A wasabi, também conhecida como wasabia e raiz-forte-japonesa, é uma planta nativa do Japão, cultivada principalmente para uso de seu espesso caule subterrâneo (rizoma), mas que é frequentemente chamado incorretamente de raiz. Quando ralado, seu rizoma apresenta um sabor bastante picante, similar ao da raiz-forte, mas não idêntico. Suas folhas também podem ser consumidas e têm um sabor menos picante do que o rizoma.
Muito apreciada na culinária japonesa, seu cultivo vem aumentando também no ocidente, principalmente porque a produção japonesa de wasabi não atende nem mesmo a sua própria demanda interna. Porém, é considerada uma planta difícil de cultivar.
A wasabi é uma planta cultivada em várias regiões do Japão, principalmente em cursos de água fria
Clima
A wasabi ou raiz-forte japonesa cresce bem em locais de clima frio e úmido. O ideal é que a temperatura permaneça entre 8°C e 20°C. Locais que apresentam temperaturas acima de 28°C são considerados inadequados para o cultivo. Em regiões onde a temperatura cai abaixo de -3°C, a parte aérea da planta morre, mas esta pode ainda sobreviver e rebrotar quando a temperatura estiver adequada novamente.
Luminosidade
Esta planta cresce melhor em sombra parcial, embora também possa ser cultivada com luz solar direta em regiões onde o clima é ameno mesmo durante o verão.
A wasabi cresce melhor em sombra parcial
Sistemas de cultivo
Há dois sistemas tradicionais de cultivar esta planta. O mais utilizado no Japão é o cultivo em um ambiente semiaquático, com um fluxo suave e continuo de água fria. No Japão é comum o plantio em camas de rochas feitas ao longo de cursos de água ou em tanques. Cada cama é composta de uma grossa camada de pequenas rochas sobre as quais há uma camada de cascalho, que por sua vez é coberto com uma camada de alguns centímetros de areia.
O outro sistema é o cultivo em locais de solo úmido, rico em matéria orgânica, geralmente sob grandes árvores que proveem sombra e ajudam a manter o ambiente úmido. Neste sistema o solo deve reter bem a água, permanecendo constantemente úmido, mas não deve ficar encharcado ou inundado. A wasabi cresce bem em água corrente, com boa concentração de oxigênio, não em o solo inundado com água estagnada.
Uma outra alternativa é o cultivo em sistemas hidropônicos. O pH da água e do solo devem estar entre 6 e 7, qualquer que seja o sistema de cultivo empregado.
Mudas de wasabi
Plantio
A wasabi ou raiz-forte japonesa é normalmente cultivada a partir de rebentos ou de sementes. Também é possível usar pedaços dos rizomas, mas isso é menos comum.
O método de propagação por sementes não é o mais apropriado quando se espera colher rizomas, pois as plantas oriundas de sementes muitas vezes não produzem bons rizomas. Quando o objetivo é a colheita comercial de rizomas, o plantio deve ser feito usando apenas rebentos de plantas que produzem rizomas de excelente qualidade.
Quando uma planta é colhida, seus rebentos são retirados e usados para propagar a wasabi. Assim muitas vezes a colheita e o plantio são realizados ao mesmo tempo, pois os maiores rebentos podem ser plantados diretamente no local definitivo. Os menores podem ser plantados em vasos deixados sobre bandejas com água, para que o solo do vaso não fique seco. Os rebentos devem ter uma aparência saudável e ter pelo menos 4 cm de altura e pelo menos 4 folhas. Pode haver até 20 rebentos adequados para propagação em cada planta na época da colheita dos rizomas.
As sementes normalmente não germinam se não passarem por um longo período de baixas temperaturas. Assim é necessário deixar as sementes em um refrigerador a 5°C por dois meses para quebrar a dormência antes de semeá-las (o tempo necessário pode variar, dependendo da variedade cultivada). Semeie em sementeiras, módulos, bandejas e outros recipientes, com pelo menos 10 cm de altura, e deixando as sementes cobertas com 1 cm de solo. A germinação ocorre aproximadamente em três semanas.
Quando as mudas estiverem com pelo menos 4 folhas e 5 cm de altura, o que leva de 4 a 6 meses, poderão ser transplantadas para um canteiro com sombra parcial. Deixe as mudas separadas por 5 cm, com a coroa 1 cm acima da superfície do solo. Cerca de dois meses depois, as mudas estarão com aproximadamente 10 cm de altura e poderão ser transplantadas para o local definitivo.
Já os pedaços de rizoma são colocados em recipientes contendo solo ou areia mantidos constantemente bem úmidos, preferencialmente com temperatura ambiente em torno de 10°C. Os rebentos podem levar dois meses para começar a aparecer, e quando estiverem com 4 ou 5 folhas, podem ser cortados do rizoma e transplantados como indicado no parágrafo anterior.
