quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Pragas da Cebola



O conhecimento das pragas que atacam a cultura da cebola, envolvendo seus hábitos, danos e época de ocorrência são de fundamental importância para que medidas de controle sejam adotadas de forma racional e eficiente. Dentre as pragas que atacam a cultura da cebola, serão aqui enfatizadas aquelas de maior expressão econômica, como: tripes, mosca minadora, lagarta rosca, larva arame e a lagarta das folhas:

TRIPES ou PIOLHO - Thrips tabaci (Lindeman, 1888) (Thysanoptera: Thripidae)

Entre as pragas que atacam a cebola, T. tabaci é considerada a mais importante. Trata-se de um inseto cosmopolita e, além da cebola, ataca um grande número de culturas. Os insetos vivem abrigados no interior dos primórdios florais e flores, nos botões florais, brotações ou podem ser encontrados na face inferior das folhas novas ou velhas, formando colônias.
Descrição e danos
Os adultos têm o corpo alongado, com asas longas e franjadas e quase não são vistos a olho nu, pois medem cerca de 1 mm de comprimento. Apresentam coloração desde amarelo-palha a marrom. A fêmea adulta pode viver em torno de 20 dias e oviposita de 20 a 100 ovos. A postura é feita nos tecidos mais tenros da planta e após cerca de quatro dias, emergem as formas jovens, que se alojam na bainha das folhas. As ninfas, apresentam coloração amarelo-esverdeada e são ápteras, o que as distingue dos adultos. Vivem em colônias, geralmente entre a bainha e o limbo foliar, causando danos diretos pela sucção da seiva da planta.
Alimentam-se da seiva das plantas, sendo raspadores-sugadores. Quando em altas infestações, principalmente durante tempo quente e seco, este inseto pode causar até 50% de perdas na produção, havendo redução de peso e qualidade dos bulbos, os quais podem não atingir 2/3 de seu tamanho normal. Os sintomas do ataque caracterizam-se pelo prateamento, enrolamento e necrose de folhas (Figura 1), superbrotamento e redução no tamanho dos bulbos. Podem, também, atacar o bulbo, permanecendo sob a casca, causando danos à escama externa, comprometendo a qualidade do material produzido e o seu armazenamento. Além disso, T. tabaci pode ser vetor do vírus do vira-cabeça do tomateiro (“tomato spotted virus”- TSWV) para a cebola e predispõe as plantas atacadas à entrada de vários patógenos, pelas lesões causadas durante sua alimentação. As plantas infectadas pelo vírus apresentam lesões elípticas com centro clorótico e bordos necróticos deprimidos. Embora experimentalmente o vírus do vira-cabeça do tomateiro seja de fácil transmissão mecânica, na natureza a sua disseminação ocorre exclusivamente por ação de tripes.
Foto: Diniz da Conceição Alves
Figura 1. Sintomas do ataque de tripes em cebola.
Há registros de que os tripes têm preferência pela planta infectada em relação à sadia. Foi relatado que plantas infectadas apresentaram de 17% a 47% mais danos foliares devido à alimentação do vetor e 15% a 20% mais tripes. Essa preferência pode ser devida a modificações fisiológicas, causadas na planta pela infecção, como o aumento na concentração de compostos nitrogenados, bem como a maior atração exercida aos tripes pela cor amarelada da planta infectada.
Até recentemente, era aceito que os tripes adquiriam o vírus durante todo o estágio larval, porém, hoje, está demonstrado que a aquisição das partículas virais ocorre somente quando o inseto encontra-se no primeiro ínstar larval. As larvas, no entanto, não podem transmitir o vírus imediatamente, necessitando de um período de incubação (latência) de vários dias. Este período varia de acordo com a espécie, sendo que a máxima infectividade ocorre 22 a 30 dias após a aquisição. O vírus pode ser adquirido e transmitido em períodos de alimentação de apenas cinco minutos, embora períodos mais longos tornem mais eficiente a transmissão. Uma vez adquirido, é retido pelo tripes até o estágio adulto, circulando e replicando-se no inseto, não sendo, contudo, transmitido à sua progênie.
Controle
O controle do tripes é dificultado por sua localização, arquitetura foliar da planta e cerosidade apresentada pelas folhas da cebola.
Cultural
Evitar plantios consecutivos, pois a sucessão de safras permite a migração de tripes pelas correntes de vento, perpetuando a população.
Biológico
O controle biológico natural é realizado por larvas de crisopídeos, coccinelídeos e pelos tripes Scolothrips sexmaculatus, Scolothrips sp. e Franklinothrips.
Químico
Vários princípios ativos são registrados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA, para o controle de T. tabaci (Tabela 1).


