Aipo (como planta medicinal)



O aipo era conhecido na Roma antiga, onde era consumido em abundância pelas suas presumíveis propriedades afrodisíacas.
Embora actualmente já não possua esta fama, é uma reconhecida fonte de potássio. Do aipo mais comum em Portugal (de talos e folhas verdes) tudo se aproveita, desde as folhas que condimentam caldos e saladas, às aromáticas sementes, passando pelos talos, depois de despojados dos fios laterais.
Aipo-de-folhas, aipo-rábano e aipo-silvestre são as 3 variedades mais comuns. Do aipo-rábano pode inclusivé extrair-se um sal especial, indicado nas dietas isentas do tradicional sal marinho, e muito apreciado no tempero de sumos de tomate ou mesmo do famoso Blooddy Mary.
Indispensável para perfumar caldos aromáticos de peixe - como o famoso court bouillon - experimenta ir mais longe e utilizar o aipo como cama de uns belos filetes de solha com molho de laranja. Surpreendente!
aipo
O aipo era usado pelos Gregos e Romanos como planta decorativa. Só na Renascença é que os europeus começaram a cultivá-lo, existindo aproximadamente 30 variedades com os mesmos princípios nutricionais, que se dividem em 2 grupos: o aipo cultivado, ou hortense, ou aipo de folhas e talos – de que se distinguem o dourado, ou branco, e o verde - e o aipo de cabeça, ou aipo nabo, ou aipo rábano ou vermelho.
Todas estas variedades são ricas em vitaminas A, B e C, bem como em cálcio, magnésio, potássio, fósforo e sódio. O aipo auxilia na redução do colesterol e na limpeza do sangue.
O aipo hortense não deve ser muito comprido, deve ter os talos claros e as folhas verdes escuras, enquanto que os de cabeça devem ser médios e ter folhas.
O primeiro aguenta-se muitos dias no frigorífico envolvido num pano húmido e o segundo conserva-se 2 semanas envolvido com película aderente.
Retiram-se os talos exteriores danificados do aipo hortense, lava-se sob água corrente e retiram-se os filamentos duros cortando cada folha pela base e puxando os filamentos no sentido contrário. O verde é usado quase unicamente como erva aromática e o branco come-se cru como aperitivo geralmente mergulhado num molho; os talos são utilizados em saladas; os corações de aipo são o pé do aipo dourado cortado a 10cm da base sem que as folhas, ou talos, tenham sido separados e comem-se recheados ou estufados.
Ao aipo de cabeça cortam-se as folhas – que podem ser aproveitadas noutras receitas -, descasca-se até ficar com uma superfície uniforme, rega-se com sumo de limão para não oxidar ou deita-se num recipiente com água e limão. Come-se cru, ralado em saladas, cozido em água ou num caldo, salteado, estufado, gratinado, em purés ou frito como batatas às rodelas.
Análise nutricional (por 100g):
proteínas: 0,75g
hidratos de carbono: 1,95g
fibra: 1,7g
vitamina A: 13ug
vitamina C: 7mg
cálcio: 40mg
fósforo: 25g
magnésio: 11mg
ferro: 0,40mg
potássio: 287mg
zinco: 0,13mg
sódio: 87mg