No local definitivo, as plantas podem ficar espaçadas por uma distância de 30 cm. Ao realizar o transplante, deixe a coroa cerca de 1 cm acima da superfície do solo.
A wasabi pode ser cultivada em vasos, que devem ter pelo menos 30 cm de diâmetro e altura para que a planta possa atingir um bom desenvolvimento. Deixe um recipiente raso com água embaixo do vaso para manter o solo sempre bem úmido.
Vaso com wasabi
Tratos culturais
Retire as plantas invasoras que estejam concorrendo por nutrientes e recursos, principalmente quando o plantio é realizado no solo. Em sistemas semiaquáticos há menos problemas com plantas invasoras.
Plantação de wasabi em camas de rochas
Colheita
A colheita da wasabi ou raiz-forte-japonesa pode geralmente ocorrer de 18 a 24 meses após o plantio, quando o rizoma está com 3 a 5 cm de diâmetro e de 10 a 20 cm de comprimento. Contudo, algumas vezes a planta fica crescendo por até cinco anos antes da colheita ser feita.
A pak choi, também chamada de bok choi ou bok choy, couve pak choi e acelga chinesa, é uma hortaliça muito cultivada na China e outros países do sudeste da Ásia, e seu cultivo também está crescendo no ocidente. É uma hortaliça da mesma espécie do nabo e da couve chinesa, e suas folhas são muito apreciadas em pratos cozidos ou refogados. As folhas mais jovens podem ser consumidas cruas em saladas.
Pak choi ou bok choi
A pak choi ou bok choi é uma hortaliça da mesma espécie do nabo e da couve-chinesa
Clima
A couve pak choi é uma hortaliça de clima ameno, crescendo melhor entre 15°C e 20°C. A maioria das cultivares tolera baixas temperaturas e geadas leves. Poucas cultivares toleram altas temperaturas.
Luminosidade
A couve pak choi pode ser cultivada com iluminação solar direta ou em sombra parcial.
Couve pak choi
A maioria das cultivares de pak choi ou bok choi suportam bem baixas temperaturas e geadas leves
Solo
Cultive em solo bem drenado, fértil e rico em matéria orgânica.
Irrigação
Irrigue de forma a manter o solo sempre úmido, sem que fique encharcado. Esta hortaliça é sensível à falta de água.
Mudas de pak choi
Pak choi recém germinada
Plantio
As sementes podem ser semeadas no local definitivo da horta ou em sementeiras, vasos pequenos ou copinhos de plástico ou de jornal, e transplantadas quando as mudas tiverem 5 cm de altura.
O espaçamento recomendado entre as plantas varia com o tamanho da cultivar e as condições de cultivo, indo de 10 cm para as menores cultivares a 45 cm para as maiores. Uma opção é plantar com o menor espaçamento e, conforme as plantas vão crescendo, ir colhendo algumas de forma a atingir um espaçamento maior quando as plantas estiverem bem desenvolvidas.
Plantação de couve Pak Choi
A couve pak choi não é muito conhecida no ocidente, mas é muito popular no leste e no sudeste da Ásia
Tratos culturais
Retire plantas invasoras que estiverem concorrendo por recursos e nutrientes.
Pak choi ou bok choi
A pak choi pode ser colhida em qualquer estágio de desenvolvimento, mas idealmente são colhidas apenas quando as plantas estão bem desenvolvidas
Colheita
A colheita das folhas de pak choi pode ser feita em qualquer momento durante o ciclo de vida das plantas, mas o ideal é que a colheita ocorra somente a partir de 6 a 10 semanas após o plantio, retirando as folhas individualmente quando necessário ou colhendo todas as folhas. Cortar a planta a pelo menos 2,5 cm do solo permite que a planta rebrote e produza uma nova colheita.
A planta pode florescer precocemente se as condições de cultivo não forem as ideais. Neste caso, faça a colheita de todas as folhas.
Mizuna - A Mizuna (ミズナ) é uma hortaliça cultivada desde a antiguidade no Japão, que tem vindo a ser generalizada na Europa nas últimas décadas, tornando-se provavelmente na mostarda Oriental mais conhecida e utilizada no Ocidente. A Mizuna é muito saborosa e possui excelentes propriedades nutricionais, anti-inflamatórias, anti-virais e anti-histamínicas, sendo particularmente indicada para consumo em saladas de folhas baby, sandes, pratos de carne, frango ou frutos do mar. As folhas maiores podem acompanhar outros legumes em pratos cozinhados ao vapor, cozidos ou refogados. As folhas serrilhadas de cor verde profundo também são muito utilizadas na decoração de diferentes tipos de pratos.
