google.com, pub-8049697581559549, DIRECT, f08c47fec0942fa0 HORTA E FLORES

domingo, 20 de dezembro de 2015

História da Batata (Solanum tuberosum L.)



A batata foi descoberta no Peru pelos espanhóis em 1536. Anteriormente, os Incas, praticavam o cultivo desse nutritivo tubérculo que até então era desconhecido. Os espanhóis levaram rapidamente a batata para a Europa onde ela foi usada como medicamento. De fato, registros da história revelam que o Papa Pius IV recuperou-se de uma doença por volta de 1570 após ter sido prescrito uma dieta de batatas rica em carboidratos. 

Os espanhóis chamaram a batata de "tartufo blanco" (tubérculo branco). Os alemães ainda usam a palavra "Kartoffeln", pois acreditavam ser derivado da palavra "tartufo".

Também, nessa mesma época os ingleses descobriram a batata doce (Patata Dulce) no Caribe. 

No início do século XVII algumas pessoas acreditavam que a lepra, tuberculose e a sífilis poderiam ser curadas pelas batatas.

Especialmente na Irlanda, a batata foi usada em grande escala na produção alimentícia no século XVIII. Uma desastrosa seca da batata nos plantios no século XIX causou a morte de milhões pela fome. mais de um milhão e meio de pessoas deixaram seus países, a maioria migrou para os Estados Unidos. 

No fim do século XVIII, agricultores de toda Europa começaram a cultivar batata. O rei da Rússia, Frederick "O Grande" ordenou que utilizassem somente a batata na alimentação. Uma guerra nos anos 1778-80 entre a Prússia e Áustria foi conhecida como "Kartoffelkrieg" (Guerra da Batata), pois os soldados se alimentavam a base de batatas. O plantio de batata teve um grande aumento com a Revolução Industrial. Hoje em dia 136 países cultivam batatas. Além de ser um alimento nutritivo, o amido e o álcool da batata podem ser utilizado para outras finalidades.


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caracteristicas

Benefícios: 

- Boa fonte de vitaminas C e B6, potássio e outros minerais. 
- Alimento rico em amido, econômico e nutritivo. 
- Seu sabor complementa a maioria dos alimentos

Inconvenientes: 

- Geralmente preparada com gordura e sal de cozinha (que contém sódio). 
- Batatas verdes e com brotos podem conter solamina, uma substância venenosa.

Apesar de serem, em geral, associadas á Inglaterra, as batatas são nativas dos Andes e foram cultivadas, pela primeira vez, por índios peruanos, há pelo menos 4.000 anos. No século XVI, exploradores espanhóis levaram-nas para a Europa, onde se tornaram o alimento diário dos pobres. Atualmente, são os vegetais mais cultivados e economicamente importantes do mundo. As batatas são um componente essencial na dieta da maioria das pessoas - geralmente preparadas de diversas formas, quase sempre ricas em gordura e sal. Surpreendentemente nutritivas, as batatas possuem poucas calorias.Quando comidas com casca, são ricas em carboidratos complexos e fibras: uma batata assada de tamanho médio (com casca) fornece 25 mg de vitamina C, mais de 40% da RDA para adultos, além de 20% da RDA de vitamina B6, 10% de niacina, ferro e magnésio, 840 mg de potássio e uma quantidade moderada de zinco.
O sabor e o conteúdo nutricional de uma batata variam de acordo com o seu preparo. Muitos dizem que as batatas engordam, mas isso só acontece quando são fritas ou servidas com manteiga ou molhos gordurosos. Uma batata de tamanho médio assada ou cozida tem entre 60 e 100 caloria, uma pequena quantidade de proteína e nenhuma gordura. A mesma batata cortada em fatias finas e frita tem de 450 a 500 calorias e até 35 g de gordura. Batatas fritas e outros pratos à base de batatas são quase sempre ricos em sal.
Ao prepará-los, convém conservar a casca, porque a maioria dos nutrientes fica junto à superfície; em vez de descascá-las esfregue as batatas, sob água corrente, com uma esponja. Se decidir descascá-las, tente remover a casca bem fina. Uma vez fatiadas ou descascadas, as batatas cruas perderão a cor quando expostas ao oxigênio. Por isso, cozinhe-as imediatamente ou coloque-as em água com vinagre ou suco de limão. Assadas, cozidas no vapor ou preparadas no microondas, preservam o máximo dos nutrientes.
Ao comprar batatas, procure as firmes, com poucos olhos e sem manchas pretas. Remova quaisquer brotos; eles produzem um sabor amargo e podem conter solamina, substância tóxica capaz de causar diarréia, cãibras e fadiga.
Conserve as batatas em local escuro e fresco, mas não na geladeira. Temperaturas abaixo de 7 graus C transformam o amido em açúcar, dando à batata um sabor estranho. Não guarde batatas e cebolas juntas; os ácidos das cebolas estimulam a decomposição das batatas, e vice-versa.