AIPO ( ou salsão) Caracteristicas




Nome científico: Apium australe Thou

Características: Planta herbácea, anual ou bianual, ereta, perfumada, de caule ereto, estriado, oco, ramificado, cilíndrico, glabro e fistuloso, atingindo 60cm de altura. As folhas são luzidias, verde-escuras, decompostas, pinatífidas, as basais longo pecioladas, com cinco folíolos ovais e as superiores sésseis, com três folíolos menores e mais estreitos. As flores, brancas, pequenas e numerosas, estão dispostas em umbelas compostas, sésseis ou curtamente pedunculadas, que reúne 6 a 12 raios desiguais. O fruto é um esquizocarpo subgloboso, curvo, castanho-esverdeado, glabro, suborbicular.
Uso doméstico: As sementes um forte aroma, persistente e picante. O pecíolo carnoso e as raízes carnosas são comestíveis, sendo utilizados em saladas. As folhas desidratadas e pulverizadas, constituem-se em excelente condimento.O óleo essencial é amarelo-claro, usado para aromatizar alimentos, doces, licores, perfumes e sabonetes.
Uso medicinal: O consumo regular da planta reduz a eliminação de potássio do organismo humano, sendo indicada principalmente para atletas. A raiz e semente são estomáquica, aperitiva, vulnerária, diurética e anti-hidrópica. A folha é resolutiva e peitoral , depurativa, expectorante, febrífuga, antiinflamatória, tônica , antiartrítica, anti-reumática , carminativa, emenagoga (salada) , excitante, antiescorbútica , alcalinizante, antitérmica, antiasmática e antianêmica .Indicada para o tratamento da asma úmida, gonorréia, retenção de urina, catarro pulmonar , nefrite, colite, disenteria, bronquite asmática, laringite, bronquite, úlceras de difícil cicatrização, contusões, ferimentos, hepatite, afecções febris , gota e litíase vesicular . A raiz é indicada para cálculos do fígado e icterícia .
O salsão (Apium graveolens) ou aipo é uma planta aromática alimentícia da família das apiáceas e sua origem é européia. Possui algumas variedades, com aromas e sabores muito característicos; destacam-se o salsão-branco, o salsão-tronchudo, o salsão-rábano, o salsão-gigante e o salsão-de-cabeça.
O salsão contém quantidades pequenas de vitamina C, cálcio, potássio, ferro, fósforo e magnésio. É rico em fibras e ajuda no controle da taxa de colesterol do sangue. Exatamente pela sua pequena quantidade de calorias é um alimento muito recomendado nas dietas de emagrecimento. O salsão também possui muitas propriedades medicinais: age como antioxidante, evitando a destruição de células, e é usado como um alimento que ajuda na digestão, além de ter efeito refrescante.
O salsão pode ser comprado em maço ou em talos soltos. Se as folhas estão abertas, com uma cor verde forte e brilhante, firmes e com os talos íntegros é fresco (nada de talos amarelados, moles e com flores).
Praticamente todas as partes do salsão podem ser utilizadas na culinária. Seus talos, de textura crocante, podem ser servidos crus em saladas ou canapés, ou então cozidos. As pontas mais firmes e as folhas podem ser usadas no preparo de sopas e caldos. Basta cortar a base, separar os talos, aparar as pontas, retirar as fibras duras e enxágüar.
Há três maneiras de cortar o salsão:
rodelas: lave os talos, segure-os firmemente, corte-os em rodelas e deixe-os escorrendo numa peneira.
lâminas: corte um talo por vez no sentido diagonal em formato de lâminas.
tiras: corte os talos em tiras finas no sentido do comprimento e recorte as tiras para ficarem finas. Em seguida, coloque-as numa tigela com água gelada durante 1 hora ou mais. Com esse procedimento, as tiras ficarão viçosas, ligeiramente enroladas e ótimas numa salada.
A receita de hoje foi feita com o salsão cortado em lâminas e ficou ótima, mas acredito que o corte é o que menos importa.
Benefícios:
-Baixas calorias e rico em fibras
-Boa fonte de potássio
-Pode reduzir inflamações e proteger contra o câncer
- contém alto teor de nitratos vegetais.
As pessoas em regime alimentar geralmente comem bastante aipo, uma vez que ele contém baixas calorias até mesmo para os padrões geralmente verificados em vegetais. Dois talos contêm menos de 10 calorias. No entanto seu alto teor de fibras dá a sensação de saciedade. O aipo é uma boa fonte de potássio; contribui também com pequenas quantidades de vitamina C e uma boa quantidade de folato e vitamina A. Embora não contenha muitos nutrientes, o aipo acrescenta um sabor especial a um variado número de receitas - desde sopas e guisados a saladas e recheios de aves. As folhas de aipo não são geralmente aproveitadas, embora constituam a parte mais nutritiva da planta, pois contém mais cálcio, ferro, potássio e vitaminas A e C do que os talos. As folhas devem ser utilizadas em sopas e saladas por seu sabor.



