google.com, pub-8049697581559549, DIRECT, f08c47fec0942fa0 HORTA E FLORES

sábado, 5 de novembro de 2022

Plantio orgânico da Beterraba

 

Plantio orgânico da Beterraba

Plantio de beterraba orgânica é sensível à acidez do solo, desenvolvendo-se melhor em pH entre 6,0 e 7,5. O solo deve estar bem drenado, fértil e rico em matéria orgânica. Uma dica que dou é que beterraba cresce melhor com solo rico em boro.

A beterraba (Beta vulgaris), planta originária da Europa, pertence à família das chenopodiaceae, assim como a acelga e o espinafre. A parte comestível é uma raiz tuberosa que possui uma típica coloração vermelho-escuro devido ao pigmento antocianina, que também ocorre nas nervuras e no pecíolo das folhas. Além do açúcar, a beterraba apresenta valor nutricional muito rico em vitaminas do complexo B e sais minerais como ferro, cobre, sódio, potássio e zinco. É recomendada para tratamento de anemia, prisão de ventre e problemas de rins. Por ser consumida na forma de salada crua e também cozida, o cultivo orgânico de beterraba (sem agroquímicos) é fundamental para garantir a saúde do agricultor, consumidor e meio ambiente. Pesquisa da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa, com 21 espécies de frutas e hortaliças no Brasil, revelou que, das 3.130 amostras coletadas em 2009, 29% apresentaram resultados insatisfatórios,ou seja,com resíduos de agrotóxicos, especialmente, os não autorizados para a cultura. A beterraba foi uma das mais contaminadas por agrotóxicos, apresentando 32% das amostras com resíduos de agrotóxicos. Considerando que a beterraba, praticamente, não tem problemas com pragas e doenças, estes resultados são muito preocupantes e, mostram que a aplicação dos agrotóxicos, além de desnecessários, aumentam o custo e, o que é pior, não são autorizados para a cultura, aumentando o risco tanto para a saúde dos trabalhadores rurais como dos consumidores, além de contaminar o meio ambiente.


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quinta-feira, 11 de agosto de 2022

Cultivo da Couve-Rábano

 

A couve-rabano pertence à família das Brassicaceae, à espécie Brassica oleracea / e à sub-espécie caulorapa  gongylodes.

Encontramos também na espécie Brassica oleracea o brócolis, o repolho, a couve-de-bruxelas, a couve-manteiga, a couve-flor e a couve-de-milão.

A couve-rábano é uma planta bianual cultivada pela sua cabeça que é a maior parte do próprio talo.

Ela produz pouca folha, a sua polpa é branca e mais macia. Existem diferentes variedades que se destacam pelo tamanho, forma e cor das cabeças. Existem variedades precoces e outras de conservação.

f1 Brassica oleracea Grupo Gongylodes ou Brassica oleracea variedade gongylodes

As couves-rábanos são um grupo de cultivares de couve em que ocorre um espessamento do caule. Estes são colhidos quando ainda estão tenros, sendo consumidos principalmente cozidos. Há cultivares com caules brancos (verde-claros) e roxos.

Clima

A couve-rábano é uma hortaliça de clima ameno ou frio, crescendo melhor em temperaturas entre 18°C e 25°C. A planta pode suportar baixas temperaturas, mas também pode florescer precocemente se a temperatura ficar abaixo de 10°C.

Luminosidade

A couve-rábano necessita de boa luminosidade, com luz solar direta pelo menos algumas horas por dia.

f1 A couve-rábano é cultivada principalmente para o consumo de seu caule arredondado

Solo

Plante em solo bem drenado, fértil, rico em matéria orgânica. O pH ideal do solo está entre 6,5 e 7,5.

Irrigação

A horta deve ser irrigada de forma a manter o solo úmido, sem que fique encharcado. A couve-rábano, quando já bem desenvolvida, é mais tolerante a falta de água do que outras couves.

Mudas de couve-rábano

Plantio

Semeie as sementes diretamente no local definitivo na horta. Também podem ser semeadas em sementeiras e transplantadas quando as mudas têm de 3 cm a no máximo 5 cm de altura, com duas folhas definitivas. Contudo, as mudas de couve-rábano são bastante sensíveis ao transplante, assim é necessário tomar cuidado ao manuseá-las e transplantar preferencialmente no fim da tarde ou em dias nublados.