A batata ( Solanum tuberosum L. ) é originária dos Andes peruanos e bolivianos onde é cultivada há mais de 7.000 anos. Recebe diferentes nomes conforme o local: araucano ou Poni ( Chile ), Iomy ( Colômbia ), Papa ( Império Inca e Espanha ), Patata ( Itália ), Irish Potato ou White Potato ( Irlanda ).
A batata foi introduzida na Europa antes de 1520 sendo responsável pela primeira revolução verde no velho continente: os ingleses incendiavam os trigais e matavam os porcos criados pelos irlandeses, levando o povo à miséria, entretanto a batata resistia ao pisoteamento das tropas, às geadas e ficavam armazenadas no solo.

Alguns governantes impuseram medidas para a difusão da batata na Europa: Frederico Guilherme , da Prússia, ordenou a amputação do nariz de todos os camponeses que não plantassem batatas; Luis XVI, da França, ordenou a instalação de canteiros em locais públicos com a presença da guarda armada somente durante o dia - o que vale ser guardado vale ser roubado.

A difusão da batata em outros continentes ocorreu através da colonização realizada pelos países europeus, inclusive no Brasil. Inicialmente era cultivada em pequena escala em hortas familiares, sendo chamada de batatatinha, assim como na construção de ferrovias ganhou o nome de batata inglesa, por ser uma exigência nas refeições dos técnicos vindos da Inglaterra.

Pesquisadores da história da alimentação apontam duas razões básicas para o êxito e a disseminação da batata: o valor energético / ausência de colesterol e o fato de possuir sabor e cheiro pouco acentuado, possibilitando centenas de combinações que resultam em sabores diferentes.

Nutricionistas da FAO afirmam que uma dieta composta de batata e leite poderia suprir, em caráter de emergência, todos os nutrientes de que o organismo humano precisa para se manter.
Atualmente a batata é o 4º alimento mais consumido

