google.com, pub-8049697581559549, DIRECT, f08c47fec0942fa0 HORTA E FLORES

domingo, 24 de outubro de 2021

Plantio e Espaçamento do Tomateiro

 

Plantio

As mudas podem ser plantadas no local definitivo aproximadamente 30 dias após a semeadura, quando possuírem duas a três folhas definitivas e altura de 8 a 12 cm. Mudas que não apresentem bom aspecto, ou estando malformadas e/ou doentes, devem ser eliminadas.

Deve-se dar preferência de realizar o plantio das mudas em dias nublados e no período da tarde, quando o período de luz direta é mais curto, pois durante a noite, devido ao sereno e a temperatura mais baixa, as mudas se recuperam, favorecendo o enraizamento. Salienta-se que a irrigação dos sulcos de plantio antes e logo depois do transplante é uma operação sine qua non (imprescindível) para o sucesso no enraizamento das mudas. Por isso é importante que o sistema de irrigação esteja implantado antes do plantio das mudas.

A colocação das plantas nas covas deverá ser na mesma profundidade que se encontram nas células de bandejas, devendo evitar o contato com adubos químicos e ferimentos nas raízes das mudas (Figura 2A). O plantio das mudas pode ser realizado manualmente ou utilizando plantadeiras manuais (Figura 2B). Em ambos os casos deve-se tomar o cuidado de garantir o completo contato do torrão das mudas com as paredes da cova de plantio. O replantio, quando necessário, deve ser realizado até no máximo oito dias após o primeiro plantio, substituindo plantas mortas ou que apresentem desenvolvimento anormal.


Espaçamento e densidade de plantas

Entende-se por espaçamento de plantas o intervalo entre fileiras e, por densidade de plantas, o espaço deixado entre as plantas dentro das fileiras de uma lavoura. O espaçamento e a densidade de plantas são aspectos tecnológicos que definem a população na área e o arranjo de plantas nas fileiras, podendo interferir no controle fitossanitário, nas operações técnicas a serem realizadas na lavoura e, consequentemente, na rentabilidade.

Figura 2. (A) Altura correta da muda após ser plantada no sulco ou cova de plantio e (B) utilização de plantadeira manual no plantio das mudas de tomate

No Sispit, no qual o tomateiro é conduzido na vertical, os espaçamentos entre sulcos (fileiras) de plantio podem variar de 0,8m a 2,20m e os espaçamentos entre as plantas na fileira de 0,40 a 0,70m. O espaçamento entre fileiras depende, principalmente, do sistema de pulverização que se queira adotar. Caso se use pulverizador, barra vertical ou turbinado, acoplado ao trator, recomenda-se fileiras duplas de 0,8 a 1,0m e de 2,0 a 2,2m entre cada conjunto de fileiras duplas (Figuras 3A e 3B). Deve-se lembrar que, entre cada conjunto de fileiras, passará o trator com o pulverizador para aplicar as caldas com fungicidas e inseticidas.

Quando a aplicação dos agrotóxicos é feita com canetas de pulverização acopladas à motobomba fixa ao trator, as fileiras podem ficar expostas em fileiras individuais espaçadas entre elas de 1,25 a 1,50m (Figuras 3C e 3D). Salienta-se que a condução das plantas sempre deve ser no sentido vertical. O espaçamento entre as plantas na fileira vai depender basicamente do cultivar, do número de hastes por planta e da preferência do tomaticultor. É interessante, no geral, que se tenha de 22 mil a 27 mil hastes por hectare. O espaçamento entre linhas de plantio ideal é de 1,5m.

Os espaçamentos entre plantas conduzidas com duas hastes podem variar, de acordo com o enfolhamento do cultivar utilizado. No tutoramento cruzado o espaçamento entre plantas indicado é de 60cm. Nos métodos de tutoramento vertical de plantas os espaçamentos entre plantas podem ser menores, até 45cm. Para a condução de uma haste por planta esses espaçamentos podem ser reduzidos à metade.

Figura 3. (A) e (B) arranjo de plantas em fileiras duplas de plantas tutoradas verticalmente para a pulverização tratorizada; (C) e (D) arranjo de plantas em fileiras simples tutoradas verticalmente para a pulverização manual com “canetas”

VISITE TAMBÉM OS OUTROS CAPÍTULOS

BOTÂNICA, ORIGEM E CLIMA DO TOMATE


Manejo do Tomateiro: Mudas


Plantio e Espaçamento do Tomateiro






sábado, 23 de outubro de 2021

Cultivo de Pimentas

 

Cultivo

Com a chegada dos navegadores portugueses e espanhóis ao continente americano, muitas espécies de plantas já conhecidas e utilizadas pelos nativos foram “descobertas” pelos Europeus, entre elas as pimentas. Dentre as muitas espécies encontradas nas Américas, as pimentas nativas, do gênero Capsicum, mereceram atenção especial por serem mais picantes (pungentes) do que a pimenta-do-reino ou pimenta-negra, do gênero Piper, originária da Índia, cuja busca foi, possivelmente, uma das razões das viagens que culminaram com o descobrimento do Novo Mundo.