A couve-rábano também pode ser cultivada com facilidade em vasos e jardineiras.

f2 Horta com couves-rábano

Tratos culturais

Ervas invasoras devem ser retiradas com cuidado para não danificar as raízes da couve-rábano, pois o sistema radicular desta é relativamente pouco profundo.

f3 A couve-rábano pode ser colhida cerca de dois meses após o plantio, quando cultivada em condições ideais


Colheita

A colheita da couve-rábano ou couve-nabo ocorre de 40 a 65 dias após a semeadura, variando conforme a cultivar plantada e as condições de cultivo. As folhas da couve-rábano também podem ser consumidas.

A colheita das cultivares tradicionais deve ser realizada antes que os caules globulares ultrapassem a cerca de 8 cm de diâmetro, pois eles começam a se tornar lenhosos quando crescem acima deste tamanho. Algumas cultivares modernas permanecem tenras quando ficam maiores.


sábado, 21 de maio de 2022

Tratos Culturais na Cenoura

 

Geralmente na cultura de cenoura semeia-se uma quantidade maior de sementes a fim de garantir o estande final, mesmo ocorrendo intemperes climáticos, como chuvas pesadas em excesso, danos por organismos fitopatogênicos como fungos ou bactérias ou ataque de pragas como lagarta rosca. Quase sempre as lavouras acabam sobrando com número maior de plantas do que o estande ideal. A operação da retirada do excesso de plantas é chamada de raleio ou desbaste. Esse processo consiste na retirada das plantas de cenoura deixando espaço de 4 cm - 5 cm entre plantas, quando o espaçamento é de 20 cm entre linhas. O desbaste consiste em uma técnica onerosa e demorada. É realizada retirando o excesso de plantas em operação em que os trabalhadores precisam ficar ou agachados, curvados, ajoelhados ou sentados ao nível dos canteiros, forçando as articulações dos pés, pernas e costas. Essa operação, normalmente é realizada entre os 25 e 35 dias após a semeadura e antes da primeira adubação de cobertura. O rendimento dessa operação é altamente dependente da habilidade do trabalhador, bem como da quantidade de plantas a serem retiradas. Em lavouras comerciais em regiões de alta  tecnologia uma pessoa habilidosa pode fazer até 1000 m lineares de um canteiro de 1,5 m de largura em um dia de trabalho.

A adubação de cobertura é realizada de uma a duas vezes, geralmente sendo a primeira logo após o raleio e a segunda 15 dias após a primeira. As doses variam de acordo com a cultivar utilizada, nível de tecnologia adotado bem como da produtividade esperada. Geralmente utilizam-se doses de 30 kg - 40 kg de N e entre 60 kg - 90 kg de K em cada uma das adubações de cobertura. Além da adubação com adubos sólidos, é comum a utilização de adubação de cobertura via pivô central através de fontes solúveis de nutrientes em áreas que empregam esse sistema de irrigação. 

Uma prática comum em cultivos comerciais de cenoura é levantar os canteiros. Essa técnica consiste em levantar a borda dos canteiros com sulcadores acoplados a tratores com o objetivo de eliminar plantas daninhas entre canteiros e cobrir as raízes que por ventura possam estar na beirada do canteiro e assim, expostas ao sol, bem como romper a camada compactada entre canteiros que acumulam água e causam apodrecimento das raízes.

A cenoura é considerada planta esgotante e sujeita ao ataque de nematóides. Por isso, deve-se planejar rotação de cultura com plantas de outras famílias botânicas. Ë recomendável plantar a cada três anos uma leguminosa (adubo verde), que é incorporada ao solo quando em florescimento.Os solos ácidos com pH abaixo de 5,5 produzirão mais e melhores cenouras se receberem calagem.

Para se aconselhar calagem do solo e formular a adubação, há necessidade de análise química de amostra representativa, que deve ser acompanhada de informações importantes, como: cor, espécie da terra, padrões vegetais predominantes, adubação e cultura do ano anterior e produção em área conhecida.

Nas terras, com boas propriedades físicas, acidez média, teores médio em fósforo e potássio trocáveis e em nitrogênio total, teor alto em matéria orgânica e cálcio trocável, pode-se aconselhar a seguinte adubação:

- esterco curtido.........................................................4 kg/m2

- adubo químico 10-10-10.....................................200gr/m2

Esses adubos devem ser incorporados ao solo, dez a quinze dias antes da semeação.