Introdução e importância econômica

A batata (Solanum tuberosum L.) é a terceira cultura alimentar mais importante do planeta, e a primeira commodity não grão. Estima-se que mais de um bilhão de pessoas consomem batata diariamente no mundo. Sua produção mundial anual supera 330 milhões de toneladas em uma área de 18 milhões de hectares.
No Brasil, a batata é a hortaliça mais importante, com uma produção anual de aproximadamente 3,5 milhões de toneladas em uma área de cerca de 130 mil hectares. De acordo com Associação Brasileira da Batata (ABBA), o agronegócio da batata envolve em torno de 5 mil produtores em 30 regiões de sete estados brasileiros (MG, SP, PR, RS, SC, GO e BA).
A maior parte da produção nacional é comercializada in natura, sendo apenas 10% destinados ao processamento industrial, nas formas de pré-frita congelada, chips e batata palha. Comparado aos dois terços da produção destinados ao processamento nos países do Nordeste da Europa, o uso industrial é muito baixo no Brasil. Portanto, no país ainda há muito espaço para crescimento do processamento industrial, que é uma tendência irreversível, tendo em vista a mudança de hábitos da população que cada vez mais faz as suas refeições fora de casa; a necessidade de produtos de preparo mais rápido. Estas mudanças de comportamento têm reflexo direto na forma de consumo.
Enquanto o consumo doméstico de batata a granel vem diminuindo, o consumo de batata pré-frita congelada aumenta a cada ano. O consumo de batata chips e batata palha, segundo estimativas da ABBA, é de cerca de 375 g/pessoa/ano e 100 g/pessoa/ano, respectivamente. Ambos os tipos de produto processado apresentam pouco crescimento de consumo. Toda batata usada para processamento na forma de chips e batata palha é produzida no país, e de acordo com ABBA, atualmente, são produzidas 300 mil toneladas de batata fresca para fabricação chips e 80 mil toneladas para batata palha.
No caso da batata da pré-frita congelada, apenas 26% (82 mil toneladas) do consumo nacional é abastecido com produto processado no Brasil, sendo 74% (232 mil toneladas) importados da Argentina e países da União Europeia. Assim, estima-se que uma produção de 164 mil toneladas de batata fresca é utilizada para processamento de batata pré-frita congelada. Caso o volume importado fosse substituído por produto processado no Brasil e, considerando uma produtividade média brasileira de 30 t/ha, estima-se que seria agregada uma área de produção de cerca de 15.500 hectares para atender as 464 mil toneladas de batata fresca necessárias à indústria.
Segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), aprodutividade brasileira aumentou 28,1% nos últimos dez anos, principalmente devido à melhoria nas técnicas de cultivo empregadas pelos produtores, associada a cultivares mais produtivas introduzidas nos sistemas de produção e a qualidade das sementes utilizadas. Em 2011, a produtividade atingiu 26,3 t/ha, superando a média mundial (19,4 t/ha), mas abaixo da produtividade da Argentina (30,0 t/ha), Chile (31,2 t/ha) e, principalmente de países desenvolvidos, tais como Holanda (46,1 t/ha), Alemanha (45,6 t/ha) e Estados Unidos (42,2 t/ha).
Portanto, é muito importante a incorporação de tecnologias e produtos tecnológicos que possibilitem o aumento da produtividade e da qualidade nos sistemas de produção de batata, visando garantir a competitividade e a sustentabilidade da cadeia brasileira da batata.

