quinta-feira, 26 de abril de 2018

Propagação do Brócolis



Propagação
A produção de mudas para transplantio no local definitivo é uma prática usual na maioria das hortaliças que possuem sementes pequenas e de valor comercial elevado, como no caso doshíbridos F1.

 Os sistemas de produção de mudas utilizados na cultura dos brócolis são o de sementeira em canteiro e o de bandeja de célula (individualização das mudas).
Em ambos os casos, a utilização de sementes com qualidade é muito importante.
Os atributos que conferem essa qualidade estão relacionados com a pureza física, com o potencial fisiológico, com a genética e com as condições sanitárias do lote de sementes. A qualidade física é avaliada de forma que se verifique a presença de impurezas e de misturas de sementes de outras espécies.
A qualidade genética está relacionada com o potencial de produção e com a produtividade, por meio da qualidade e quantidade das inflorescências produzidas e resistência a pragas e doenças. A qualidade fisiológica diz respeito ao poder germinativo e ao vigor. Por fim, a análise sanitária avalia a incidência de patógenos associados às sementes, como fungos, bactérias ou vírus, que podem causar danos econômicos a lavoura. O sistema de produção em sementeiras ainda é utilizado, principalmente por produtores que dispõem de menor capital para investimento em tecnologias mais modernas. Porém, nesse sistema, as mudas são frequentemente afetadas por adversidades climáticas e ataques de pragas e doenças.



O sistema de produção em bandejas é mais vantajoso pelas seguintes razões: permite melhor aproveitamento das sementes, com garantia de que em cada célula haverá uma muda sadia; facilita a realização dos tratos culturais iniciais, como desbaste, capinas manuais, irrigações e pulverizações; proporciona estandes de plântulas mais uniformes; reduz danos às raízes no transplantio; facilita o transporte das mudas até o local do plantio definitivo; e diminui a
ocorrência de falhas no campo, garantindo a população desejada.

As bandejas mais utilizadas são as de plástico e as de poliestireno expandido (isopor), com variações no tamanho e no número de células. Com a profissionalização da olericultura, há uma tendência entre os produtores de mudas de utilizar bandejas com maior número de células e, consequentemente, menores volumes de substrato por célula. Assim, há um maior aproveitamento da área útil da estufa, o que acarreta em menor custo de produção.
Contudo, essa economia, caso não seja bem avaliada, pode prejudicar a produção final, pois volumes muito pequenos podem ser insuficientes ao ponto de limitar o desenvolvimento e o crescimento adequado das mudas, impedindo que as cultivares disponíveis expressem seu potencial produtivo.



Por isso, nesse sistema de produção, recomenda-se usar substratos orgânicos ricos em nutrientes para não comprometer a qualidade nutricional das mudas.
Caso sejam usados substratos inertes, obrigatoriamente deve haver uma complementação com solução nutritiva.
Em produções comerciais, comumente as mudas são formadas em bandejas de 128, 162 e 200 células, com substratos comerciais de alta qualidade.

Deve ser escolhido um ambiente que possibilite condições satisfatórias de produção, tais como estrutura e insumos que permitam o fornecimento adequado de água, luz e nutrientes, até a muda atingir o tamanho ideal para o transplantio. Os chamados ambientes protegidos oferecem essas vantagens, além de garantir proteção contra intempéries e incidências de pragas e doenças.

De 30 a 35 dias após a semeadura, as mudas se encontram em estágio ideal para o transplantio, quando atingem de 12 cm a 15 cm de altura e possuem de quatro a seis folhas definitivas.

A irrigação utilizada pode ser por aspersão ou microaspersão. É recomendável o estabelecimento de um turno de rega controlado por sensores de medição de umidade do substrato.
Uma alternativa para a formação de mudas é sua aquisição em viveiros. Essa é uma prática usual para a maioria dos produtores de brócolis de regiões tradicionais, com bons resultados obtidos em campo.

Porém, devem ser considerados alguns critérios para a escolha de viveiros e mudas:

• O viveiro deve estar legalizado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) pelo Registro Nacional de Sementes e Mudas (Renasem);

• As mudas deverão estar em bom estado sanitário, isentas de lesões e manchas de doenças;

• As mudas devem vir com ausência de manchas de deficiência ou excesso de nutrientes fornecidos via substrato ou fertirrigação;

• O transporte das mudas em bandejas deve ser realizado em condições que não causem danos às plantas.