O esterco curtido de curral poderá ser substituído pelo composto curtido, na mesma quantidade, ou pela torta de mamona ou de algodão, previamente fermentada ou aplicada com um mês de antecedência do plantio, a fim de dar tempo para decomposição, em quantidade equivalente a um décimo do peso recomendado, ainda, ser substituído pelo esterco de galinha em dose correspondente a um terço ou mesmo um quarto da indicada, dependendo da sua pureza e aplicado também um mês antes do plantio.

A cenoura é semeada no local definitivo, e as sementes, sendo pequenas, dão origem a plantas frágeis, que necessitam de cuidados constantes, tais como, ressalta a eliminação do mato, que é retirado a mão, entre as plantas novas. Como essa operação é difícil e onerosa, pode tomar mais econômico, nas grandes plantações, o emprego de herbicidas seletivos, existindo óleos leves, especiais para esse fim.

A temperatura não deve estar muito alta durante a aplicação dos herbicidas ( faz-se de manhã ou à tarde), cuja última pulverização deve ser feita um mês antes da colheita, afim de que a cenoura não se impregne de qualquer gosto estranho.

A época para pulverizações, com óleos seletivos, que más sem prejudicar a cenoura, deve ser quando a planta tiver de uma a quatro folhas definitivas. O conhecido varsol, solvente derivado do petróleo, é herbicida seletivo para a cenoura.

Qualquer herbicida a ser usado, como medida de economia, só o deve quando a planta é nova, e na fileira da plantação; entre as fileiras de ser capinado. Depois que a cenoura atinge certo desenvolvimento, a sombra impede o nascimento do mato.


A fim de tornar mais econômico o emprego do herbicida, pode-se utilizar a mistura de 75% de varsol e 25% de querosene. Deve ser aplicada quando a cenoura tiver de uma a três folhas definitivas, dando bons resultados, sem deixar gosto estranho no produto colhido. Não fume ao pulverizar, pois os produtos são inflamáveis.



segunda-feira, 16 de maio de 2022

Valor Nutricional das Pimentas

 

As pimentas são amplamente valorizadas na culinária mundial para temperar alimentos. Na indústria, são largamente utilizados os seus pigmentos, aromas e substâncias pungentes. Elas são ricas em vitaminas, flavonóides, carotenos e outros metabólitos secundários com propriedades antioxidantes, que reduzem o risco de desenvolvimento de câncer e de outras doenças crônico-degenerativas.

Mas a pungência ou ardume (sabor picante) é o seu atributo mais atrativo.

No Brasil são conhecidas mais de duas dezenas de espécies de pimenta do gênero Capsicum, mas pouco se conhece ainda sobre a composição das pimentas brasileiras, embora grande avanço tenha sido obtido nos últimos anos.

Apesar de apreciadas por boa parte da população mundial, são pequenas as quantidades consumidas de pimentas na dieta alimentar. No entanto, o aumento do consumo de pimentas do gênero Capsicum poderia contribuir para a alimentação humana como fontes importantes de vitaminas, fibras, sais minerais e antioxidantes. Altas concentrações desses componentes são encontradas em vários tipos de pimentas e de pimentão, hortaliça pertencente ao mesmo gênero Capsicum (Tabelas 1 e 2).

Muitas variedades de pimenta produzidas no Brasil possuem alto valor nutricional e poucas calorias (Tabela 2).

Apenas 100 gramas de pimenta levemente picante ou doce – a pimenta-biquinho é um excelente exemplo – contêm 99 miligramas de vitamina C, mais que a necessidade diária de um indivíduo. E cerca de meia colher de sopa de pimenta vermelha desidratada em pó poderia suprir a necessidade humana diária de vitamina A, que é de 600 microgramas.

Composição

Os componentes químicos das pimentas e do pimentão podem ser divididos em dois grupos. O primeiro determina o seu uso como condimento, por conferir sabor específico, cor e aroma.

Este grupo compreende a capsaicina e seus análogos estruturais (capsaicinóides), os carotenóides, os polifenóis e vários componentes voláteis (especialmente as pirazinas) e ácidos orgânicos. O segundo grupo engloba componentes de valor nutricional, como carboidratos, lipídios, proteínas, vitaminas, fibras e sais minerais.