RECEITAS COM AIPO


Receita de: Bacalhau com Aipo

Ingredientes
  • 1kg de bacalhau demolhado
  • 500 gr de aipo
  • 4 colheres de azeite ou manteiga
  • 50 gr de passas
  • 50 gr de pinoli
Modo de Preparo
Limpar o aipo e cortá-lo aos pedaços. Deixar levantar fervura em quantidade de água muito pequena. Picar a cebola miudinha e deixar a refogar no azeite até aloirar. Adicionar os tomates cortados em rodelas e deixar ferver em lume forte durante cerca de 10 minutos. Cortar o bacalhau em pedaços depois de tiradas as peles e as espinhas. Tirar os caroços das azeitonas. Deixar os pedaços de bacalhau no molho de tomate e juntar os demais ingredientes. Sacudir a panela de maneira que os ingredientes se misturem, sem que se desfaça o bacalhau. Deixar ficar na panela a lume brando e sem ferver durante cerca de 15 minutos, conforme o tamanho dos pedaçs do bacalhau. Servir com pão ou com batatas.

Receita de Aipo cremoso ao forno

Ingredientes
  • 4 xícaras (chá) de aipo (salsão) cortado em tiras finas.
  • 6 colheres (sopa) de manteiga ou margarina.
  • 3 colheres (sopa) de farinha de trigo.
  • 1 colher (chá) de sal.
  • 1 xícara (chá) de leite.
  • 1 colher (sopa) de pimentão verde picado.
  • 1 xícara (chá) de queijo fundido cortado em cubinhos.
  • 1 xícara (chá) de migalhas de pão fresco.
Modo de preparo
  • Pré-aqueça o forno em temperatura média (170°C).
  • Frite o aipo por uns 5 minutos até que fique macio.
  • Retire da frigideira e reserve.
  • Junte a farinha e o sal.
  • Adicione o leite todo de uma vez e cozinhe mexendo até que toda a mistura engrosse.
  • Adicione o aipo e o pimentão.
  • Junte o queijo e mexa até que derreta.
  • Despeje tudo numa forma refratária.
  • Numa tigela, misture as migalhas de pão e a manteiga ou margarina (2 colheres sopa) derretida.
  • Polvilhe sobre o aipo.
  • Asse em forno pré-aquecido por uns 20 minutos.
Rendimento: 8 porções.

Receita de Sulfê de aipo

Ingredientes
  • 3 xícaras (chá) de aipo
  • 150g de manteiga
  • 4 cebolas
  • 1 alho poró
  • Salsa e cebolinha picadas
  • 2 xícaras (chá) de água
  • 3/4 de 1 pão de forma (sem casca)
  • 2 xícaras (chá) de leite
  • 2 gemas
  • 2 claras em neve
  • Sal e pimenta-do-reino à gosto
  • Noz-moscada à gosto
Modo de preparo
  • Frite o aipo cortando bem miudinho na manteiga.
  • Junte as cebolas junto com o alho poró, a salsa e cebolinha bem picadinhas e a água.
  • Deixe cozinhar bem.
  • Corte o pão de forma em pedacinhos.
  • Frite de 2 a 3 vezes em manteiga, suficiente para dar gosto e corar.
  • Coloque sobre o pão de forma frito, as verduras cozidas com seu caldo, o leite onde foram as gemas.
  • Deixe amolecer o pão por 2 horas.
  • Coloque então as claras em neve firme.
  • Tempere com sal, pimenta-do-reino e noz-moscada.
  • Coloque em uma forma de chaminé untada com manteiga.
  • Leve para assar até secar bem e corar.
  • Virar ainda morno e servir.