Diversos relatos de exploradores do Brasil-colônia demonstram que a pimenta era amplamente cultivada e representava um item significativo na dieta das populações indígenas. Ainda hoje a importância das pimentas continua grande, seja na culinária, na crendice popular, no artesanato, na medicina alopática ou natural e até mesmo como arma de defesa. Faz parte de remédios para artrites (pomadas à base de capsaicina), dores musculares (como emplastro), dor de dente, má digestão, dor de cabeça e gastrite. 

A capsaicina, responsável pela pungência ou ardume das pimentas (ver capítulo 3), é aparentemente a única substância que, usada externamente no corpo, gera endorfinas internamente, que promovem sensação de bem-estar e acionam o potencial imunológico.

Os índios caetés foram os primeiros brasileiros a usar a pimenta como arma, ao arremessar pó de pimenta seca contra os inimigos. Atualmente, séculos depois, a oleorresina de pimenta em aerossol ou em espuma é usada pelas forças armadas e polícia modernas na forma de “sprays” de pimenta (“pepper spray” e “pepper foam”).

É igualmente substancial a contribuição histórica brasileira na dispersão das pimentas pelo mundo, eficientemente feita pelos navegadores portugueses e pelos povos que eram transportados em suas embarcações. As rotas de navegação no período 1492-1600 permitiram que as espécies picantes e doces (não picantes) de pimentas viajassem o mundo. As pimentas foram, então, introduzidas na África, Europa e, posteriormente, na Ásia.

Cinco séculos depois do descobrimento das Américas, as pimentas passaram a dominar o comércio das especiarias picantes, sendo de relevância tanto em países de clima tropical como temperado. Atualmente, a China e a Índia têm mais de um milhão e meio de hectares cultivados com Capsicum.

E os tailandeses e os sul-coreanos, tidos como os maiores consumidores de pimenta do mundo, comem de cinco a oito gramas desse condimento por pessoa/dia.

No Brasil, cultivam-se pimentas do gênero Capsicum em praticamente todos os estados da federação, mas os principais produtores são: Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Ceará e Rio Grande do Sul. A área anual cultivada é de cerca de cinco mil hectares, com produção aproximada de setenta e cinco mil toneladas. A produtividade média depende do tipo de pimenta cultivada, variando de 10 t/ha a 30 t/ha.

O cultivo de pimentas se ajusta perfeitamente aos modelos de agricultura familiar e de integração pequeno agricultor–agroindústria. As pimentas, além de consumidas frescas, podem ser processadas e utilizadas em diversas linhas de produtos na indústria de alimentos. Sua importância socioeconômica é muito grande, por permitir a fixação de pequenos produtores rurais e suas famílias no campo, a contratação sazonal de mão-de-obra durante o período de colheita e o estabelecimento de novas indústrias processadoras e, conseqüentemente, a geração de novos empregos.

As pimentas, em sua maioria, são cultivadas em pequenas unidades familiares, em áreas que variam de 0,5 hectare a 10 hectares, com baixo uso de insumos. O custo de produção, assim como a rentabilidade obtida da comercialização dos frutos, varia principalmente em função do tipo de pimenta, da produtividade e do período de colheita.

A ocorrência de doenças (ver capítulo 10) e de algumas pragas (ver capítulo 11) tem dificultado o cultivo e afetado a qualidade de pimentas no Brasil. São limitantes à produção de pimenta as doenças causadas pelos fungos Phytophthora capsici e Oidiopsis haplophylli (estágio perfeito: Leveillula taurica), pelas bactérias Xanthomonas spp. e Ralstonia solanacearum e pelos tospovirus, potyvirus e, mais recentemente, geminivirus.

Até 2006, um dos problemas enfrentados pelos produtores de pimentas era a modesta quantidade de cultivares disponibilizadas no mercado pelas companhias de sementes. Por esta razão, os produtores extraíam, de suas próprias plantações, sementes de frutos não certificados quanto à sanidade e pureza, resultando em material de plantio de baixa qualidade. Atualmente, a maior demanda por parte de pequenos produtores familiares é por cultivares de pimentas dos tipos: de-bode, cumarido-Pará, biquinho, murupi, de-cheiro e jalapeño, muitas já encontradas com facilidade no mercado.

As principais demandas dos produtores de pimenta, levantadas por extensionistas e pesquisadores, são: cultivares com resistência a doenças e técnicas alternativas de processamento (para agregar valor ao produto). Porém, tem sido observado no agronegócio familiar de pimenta que todo esforço para a obtenção de genótipos superiores pode ser perdido se não houver manejo pós colheita, processamento e armazenamento adequados, com equipamentos que garantam a qualidade do produto processado.