A mizuna é uma hortaliça cultivada extensivamente no Japão. Suas folhas mais jovens podem ser consumidas cruas em saladas e as outras folhas normalmente são consumidas cozidas ou refogadas. Seu sabor é moderadamente picante.
A mizuna tem sabor picante, mas menos picante que a rúcula, por exemplo
Clima
A mizuna é uma hortaliça resistente que pode ser cultivada em várias condições climáticas, com plantas adultas geralmente suportando bem tanto baixas temperaturas de inverno quanto altas temperaturas de verão. No entanto, plantas cultivadas em clima quente geralmente tem um período de vida mais curto e produzem folhas de pior qualidade. Em regiões de clima frio, é cultivada no inverno com uma cobertura de proteção.
Luminosidade
A mizuna pode ser cultivada com iluminação solar direta ou em sombra parcial, mas com boa luminosidade. Em regiões de clima quente ou se cultivada durante o verão, evite que a planta fique exposta diretamente ao sol durante as horas mais quentes do dia.
A mizuna é cultivada principalmente em clima ameno ou frio
Solo
Cultive em solo bem drenado, fértil, rico em nitrogênio e rico em matéria orgânica. O pH do solo deve estar acima de 5,5.
Irrigação
Irrigue de forma a manter o solo sempre úmido, sem que fique encharcado. Esta hortaliça é sensível à falta de água, especialmente em dias quentes.
Mudas de mizuna
Plantio
As sementes podem ser semeadas no local definitivo da horta ou em sementeiras e outros recipientes, sendo transplantadas quando as mudas tiverem pelo menos 2 folhas verdadeiras.
O espaçamento pode ser de 10 cm para colher plantas pequenas a 45 cm para obter plantas maiores. A mizuna também pode ser cultivada facilmente em vasos e jardineiras.
Tratos culturais
Retire plantas invasoras que estiverem concorrendo por recursos e nutrientes.
Cultivar de mizuna com folhas finas e muito serrilhadas
Colheita
A colheita das folhas da mizuna pode ser feita em qualquer momento durante o ciclo de vida das plantas. As plantas tornam-se bem desenvolvidas de 50 a 70 dias após o plantio. Retire as folhas individualmente quando necessário ou colha todas as folhas. A planta normalmente rebrota após a colheita das folhas, permitindo que sejam feitas várias colheitas.
A couve-chinesa, também chamada de repolho-chinês, é uma hortaliça cujas folhas formam uma cabeça compacta, embora também existam algumas cultivares que apresentam folhas soltas, sem a formação de cabeças. Suas folhas podem ser verde-claras ou verde-escuras, com nervuras foliares brancas ou amarelas. Em alguns locais, a couve-chinesa é chamada de acelga, embora a acelga propriamente dita seja uma outra planta.
A couve-chinesa cresce melhor em clima ameno
Clima
A couve-chinesa é uma hortaliça de clima ameno, crescendo melhor entre 15°C e 20°C, embora a maioria das cultivares suporte temperaturas um pouco mais baixas. Poucas cultivares crescem bem em temperaturas acima de 25°C, sendo estas principalmente cultivares de folhas soltas.
Luminosidade
A couve-chinesa pode ser cultivada com iluminação solar direta ou em sombra parcial com alta luminosidade.
A couve-chinesa não é muito exigente quanto a fertilidade e o tipo de solo, desde que este seja mantido sempre úmido
Solo
Embora seja pouco exigente quanto ao solo, a couve-chinesa crescerá melhor se o solo for bem drenado, fértil e rico em matéria orgânica.
Irrigação
A horta deve ser irrigada de forma a manter o solo sempre úmido, sem que fique encharcado. A couve-chinesa é sensível a falta de água.
A couve-chinesa é muita utilizada na culinária de países da Ásia oriental
Plantio
As sementes podem ser semeadas em sementeiras, vasos pequenos ou copinhos de plástico ou de jornal, e transplantadas quando as mudas têm de 4 a 6 folhas. As mudas são sensíveis, assim evite perturbar muito a planta e suas raízes. Transplante de preferência no fim da tarde ou em um dia nublado, com o solo bem úmido.
As sementes também podem ser semeadas diretamente no local definitivo da horta, ou em jardineiras e vasos grandes.
O espaçamento recomendado entre as plantas varia com o tamanho da cultivar e as condições de cultivo, mas geralmente um espaçamento de 30 a 40 cm entre as plantas produz um bom resultado.
Tratos culturais
Retire plantas invasoras que estiverem concorrendo por recursos e nutrientes.