Composição

A batata é um alimento basicamente energético; porém, é também rico em proteínas e importante fonte de sais minerais.
O tubérculo é composto de cerca de 80% de água, seguido de carboidratos (cerca de 16%), principalmente amido que, em suas diferentes formas, são absorvidos pelo organismo como glicose, após hidrólise enzimática. De 1% a 2% constitui-se de fibra, concentrada na pele (casca), e entre 0,1% a 0,7% de açúcares simples, como glicose, frutose e sacarose. Após os carboidratos, as proteínas são os nutrientes mais abundantes no tubérculo, com cerca de 2% de sua composição.
No que se refere à qualidade culinária e de processamento industrial relacionada à fritura, a maioria das cultivares plantadas no Brasil não são adequadas, devido ao baixo teor de sólidos solúveis, especialmente quando cultivada na região tropical, e ao alto teor de açúcares redutores, particularmente no cultivo de outono do Sul do país. Os requisitos para aceitação da batata para processamento na forma de palitos pré-fritos dependem, em grande parte, da cor e textura do produto final. O teor de matéria seca deve ser alto, para que o produto apresente boa textura e alto rendimento industrial.
Para cor de fritura, o fator mais importante é o teor de açúcares redutores que, quando alto (acima de 2%), resulta em produtos escurecidos, que são rejeitados pelo consumidor.
O amido influencia na textura do produto processado. As cultivares podem ser divididas em textura farinácea e cerosa. As batatas com textura farinácea são indicadas para panificação, massas e frituras, pois quando cozidas apresentam aspecto seco e se desagregam com facilidade. As cerosas, após o cozimento, apresentam aspecto pastoso e úmido, se desintegram menos e são recomendadas para saladas e produtos cremosos.
Quanto à qualidade nutricional, a única e principal restrição que se faz à batata é quanto à presença de glicoalcaloides, que aumentam com o esverdeamento do tubérculo. Os principais glicoalcaloides presentes são a solanina e chaconina, que correspondem a 95% dos alcaloides totais. Estes têm duas ações tóxicas no organismo humano, afetando o sistema nervoso central e causando ruptura das membranas do trato gastrointestinal. Estima-se um valor de 20 a 25 mg de glicoalcaloides totais por 100 g de peso fresco de tubérculos, como uma concentração segura ao consumo humano. Desconhecem-se no Brasil esses teores para as cultivares comerciais, desde que os tubérculos não estejam esverdeados pela exposição a alta luminosidade, embora este fator seja preocupação na seleção de clones para lançamento de novas cultivares.
O valor alimentício estimado da batata encontra-se nas Tabelas 1 e 2. Apesar da crença popular de que a batata só contém carboidratos, seus tubérculos contêm proteínas de alta qualidade, além de considerável quantidade de vitaminas e sais minerais, essenciais para a nutrição humana.
O teor de proteínas da batata é duas vezes superior ao da mandioca; 100g de batata cozida conseguem suprir até 13% da quantidade diária de proteína recomendada para crianças e até 7% para adultos. Além disso, a batata possui um balanço adequado de proteína e energia: quem consome batata suficiente para seu suprimento de energia recebe também uma quantidade significativa de proteína. Com isso, a batata necessita de menor complementação proteica do que outras raízes e tubérculos, e muitos cereais. Adicionalmente, a batata é boa fonte de vitamina C e de algumas vitaminas do complexo B, especialmente niacina, tiamina e vitamina B6 (Tabela 2). Dentre os alimentos energéticos, a batata é o mais rico em niacina. A batata ainda é uma razoável fonte de ferro, bem como de fósforo e magnésio e ótima fonte de potássio. O seu baixo conteúdo de sódio a credencia para dietas que exigem baixo teor de sal.

A MARAVILHOSA HISTÓRIA DA BATATA Parte1




A MARAVILHOSA HISTÓRIA DA BATATA Parte2



sábado, 19 de dezembro de 2015

Cultivo do Dente de Leão (Taraxacum officinale)



Dente-de-leão é um nome dado a várias plantas do gênero Taraxacum, que engloba muitas espécies, sendo a mais comum a espécie Taraxacum officinale. Atualmente essa espécie cresce espontaneamente em várias regiões de clima temperado ou subtropical do mundo, mas geralmente é ignorada como alimento. Hortaliça de sabor amargo, suas folhas são normalmente consumidas cruas, cozidas ou refogadas. Suas flores e raízes também podem ser consumidas cruas ou cozidas. Suas raízes, folhas e flores também são usadas como ingredientes na produção de algumas bebidas alcoólicas ou não alcoólicas, incluindo alguns tipos de cerveja. Torradas e moídas, as raízes podem ser usadas como um substituto do café. A planta também é usada como erva medicinal.
Muitas espécies de dente-de-leão são comestíveis e o látex extraído de algumas espécies pode ser usado para a produção de borracha natural.

Clima

O dente-de-leão cresce melhor em clima temperado ou clima subtropical, e pode resistir a temperaturas muito baixas, embora perca todas as folhas.

Luminosidade

Pode ser cultivado com luz solar direta ou em sombra parcial.

O dente-de-leão é uma espécie invasora que atualmente cresce espontaneamente em muitos lugares do mundo

Solo

Pode ser cultivado em praticamente qualquer tipo de solo, mas cresce melhor se o solo for bem drenado, profundo, fértil e rico em matéria orgânica. A planta também é bastante tolerante quanto ao pH do solo, mas um pH entre 5 e 6,8 é recomendado.