Também são muitos os problemas enfrentados pelas agroindústrias processadoras de pimenta, dentre os quais se destacam: número limitado de cultivares disponíveis no mercado, pouca diversificação e baixa qualidade de matéria prima, falta de padrões de qualidade dos produtos industrializados, carência no mercado de equipamentos adequados à produção em pequena escala e ineficiência no controle de qualidade e de higiene dos produtos.

A maior exigência de qualidade por parte do mercado consumidor, seja para pimentas frescas ou processadas, requer mais investimentos em inovações técnicas. Estas devem ser capazes de, não somente melhorar a qualidade, mas, também, de reduzir custos de produção, aumentar a produtividade e agregar valor (particularmente com o desenvolvimento de novos produtos obtidos de processamento).

São requisitos básicos para assegurar competitividade e conquistar novos clientes e, pois, para manter e ampliar mercados.

A crescente demanda do mercado tem impulsionado o aumento da área cultivada e o estabelecimento de agroindústrias em diferentes regiões do Brasil; parte da produção brasileira de pimentas é exportada em diferentes formas, como páprica, pasta, desidratada e conservas ornamentais. Em 2005, o volume das

exportações brasileiras de pimentões e pimentas atingiu mais de 9.200 toneladas, no valor aproximado de US$ 23.500 mil, posicionando-se atrás apenas do melão  na pauta de hortaliças exportadas, representando uma contribuição de 13,5% no valor total das exportações brasileiras de hortaliças.

Em 2005, as importações mundiais de pimenta desidratada alcançaram 465.466 toneladas, com valor aproximado de US$ 628 milhões. Seu alto valor econômico torna o agronegócio brasileiro de pimentão e pimentas Capsicum, com mercado anual estimado em mais de R$ 100 milhões, e em crescimento, um dos mais atraentes do Brasil, tanto do ponto de vista do mercado interno como externo.



quarta-feira, 20 de outubro de 2021

PANCS: Serralha (Sonchus oleraceus)

 

Serralha (Sonchus oleraceus)

Folhosa de porte ereto que atinge na fase adulta até 1,20 m de altura. Apresenta folhas verdes, recortadas ou serrilhadas, e flores amarelas. É extremamente rústica e adaptada em todo o território nacional, sendo muitas vezes considerada planta infestante nas lavouras convencionais. Já fez parte da tradição alimentar do interior do Brasil, observando-se nos últimos anos interesse crescente pelo seu paladar e por suas propriedades nutracêuticas.

Nomes comuns – serralha e chicória-brava.

Família botânica – Asteraceae, a mesma da alface.

Origem – Europa.

Variedades – As variedades são mantidas pelos agricultores que a utilizam empiricamente, havendo plantas de portes diferentes e com folhas mais ou menos repicadas, sendo mais comum o uso de plantas espontâneas. Existem variedades de flores vermelhas, a falsa-serralha (Emilia fosbergii e E. sonchifolius), que também são comestíveis, porém apresentam geralmente florescimento muito precoce, o que prejudica o paladar.

Clima e solo – A cultura apresenta melhor desenvolvimento em condições de clima ameno. Temperaturas baixas e dias curtos inviabilizam seu cultivo. Em regiões propícias ao seu desenvolvimento, a serralha ocorre naturalmente por meio de sementes disseminadas pelo terreno. É planta pouco exigente quanto à fertilidade do solo. Apresenta melhor desenvolvimento em solos areno-argilosos, com bom teor de matéria orgânica e boa drenagem.

Preparo do solo – Após as atividades de aração e gradagem, efetua-se o encanteiramento. Os canteiros devem ser semelhantes aos utilizados para alface, com 1,0 a 1,2 m de largura por 0,1 a 0,2 m de altura. Entretanto, cabe ressaltar que o manejo de plantas espontâneas ainda é mais comum que o plantio propriamente dito.

Calagem e adubação – A serralha é extremamente rústica, mas objetivando-se produzir folhas mais graúdas, deve-se efetuar a correção do solo com base na análise de solo, aplicando calcário de modo a atingir pH entre 5,5 e 6,0. Devido a suas características, recomenda-se somente a correção do solo e a utilização de composto orgânico, na dose de até 3,0 kg/m2 de canteiro, conforme os teores de matéria orgânica no solo.

Plantio – A serralha pode ser semeada em sementeiras ou em bandejas na profundidade de 0,5 cm, germinando em até 15 dias. As mudas são transplantadas quando atingem de 7 a 10 cm de altura no espaçamento de 0,3 x 0,3 m. Entretanto, cabe ressaltar que o manejo de plantas espontâneas ainda é mais comum que o plantio propriamente dito. Pode ser plantada o ano todo em regiões de clima ameno, com altitude superior a 500 m, desde que se efetue a irrigação em períodos secos. Em regiões muito quentes, aconselha-se plantar no período de março a junho.