Colheita
A colheita das cultivares de couve-chinesa que formam cabeças ocorre de 55 a 110 dias após o plantio, variando conforme a cultivar plantada e as condições de cultivo. Corte a planta aproximadamente a 2,5 cm do solo. O caule geralmente rebrota, permitindo uma nova colheita após algumas semanas. A planta pode rebrotar várias vezes, podendo produzir diversas colheitas enquanto as condições climáticas forem favoráveis.
Para cultivares de folhas soltas, que não formam cabeças compactas, comece a colheita de suas folhas quando as plantas estiverem bem desenvolvidas.
O shiso, também chamada de perila, é uma planta asiática que pode atingir de 40 cm até cerca de um metro de altura. As duas formas botânicas de shiso mais cultivadas são denominadas popularmente como shiso verde e shiso vermelho ou roxo. Mais usadas como um tempero, as folhas e inflorescências do shiso podem ser consumidas cruas em saladas ou cozidas em diversos tipos de pratos, sendo especialmente utilizadas na culinária do sudeste asiático, como a japonesa, a coreana e a chinesa. As folhas do shiso vermelho ou roxo também são usadas para colorizar alimentos. Os brotos ou plântulas de ambos os tipos são muito apreciados em saladas e em diversos tipos de receitas. Também há cultivares disponíveis para uso como planta ornamental em jardins.
Outra variedade de perila (Perilla frutescens var. frutescens) produz sementes que são utilizadas na alimentação humana e na de aves, e são usadas também para a extração de óleo vegetal.
Shiso vermelho ou shiso roxo
Clima
Esta erva cresce melhor em um clima moderadamente quente, com temperatura acima de 18°C, embora tolere uma temperatura de até 12°C sem maiores problemas.
Luminosidade
Deve receber luz solar direta pelo menos por algumas horas diariamente. Esta planta precisa de dias curtos para florescer.
O shiso é uma planta fácil de cultivar
Solo
Cultive preferencialmente em solo bem drenado, fértil, rico em matéria orgânica, com pH entre 5 e 7,5. No entanto, esta planta pode ser cultivada em praticamente qualquer tipo de solo bem drenado.
Irrigação
Irrigue de forma a manter o solo úmido, mas sem que fique encharcado.
Mudas de shiso verde
Plantio
O shiso é propagado por sementes, que levam de 1 a 4 semanas para germinarem. Para obter melhores taxas de germinação, deixe as sementes armazenadas no refrigerador até a semeadura. Semeie no local definitivo ou em sementeiras e outros recipientes em local protegido do frio, transplantando as mudas quando estas tiverem de quatro a seis folhas. As sementes necessitam de luz para germinarem, assim devem ficar na superfície do solo, sendo cobertas no máximo com uma leve camada de terra peneirada ou de serragem fina.
O espaçamento entre as plantas pode ser de 30 a 60 cm. Esta planta também pode ser cultivada facilmente em vasos grandes.
Tratos culturais
Cada planta pode ter a extremidade do ramo principal cortada quando alcança cerca de 15 cm de altura, para favorecer uma maior ramificação.
Retire plantas invasoras que estiverem concorrendo por recursos e nutrientes.
O shiso ou perila pode se tornar uma erva invasora em algumas regiões, assim a colheita de todas as inflorescências pode ser uma prática sugerida para evitar o alastramento desta planta, o que também proporciona um aumento da vida útil da planta. As folhas do shiso são tóxicas para alguns animais, como cavalos e bois.
As folhas do shiso vermelho ou roxo são usadas para colorizar alguns alimentos, como por exemplo o umeboshi, um tipo de conserva produzida no Japão
Colheita
O shiso pode ser colhido geralmente a partir de 80 dias do plantio, mas os brotos ou as plântulas são também muito apreciados. As folhas devem ser colhidas quando necessárias, uma vez que não podem ser conservadas em bom estado por um longo tempo.
Coccinia grandis , a Ivy Gourd , também conhecido como cabaça escarlate e Kowai , é uma trepadeira tropical . No sudeste da Ásia, é cultivada por suas partes comestíveis, jovens brotos e frutos comestíveis
A sua área de distribuição natural se estende da África para a Ásia, incluindo Índia, Filipinas, Camboja, China, Indonésia, Malásia, Myanmar, Tailândia, Vietname, no leste da Papua Nova Guiné, e os Territórios do Norte, Austrália.