Tabela 1. Vitaminas e carotenos presentes em 100 gramas de pimenta e de pimentão frescos.


Os nutrientes, proteínas, carboidratos, lipídios, sais minerais, vitaminas, fibras e água, quando em proporções adequadas na dieta, asseguram a manutenção das funções vitais do organismo humano, suprindo as suas necessidades de produção de energia, de elaboração e manutenção tecidual e de equilíbrio biológico. Todos esses componentes são encontrados nos frutos de Capsicum em quantidades variáveis, em função da espécie, da cultivar, das condições de cultivo e da maturação dos frutos (Tabela 2). Variações também podem ocorrer com o manuseio pós-colheita e o armazenamento.

Os carboidratos são componentes predominantes nos frutos de Capsicum, sendo a frutose o principal açúcar.Frutose e glicose perfazem juntas cerca de 70% dos açúcares redutores. Os açúcares totais e redutores estão em níveis máximos em pimentas suculentas e vermelhas.

À semelhança de outras hortaliças, são reduzidos os teores de proteínas e lipídios em polpas de pimenta. Todas as variedades contêm pouca caloria; as pimentas maduras possuem entre 22 kcal e 105 kcal por 100 gramas de parte comestível.


– Vitaminas

As vitaminas C e E possuem propriedades antioxidantes e estão presentes em altas concentrações em vários tipos de pimentas.

O conteúdo de ácido ascórbico (Vitamina C) encontrado em pimentas brasileiras varia de 52 mg/100g a 134 mg/100g de fruto fresco (Tabela 2). A quantidade aumenta durante o amadurecimento dos frutos. O ácido ascórbico é um composto solúvel na água, que desaparece em frutos desidratados; no cozimento, a perda é de cerca de 60%.

Existem pimentas brasileiras suaves e doces com altos teores de vitamina C, ou seja, com alta qualidade do ponto de vista nutricional (Tabela 2).

A ingestão recomendada de vitamina C para suprir as necessidades diárias de um indivíduo é de 60 mg ao dia, quantidade que pode ser obtida com o consumo de 100 gramas de pimentas suaves ou doces.

Pimentas e pimentões também são frutos ricos em tocoferóis, fonte de vitamina E. O pó dos frutos vermelhos e secos de pimentas ou pimentões contém níveis de alfatocoferol comparáveis aos encontrados em espinafre e aspargo e quatro vezes maiores do que os do tomate. O conteúdo do alfatocoferol varia de acordo com a cultivar e o estádio de maturação.

Um fruto fresco de pimenta vermelha de 100 gramas poderá suprir 5% da necessidade diária de vitamina E de um indivíduo adulto, que é de 8 mg a 10 mg.

– Carotenóides e provitamina A

As cores diversas e brilhantes dos frutos de pimentas, variando do amareloclaro ao vermelho-intenso, originam-se de pigmentos carotenóides, que, pelo seu valor nutricional, estão entre os mais

importantes pigmentos vegetais. Em frutos de pimenta foram identificados mais de trinta pigmentos diferentes, e a atividade antioxidante desses pigmentos tem sido intensivamente investigada nos últimos anos. (O colorido das pimentas atrai pássaros, que delas se alimentam e dispersam as sementes.)

Porque concentram altas quantidades de carotenóides, as pimentas e os pimentões são amplamente usados como corantes naturais, na forma de extratos concentrados (oleorresinas) e de pó (colorau ou páprica). A cor vermelha é atribuída aos carotenóides capsantina e capsorubina. A capsantina, principal carotenóide em frutos maduros, contribui com 60% dos carotenóides totais. A quantidade de carotenóides nos tecidos dosfrutos depende de fatores como cultivar, estádio de maturação e cultivo.

As pimentas contêm as provitaminas alfacaroteno, betacaroteno, gama-caroteno e a betacriptoxantina, que são transformadas no fígado humano em vitamina A. Betacaroteno é a forma mais abundante de provitamina A; a sua molécula pode ser dividida para formar duas moléculas de retinol, que é a forma fisiologicamente ativa de vitamina A.