Tratos culturais – São recomendadas capinas manuais e irrigações quando necessárias. A serralha é pouco atacada por pragas, ocorrendo incidência esporádica de pragas desfolhadoras (vaquinhas e idiamins). Quanto a doenças, raramente se observa a ocorrência oídio (Oidium spp.) e de manchas bacterianas nas folhas.

Colheita e pós-colheita – Inicia-se a colheita 50 a 60 dias após a semeadura, quando as folhas estão bem desenvolvidas e ainda tenras. É feita pelo destaque das folhas mais velhas em sucessivas colheitas ou pelo corte da planta inteira previamente à floração. As folhas são selecionadas, eliminando defeitos, e lavadas em água corrente. Os maços, formados após a retirada do excesso de umidade, são colocados em caixas plásticas e o transporte, como o de todas as folhosas, deve ser cuidadoso e de preferência em ambiente refrigerado. Pode produzir 3 a 5 maços/m2 com cerca de 200 g em até 3 cortes, rendendo até 2,5 kg/m2. A serralha apresenta sabor amargo característico e é consumida refogada, em omeletes, massas e saladas. Esta folhosa vem despertando o interesse da alta gastronomia que utiliza até o talo cozido com açúcar.

Figuras 91 e 92: Serralha, no campo e em maço

Figura 93: Falsa-serralha, de flores vermelhas



segunda-feira, 11 de outubro de 2021

Manejo do Tomateiro: Mudas

 

O manejo da planta no sistema de produção integrada de tomate consiste em práticas que modifiquem seu crescimento normal. Tem como objetivo controlar o crescimento vegetativo, melhorar a distribuição da radiação solar, a ventilação no dossel das plantas, as condições fitossanitárias, a produtividade e qualidade de frutos. Dessa forma, o sucesso das demais práticas culturais – como, por exemplo, os tratamentos fitossanitários e a nutrição de plantas – depende da forma como é efetuado o manejo da planta ao longo do ciclo.

Mudas

A produção de mudas se constitui numa das etapas importantes do sistema produtivo de tomate. Devido à atenção que deve ser dada a essa etapa e suas implicações futuras, as mudas de tomate devem ser adquiridas de produtores especializados e idôneos, com certificado fitossanitário, a fim de assegurar a alta qualidade das mudas em termos fisiológicos e fitossanitários.

Deve-se dar preferência às mudas produzidas em bandejas de poliestireno expandido (isopor) ou de plástico. A utilização de bandejas de poliestireno expandido e de plástico têm se mostrado eficiente nas etapas de semeadura, manuseio, produção, controle fitossanitário e nutricional e no transplante das mudas de tomate. Isso, principalmente, porque as bandejas são leves, de fácil manuseio, comportam um grande número de mudas por bandeja, ocupam pouco espaço para a sua produção e proporcionam mudas com torrão. Destacam-se ainda neste método de produção de mudas a economia de substrato e a melhor utilização da área de viveiro.

No mercado há vários modelos de bandejas de poliestireno expandido e de plástico com diversos números de células (72, 128, 200 e 288), todas com 68 x 34cm; sendo as profundidades e os volumes das células inversamente proporcionais ao número de células por bandeja, ou seja, quanto maior o número de células por bandeja, menor é sua profundidade, por conseguinte menor o volume de substrato por célula. Para a produção de mudas de tomate, as bandejas de 200 e de 288 células são as mais usadas. Todavia atualmente já há viveiristas que produzem mudas de tomate em bandejas de 450 células, sendo estas usadas por produtores de tomate para processamento industrial.

Destaca-se que na produção de mudas em bandejas, o tamanho da célula e o tipo de substrato são fatores que influenciam o desenvolvimento, a arquitetura do sistema radicular e o estado nutricional das mudas, sendo o maior volume de substrato por célula mais favorável às mudas. As bandejas com maior número de células podem ser economicamente mais vantajosas, porque produzem maior número de mudas em menor área e com menor custeio de substrato por muda, todavia, devido à limitação do espaço físico aos quais as plantas são submetidas, pode haver produção de mudas muito pequenas, com apenas duas folhas e com pouco volume radicular, além de atraso no início da colheita, pelo lento crescimento inicial, gerando prejuízo na produção final.

O substrato deve apresentar ótimas propriedades físicas e teores adequados de nutrientes, além de facilitar a retirada das mudas das células em ponto de transplante com torrão.

VISITE TAMBÉM OS OUTROS CAPÍTULOS

BOTÂNICA, ORIGEM E CLIMA DO TOMATE








domingo, 10 de outubro de 2021

BOTÂNICA, ORIGEM E CLIMA DO TOMATE



BOTÂNICA, ORIGEM E CLIMA

O tomate tem como classificação científica: Reino: Plantae; Superdivisão: Spermatophyta; Divisão: Magnoliophyta (Angiospermae); Classe: Magnoliopsida (Dicotiledoneae); Ordem: Solanales; Família: Solanaceae; Gênero: Solanum; Espécie: Solanum lycopersicum L. (Sinonomia Lycopersicon esculentum Mill. e Lycopersicon lycopersicum (L.) H. Karst.).