Irrigação

Irrigue de forma a manter o solo sempre úmido, sem que fique encharcado.

Muda de dente-de-leão 

Plantio

Preferencialmente semeie no local definitivo da horta. Se semeadas em sementeiras e outros recipientes, o transplante deve ser feito assim que as mudas possam ser manuseadas. As sementes devem ser cobertas apenas por uma leve camada de terra peneirada ou de serragem. A germinação pode levar de cinco dias a três semanas.
Embora menos comum, o dente-de-leão também pode ser propagado usando pedaços de raiz.
O espaçamento entre as plantas pode ser de 35 cm. O dente-de-leão pode ser plantado em vasos, mas estes precisam ter no mínimo 30 cm de altura para a planta se desenvolver razoavelmente, pois a raiz primária desta planta cresce bastante, podendo ultrapassar a 1 m de profundidade quando cultivada no solo.

Cipselas de dente-de-leão, que normalmente são chamadas de sementes, embora sejam na realidade um tipo de fruto seco que contém uma semente em cada um

Tratos culturais

Retire plantas invasoras que estiverem concorrendo por recursos e nutrientes.
O dente-de-leão é uma planta invasora que pode causar problemas em algumas plantações. Para manter suas plantas sob controle, as flores devem ser sempre colhidas, impedindo que as cipselas com os papi sejam formadas (os frutos secos com os "paraquedas", contendo uma semente cada um). Se as sementes são necessárias, colha assim que estiverem formadas. As cipselas são dispersadas facilmente pelo vento quando estão maduras.
Embora seja considerada uma planta invasora, comum em jardins, plantações e pastagens, em alguns casos sua presença pode ser benéfica, uma vez que pode ser uma boa planta companheira para outras culturas, e pode servir como alimento tanto para humanos quanto para animais.
Para ficarem menos amargas, as folhas podem ser branqueadas, cobrindo a planta com um balde ou outro recipiente totalmente opaco, impedindo assim a planta de receber luz.

Uma espécie de dente-de-leão que apresenta flores brancas (Taraxacum albidum)