RISCADOR ou MOSCA-MINADORA - Liriomyza trifolii (Burgess) (Diptera: Agromyziidae)

É uma praga de ocorrência generalizada, comum em diversas culturas e, em condições de baixa umidade, sua incidência aumenta.
Descrição e danos
O adulto desta praga mede, aproximadamente, 1 mm de comprimento e apresenta coloração geral preta, com manchas amarelas na cabeça e na região entre as asas (Figura 2). Durante seu ciclo de vida, a fêmea oviposita 300-700 ovos. A larva mede em torno de 2 mm e tem coloração branca. A maioria das larvas transforma-se em pupa no solo, podendo, também, ser encontradas no interior das galerias no mesófilo foliar (minas) por elas construídas.
A fase larval é a que causa prejuízos, pois abre galerias em forma de zigue-zague entre a epiderme superior e a inferior das folhas, formando lesões esbranquiçadas. Quando a população de larvas na folha é alta, ocorre redução da capacidade fotossintética da planta por murcha e queda prematura de folhas, havendo, consequentemente, redução na produção de bulbos.
Foto: InfoAgro.com
Figura 2. Adulto de Liriomyza trifolii
Controle
Em condições naturais ou quando os inseticidas são utilizados racionalmente, esse inseto não constitui problema, devido à ação dos inimigos naturais. Contudo, a ausência destes pode levar ao aumento populacional da praga.
Cultural
Destruição dos restos culturais e não implantação de culturas hospedeiras da mosca-minadora (feijão, ervilha, fava, batatinha, tomateiro, berinjela, melão, melancia, pimentão) próximo ao cultivo da cebola são medidas culturais de grande importância para o controle desta praga.
Químico
Apesar da importância da minadora em cebola, não há registros de produtos especíificos para essa praga. Entretanto, quando, ao mesmo tempo, ocorrerem tripes e mosca minadora, os produtos utilizados para controlar o tripes controlarão a mosca minadora.
LAGARTA-DAS-FOLHAS - Helicoverpa zea (Bod., 1850) (Lepidoptera – Noctuidae)
Esta lagarta, conhecida como lagarta da espiga do milho (Figura 3), ataca, principalmente, espigas de milho, mas é também importante praga para melancia, melão, alho, pimentão, tomateiro, cebola, etc.
Foto: Francisca Nemaura Pedrosa Haji
Figura 3. Lagarta-das-folhas atacando o bulbo da cebola.
Descrição e danos
O adulto é uma mariposa com 30 a 40 mm de envergadura. Geralmente apresenta as asas anteriores cinza-esverdeadas ou amareladas. As asas anteriores apresentam uma estreita franja no bordo externo, sendo as asas posteriores mais claras e com uma franja estreita e clara no bordo externo. A lagarta, ao final do período larval, mede de 40 a 50 mm de comprimento, possuindo coloração variável (verde, marrom, branco-sujo e até preta, com listas longitudinais de duas a três cores). Quando completamente desenvolvida, a lagarta abandona a planta, penetra no solo, onde constrói a câmara pupal próximo às plantas atacadas e se transforma em pupa.
Na cultura da cebola, danifica as folhas e pode destruir parcial ou totalmente os bulbos.
Controle
Biológico
Trichogramma pretiosum, microhimenóptero parasitóide de ovos, é um eficiente agente de controle biológico de H. zea.
Químico
Não existe produto registrado no MAPA para o controle de H. zea em cebola .