PLANTAS QUE CURAM: AIPO




Apium graveolens L. - AIPO


Nome científico: Apium graveolens L.
Família: Apiaceae.
Sinônimos botânicos: Apium integrilobum Hayata, Apium vulgare Bubani, Carum graveolens (L.) Koso-Pol., Celeri graveolens (L.) Britton, Selinum graveolens (L.) Krause, Seseli graveolens Scop., Sium apium Roth, Sium graveolens (L.) Vest.
Outros nomes populares: sansão, salsão-selvagem, aipo-do-rio-grande, aipo-d’água, aipo-doce, aipo-bravo, aipo-hortense, aipo-dos-pântanos, aipo-rebano, aipo-silvestre, celeri, ápio, aipo-cultivado; echter sellerie (alemão), apio (espanhol), céleri (francês), celery (inglês), sedano (italiano).
Constituintes químicos: ácidos (glicérico, glicólico, málico, tartárico, cumárico, caféico, ferrúlico, químico, xiquímico), açúcares, apéina e outros flavonóides, cálcio, carboidratos, cumarinas (sesilina, isopimpenelina, apigravina); ferro, fósforo, manitol, niacina, óleo essencial (apiósido, limoneno, sileneno, eudesmol, sedanólido, anidrido sedanônico), pentasonas, sódio, vitaminas A, B1 (tiamina), B2 (kiboflavina ), C (ácido ascórbico).
Propriedades medicinais: alcalinizante, antioxidante, antipalúdica, antipirético, aperiente, carminativa, depurativo do sangue, digestivo, diurético, emenagoga, estimulante, estomáquica, expectorante, febrífuga, levemente laxante, refrescante, tônica, tônico para o sistema nervoso.
Indicações: ácido úrico, acidose, afecção febril, afonia, alivia a fadiga, anemia ferropriva e perniciosa, artrite, bronquite asmática, cálculo biliar, catarro pulmonar, chaga cancerosa, colite crônica, contusão, diminuir perda de potássio, disenteria, dismenorréia, distúrbio digestivo, diurese, escorbuto, escrofulose, estômago, fadiga, favorece a menstruação, ferimento, fígado, fortalecimento dos nervos, gás intestinal, gota, hepatite, icterícia, inapetência, intumescimento leitoso dos seios, laringite, malária, oftalmia, pneumonia, prevenção de escorbuto, proteção contra a xeroftalmia, reumatismo, rins (cólica, nefrite, cálculo), rouquidão, sarna, úlcera.
Parte utilizada: raízes, folhas, talos, sementes.
Contra-indicações/cuidados: sob forma de saladas é contra indicado para diabéticos; não deve ser utilizada por pessoas com inflamação nos rins.
Modo de usar:
- saladas cruas, sopas, caldos, sucos, condimentos, maioneses;
- suco. 1 xícara ao dia, dividido em 3 ou 4 vezes: carminativo, diurético, febrífugo, tônico; anúria, dismenorréia, debilidades em geral, espectorante;
- suco com maçã: eliminar excesso de dióxido de carbono e vontade de comer doces;
- decocção de 30 g de folhas frescas em 1 litro de água. Adoçar com 1 colher de mel, tomar diariamente pela manhã em jejum (bronquite asmática);
- decocção de 40 g de raízes e ramos de aipo em litro de água por 10 minutos. Filtrar e beber três xícaras ao dia: gota, nefrite, reumatismo, cálculos na bexiga;
- decocção em fogo brando, 20 g de raízes de aipo, 30 g de parietária e 30 g de raízes de salsa em um litro de água, por 10 minutos. Deixar esfriar e filtrar. Beber três xícaras ao dia: fígado, cálculos nos rins;
- decocção de 100 g de aipo em litro de água fria e ferver lentamente, por 20 minutos. Lavar os pés ou nas mãos, uma vez por dia, com o líquido ainda quente: frieiras;
- infusão de 1 colher de sopa de folhas verdes ou rizomas em 1 litro de água. Tomar 3 xícaras das de chá quente, diariamente;
- infusão de 15 g de sementes em litro de água fervente. Deixar esfriar e filtrar. Beber 3 xícaras ao dia: meteorismo intestinal e flatulência estomacal;
- xarope: corte em pedaços pequenos cinco gramas de raízes de aipo, cinco gramas de raízes de funcho, cinco gramas de raízes de aspargo, cinco gramas de raízes de salsa e cinco gramas de raízes de gilbarbeira. Colocar todas as raízes em um recípiente, com um litro de água fria. Deixar em maceração por 12 horas, filtrar, separando as raízes do líquido. Guarde o líquido. Colocar as raízes novamente no recipiente com 2 litros de água fria e deixe por mais 12 horas. Filtrar e misturá-lo ao primeiro, adicionando 2 quilos de açúcar. Colocar o xarope em fogo moderado, mexer constantemente, até o açúcar dissolver-se. Consumir 60 ml de xarope ao dia, em goles: depurativo;
Uso Externo:
- cataplasma em contusões e ferimentos: aplicar duas vezes ao dia na região afetada;
- raízes secas e moídas, polvilhadas sobre úlceras de difícil cicatrização duas vezes ao dia;