Sementes ou fragmentos da trepadeira podem ser realocados e levar a descendência viável. Isso pode ocorrer quando os seres humanos transportar detritos orgânicos ou equipamentos que contenham C. grandis . Uma vez que a cabaça hera é estabelecida, ela será presumivelmente distribuídos por aves, ratos e outros mamíferos. No Havaí, o fruto pode ser disperso por porcos. dispersão de longa distância é mais comumente realizada por seres humanos devido aos seus usos culinários ou por engano. Considerado muito invasivo e no Estado Noxious Lista Weed Hawaii, cabaça hera pode crescer até quatro polegadas por dia. Ela cresce em cobertores densas, protegendo outras plantas da luz solar e sequestro nutrientes, matando efetivamente vegetação embaixo. Ele foi introduzido ao Havaí como planta de quintal. Às vezes, é tolerado ao longo de cercas de jardim e outras características ao ar livre por causa de suas atraentes flores brancas. Ele escapou para se tornar uma praga vigorosa no Havaí, Flórida, Austrália e Texas.
Descrição botânica
Esta planta é uma trepadeira perene com gavinhas individuais e folhas glabras. As folhas têm 5 lóbulos e são 6,5-8,5 cm de comprimento e 7-8 cm de largura. Flores femininas e masculinas surgem nas axilas no pecíolo, e tem 3 estames.
Valor medicinal
Na medicina tradicional, frutos têm sido utilizados no tratamento da lepra, febre, asma, bronquite, e icterícia. A fruta possui mastócitos -stabilizing, anti anafilático e anti-histamínico potencial. Em Bangladesh, as raízes são usadas para tratar osteoartrite e dores articulares. Um colar feito de folhas é aplicada na pele para tratar a sarna .
Extratos de Ivy gourd e outras formas da planta pode ser comprado on-line e em lojas de alimentos saudáveis. Estes produtos são reivindicados para ajudar a regular os níveis de açúcar no sangue. Alguns estudos que suporta compostos da planta na inibição da glucose-6-fosfatase . A glucose-6-fosfatase é uma das principais enzimas hepáticas envolvidas na regulação do metabolismo do açúcar. Por conseguinte, é por vezes a Ivy Gourd é recomendado para diabéticos. Embora estas alegações não foram apoiadas, uma boa quantidade de pesquisas sobre as propriedades medicinais desta planta estão se concentrando em seu uso como um antioxidante , agente de antihypoglycemic , modulador do sistema imunitário, etc. [ carece de fontes? Alguns países da Ásia, como Tailândia , preparam bebidas tradicionais tónicas para fins medicinais.
Receitas
A variedade de receitas de toda a fruta, como o ingrediente principal. Eles são melhores quando cozido, e são frequentemente comparadas com melão amargo. A fruta é comumente consumidos na culinária indiana . Pessoas de Indonésia e outros países do Sudeste Asiático também consomem frutas e folhas. Na cozinha tailandesa , é um dos ingredientes da kaeng Khae curry. Cultivo de rashmati em jardins residenciais tem sido incentivada na Tailândia, devido ao facto de ser uma boa fonte de vários micronutrientes , incluindo vitaminas A e C. [ carece de fontes? ]
Na Índia, é comido como um caril , por fritura profunda-lo junto com especiarias, enchendo-o com masala e saltear-lo, ou fervê-la pela primeira vez em uma panela de pressão e depois fritá-lo. Ele também é usado em sambar , uma sopa à base de lentilha vegetal.
Cultivo:
Clima:
Esta hortaliça prospera melhor em clima quente e úmido entre 20 e 30 graus, com pico de produção no verão.
Solo:
solos arenosos e bem drenados com ph entre 6 e 6,5 são os ideais.
Propagação e método de plantio:
Normalmente esta cultura é propagada por estacas as vezes por semente (que chega a demorar até 1 ano) por estacas é muito mais rápido.
As estacas devem estar maduras (lenhosas), devem ter verca de 20 cm de comprimento e 2 cm de diâmetro, devem deixar de 4 a 6 folhas nas estacas e plantadas com 6 cm de profundidade em covas de 40x40x40 cm com 2 a 3 estacas por cova.
Espaçamento:
2 metros entre covas e 2 metros de rua.
Época de plantio:
No inicio da estação chuvosa, a proporção de plantas femininas para masculinas devem ser de 10:1
Como as plantas de Ivy Gourd são perenes, devem ser replantadas a cada 6 anos e devem também serem estaqueadas com moirões a 2 metros de altura, distanciados 20 metros um do outro com 2 fios de arame liso distanciados de 50 cm um do outro de cima para baixo e com o crescimento pode usar fitilhos plásticos, deste usado em estufa para guiar tomate, fazendo o mesmo para guiar a planta até aos arames.
Adubação:
Se optar pelo cultivo orgânico. deve usar por cova 10 lt de composto orgânico mais 200 gr por cova de farinha de osso por cova, fazendo aínda duas aplicações de composto na floração e na frutificação de 5 lt por cova.