LAGARTA-ROSCA - Agrotis ipsilon (Hufnagel, 1767) (Lepidoptera: Noctuidae)

É uma praga cosmopolita e polífaga, atacando, além da cebola, tomateiro, algodoeiro, amendoim, arroz, feijoeiro, fumo, girassol, soja, milho, etc.
Descrição e danos
Os adultos são mariposas (Figura 4) que medem em torno de 50 mm de envergadura, de coloração pardo-escura a marrom, com algumas manchas escuras nas asas anteriores e as asas posteriores brancas, semi-transparentes, com os bordos laterais acinzentados. Este inseto tem elevado potencial biótico, podendo uma fêmea colocar até 1260 ovos durante o seu ciclo de vida. Os ovos são depositados no solo, nas folhas e nos caules das plantas, isoladamente ou em massas. As lagartas (Figura 5) apresentam coloração variável, cinza-escura a marrom-clara, e podem medir 45 a 50 mm no seu máximo desenvolvimento. Possuem o hábito de se alimentarem durante à noite. Durante o dia, protegem-se sob torrões, na base da planta, ou a poucos centímetros de profundidade no solo. Devido à característica de enrolar-se quando tocadas, são conhecidas como lagartas-rosca. Passam a fase de pupa em câmaras pupais construídas pelas larvas a pouca profundidade do solo. O ciclo biológico de A. ipsilon é de 34 a 64 dias, sendo o período de ovo de 4 dias, de lagarta de 20 a 40 dias e de pupa de 10 a 20 dias.
Foto: Eliane D. Quintela
Figura 4. Adulto de Agrotis ipsilon
O principal dano causado pela lagarta-rosca é o corte das plantas novas na altura do colo das plantas, tendo, como conseqüência, a redução do estande, sendo a sua maior ocorrência em solos com elevado teor de matéria orgânica. O dano causado pelo inseto será maior se houver elevada população de lagartas grandes. As plantas mais desenvolvidas toleram o dano por mais tempo, porém murcham e podem sofrer tombamento. Em cebola, danifica os bulbos no campo, podendo, também, causar apodrecimento e sérios prejuízos durante o armazenamento.
Controle
Cultural
Destruição dos restos culturais, revolvimento e exposição do solo aos raios solares por ocasião do preparo da área para o plantio.
Químico
Recomenda-se a aplicação de produtos registrados para esta praga na cultura da cebola, direcionados para o colo das plantas (Tabela 1).
Foto: Eliane D. Quintela
Figura 5. Lagarta Rosca (Agrotis ipsilon)

LARVA-ARAME - Conoderus spp. (Coleoptera: Elateridae)

Descrição e danos
Os adultos apresentam a forma do corpo alongada e achatada, com as duas extremidades arredondadas e dão saltos típicos quando colocados de costas para baixo, características típicas dos elaterídeos. Medem em torno de 20 mm de comprimento. C. stigmosus (Figura 6) é a espécie que ocorre com maior frequência e apresenta coloração geral do corpo pardo-escura a preta, com duas listras longitudinais amarelas no dorso da cabeça e duas na parte basal dos élitros, além de um desenho amarelo na forma de zigue-zague na parte final dos élitros. C. scalaris apresenta coloração pardo-escura a preta na cabeça e tórax, com os élitros marrom-avermelhados, com pontuações pretas, distribuídas próximo ao bordo interno. Realiza a postura no solo ou sob restos de culturas. A larva é bastante quitinizada, tem o corpo achatado, possui coloração que varia do amarelo-esbranquiçado ao marrom-claro e, quando bem desenvolvida, pode atingir 25 mm de comprimento. Geralmente, apresentam a cabeça e a placa anal de coloração marrom (Figura 7). A pupa é encontrada no solo, em câmaras pupais construídas pelas larvas. O ciclo biológico da larva-arame varia de 2 meses a 1 ano, sendo o período de ovo de 7-30 dias, a fase de larva de 1 mês a 1 ano e a de pupa de 6-14 dias.
Ao adultos não são considerados pragas, alimentam-se de líquidos adocicados, de insetos mortos e vegetais. As larvas vivem no solo e atacam a parte subterrânea de plantas, consumindo sementes, raízes ou perfurando o caule. Na cebola, seu dano consiste em perfurações nos bulbos, as quais favorecem a penetração de microorganismos e destruição de raízes. Os sintomas podem ser confundidos com doenças. Quando atacadas, as plantas, geralmente, apresentam as folhas amareladas com as pontas queimadas. Quando na presenças destes sintomas, recomenda-se a retirada de plantas do solo, para verificar se há ocorrência da praga. Para a captura da larva, deve-se retirar a planta com parte do solo, pois, quando perturbada, a larva desloca-se rapidamente.
Foto: Dirceu Neri Gassen
Figura 6. Adulto de Conoderus stigmosus.
Controle
Cultural
Manter o solo úmido, na capacidade de campo.
Químico
Não existe produto registrado no MAPA para o controle de Conoderus spp. em cebola.
Foto: Dirceu Neri Gassen
Figura 7. Larva de Conoderus sp.

