quarta-feira, 24 de junho de 2015

Brasil Vegetariano


Vegetarianismo ou vegetarismo é um regime alimentar baseado no consumo de alimentos de origem vegetal. Define-se como a prática de não comer qualquer tipo de animal, com ou sem uso de laticínios e ovos.
O vegetarianismo pode ser adotado por diferentes razões. Uma das principais é o respeito à vida dos animais. Tal motivação ética foi codificada em várias crenças religiosas juntamente com os direitos dos animais. Outras motivações estão relacionadas com a saúde, o meio ambiente, a estética e a economia.
Existe uma grande variação de dietas vegetarianas em relação aos produtos que são ou não consumidos. A forma mais popular de vegetarianismo é o ovolactovegetarianismo, que exclui todos os tipos de carnes, mas inclui ovos, leite e laticínios. Há também o lactovegetarianismo, que exclui todos os tipos de carne e também o ovo, mas são consumidos leite e seus derivados. Outra forma de dieta vegetariana é o vegetarianismo estrito: neste, são excluídos todos os produtos de origem animal, como ovos, laticínios e mel. O vegetarianismo estrito é frequentemente confundido com o veganismo.

A dieta vegetariana, uma alternativa à aqueles desinteressados nos churrascos de finais de semana, vem encontrando grande número de recém adeptos. Com fatores favoráveis e desfavoráveis, este tipo de comportamento alimentar impôs, até as já consagradas churrascarias, a adaptação de uma área de buffet que comporte os vegetais e leguminosas.
Ao limitar a ingestão de alimentos a este grupo, teremos como consequência grande quantidade de fibras e carboidratos e reduzida quantidade de proteína e lipídeos. Embora seja uma tendência mundial em se reduzir o consumo de lipídeos (gordura) na dieta esta manipulação nutricional pode gerar deficiências sérias de nutrientes.
Os vegetais atendem de forma limitada o fornecimento de ferro para o organismo. Quem não se lembra do Popeye, aquele marinheiro dos desenhos animados que comia latas de espinafre para ficar forte. Ele foi desenvolvido em uma época onde a incidência de anemia em crianças nos Estados Unidos era uma preocupação governamental. Foi feito então um levantamento dos alimentos que apresentaram maior concentração de ferro sendo o espinafre o vencedor. A estratégia foi divulgar este alimento tendo como público alvo as crianças que sensibilizadas pelo herói passariam a ingerir mais espinafre e consequentemente debelariam a anemia no país.
Opostamente ao preconizado a anemia permaneceu, mesmo com vendas monumentais de latas de espinafre. O fato resultante desta historia é que diversos estudos experimentais a posteriori demonstraram que o ferro do espinafre (vegetal) não apresenta grande facilidade de absorção no intestino humano.
Temos então que a restrição ao consumo de carne pode desencadear uma deficiência de ferro e consequentemente anemia. Este fato para os adeptos a ingestão de vegetais pode ser minimizado ao se prepar alimentos como espinafre e feijão (ricos em ferro) com alimentos ricos em vitamina C (limão ou laranja por exemplo) que modificam quimicamente o ferro favorecendo sua absorção.
Outro ponto que pode desencadear alguma deficiência ao restringir a ingestão de carne é a vitamina B12. Esta por sua vez determina a síntese da parte protéica da hemoglobina (células que transportam oxigênio e CO2 no sangue). Na ausência de vitamina B12 podemos desenvolver a anemia chamada de perniciosa. Esta deficiência já não é tão simples assim de ser corrigida.
Independente dos motivos que determinam a ingestão alimentar, a ausência da carne pode ter como consequência as alterações descritas. Alguns devem imaginar: “ ...é simples, basta adicionar algum suplemento de ferro e vitamina B12 e está tudo certo” porém não podemos esquecer que estes suplementos, muitas vezes utilizam a matéria prima de origem animal.
Com isto podemos perceber, atitudes radicais na alimentação como cortar este ou aquele tipo de alimento garante muito mais o fracasso que o sucesso quando o tema é saúde.

Fonte: Por Prof. Antonio Herbert Lancha Jr.