Já se optar pela adubação quimica: 200 gr por cova de NPK 4-14-8 no plantio mais 2 lt de composto e em cobertura na floração e na frutificação 50 e 100 gr respectivamente do NPK 10-10-10 por cova.
Poda:
As plantas começam começam a frutificar aos 3 a 4 meses e a colheita prolonga por uns 4 meses e uma vez terminada a frutificação as plantas devem ser podadas a uma altura de 70 cm e novamente aplicados 5 lt de composto por cova ou 100 gr de 10-10-10.
Irrigação:
Após plantio irrigar imediatamente, se não chover repetir a operação semanalmente evitando encharcamento, a melhor forma de irrigação para esta cultura é gotejamento.
Plantas daninhas:
Manter a cultura no limpo, para evitar excessos pode-se usar cobertura morta.
Pragas:
Acultura é bem resistente a pragas, mas as mais comuns são: pulgões, tripses, mosca branca e ácaros caso necessário controle procure um técnico.
A variedade Sulabha é resistente a pragas e doenças.
Colheita:
A colheita é feita com tesourinha de poda para evitar danificar a plantar se for arrancada com a mão.
Rendimento:
Em torno de 15 t hectare
Conclusão:
Nos países onde é cultivada tem ótima aceitação de mercado por suas qualidades nutricionais e medicinal, espero que em pouco tempo seje cultivada no Brasil, onde já existem alguns cultivos.
A bardana (Arctium lappa), também conhecida como gobô (do nome japonês desta planta), é nativa da Europa e da Ásia, podendo ultrapassar a 2 m de altura. Suas raízes podem atingir 1 m de comprimento e cerca de 2 cm de largura, podendo ser consumidas cruas quando bem jovens ou cozidas quando mais desenvolvidas. Suas raízes são muito apreciadas na culinária japonesa e estão se tornando populares na dieta macrobiótica devido ao fato de serem ricas em inulina, um polissacarídeo do açúcar frutose. Embora menos utilizados, as folhas jovens, seus talos e os talos imaturos das inflorescências podem ser consumidos crus ou cozidos. Esta planta também é muito conhecida por suas propriedades medicinais.
A bardana pode ultrapassar a 2 m de altura
Clima
A bardana cresce bem em locais com clima ameno. O ideal é que a temperatura permaneça entre 10°C e 25°C, embora a planta possa suportar temperaturas baixas durante o inverno (a parte aérea pode morrer, mas a raiz normalmente suporta baixas temperaturas).
Luminosidade
Esta planta pode ser cultivada com luz solar direta ou em sombra parcial.
Solo
Cultive preferencialmente em solo leve, profundo, bem drenado, fértil e rico em matéria orgânica. Esta planta tolera um pH do solo na faixa de 4,6 a 7,8, sendo o ideal um pH entre 6,6 e 7,5.
Irrigação
Irrigue de forma a manter o solo úmido, mas sem que fique encharcado.
As folhas da bardana são cordiformes (têm formato de coração) e têm longos pecíolos (os talos das folhas)
Plantio
O plantio pode ser feito no outono e na primavera em regiões de clima temperado. Em regiões de clima subtropical, semeie no outono.
A semeadura deve ser feita preferencialmente no local definitivo, pois as mudas de bardana não suportam bem o transplante. Se semeadas em sementeiras, transplante tão cedo quanto possível, antes que a raiz principal comece a se desenvolver. A semeadura pode ser superficial, apenas cobrindo as sementes com uma leve camada de terra peneirada ou de serragem.
A distância recomendada entre as plantas varia conforme o uso que se fará da planta. Para uma colheita precoce das raízes, o indicado é plantar com uma distância de aproximadamente 15 cm entre as plantas, o que pode proporcionar raízes mais retas. Para outros fins, deixe uma distância de pelo menos 60 cm entre as plantas.
Tratos culturais
Retire plantas invasoras que estejam concorrendo por nutrientes e recursos.
A bardana pode se tornar uma invasora. Para evitar que a planta se propague espontaneamente, não permita que a planta floresça.
As inflorescências da bardana se parecem com pequenas inflorescências de alcachofra ou de cardo
Colheita
A colheita das raízes da bardana ou gobô pode ser feita a partir de 10 semanas após o plantio, mas estas podem ser deixadas crescendo no solo por mais tempo. Contudo, raízes de plantas com mais de um ano podem tornar-se fibrosas, deixando de ser palatáveis.
Bardana, Plantas que Curam
Arctium Lappa
Tradicionalmente combinada com dente-de-leão para fazer uma bebida tonificante e depurativa, a bardana é um importante remédio desintoxicante nas tradições ocidental e chinesa. Muito usada para tratar problemas de pele, também auxilia o sistema imunitário durante infecções e doenças crônicas.
