google.com, pub-8049697581559549, DIRECT, f08c47fec0942fa0 HORTA E FLORES: Abril 2022

domingo, 10 de abril de 2022

Aipo: como comprar, conservar e consumir

 

O aipo, também conhecido como salsão, é originário da Região Mediterrânea e pertence à família Apiácea. Destaca-se como fonte de ferro, de cobre, de vitaminas A e B6 e, em menor quantidade, de vitamina C.

O aipo foi cultivado na Antiguidade como planta medicinal. Somente a partir do final do século XVI foi plantado como hortaliça. Os gregos e romanos associavam-no a seus mitos e festas. Atualmente seu uso é muito comum nos EUA e na Europa. No Brasil, o consumo de aipo é baixo, provavelmente em razão do desconhecimento de suas qualidades e do modo de preparo pela maioria dos consumidores.



Como comprar

O aipo é vendido em dois formatos: o maço inteiro com folhas e talos e os talos já cortados e embalados. Os talos são largos, com formato de canoa, e as folhas são parecidas com as da salsa, só que bem maiores.

Os talos podem ser esbranquiçados ou verde-claros, mas de tonalidade uniforme. Devem ser firmes, porém tenros. As folhas são verdes, mais claras ou escuras dependendo da variedade. Apesar de o talo ser a parte mais consumida, as folhas também são comestíveis.

Em OUTROS países também se consomem as raízes, que são vendidas separadamente. Elas são redondas, de casca castanho-claro, de aspecto retorcido e com protuberâncias e interior branco com reflexos castanhos.

O aipo deve estar crocante e suculento. O caule não deve estar murcho ou com pontos escuros. As folhas devem estar com aspecto de produto fresco, de cor verde brilhante, sem áreas amareladas. O aipo fica com sabor ruim, às vezes amargo, quando a planta passa do ponto de colheita e torna-se fibrosa.

O aipo é quebradiço, devendo ser manuseado com cuidado.

Como conservar

Consuma em até 2 semanas

No congelador

O aipo deteriora-se com facilidade. Mantenha-o em geladeira em sacos de plástico por até duas semanas.

Somente armazene depois de eliminar as folhas e talos murchos ou escuros. Embale separadamente as folhas e os talos, pois os talos conservam-se por mais tempo.

Acondicione-os em vasilhas ou sacos fechados, porque o aipo absorve cheiro de outros produtos.

Antes de congelar, separe as folha e talos. Lave bem os talos em água corrente e pique-os no tamanho desejado. Mergulhe-os em água fervente por dois minutos e em seguida em água gelada por dois minutos.

Pique as folhas bem pequenas e coloque-as em forminha de gelo ou em copinho de café descartável.

Leve ambos ao congelador em vasilha aberta e deixe-os pelo tempo necessário para que endureçam. Retire-os do congelador, coloque-os em saco de plástico ou vasilha tampada e coloque-os novamente no congelador.

Como consumir

Consumir cru ou cozido

O aipo tem sabor levemente adocicado quando combinado com outras hortaliças em pratos diversos e traz frescor a pratos à base de carne ou de frango.

Também é apreciado em recheio de tortas e quiches, como tempero em sopas, molhos para macarrão e adicionado ao arroz durante o cozimento.

Pode ser servido cru em saladas e sucos ou como aperitivo, acompanhado de pastas à base de queijo, creme de leite, iogurte ou maionese. A combinação de aipo com queijo gorgonzola ou roquefort é particularmente apreciada.

Use as folhas e talos mais grossos preferencialmente cozidos; e os talos internos mais finos, quando os servir crus.

As raízes são consumidas sem a casca, raladas e cruas, em saladas ou cozidas em purês, gratinados, recheios e sopas.

Dicas

Prepare a famosa salada “Waldorf” misturando aipo e maçã picados em igual quantidade com maionese, acrescida de nozes picadas.

Para usar talos mais grossos, quebre-os e remova as fibras externas puxando-as com os dedos ou com faca.

Temperos que combinam com aipo: sal, azeite, limão, cebola, pimenta-do-reino.


Espaguete com aipo



Ingredientes

• 8 talos de aipo sem folhas e cortados em tirinhas, cozidos no vapor ou com pouca água

• 1 cebola média cortada em tiras

• 2 colheres (sopa) de cheiro-verde

• 4 colheres (sopa) de azeite

• Sal e pimenta a gosto

• ½ xícara (chá) de requeijão cremoso

• 1 colher (sopa) de limão

• 5 colheres (sopa) de margarina

• 1 pacote de macarrão tipo espaguete ou talharim cozido al dente


Modo de fazer

1. Doure a cebola no azeite.

2. Adicione o aipo, tempere com o sal e pimenta, mexa bem e deixe refogar bem. Por último, junte o macarrão, cheiro-verde e o requeijão, misture bem, tire do fogo e sirva quente.