Depois da deficiência de energia total e de proteínas, a deficiência de vitamina A é um dos principais problemas da alimentação mundial. Estudos epidemiológicos indicam que maiores ingestões de carotenos ou provitamina A podem reduzir o risco de desenvolvimento de câncer e de cegueira noturna (redução da acuidade visual).

– Capsaicinóides

A principal característica dos frutos de pimenta é a pungência, conferida por alcalóides denominados capsaicinóides, análogos à capsaicina, exclusividade do gênero Capsicum. A palavra “pungência” geralmente é empregada para designar sabor picante, quente, ardente ou condimentado.

Os princípios pungentes são produzidos em glândulas que se localizam (aproximadamente 90%) na placenta dos frutos (ver capítulo 3).

As sementes não são fonte da pungência, mas ocasionalmente absorvem capsaicina por causa da proximidade da placenta. Dos catorze estimados capsaicinóides identificados, os que ocorrem em maior quantidade são: a capsaicina, a dihidrocapsaicina e a nordihidrocapsaicina. Seus teores variam com a época do ano, com a maturidade dos frutos e com o ambiente da região de cultivo. No entanto, os maiores determinantes do nível de pungência são as espécies e as cultivares, que existem em grande número e que têm sido mantidas em coleções de germoplasma.

O nível de pungência é expresso por uma escala de análise sensorial conhecida como SHU (de Scoville Heat Units ou Unidades de Calor Scoville, em homenagem ao seu idealizador, Wilbur Scoville – ver capítulo 3), cujos valores variam de zero (pimentão e pimentas doces) a mais de 300 mil SHU (pimentas muito picantes). Essa escala é mais empregada por fabricantes de molhos de pimentas comerciais e de pápricapicante.

De acordo com os níveis de pungência, as pimentas são destinadas à produção de diferentes produtos, tais como: molhos, conservas, pimenta desidratada em pó e oleorresinas. Diferentes nichos de produtos e tipos de pimenta são encontrados no Brasil: pimenta malagueta (CE, MG), pimenta-de-cheiro,pimenta-de-bode e pimenta cumarido- Pará (GO, PA, RR, RO, AM), para conservas e molhos líquidos; pimenta doce (MG, BA e PE), para páprica; pimenta jalapeño (SP, MG e GO), para molhos líquidos; pimenta dedo-de-moça e pimenta chifre-de-veado (RS, SP), para a produção de pimenta desidratada tipo calabresa.

Na tabela 3 são apresentados os níveis de pungência de alguns tipos de pimenta da coleção da Embrapa Hortaliças, conhecidos por grande parte dos consumidores brasileiros.

A espécie C. chinense destaca-se por abranger pimentas suaves e doces, como a pimenta-de-cheiro e a biquinho, e também as recordistas brasileiras em pungência, a pimenta-murupi e a pimenta cumari-do-Pará.

Embora condimentos mais picantes como as pimentas sejam popularmente considerados agressivos ao trato gastrointestinal e a outras funções orgânicas, não há registros de alta incidência de úlceras e disfunções hepáticas entre consumidores de pimentas de países como a Tailândia e a Coréia, onde é tradicional o consumo de pimentas com altosteores de capsaicinóides.


– Fibras

Os frutos de Capsicum são fontes importantes de fibra alimentar (4 g/100g a 16 g/100g), elemento essencial no processo de digestão, que previne problemas intestinais e reduz o risco de desenvolvimento de divertículos e de câncer do intestino grosso. A tabela 4 exibe valores de fibra alimentar e de calorias para frutas e cereais comumente consumidos, comparativamente a pimentas. A pele ou a casca de pimentas e de pimentões contém cerca de 77% de fibras solúveis e 80% das fibras totais do fruto. Essa quantidade de fibra é maiordo que a do arroz e da aveia.

– Sais minerais

A maior parte do conteúdo de cinzas totais de pimentas e pimentões é solúvel em água, o que indica ser uma fonte de minerais. Os minerais são nutrientes indispensáveis ao organismo humano, onde desempenham funções as mais variadas em diferentes formas e concentrações, o que contribui para o equilíbrio dos processos bioquímicos do organismo.