Descrição : Plantas da Familial das asteraceae, tambêm conhecida como baldrana, bardana-maior, carrapico de carneiro, carrapicho grande, erva os pega massos, erva dos tinhosos, orelha gigante, gobô, labaca, lapa, pega-nossa, pegamoço, pejamaço, perga-masso, pegamasso, pegamassa.
Planta bianual herbácea, com 1 a 1,5 metros de altura, pilosa, folhas alternas, cordiformes e ovais.
Flores azuladas ou arroxeadas, dispostas em capítulos e, estes, em corimbos.
Flores pequenas, violáceas, em capítulos florais, que formam o fruto sem papilho, no formato de uma bola com falsos espinhos.
Plantio : O seu cultivo deve ser feito por sementes em barracos, para facilitar a retirada da raiz, ou em caixotes retangulares de mais ou menos 50 centímetros de altura.
Nasce naturalmente nos monturnos de lixo ao redor das habitações. Não tem preferência quanto ao solo e clima.
A raiz de veser coletada no primeiro ano de cultivo e a folha antes da floração. De preferência, devem ser consumidas quando frescas, pois reúnem os seus melhores valores terapêuticos.
Partes utilizadas : Raiz com casca, folhas frescas e sementes.
Origem : Européia, sendo muito comum em Portugal, França, Itália e Japão. Naturalizada na América do Sul, nasce naturalmente até a Argentina e está bem aclimatada.
História: Seu uso na medicina tradicional, frutos, sementes, raízes e folhas data da Antiguidade e não foi refutado ao longo dos séculos. O rei Henrique III da França foi curado de doença dermatologia severa com planta. A bardana também já foi promovida como afrodisíaco.
Habitat: Nativa da Europa e norte da Ásia, hoje é naturalizada nas Américas.
Mode de conservar : Lave bem as raízes e as folhas e deixe secar ao ar livre, em local ensolarado. Guarde as raízes em sacos de pano e as folhas em vidros bem fechados, ao abrigo da umidade.
Propriedades : Antibiótica, hipoglicemiante, depurativa e alcalinizante, diurética, sudorifera, anti-dispeptica e tônico capilar
Indicações : Combate o reumatismo, afecções cutâneas, dermatose, furúnculo, bronquite, cálculos da bexiga e biliar, prisão de ventre, queda de cabelo, hidropisia.
Principios Ativos :
Planta inteira: Óleo essencial: Inulina; taninos; Mucilagens; Resinas; Sais minerais; Carbonato e nitrato de potássio; Ácidos polifenólicos: caféico e clorogénico; Ácidos graxos; Composto antibiótico; Glicosídeo: lapina; Fitoesteróis: B-sitosterile estigmasterol;
Modo de usar : decocção de 10 gramas de raízes para 1 litro de água. Tomar 2 ou 3 xícaras de chá por dia, adoçando com mel, após esfriar.
Cataplasma - raízes frescas. Compresas - fazer decocção com 20 gramas de raízes frescas em 1 litro de água.
Infusão - 1 colher de sopo de folhas e flores secas picadas em 1 litro de água, tomar 3 a 4 xícaras de chá ao dia.
Como Depurativo (furunculose); diurético ( eliminador de ácido úrico); colérico (aumenta o fluxo biliar); laxativo: coloque 1 colher de sopa de rais em uma xícara de água em fervura. Deixe ferver por 5 minutos. Mantenha em maceração por 10 minutos e coe. Coma a raiz cozida e tome uma xícara de chá, três vezes ao dia, fora das principais refeições.
Dermatoses úmidas e purulentas; acne; eczemas; pruridos; seborréia da face ou do couro cabeludo: Coloque duas colheres de sopa de folhas frescas fatiadas em uma xícara de chá de água em fervura. Deixe ferver por 5 minutos. Coe e acrescente uma colher de chá de mel e 3 gotas de própolis. Faça aplicações no local afetado, na forma de compressas, duas vezes ao dia.
Furunculose: coloque seis colheres de sopa de raiz fatiadas em uma garrafa de vinho branco. Deixe em maceração por oito dias e coe. Tome um cálice, antes da principais refeições.
Depurativo do sangue Embora subestimada, a bardana pode ser usada para estimular a libertação de produtos residuais. Problemas como acne, furúnculos, eczema, artrite, fibromialgia e amigdalite beneficiam com a sua capacidade de estimular esta libertação. Contudo, deve ser usada com cuidado pois, mesmo
quantidades pequenas, podem causar uma intensificação inicial dos sintomas, sobretudo nos problemas de pele. Por isso, raramente é usada sozinha, sendo combinada com remédios como dente-de-leão (Taraxacum ojicinalè), trevo-dos-prados (Trifolmmpratmsè) e labaça-crespa (Rumex crispus), que contrabalançam a sua acção desintoxicante. Embora tal não esteja provado, pensa-se que a bardana tem uma acentuada acção anti-cancerígena.