ÁCARO - Eriophyes tulipae (Keifer, 1938) (Acari: Eriophydae)

Descrição e danos
São ácaros invisíveis a olho nu, de forma alongada vermiforme, característica dos eriofídeos. Ao se alimentarem, perfuram as células da epiderme foliar e sugam o seu conteúdo, provocando retorcimento e seca das folhas. Como conseqüências, os bulbos são mal formados.

Outras pragas de cebola

Vaquinha - Diabrotica speciosa (Germar, 1824) (Coleoptera: Chrysomelidae).

Mosca da cebola - Delia pratura (Diptera: Anthomiidae).

Recomendações para o controle de pragas da cebola

Para que os danos das pragas sejam reduzidos e, conseqüentemente, os prejuízos sejam minimizados, o ideal é a combinação de métodos de controle. As medidas de controle devem ser planejadas antes mesmo do plantio. Deve-se, também, ter em mente a preservação do potencial de controle biológico natural existente, propiciando a atuação de inimigos naturais, de maneira que aumente a biodiversidade no agroecossistema e se restabeleça o equilíbrio das populações de pragas e seus inimigos naturais.
Com alguns cuidados e a introdução de certas práticas, é possível melhorar a qualidade e o rendimento da cebola, sem alterar custos. É importante seguir as recomendações:
  • Evitar plantios consecutivos (bulbinho-muda precoce-muda tardia), pois a sucessão de safras permite a migração de pragas, aumentando a infestação;
  • Eliminar, das proximidades do plantio, ervas-daninhas e/ou plantas silvestres/cultivadas, hospedeiras de pragas da cebola;
  • Cultivar, próximo ao pomar, plantas repelentes, como nim, gergelim, coentro, etc.;
  • Realizar o monitoramento das pragas, pelo caminhamento no campo, em ziguezague, para verificação da presença de pragas ou de sintomas de sua presença;
  • Eliminar restos de cultura imediatamente após a colheita;
  • Escolher criteriosamente os inseticidas, utilizando sempre produtos que apresentem eficiência no controle da praga, menos tóxicos e mais seletivos aos inimigos naturais;
  • Usar, alternadamente, produtos de diferentes grupos químicos, levando-se em consideração o modo de ação do produto, para evitar a ocorrência de resistência de pragas aos inseticidas;
  • Utilizar a dosagem do produto indicada pelo fabricante e a quantidade de água de acordo com o estágio de desenvolvimento da cultura;
  • Realizar as pulverizações entre 6 e 10h, ou a partir das 16h, para evitar a rápida evaporação da água e a degradação do produto;
  • Respeitar o período de carência (intervalo entre a última aplicação do produto e a colheita), exibido no rótulo;
  • Regular corretamente o equipamento de pulverização.
Os inseticidas/acaricidas registrados pelo MAPA para as diferentes pragas da cebola, bem como os respectivos princípios ativos, nomes comerciais, grupos químicos, modos de ação, classes toxicológicas, dosagens dos produtos comerciais para o controle das pragas e períodos de carência, encontram-se na Tabela 1.