O consumo de 100 gramas de pimenta levemente picante ou doce pode fornecer quantidades substanciais de potássio (7%), magnésio (6%), ferro (3%), cálcio e fósforo (2%), quando comparadas às doses diárias recomendadas para consumo.




domingo, 10 de abril de 2022

Aipo: como comprar, conservar e consumir

 

O aipo, também conhecido como salsão, é originário da Região Mediterrânea e pertence à família Apiácea. Destaca-se como fonte de ferro, de cobre, de vitaminas A e B6 e, em menor quantidade, de vitamina C.

O aipo foi cultivado na Antiguidade como planta medicinal. Somente a partir do final do século XVI foi plantado como hortaliça. Os gregos e romanos associavam-no a seus mitos e festas. Atualmente seu uso é muito comum nos EUA e na Europa. No Brasil, o consumo de aipo é baixo, provavelmente em razão do desconhecimento de suas qualidades e do modo de preparo pela maioria dos consumidores.



Como comprar

O aipo é vendido em dois formatos: o maço inteiro com folhas e talos e os talos já cortados e embalados. Os talos são largos, com formato de canoa, e as folhas são parecidas com as da salsa, só que bem maiores.

Os talos podem ser esbranquiçados ou verde-claros, mas de tonalidade uniforme. Devem ser firmes, porém tenros. As folhas são verdes, mais claras ou escuras dependendo da variedade. Apesar de o talo ser a parte mais consumida, as folhas também são comestíveis.

Em OUTROS países também se consomem as raízes, que são vendidas separadamente. Elas são redondas, de casca castanho-claro, de aspecto retorcido e com protuberâncias e interior branco com reflexos castanhos.

O aipo deve estar crocante e suculento. O caule não deve estar murcho ou com pontos escuros. As folhas devem estar com aspecto de produto fresco, de cor verde brilhante, sem áreas amareladas. O aipo fica com sabor ruim, às vezes amargo, quando a planta passa do ponto de colheita e torna-se fibrosa.

O aipo é quebradiço, devendo ser manuseado com cuidado.

Como conservar

Consuma em até 2 semanas

No congelador

O aipo deteriora-se com facilidade. Mantenha-o em geladeira em sacos de plástico por até duas semanas.

Somente armazene depois de eliminar as folhas e talos murchos ou escuros. Embale separadamente as folhas e os talos, pois os talos conservam-se por mais tempo.

Acondicione-os em vasilhas ou sacos fechados, porque o aipo absorve cheiro de outros produtos.

Antes de congelar, separe as folha e talos. Lave bem os talos em água corrente e pique-os no tamanho desejado. Mergulhe-os em água fervente por dois minutos e em seguida em água gelada por dois minutos.

Pique as folhas bem pequenas e coloque-as em forminha de gelo ou em copinho de café descartável.

Leve ambos ao congelador em vasilha aberta e deixe-os pelo tempo necessário para que endureçam. Retire-os do congelador, coloque-os em saco de plástico ou vasilha tampada e coloque-os novamente no congelador.

Como consumir

Consumir cru ou cozido

O aipo tem sabor levemente adocicado quando combinado com outras hortaliças em pratos diversos e traz frescor a pratos à base de carne ou de frango.

Também é apreciado em recheio de tortas e quiches, como tempero em sopas, molhos para macarrão e adicionado ao arroz durante o cozimento.

Pode ser servido cru em saladas e sucos ou como aperitivo, acompanhado de pastas à base de queijo, creme de leite, iogurte ou maionese. A combinação de aipo com queijo gorgonzola ou roquefort é particularmente apreciada.

Use as folhas e talos mais grossos preferencialmente cozidos; e os talos internos mais finos, quando os servir crus.

As raízes são consumidas sem a casca, raladas e cruas, em saladas ou cozidas em purês, gratinados, recheios e sopas.

Dicas

Prepare a famosa salada “Waldorf” misturando aipo e maçã picados em igual quantidade com maionese, acrescida de nozes picadas.

Para usar talos mais grossos, quebre-os e remova as fibras externas puxando-as com os dedos ou com faca.

Temperos que combinam com aipo: sal, azeite, limão, cebola, pimenta-do-reino.