Colheita

Geralmente é recomendado que as folhas comecem a ser colhidas aos 90 dias, mas folhas de plantas mais jovens são menos amargas.
As folhas mais desenvolvidas, sendo mais amargas, podem ser consumidas em pratos cozidos, refogados, assados ou fritos. As folhas mais novas são um pouco menos amargas e são mais tenras, e podem ser consumidas cruas em saladas. Folhas branqueadas (estioladas) são colhidas quando estão com uma coloração amarelo-esbranquiçada. As flores podem ir sendo colhidas e congeladas até conseguir a quantidade necessária ou podem ser usadas misturadas com as folhas. Já as raízes podem ser colhidas com aproximadamente um ano.
Plantas selvagens são igualmente comestíveis, embora normalmente sejam mais amargas que as cultivadas. Todavia, é necessário cautela para não colher plantas contaminadas com pesticidas ou outras substâncias tóxicas.
AS PLANTAS CURAM
O dente-de-leão, um dos remédios naturais mais versáteis, é um nutritivo legume de salada e um remédio desintoxicante para o fígado e os rins. Adorada pelos ervanários pelo seu suave efeito depurativo, a sua raiz é útil sempre que há algum tipo de toxicidade, incluindo em distúrbios dermatológicos crônicos e infecções recorrentes.
Descrição : Planta da família das Asteraceae, também conhecida como alface-de-cão, alface-de-côco, amargosa, amor-dos-homens, chicória-louca, chicória-silvestre, coroa-de-monge, dente-de-leão-dos-jardins, frango, leutodonte, quartilho, radite-bravo, relógio-dos-estudantes, salada-de-toupeira, soprão, taraxaco, taraxacum.
Planta vivaz, munida de uma grossa raiz, carnosa, laicífera, de onde saem as folhas e o escapo floral.
As folhas, dispostas em fortes rosetas, são eretas ou inclinadas, lanceoladas e profundamente divididas com segmentos triangulares. As flores nascem em capítulos amarelos, solitários, na extremidade de um escapo oco.
O fruto é um aquênio, com dentes no ápice, parecendo minúsculas presas, e um papilho de pelos brancos sedosos, formando uma esfera branca, que o vento dissemina com facilidade, percorrendo grandes distâncias.
É considerada uma planta invasora de horta e jardim, medrando em campos, vales úmidos e sombrios. Possui grande vitalidade, rusticidade e é de fácil propagação. Adapta-se bem em vários tipos de solo e clima. A raiz se recolhe no outono, a folha em qualquer época e o capítulo floral antes de abrir.
Parte utilizada: Rizoma, folhas, inflorescência, sementes.
Origem : Provavelmente Europa, principalmente Portugal. Porém até hoje especialista discutem se o dente de leão é uma planta nativa da América ou aclimatada. Certamente, é encontrada e consumida em quase todo o mundo.
História : Duas citações feitas no início do século XIV, atestam seu uso. Em The Dogmaticus, Or Family Physician (Rochester, Nova York: Marshall and Dean, 1829), Josepf Smith listou-a como laxante e desobstruente, afirmando que ela abre todo o sistema.
No relatório sobre botânica, o doutor Clapp nos informa que em 1852 o dente-de-leão era usado nas doenças crônicas do fígado, uso que provocou justificado porque descobriram que a planta contém taxacina, um estimulante hepático, inulina, lacvulina, um açúcar, colina, uma das vitaminas do complexo B, fotosterol, que evita que o corpo acumule colesterol, e potassa, que é diurética.
Em pequim, no Hospital de Medicina Tradicional , mostraram no tabletes de Chin Hung e informaram que eram específicos para apendicite.
A fórmula inclui o Taraxacum mongolicum, o dente-de-leão-chinês, e outros três ingredientes.
Os tabletes apresentam um resultado razoável, oitenta por cento dos pacientes é curado sem necessidade de operação.
Cinco por cento chegam ao hospital tarde demais para evitar a cirurgia porque o apêndice está prestes a romper-se.
Quinze por cento têm uma recaída, mas curam-se com a segunda série de Chinh Hung.
No período colonial era muito apreciado como vinho caseiro.
Modo de Conservar : As raízes, as folhas e os capítulos florais são secos ao sol, em local ventilado e sem umidade. Armazenar em sacos de papel ou de pano. As raízes e as folhas podem ser consumidas cruas.
Plantio : Multiplicação: por sementes ou mudas do rizoma;
Cultivo: em climas diversos e solos pobres com pouca umidade;
Colheita: colhem-se as folhas durante a floração (julho — setembro).
Princípios Ativos: Ácido cafeico, ácido cítrico, ácido dioxinâmico, ácido p-oxifenilacético, ácido tartárico, ácidos graxos, alcaloides, amerina, aminoácidos, apigenina, carboidratos, carotenóides, cobalto, cobre, colina, compostos nitrogenados, estigmasterol, ferro, fitosterol, flavonoides, fósforo, frutose, glicosídeo (taraxacosídeo), inulina, lactucopicrina, látex, levulina, luteolina, magnésio, matéria graxa, mucilagem, níquel, óleo essencial, pectina, potássio, pro-vitamina A, resina, sais de cálcio, saponinas, silicatos, sitosterol, soda, sódio, stigmasterol, taninos, taraxacina, taraxacosídeos, taraxasterol, taraxerol, vitaminas: A, B1, C, PP, D; xantofilas.
Propriedades medicinais: Alcalinizante, anódina, antianêmica, anticolesterol, antidiarreica, antiescorbútica, antiflogística, anti-hemorrágica, anti-hemorroidária, anti-hipertensiva, anti-inflamatória, antilítica biliar, antioxidante, antirreumática, antiúrica, antivirótica, aperiente, bactericida, carminativa, colagoga, colerética, depurativa, desobstruente das vísceras abdominais, diurética, digestiva, estimulante, expectorante, febrífuga, fortificante dos nervos, galactagoga, hepática, hipocolesterolêmica, hipoglicêmica, laxante suave, nutritivas, problemas do fígado, sudorífica, tônica.
Indicações: Ácido úrico; acidose, acnes, afecções biliares, afecções hepáticas, afecções ósseas, afecções renais, afecções vesicais, aliviar escamações da pele, aliviar irritações da pele, aliviar vermelhidões na pele, anemias; arteriosclerose, astenia, baixa produção de leite por lactantes, cálculos biliares; câncer, cárie dentária, celulite, cirrose, cistite, colecistite (inflamação da vesícula biliar); colesterol, constipações, depurativo para todo o organismo, dermatoses, desordens hepatobiliares, desordens reumáticas, diabetes, diluir gorduras do organismo, distúrbios menstruais; diurético, doenças de pele, doenças ósseas, eczemas, edemas; escarros hemoptoicos, espasmos das vias biliares, esplenite (inflamação do baço); excesso de colesterol, falta de apetite, fígado, fraqueza; gota, hepatite; hidropisia; hiperacidez do organismo, hipoacidez gástrica, icterícia, impurezas no sangue, insuficiência hepática; litíase biliar, manchas na pele, nefrite, obesidade, obstipação, oligúria, palidez; paludismo, pele, piorreia, prevenção de derrames, prevenir a gota, prevenir artritismo, prevenir cálculos renais, prevenir cárie dentária, prevenir doenças das gengivas, prevenir reumatismo, prisão de ventre, problema hepáticos, problemas digestivos, radicais livres, renovar e fortalecer o sangue, reumatismo; rugas, sardas, tonificar o sistema sexual, varizes, verrugas, vesícula.
Contraindicações/cuidados: Não usar na gravidez. É contra indicado em casos de pessoas com sensibilidade gastrintestinal, acidez estomacal, com obstrução no duto biliar; no caso de cálculos renais, usar a planta apenas sob a supervisão de um médico. Podem ocorrer náuseas, vômitos, diarreia, pirose, reações alérgicas. O látex da planta fresca pode produzir dermatite de contato. Em uso interno, pode causar moléstias gástricas, como hiperacidez. Para evitar associar o malvavisco ou outra planta mucilaginosa. O uso de diuréticos em presença de hipertensão ou cardiopatia, só sob prescrição médico, dada a possibilidade de ocorrer descompensação tensional ou eliminação de potássio excessiva com potencialização dos efeitos dos cardiotônicos (no caso do dente-de-leão o risco é menor por ser ele rico em potássio).