Alho Poró Caracteristicas e Historia


  • Alho Poró Caracteristicas e Historia

  • Nome Científico: Allium porrum
  • Sinonímia: Allium ampeloprasum var. porrum, Porrum sativum, Porrum commune
  • Nome Popular: Alho-porró, alho-poró, alho-porro, alho-francês, alho-macho, alho-porrô, poró, porro, porró, porrô, porro-bravo, porro-hortense
  • Família: Alliaceae
  • Divisão: Angiospermae
  • Origem: Europa
  • Ciclo de Vida: Bienal
O alho-porró é uma planta conhecida desde a antiguidade pelos egípcios, gregos e romanos, inclusive com diversas citações bíblicas. Ele é também uma das plantas símbolo do País de Gales. Atualmente encontra-se difundido pelo mundo inteiro, com crescente popularização e consumo. É uma planta herbácea, do mesmo gênero que o alho e a cebola. Produz as folhas e o talo no primeiro ano após o plantio e reproduz-se no segundo ano, florescendo e frutificando.
Suas folhas são longas, largas, suculentas e verdes, com bainhas compridas que se sobrepõem recobrindo o falso caule, formando o "talo" tenro, branco e comestível, dilatado na base. Suas raízes são fasciculadas e pouco profundas. As inflorescências grandes e de aspecto esférico, são do tipo umbela e contém numerosas flores brancas, róseas ou roxas. Após a polinização, formam-se os frutos do tipo cápsula trigona e as sementes pequenas, pretas e achatadas, com superfície enrugada, semelhantes às da cebola.
O alho-porró é uma deliciosa hortaliça que pode ser utilizada crua ou cozida fria como salada e em pratos quentes. Seu sabor é mais delicado, doce e suave que o da cebola, e é muito utilizado na culinária francesa e japonesa, geralmente em recheios de quiches e tortas, ou em refogados rápidos de legumes. A parte branca é a mais consumida e com maior variedade de preparações, mas as folhas verdes são também utilizadas para temperar molhos e sopas. A indústria de alimentos aproveita o alho-porró desidratado para a produção de sopas e temperos.
Apesar de bienal, o alho-porró é cultivado comercialmente como anual. Deve ser plantado sob sol pleno em solo fértil, calado, leve e enriquecido com matéria orgânica, irrigado regularmente. Pode ser semeado diretamente nos canteiros definitivos ou em sementeiras para posterior transplante. Na ocasião do plantio os canteiros devem ser bem preparados, elevados e fofos.
O transplante deve ser efetuado preferencialmente em dias nublados, quando as plantas atingirem de 10 a 15 cm de altura. Durante o seu crescimento (cerca de 1 mês antes da colheita) devemos "amontoar" a terra em torno da planta para que fique com os talos bem brancos. Com cerca de 120 dias no verão e 140 dias no inverno as plantas já estarão prontas para a colheita. Aprecia o clima ameno, mas atualmente o mercado oferece variedades bem adaptadas ao calor. Multiplica-se por sementes.
alho-poro3
Medicinal
  • Indicações: Problemas digestivos, infecções, pressão alta, arteriosclerose, cálculos renais, fraqueza, infecções respiratórias, verminose.
  • Propriedades: Antibiótica, digestiva, diurética, emoliente, estimulante, expectorante, laxante, vermífuga.
  • Partes usadas: Folhas, talos e sementes.