Espaguete com aipo



Ingredientes

• 8 talos de aipo sem folhas e cortados em tirinhas, cozidos no vapor ou com pouca água

• 1 cebola média cortada em tiras

• 2 colheres (sopa) de cheiro-verde

• 4 colheres (sopa) de azeite

• Sal e pimenta a gosto

• ½ xícara (chá) de requeijão cremoso

• 1 colher (sopa) de limão

• 5 colheres (sopa) de margarina

• 1 pacote de macarrão tipo espaguete ou talharim cozido al dente


Modo de fazer

1. Doure a cebola no azeite.

2. Adicione o aipo, tempere com o sal e pimenta, mexa bem e deixe refogar bem. Por último, junte o macarrão, cheiro-verde e o requeijão, misture bem, tire do fogo e sirva quente.

Tempo de preparo e cozimento: 50 minutos

Rendimento: 4 porções

Sugestões

v Adicione dois talos de alho-porró fatiados quando refogar o aipo.

v O requeijão cremoso pode ser substituído por creme de leite ou ricota.


Suco de aipo com laranja



Ingredientes

• 1 maço de aipo

• 1 litro de água gelada

• Suco de 4 laranjas

• Açúcar e gelo a gosto

Modo de fazer

1. Bata o aipo com a água em liquidificador e coe.

2. Em seguida, misture o suco de aipo com o de laranja, acrescente gelo e açúcar a gosto.

Tempo de preparo: 20 minutos

Rendimento: 1,5 litro

Sugestão

v Pode-se trocar o suco de laranja por suco de cenoura ou usar os dois misturados.


sábado, 9 de abril de 2022

Irrigação na Cenoura

 

Irrigação

A cenoura é uma cultura exigente em água e a maioria dos produtores possui sistema complementar de irrigação em suas lavouras. Logo após o plantio, caso não chova, o produtor deve irrigar a cultura de forma a umedecer o solo a uma profundidade de 20 cm. A partir desse momento até a completa germinação,deve-se evitar o ressecamento superficial do solo a fim de evitar o encrostamento que prejudica a germinação.

Nesse período, deve-se fazer irrigação com turnos diários ou, se possível, a cada doze horasa fim de manter o solo úmido

Após a germinação a cenoura pode ser irrigada em intervalos maiores, mas sem que, no entanto, ocorra estresse na cultura durante o ciclo. Os turnos de rega são calculados em função das condições climáticas, fase da cultura e tipo de solo. Não se deve encharcar o solo a fim de reduzir a incidencia de doenças foliares e de solo. Nas condições de cerrado, nos meses mais secos, estima-se que a evapotranspiração seja na ordem de 6 mm por dia. Assim, o produtor deve calcular a quantidade de água a ser irrigada em função dessa perda.

Portanto, lâminas de 20 mm - 25 mm a cada dia, tem sido um turno rega bastante comum nas regiões de cenoura. Estima-se que o consumo de água em uma lavoura de cenoura durante todo seu ciclo de 100 a 130 dias seja de 400 mm - 600 mm, sendo uma cultura bastante exigente em

água com respostas lineares em incremento de produtividade com irrigações bem feitas na quantidade e momento correto.

Existem regiões como o sul de Minas Gerais, em que no período das águas, alguns produtores cultivam cenoura sem irrigação complementar.

No entanto, o nível tecnológico dessas lavouras é baixo, bem como a expectativa de baixa de produtividade, além de imprevisibilidade na colheita.

O sistema mais comum de irrigação nas principais regiões de produção é a de pivô central (Figura 6). Contudo outros sistemas como aspersão convencional, autopropelido, microaspersão (Figura 7A) e microjatos (Figura 7B) (Santeno®) são usados em algumas regiões com sucesso.

Não existe um sistema ideal. Existe o sistema mais adequado para cada ocasião e circunstância. Assim, até o autopropelido tem sua utilização, seja para fechar áreas não alcançadas pelo pivô, seja para irrigar regiões com escassez de mão de obra.

Figura 6. Sistema de irrigação tipo pivô central em cenoura.



Figura 7. Sistemas de irrigação empregados em cenoura: microjatos (A); microaspersão (B) e Pivô central (C).

A aspersão convencional também é bastante utilizada por pequenos, médio e até grandes produtores na irrigação de áreas fora do alcance do raio do pivô. Esse sistema é empregado com distância entre aspersores entre 12 x 12 m - 12 x 18 m, com pressão entre 30 mca - 40 mca e volume de água de 6 mm - 9 mm por hora. A microaspersão e o sistema de microjatos são utilizados principalmente por pequenos produtores, ou em regiões em que a água e um recurso escasso, como a região de Irecê-BA.