O tomate é uma planta herbácea, autógama, diploide e com 24 cromossomos. A taxa de polinização cruzada natural varia de 0,5 a 4%. Apesar de ser uma planta perene, é cultivada como anual. A inflorescência possui flores pedunculadas inseridas no racimo ou cacho, de maneira que as flores mais velhas estão mais afastadas do ápice. O racimo ou cacho pode se apresentar em três formas: simples - com um eixo; bifurcado; e ramificado. Nos vários tipos de racimo, o número de flores por racimo e a frutificação efetiva são variáveis, e altamente influenciados por temperaturas abaixo ou acima dos limites considerados ótimos para o cultivo da hortaliça.

O fruto é uma baga de tamanho e formato variáveis. Os frutos são internamente divididos em lóculos, nos quais as sementes se encontram imersas na mucilagem placentária.

Conforme o cultivar, os frutos podem ser bi, tri, tetra ou pluriloculares. Os frutos de tomate no estádio maduro podem apresentar as colorações vermelha ou amarela, bem como outras colorações que variam de preta, cor-de-rosa, alaranjada a branca, que pouco atrai o interesse do consumidor.

Centro de origem

O centro de diversidade máxima se localiza entre o equador (0° de latitude) e o norte do Chile (39 de latitude Sul, e desde o Oceano Pacífico até os Andes, em altitudes variando de 0 a 2.000m.

História

Na época pré-colombiana o tomate se difundiu para toda a América Tropical. A domesticação ocorreu no México, com os maias que o chamavam de ‘tomatl ’. Os espanhóis o levaram para a Europa, mudando seu nome para tomate. O tomate foi registrado pela primeira vez fora do continente americano na Itália em 1544. Foi cultivado inicialmente como planta ornamental e considerado por muitos como planta venenosa (tóxica). Provavelmente foi na Itália, por volta de 1560, onde o tomate foi utilizado pela primeira vez para consumo humano.

Na Itália o tomate recebeu o nome de “Pomo d’Oro” (maçã de ouro ou maçã dourada), indicando que os primeiros tipos introduzidos foram de coloração amarela; os franceses os chamaram de “pommes d’ammour” e os consideravam afrodisíacos. Variedades derivadas apresentam ampla gama de cores e formas de frutos.

Na Europa, até o século XVIII, o tomate foi cultivado principalmente na Itália, sendo muito utilizado no preparo de molhos para massas. Nos EUA, a primeira menção do tomate ocorreu em 1710 e, desde então, sua popularização tornou-se grande. Em 1850, aproximadamente, foi iniciado o seu uso como alimento e o primeiro cultivar surgiu em 1900 e foi denominado ‘Ponderosa’. Atualmente, o tomate é a hortaliça mais consumida no mundo.

A riqueza genética do tomate possibilitou a criação de centenas de cultivares, com grande diversidade de formato, coloração, tamanho, longevidade, conformação dos lóculos, sabor, consistência.

No Brasil, o tomate foi introduzido provavelmente no início do século XX por imigrantes portugueses e italianos. A partir da década de 30, o tomate experimentou uma evolução substancial na sua importância econômica, tanto como produto para consumo in natura, quanto como matéria-prima para a indústria. Na década de 40 surgiu a variedade ‘Santa Cruz’ em um núcleo de colonização japonesa do mesmo nome no Estado do Rio de Janeiro. Apresentava fruto bilocular com massa média de 50 gramas. Este tomate foi bem aceito no mercado consumidor do Rio de Janeiro e de São Paulo e, em seguida, se espalhou rapidamente pelos estados brasileiros.

Os cultivares mais plantados, na década de 60, foram a partir de seleções do ‘Santa Cruz’ feitas por famílias de tomaticultores, surgindo, por exemplo, os cultivares Miguel Pereira, Kada e Yokota. Nas décadas de 70 e 80 as instituições de pesquisa iniciaram os trabalhos de melhoramento, lançando diversos cultivares que inclusive apresentavam resistência a várias doenças, entre os quais se destacam ‘Ângela Gigante’ e ‘Santa Clara’, desenvolvidos pelo Instituto Agronômico de Campinas (IAC) que apresentavam de dois a três lóculos por fruto.

Até o final da década de 80 predominavam as variedades de tomate do grupo ‘Santa Cruz’ de polinização aberta. As sementes destas variedades provinham de populações de plantas já conhecidas de polinização aberta ou natural, feita principalmente por insetos (entre estes as abelhas), e pela ação do vento. Os cultivares de polinização aberta de tomate apresentam sementes de menor valor unitário quando comparados com os híbridos F1 e são úteis para reduzir os custos fixos de produção para os agricultores.