PRAGAS E MOLÉSTIAS DO ALHO PORÓ



A ocorrência de moléstias, em nossas condições, é pequena.
A “meIa”, também conhecida pelo, nome de “Damping-off”, moléstia que comumente aparece no canteiro, é causada por um grupo de fungos do solo, e seu principal sintoma é o apodrecimento da região do colo das plantinhas, bem como das raízes. Em conseqüência, há o tombamento das mudas.
Essa moléstia é mais comum em locais úmidos e sombreados, bem como em canteiros com aglomeração de mudas. Não há tratamento específico para o seu controle; evita-se, porém, em parte, a sua manifestação, adotando-se medidas seguintes:
Construção dos canteiros de semeadura, com dez centímetros de altura, em local seco e ensolarado; Semeação no espaçamento recomendado; Emprego de sementes previamente desinfetadas com “Rhodiauran” ou “Neantina”, secos, ou outro produto semelhante, na base de 500 gramas do desinfetante para 100 quilos de sementes; Pulverizações ou regas com uma solução protetora indicada no início da manifestação da moléstia.
Essas pulverizações ou regas devem ser repetidas semanalmerite, até que as mudas se recuperem. No caso das regas, são usados cinco litros da solução por metro quadrado de canteiro.
A praga mais importante é o trips, inseto minúsculo que vive nas partes invaginantes das folhas e se alimenta da seiva.
Em conseqüência da sua picada, a planta apresenta, nas folhas, manchas acinzentadas, cujo exame revela a destruição dos tecidos externos.
As maiores infestações dessa praga ocorrem em períodos secos e quentes.
Para seu controle, é aconselhável o emprego de pulverizações.





domingo, 4 de abril de 2010

Plantas Que Curam: Alho Poró



Allium porrum L. - ALHO-PORÓ
Nome científico: Allium porrum L.   
Família: Liliaceae.

Sinônimos botânicos: Allium ampeloprasum L., Allium ampeloprasum var. porrum (L.) J. Gay. 

Outros nomes populares: porró, alho francês; leek, garden leek (inglês); poireau (francês); ajo porro, puerro e pulantu (espanhol); dungali, kânda e pyaz (hindu); san-chiu e tsun g (chinês). 


Constituintes químicos: ácido esteárico, ácido linoléico, ácido palmítico, açúcares, alicina, alisulfito, celulose, enxofre, mucilagem, pectina, proteínas, sais minerais (ferro), vitaminas C, B1, E. 


Propriedades medicinais: desinfetante, detersiva, digestiva, diurética, emoliente, estimulante, expectorante, laxante, nutritiva, resolutiva. 


Indicações:
má digestão, mau funcionamento dos rins e intestinos, reduzir pressão alta, previnir arteriosclerose, auxiliar a dissolução de cálculos renais, pessoas enfraquecidas, previnir gripes e resfriados, ajudar expulsão de vermes; ajudar baixar a taxa de colesterol e descongestionar as vias respiratórias (em pequena escala). 


Parte utilizada: folhas, sementes, talos. 


Contra-indicações/cuidados: pessoas com úlceras gastroduodenais, gastrite e fraqueza estomacal; nutrizes pois impregna o leite e pode causar cólicas nos bebês.
As sememtes podem provocar hemólise. 


Modo de usar: conservas, cozidos vegetais, suflês, sopas, sopas desidratadas, misturas condimentares em pó, prato principal com molhos especiais;
- infusão de 5 gramas em 1 copo de água fervente por 5 minutos.
- decocção de um bulbo em 250 ml de água fervente por 10 minutos: diurético (evita cálculos renais)




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