Dos sistemas mais comuns, o menos recomendado é o gotejamento.

Contudo, a adequação do espaçamento entre fileiras, bem como melhoria nas técnicas desse sistema poderão viabilizar a produção econômica desse tipo de irrigação em cenoura.



sábado, 12 de fevereiro de 2022

Plantio da Cenoura

 

O plantio da cenoura é feito com a semeação direta no solo. As sementes são distribuídas uniformemente, e em linha contínua nos sulcos com 1,0 a 2,0 cm de profundidade e distanciados de 20 cm entre si. A distribuição das sementes pode ser feita manualmente ou com o emprego de semeadeira manual ou mecânica.

A semeadura manual é mais trabalhosa, menos eficiente e implica em maior gasto de sementes (6 kg/ha). Ela pode ser feita com o auxílio de uma pequena lata com um furo de 4 a 5 mm de diâmetro no fundo, ou com um vidro de boca larga e com a tampa igualmente furada.

Sacudindo-se a lata ou o vidro cheio de sementes e com furo na linha do sulco, as sementes cairão no sulco de semeadura.

Uma variação da lata furada pode ser feita de uma lata cilíndrica com 15 a 20 cm de diâmetro (tipo lata de leite em pó) na qual se adapta um cabo preso no fundo e na tampa para rolar com um brinquedo. Faz-se uma linha de furos de 4 a 5 mm de diâmetro distanciados 2 a 3 cm uns dos outros circundando a lata.

A linha de furos deverá ser no meio da distância entre o fundo e a tampa da lata. Fazendo-se a lata rolar com a linha dos furos sobre a linha do sulco no canteiro, as sementes cairão através dos furos. Para evitar que a lata role em contato com o solo, coloca-se um aro com 2 a 3 cm de altura nas bordas, formando uma espécie de carretel.

Para semear mais de um sulco por vez, pode-se acoplar três a quatro latas, uma ao lado da outra, de modo que as linhas de furos fiquem distanciadas de 20 cm. As latas podem se substituídas por um cilindro feito com folha de flandres ou um tubo de PVC, fazendo-se as linhas de furos distanciadas no espaçamento que se vai usar no campo.

Com a lata furada ou semeadeira manual tem-se uma distribuição mais uniforme das sementes, o trabalho é mais rápido, e, se gasta de 3 a 5 Kg de sementes por hectare. Após a distribuição das sementes nos sulcos, estas devem ser cobertas com uma camada de 1 a 2 cm de altura de terra

Outra opção é a utilização de semeadeiras mecânicas (Figura 1) que têm a vantagem de, simultaneamente, abrir os sulcos, distribuir as sementes e cobrir os sulcos com grande eficiência. Gasta-se de 2 a 3 kg de sementes por hectare.

Entretanto, a semeadura mecânica de precisão (máquinas pneumáticas) tem sido mais utilizada pelos grandes produtores da região de São Gotardo e Santa Juliana (MG) e durante o período de inverno. Isto em decorrência do aumento da incidência de tombamento das plântulas durante o verão (devido a alta temperatura e alta umidade do ar) e do alto custo do equipamento, o que tem levado os agricultores a preferirem a utilização de semeadeiras mecânicas não pneumáticas para obter um bom estande.

Fig. 1. Semeadura mecanica.

As atuais semeadeiras mecânicas distribuem as sementes sobre os canteiros em faixas espaçadas de 20 cm entre si, sendo que cada faixa é constituída de 2 ou 3 fileiras simples distanciadas 8 cm umas das outras. As semeadeiras convencionais distribuem as sementes em fileiras únicas contínuas espaçadas de 20 cm uma das outras.(Figura 2)

Fig. 2. Semeadura mecanizada.

Qualquer que seja o método ou equipamento utilizado, atenção especial deve ser dada a profundidade de semeadura. As sementes de cenoura são pequenas (840 sementes/grama), possuem pouca reserva e as plântulas que emergem são tenras e delicadas.

Se a profundidade de semeadura for muito maior que 2,0 cm, as plântulas podem ter dificuldades em emergir ou até mesmo não emergirem. Se for muito superficial, menos de 1,0 cm, poderá haver falhas de germinação devido ao secamento da camada superficial do solo, arranquio ou arraste das sementes pela água de irrigação ou chuva forte.




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