A partir do final do século XX, a produção de tomate para consumo in natura no Brasil experimentou grandes transformações tecnológicas, sendo a introdução de híbridos do grupo“salada” e do tipo longa vida uma das mais importantes. Este grupo começou a dominar a produção de tomate brasileiro, principalmente por se tratar de frutos que suportam o transporte a grandes distâncias. Entretanto, a qualidade gustativa desses híbridos tem sido alvo de muitas críticas, pois os genes que conferem a característica desejável “longa vida” também causam alterações indesejáveis de sabor, aroma, textura e teor de licopeno. Para amenizar o impacto negativo junto ao consumidor devido à expansão dos híbridos do grupo Salada longa vida, as empresas de sementes têm investindo em maior diversificação de cultivares. A qualidade gustativa do tomate tem recebido atenção privilegiada. Dentro dessa estratégia, cultivares de tomate do tipo italiano têm recebido destaque e, consequentemente, ótima aceitação por alguns mercados consumidores. Os frutos dos cultivares híbridos de tomate do tipo italiano estão disponíveis no mercado e têm excelente sabor e variabilidade de uso culinário, podendo ser consumidos em saladas, no preparo de molhos e na forma de tomate seco.

O tomate-cereja e o tomate-uva (Solanum ycopersicum var. cerasiforme) merecem atenção do consumidor. Eles são frutos de tamanho pequeno: o tomate-uva (grape) apresenta forma esférica (redonda) e o tomate-cereja (cherry) formato elíptico (oval). Além disso, possuem tamanho menor e seu sabor é bem mais doce (9 e 12 graus brix) do que o tomate tradicional (entre 4 e 6 graus brix). São usados para enfeite de pratos sofisticados, para dar um toque especial às saladas, além de ser consumidos como fruta ou como tira-gosto.

Várias empresas produtoras de sementes, nacionais e multinacionais, possuem e lançam cultivares com altíssima qualidade genética visando altas produtividades de frutos, resistência a doenças causadas por fungos, bactérias, vírus e nematoides. São propriedades geralmente aliadas à alta qualidade dos frutos em termos de sabor e armazenamento pós-colheita.

Adaptação climática

O tomate se desenvolve melhor em regiões com temperaturas entre 18-23°C.

Temperaturas inferiores a 12°C podem afetar a frutificação devido à maior possibilidade de abortamento de flores, além de propiciar menor taxa de crescimento das raízes e das plantas.

Tal fato pode induzir sintomas de deficiência de fósforo e cálcio nas folhas e nos frutos. No entanto, temperaturas superiores a 32°C, além de ocasionar alta taxa de abortamento de flores, predispõem a planta a doenças causadas por fungos e bactérias. A temperatura mínima de germinação das sementes gira em torno de 10°C e a ótima vai de 16 a 29°C.

Para maximizar a frutificação efetiva, a faixa ótima de temperatura é de 19 a 24°C e a noturna de 14 a 17°C. Temperaturas noturnas abaixo de 10°C e superiores a 20°C prejudicam a frutificação.

A umidade relativa do ar ótima oscila entre 60 e 80%. A umidade relativa muito elevada favorece o desenvolvimento de doenças da parte aérea e, por outro lado, a umidade relativa muito baixa dificulta a fixação do pólen ao estigma das flores reduzindo a frutificação efetiva.

Embora algumas espécies silvestres de tomate somente floresçam em dias curtos, o tomate domesticado se desenvolve bem tanto em condições de dias curtos, quanto de dias longos, ou seja, em fotoperíodos de 8 a 16 horas. Assim pode-se afirmar que o tomate é indiferente ao fotoperíodo, por isso é cultivado em todos os estados brasileiros. Entretanto, é necessária uma boa radiação solar.

Áreas com alta probabilidade de ocorrência de granizo não devem ser utilizadas, porque o granizo pode danificar os frutos, as folhas e os caules de tomate, que por sua vez pode causar enormes perdas na produção de frutos e provocar a proliferação de doenças nas plantas.

VISITE TAMBÉM OS OUTROS CAPÍTULOS

BOTÂNICA, ORIGEM E CLIMA DO TOMATE







terça-feira, 28 de setembro de 2021

PANCS: Quiabo-de-metro (Trichosanthes cucumerina var. anguina)

 

Quiabo-de-metro (Trichosanthes cucumerina var. anguina)

É chamado assim devido à forma cônico-cilíndrica, que lembra os frutos do quiabo, apesar de serem de famílias botânicas distintas. A planta assemelha-se em aspecto à bucha-vegetal (Luffa spp.), cabendo citar que é comum o consumo de frutos imaturos de bucha na Ásia, especialmente Japão e China. No Brasil, o quiabo-de-metro é consumido por populações da região Amazônica e, esporadicamente, em Estados com Minas Gerais e Goiás. É uma trepadeira com hábito de crescimento indeterminado e produz frutos que podem atingir mais de um metro de comprimento.

