A produção brasileira de cebola está concentrada nos Estados da Região Sul, nos Estados de São Paulo e Minas Gerais na Região Sudeste, no Estado de Goiás na Região Centro-Oeste e nos Estados da Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Norte na Região Nordeste. Em 2009, a produção no Brasil foi estimada em 1.512 mil toneladas colhidas em uma área 66 mil hectares com produtividade média de22,9 t.ha-1.
Nos Estados produtores, o período de cultivo, em geral, vai de fevereiro a novembro, época considerada ideal para esta hortaliça. O cultivo deverão (semeio no final da primavera a início do verão) tem como principal inconveniente a albificação sob altas temperaturas, chuvas excessivas e maior incidência de doenças, pragas e plantas daninhas. A implantação da acultura no Brasil é feita, predominantemente, pelo método de transplante de mudas, embora a adoção do método de semeadura direta tenha aumentado nos últimos anos. No Estado de Goiás, onde a produção é realizada por agricultores altamente tenrificados, a semeadura direta é o método utilizado na implantação da cultura. Esta grande versatilidade oferecida pela cultura da cebola permites sua exploração e m diferentes condições edafoclimáticas, estruturas fundiárias e níveis tecnológicos, assim garantindo sua importância econômica e social dentro do agronegócio de hortaliças no Brasil.
Vários insetos e ácaros utilizam a cebola como planta hospedeira; entretanto, poucas espécies têm sido registradas causando prejuízo à cultura. Algumas pragas são esporádicas e regionais, outras ocorrem com menor frequência e em níveis populacionais baixos, sem causa danos, e poucas requerem a adoção de medidas de controle. Para facilitar a identificação das pragas e a operacionalização das medidas de controle, de forma integrada, os insetos e ácaros fitófagos foram reunidos em dois grupos distintos, sendo: pragas chave e secundárias ou ocasionais. Como praga chave, considera-se aquela que, com frequência, provoca perdas econômicas, exigindo medidas de controle. Praga secundária é aquela que, embora cause danos à cultura, raramente provoca prejuízos e, quando isso ocorre, verifica-se em áreas localizadas e em determinado período.
O ciclo da cultura da cebola é completado em 125a 140 dias, dependendo da cultivar, do sistema de cultivo (semeadura direta ou transplante de mudas) e das condições climáticas. A ocorrência das pragas conforme a fenologia da planta pode ser observada na Figura 1, e deve ser levada em consideração quando for realizado o monitoramento a campo. As vistorias no cultivo devem ser realizadas pelo menos uma vez por semana, em 10 pontos escolhidos ao acaso, na bordadura e dentro da lavoura, para se verificar a ocorrência de pragas, a detecção dos focos de infestação e se há necessidade de adotar medidas de controle.
Visão geral criada por IA
O tripes (Thrips tabaci) é a principal praga da cebola no Brasil, causando manchas prateadas e retorcimento das folhas, o que reduz o tamanho dos bulbos. Outras pragas incluem a mosca-da-semente, mosca-da-cebola, ácaros, vaquinhas e lagartas, que atacam desde a muda até a colheita. O controle envolve monitoramento, uso de inseticidas seletivos, rotação de culturas e manejo da irrigação.
Principais Pragas da Cebola:
Tripes (Thrips tabaci): Insetos muito pequenos (1 mm) de coloração amarelo-clara a marrom, que formam colônias nas bainhas das folhas e sugam a seiva. Favorecidos por clima quente e seco, causam manchas prateadas, deformação das folhas ("pescoço" torto) e reduzem drasticamente a produção.
Ácaro-da-cebola (Aceria tulipae): Ácaros vermiformes que causam retorcimento das folhas em forma de chicote, estrias cloróticas e nanismo da planta, além de danificar bulbos no armazém.
Mosca-da-semente (Delia platura): Larvas brancas (sem pernas) que atacam o subsolo, destruindo bulbos e causando amarelecimento/morte das folhas.
Lagarta-das-folhas (Helicoverpa zea): Danifica as folhas e pode destruir parcial ou totalmente os bulbos.
Vaquinha (Diabrotica spp.): Os adultos rasgam as folhas de plantas jovens.
Grilos (Gryllus spp.): Cortam mudas jovens no canteiro.
Manejo e Controle:
Controle Químico: Uso de inseticidas seletivos para proteger inimigos naturais, como predadores de tripes (percevejos-piratas e crisopídeos).
Controle Biológico: Uso de inimigos naturais, embora susceptíveis a inseticidas de amplo espectro.
Monitoramento: Acompanhamento regular da cultura para identificar populações de pragas, favorecido por clima seco.
Principais Doenças Associadas:
Além dos insetos, doenças como Míldio, Queima das pontas (Botrytis), Raiz rosada, Antracnose e Podridão basal (Fusarium) causam grandes prejuízos e podem ser favorecidas por danos causados por pragas
Controle Cultural: Rotação de culturas com espécies não hospedeiras (gramíneas), eliminação de restos culturais e plantas daninhas.
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