Toxicologia : As folhas podem causar intoxicação devido à presença da onopordopicrina, capaz de provocar insuficiência respiratória.
Farmacologia: Os níveis de arctiina e de arctigenina nas frutas da bardana que são muito usadas na medicina chinesa para o tratamento de resfriado também foram estudados. Outros grupos também estudaram a constituição química da fruta, e até mesmo da polpa da fruta (bagaço); Diversos investigadores relataram várias atividades biológicas da bardana, que incluem propriedades antipiréticas, antimicrobiais, antitumorais, diurética e diaforética.
Além destes efeitos há relatos que extratos da fruta possuem atividade hipoglicêmica em ratos e o suco fresco da raiz possui efeitos antimutagénicos, provavelmente devido a uma lignana presente na raiz. Entre os estudos mais recentes estão os seguintes usos da bardana: Tratamento do urolitíase. Possível inibição da infeção pelo vírus HIV-1 invitro metabolismo de lignanas da bardana no trato gastrintestinal de ratos Antagonismo do fator de ativação de plaquetas (PAF) pela bardana; Efeitos da fibra alimentar da bardana na digestão; Ineficiência da bardana no tratamento dos diabetes induzida por streptozotocin em ratos; Possível atividade antitumoral do extraio da bardana; Fator desmutagênico isolado da bardana; Na literatura recente, o uso da bardana é também encontrado em produtos cosméticos usados para limpeza de pele, produtos anticaspa e tônicos capilares;
Deve-se notar que a raiz da bardana é normalmente usada como alimento na Ásia; Hoje, no Brasil e outros países ocidentais, as lojas de alimentos naturais, mercados orientais, supermercados e feiras-livres vendem a raiz fresca da bardana como alimento e nutracêutico; Enquanto a bardana é geralmente considerada como um produto seguro e comestível, alguns artigos relatam envenenamento pelo chá da raiz da bardana devido à adulteração com plantas contendo atropina, e também dermatite de contato alérgica devido a bardana; Sua principal utilização é nas doenças crônicas da pele pela ação do princípio antibiótico ativo contra bactérias gram-positivas como estafilococos e estreptococos; É fungida para afecções genitais; É diurética, diaforética, depurativa do sangue, coletérica e neutralizadora de toxinas de animais peçonhentos.
Posologia: 20 a 30m I de tintura divididos em 2 ou 3 doses diárias, diluídos em água, com intervalos menores que 12h em Uso Interno; 3g de raízes secas ou 6g de raízes frescas (1 colher de sobremesa para cada xícara de água) em decoto ou Infuso até 3 vezes ao dia em uso interno 3g de sementes (1 colher de sobremesa para cada xícara de água) em decoto para uso interno. Extrato Diluído: 2 a 8ml/dia. A tintura e/ou o decoto podem ser usadas topicamente nas afecções da pele. Tintura glicólica ou decoto em fitocosmética: shampoos, tônico capilar, cremes, loções.
Superdosagem: O Uso em doses acima das prescritas pode causar efeitos atropina semelhantes: dilatação pupilar, boca seca.
RECEITAS COM BARDANA
Kimpira de bardana
Ingredientes
1 raíz de bardana média
1 cenouras
2 colheres (chá) de óleo de gergelim cru
1 pitada de sal marinho
3 a 4 colheres (sopa) de saquê
1 colher (sopa) de shoyu
Modo de preparo
Lave bem a cenoura e a bardana (não retire a casca).
Comece cortando as cenouras em tiras muito finas (estilo Juliana).
Em seguida, corte a bardana também em juliana e imediatamente mergulhe-os em água fria com limão para evitar a descoloração.
Aqueça o óleo em uma panela grande, adicione a bardana e refogue em fogo médio por alguns minutos.
Adicione um pouco de água, tampe e cozinhe em fogo médio-baixo por dez minutos, ou até bardana amolecer.
Adicione a cenoura e o sal. Refogue por alguns instantes.
Cubra e deixe cozinhar.
Mexa com frequência para evitar que os vegetais grudem no fundo da panela.
Quando o líquido da frigideira é absorvido, adicione o shoyu e o mirin ou sakê.
Mexa bem e sirva ainda quente.
Abobrinha recheada com bardana
Arroz Negro, Torre de berinjela e Envelope de Cenoura com Bardana