Nomes comuns – quiabo-de-metro e cabaça-serpente, em inglês “snake gourd”, devido à semelhança do fruto ao formato desse animal.

Família botânica – Cucurbitaceae, a mesma das abóboras e chuchu.

Origem – Não é muito bem definida, mas provavelmente é originário da Ásia, onde assume relativa importância econômica, especialmente na Índia e em Bangladesh.

Variedades – Na prática, os agricultores tem realizado seleção de melhores plantas e frutos e manutenção de variedades locais ao longo do tempo, dentro de um sistema próprio de observação para a escolha das melhores plantas.

Clima e solo – O quiabo-de-metro é tipicamente de clima tropical, não suportando temperaturas baixas ou geadas. Como a maioria das plantas da família Cucurbitaceae, possui melhor adaptação a temperaturas médias que variam entre 20ºC e 27ºC. Tem ampla adaptação a vários tipos de solo, desde argilosos a arenosos, porém não tolera solos muito ácidos.

Preparo do solo – Pode ser feito pelo sistema convencional, com realização de aração e gradagem, ou pelo sistema de plantio direto (cultivo mínimo). Em seguida, efetua-se o coveamento e a adubação. No sistema de plantio direto, o revolvimento é restrito às covas de plantio, deixando-se o solo protegido por uma cobertura morta (palhada de cultivos antecessores) entre as covas ou linhas de plantio.

Calagem e adubação – Para a correção da acidez, de acordo com o resultado de análise de solo, deve-se elevar a saturação de bases para o nível de 60%. Como não há estudos para a cultura do quiabo-de-metro, sugere-se utilizar a recomendação para adubação do chuchu, ou seja, até 200 kg/ha de P2O5, 72 kg/ha de K2O e 30 kg de N, além de 10 a 15 ton/ha de esterco de curral curtido (COMISSÃO, 1999). Em cobertura, a recomendação é de se fazer aplicações mensais a partir do início da produção com 40 kg/ha de N e 30 kg/ha de K2O.

Pode-se fazer o semeio durante o ano todo em regiões quentes (Norte, Nordeste, parte do Centro-Oeste e norte de Minas Gerais), cujo inverno não apresenta temperaturas limitantes ao desenvolvimento da cultura, desde que haja disponibilidade de água. Em regiões de clima mais ameno (regiões Sul, Sudeste e parte do Centro-Oeste), o cultivo deve ser feito de setembro a dezembro.

Plantio – A propagação é feita por sementes, podendo-se fazer a semeadura no local definitivo ou produzir as mudas em bandejas ou em recipientes individuais (copinhos de jornal ou plástico, por exemplo), com posterior transplantio quando as mudas estão com quatro a cinco folhas definitivas. No semeio direto no local definitivo, dispõem-se quatro ou cinco sementes por cova, desbastando-se 15 dias depois, deixando as duas plantas as mais vigorosas por cova. As covas devem ter 40 x 40 x 40 cm (altura, largura e profundidade). Quando em latada, sugere-se espaçamento de 4,0 x 4,0 m.

Tratos culturais – A planta é conduzida em latada, de modo semelhante ao utilizado para chuchu. É necessário fazer a condução do ramo principal e deixar uma brotação lateral desenvolver-se com o ramo principal, a cerca de 30 cm do colo da planta. Para facilitar a fixação dos ramos pelas gavinhas, deve-se fazer a condução dos ramos em um tutor de bambu com galhos. Os ramos das plantas devem ser conduzidos até que atinjam a parte superior da latada, deixando-se, posteriormente, o desenvolvimento dos ramos laterais para explorar toda a área da latada. Somente é necessária a condução inicial dos ramos, já que a planta possui gavinhas para fixação.

Apesar da tolerância da cultura a pragas, observam-se alguns danos por lagartas, vaquinhas e brocas. Quanto a doenças, antracnose, mancha zonada e viroses ocorrem com maior ou menor severidade, dependendo das condições locais.

Colheita e pós-colheita – A colheita inicia-se três a quatro meses após o semeio. Os frutos deverão ser colhidos quando atingirem até 60 cm de comprimento, amarrando-os em feixes de forma a facilitar o transporte e não causar injúrias ao produto. Pode atingir rendimentos de 20,0 a 30,0 ton/ha.

Os frutos devem ser consumidos ainda imaturos (com 2 a 3 cm de diâmetro), por estarem tenros, podendo ser cozidos, refogados ou fritos.


quinta-feira, 16 de setembro de 2021

PANCS: Peixinho (Stachys lanata)

 

Peixinho (Stachys lanata)

Planta perene e herbácea, atinge cerca de 20 cm de altura e forma touceiras com dezenas de propágulos. É comum seu cultivo como ornamental, muitas vezes sem o conhecimento do seu uso culinário em países como Portugal, Equador, Argentina e Uruguai.