Tempo de preparo e cozimento: 50 minutos

Rendimento: 4 porções

Sugestões

v Adicione dois talos de alho-porró fatiados quando refogar o aipo.

v O requeijão cremoso pode ser substituído por creme de leite ou ricota.


Suco de aipo com laranja



Ingredientes

• 1 maço de aipo

• 1 litro de água gelada

• Suco de 4 laranjas

• Açúcar e gelo a gosto

Modo de fazer

1. Bata o aipo com a água em liquidificador e coe.

2. Em seguida, misture o suco de aipo com o de laranja, acrescente gelo e açúcar a gosto.

Tempo de preparo: 20 minutos

Rendimento: 1,5 litro

Sugestão

v Pode-se trocar o suco de laranja por suco de cenoura ou usar os dois misturados.


sábado, 9 de abril de 2022

Irrigação na Cenoura

 

Irrigação

A cenoura é uma cultura exigente em água e a maioria dos produtores possui sistema complementar de irrigação em suas lavouras. Logo após o plantio, caso não chova, o produtor deve irrigar a cultura de forma a umedecer o solo a uma profundidade de 20 cm. A partir desse momento até a completa germinação,deve-se evitar o ressecamento superficial do solo a fim de evitar o encrostamento que prejudica a germinação.

Nesse período, deve-se fazer irrigação com turnos diários ou, se possível, a cada doze horasa fim de manter o solo úmido

Após a germinação a cenoura pode ser irrigada em intervalos maiores, mas sem que, no entanto, ocorra estresse na cultura durante o ciclo. Os turnos de rega são calculados em função das condições climáticas, fase da cultura e tipo de solo. Não se deve encharcar o solo a fim de reduzir a incidencia de doenças foliares e de solo. Nas condições de cerrado, nos meses mais secos, estima-se que a evapotranspiração seja na ordem de 6 mm por dia. Assim, o produtor deve calcular a quantidade de água a ser irrigada em função dessa perda.

Portanto, lâminas de 20 mm - 25 mm a cada dia, tem sido um turno rega bastante comum nas regiões de cenoura. Estima-se que o consumo de água em uma lavoura de cenoura durante todo seu ciclo de 100 a 130 dias seja de 400 mm - 600 mm, sendo uma cultura bastante exigente em

água com respostas lineares em incremento de produtividade com irrigações bem feitas na quantidade e momento correto.

Existem regiões como o sul de Minas Gerais, em que no período das águas, alguns produtores cultivam cenoura sem irrigação complementar.

No entanto, o nível tecnológico dessas lavouras é baixo, bem como a expectativa de baixa de produtividade, além de imprevisibilidade na colheita.

O sistema mais comum de irrigação nas principais regiões de produção é a de pivô central (Figura 6). Contudo outros sistemas como aspersão convencional, autopropelido, microaspersão (Figura 7A) e microjatos (Figura 7B) (Santeno®) são usados em algumas regiões com sucesso.

Não existe um sistema ideal. Existe o sistema mais adequado para cada ocasião e circunstância. Assim, até o autopropelido tem sua utilização, seja para fechar áreas não alcançadas pelo pivô, seja para irrigar regiões com escassez de mão de obra.

Figura 6. Sistema de irrigação tipo pivô central em cenoura.



Figura 7. Sistemas de irrigação empregados em cenoura: microjatos (A); microaspersão (B) e Pivô central (C).

A aspersão convencional também é bastante utilizada por pequenos, médio e até grandes produtores na irrigação de áreas fora do alcance do raio do pivô. Esse sistema é empregado com distância entre aspersores entre 12 x 12 m - 12 x 18 m, com pressão entre 30 mca - 40 mca e volume de água de 6 mm - 9 mm por hora. A microaspersão e o sistema de microjatos são utilizados principalmente por pequenos produtores, ou em regiões em que a água e um recurso escasso, como a região de Irecê-BA.

Dos sistemas mais comuns, o menos recomendado é o gotejamento.

Contudo, a adequação do espaçamento entre fileiras, bem como melhoria nas técnicas desse sistema poderão viabilizar a produção econômica desse tipo de irrigação em cenoura.



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