Tabela 1. Produtos registrados para o controle de pragas da cultura da cebola, junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA)1.
PRAGA
PRINCIPIO ATIVO
NOME COMERCIAL
GRUPO QUÍMICO
MODO DE AÇÃO
CLASSE TOXICOLÓGICA
DOSAGEM
CARÊNCIA
(dias)
Tripes (Thrips tabaci)
Cipermetrina
Arrivo 200 CE
Piretróide
Contato, ingestão
III
20 a 30 mL/100 L d`água
5
Commanche 200 CE
Piretróide
Contato, ingestão
III
20 a 30 mL/100 L d`água
5
Cipermetrina + Profenofós
Polytrin 400/40 CE
Piretróide + Organofosforado
Contato, ingestão, profundidade
III
0,5 L/ha
5
Cloridrato de
Formetanato
Dicarzol 500 PS
Metilcarbamato de fenila
Contato, ingestão
I
1 a 1,5 kg/ha
7
Parationa metílica
Mentox 600 CE
Organofosforado
Contato, ingestão
II
1,2 a 1,5 L/100 L d`água
15
Bravik 600 CE
Organofosforado
Contato, ingestão
I
70 mL/100 L d`água
15
Folidol 600
Organofosforado
Contato, ingestão
II
100 mL/100 L d`água
15
Fenpropatrina
Meothrin 300
Piretróide
Contato, ingestão
I
150 mL/ha
7
Sumirody 300
Piretróide
Contato, ingestão
I
150 mL/ha
7
Danimen 300 CE
Piretróide
Contato, ingestão
I
150 mL/ha
7
Deltametrina
Decis Tab
Piretróide
Contato, ingestão
III
1,5 tabletes
2
Decis 25 CE
Piretróide
Contato, ingestão
III
30 mL/100 L d`água
5
Carbaril
Carbaryl Fersol Pó 75
Metilcarbamato de naftila
Contato, ingestão
III
10 kg/ha
14
Sevin 480 SC
Metilcarbamato de naftila
Contato, ingestão
III
300 mL/100 L d`água
14
Sevin 850 WP
Metilcarbamato de naftila
Contato, ingestão
II
80 g/100 L d`água
14
Beta-ciflutrina
Bulldock 125 SC
Piretróide
Contato, ingestão
II
10 mL/100 L d`água
14
Full
Piretróide
Contato, ingestão
II
15 mL/100 L d`água
14
Ducat
Piretróide
Contato, ingestão
II
15 mL/100 L d`água
14


Turbo
Piretróide
Contato, ingestão
II
15 mL/100 L d´água
14
Zeta-cipermetrina
Fury 180 EW
Piretróide
-
II
20mL/100 L d´agua
5
Lambda-cialotrina
Karate 50 EC
Piretróide
Contato, ingestão
II
100 mL/ha
10
Karate Zeon 50 CS
Piretróide
Contato, ingestão
III
100 mL/ha
3
Gama-cialotrina
Stallion 60 CS
Piretróide
Contato, ingestão
III
40 mL/ha
3
Fentrol
Piretróide
Contato, ingestão
III
40 mL/ha
3
Malationa
Malathion 500 CE Sultox
Organofosforado
Contato, ingestão
III
250ml/100 L d`água
7
Clofenapir
Pirate
Análogo de pirazol
Contato, ingestão
III
500 a 750 mL/ha
14
Imidacloprido
Provado 200 SC
Neonicotinóide
Sistêmico
III
350 mL/ha
21
Confidor 700 WG
Neonicotinóide
Sistêmico
IV
100 g/ha
21
Warrant
Neonicotinóide
Sistêmico
IV
100 g/ha
21
Tiacloprido
Calypso
Neonicotinóide
Sistêmico
III
20 mL/100 L d`água
21
Calypso 480 A
Neonicotinóide
Sistêmico
II
20 mL/100 L d`água
-
Fenitrotiona
Sumibase 500 CE
Organofosforado
Contato, ingestão
II
150 mL/100 L d`água
14
Sumithion 400 PM
Organofosforado
Contato, ingestão
III
200 g/100 L d`água
14
Sumithion 500 CE
Organofosforado
Contato, ingestão
II
150 mL/100 L d`água
14
Agritoato 400 CE
Organofosforado
Sistêmico
I
100 mL/100 L d`água
14
Lagarta-rosca
(Agrotis ipsilon)
Mevinfós
Phosdrin 185 CE
Organofosforado
Sistêmico
I
250 mL/100 L d`água
4
Deltametrina
Dominador
Piretróide
Contato, ingestão
IV
10 mL /100 L d`água
2
Lagarta-das-Folhas
(Helicoverpa zea)
Parationa metílica
Bravik 600 CE
Organofosforado
Contato, ingestão
I
150 mL/100 L d`água
15
Fenitrotiona
Sumithion 500 CE
Organofosforado
Contato, ingestão
II
150 mL/ 100 L d`água
14
(Eriophyes tulipae)
Enxofre 
Sulficamp
Inorgânico
Contato
IV
500 g/100 L d`água
-

Fonte: 1Agrofit (2006)