Nomes comuns – Peixinho, lambarizinho, lambari-de-folha, orelha-de-lebre ou orelha-de-coelho.

Família botânica – Lamiaceae.

Origem – Não se sabe ao certo sua origem, mas é encontrada em estado silvestre em regiões de clima ameno da Europa e da Ásia.

Variedades – No Brasil, encontra-se praticamente um só morfotipo, não se observando variabilidade, sendo esse mantido pelos agricultores.

Clima e solo – Desenvolve-se melhor em regiões de clima ameno, com temperaturas entre 5ºC e 30ºC. No Brasil, é cultivado em locais de altitude (superior a 500m) das regiões Sudeste e Centro-Oeste e na Região Sul. Não tolera o calor excessivo, tendo seu crescimento prejudicado em temperaturas acima de 35ºC. Possui boa tolerância ao frio, inclusive geadas, mas abaixo de 5ºC por longos períodos, o crescimento das folhas é sensivelmente reduzido. Os solos devem ser bem drenados, não compactados e com bom teor de matéria orgânica. Aparentemente, não floresce nas condições climáticas brasileiras.

Preparo do solo – Deve-se realizar as práticas de aração e gradagem, seguindo-se o encanteiramento. Entretanto, como é geralmente cultivada em áreas pequenas, as operações são, em geral, feitas manualmente com auxílio de enxadas. Os canteiros devem ser semelhantes aos utilizados para alface.

Calagem e adubação – Quando necessário, efetuar a correção da acidez do solo com antecedência de pelo menos 60 dias do plantio e aplicar a quantidade e o tipo de calcário recomendados com base na análise de solo, buscando pH entre 5,8 e 6,3. Como não há recomendação específica para peixinho e considerando sua maior rusticidade, sugere-se metade da recomendação de adubação para alface, isto é, conforme o teor de nutrientes no solo, de até 200 kg/ha de P2O5 e 60 kg/ha de K2O, além de 25 ton/ha de composto orgânico no plantio (COMISSÃO, 1999). Deve-se aplicar 20% do K e do N no plantio e o restante parcelado mensalmente a partir da primeira colheita.

Plantio – A propagação é feita pelo desmembramento de propágulos das touceiras, plantando-se as mudas diretamente no local definitivo quando os dias são frescos. Em épocas quentes ou no período mais chuvoso do ano, deve-se fazer o enraizamento das mudas em recipientes à sombra e depois efetuar o transplantio. O espaçamento deve ser de 20 a 25 cm entre plantas.

O peixinho pode ser cultivado o ano inteiro em regiões de clima ameno, desde que haja umidade para seu desenvolvimento. Em regiões muito quentes, com temperatura média superior a 25ºC, o cultivo é dificultado no verão.

Tratos culturais – Sugere-se capinar e irrigar conforme a necessidade, não havendo recomendações específicas, lembrando que se trata de planta perene, exigindo regas no período seco do ano. É recomendada a cobertura morta, por exemplo com grama cortada, para propiciar melhor microclima e evitar respingos que sujam as folhas demasiadamente quando há chuvas fortes e solo descoberto, chegando mesmo a causar apodrecimento das mesmas.

A cultura é bastante tolerante ao ataque de pragas e doenças, possivelmente pela espessura e pilosidade das folhas. Todavia, Os nematoides do gênero Meloidogyne (nematoides das galhas) atacam as raízes das plantas causando alguma redução no seu crescimento. Periodicamente, devem-se renovar os canteiros por uma questão de adensamento excessivo que chega a causar algum apodrecimento de folhas e até mesmo a morte das touceiras, além de permitir uma redução na população de nematoides na área.

Colheita e pós-colheita – A colheita de folhas é feita a partir de 60 a 70 dias após o plantio, à medida que elas atingem um bom tamanho, superior a 8 cm, podendo atingir facilmente 15 cm. Pode produzir durante quatro a seis meses, até a necessidade de se renovar os canteiros, algo como 2 a 4 maços/m2 por semana, cada maço contendo cerca de 20 a 25 folhas ou aproximadamente 100 g, o que proporciona produção em torno de 2,5 a 5,0 kg/m2.

As folhas são consumidas fritas, empanadas ou à milanesa, devendo-se dar atenção especial à higienização. Por serem muito pilosas, as folhas devem ser muito bem lavadas para tirar as impurezas do campo, deixadas de molho por 5 a 10 minutos, e depois secas para posterior preparo ou conservação. Podem ser conservadas em geladeira, previamente embaladas em sacos plásticos.


Figuras 87, 88 e 89: Peixinho; canteiro, detalhe das folhas, folhas empanadas fritas



CANAL DE VÍDEOS AGRÍCOLAS

CANAL DE VÍDEOS AGRÍCOLAS
CLIQUE NA IMAGEM ACIMA E VISITE NOSSO BLOG COM MAIS DE 300 VÍDEOS AGRÍCOLAS DO NOSSO CANAL DO YOUTUBE