Modo de usar
Suco: bater no liquidificador 4 folhas, 1 copo d´água e gotas de limão. Tomar 2 a 3 colheradas do suco ao dia. - secas: 4 a 10 g três vezes ao dia ou por infusão. - infusão: 10 g de folhas por litro de água, como tônico e depurativo, 3 xícaras de chá por dia.
Sumo das folhas: cálculos renais e fígado. Uso externo: vitiligo. - folhas novas são usadas em saladas; as folhas velhas, refogadas e comidas como verdura; Flores: - fritas. - em saladas, maioneses e geleias; Sementes: - torradas e moídas, podem ser usadas como "café de chicória".
Rizomas: - comidas cruas ou cozidas, cortadas em fatias. - deixar macerar por 1 dia 1 colher das de chá de raízes secas em 1 xícara de chá de água. Tomar ½ xícara antes das refeições: desintoxicante hepático e depurativo; - 2 a 3 colheres de chá das raízes secas em 250 ml de água. Ferver 10 a 15 minutos. Tomar 3 vezes ao dia. - 1 colher de chá de raízes secas em ½ copo de vinho tinto seco. Deixar macerar 10 dias. Tomar 1 cálice antes das refeições: aperiente;
Raiz pulverizada: 1 g por dose, 4 g por dia. - extrato fluido: 30 gotas, 3 a 4 vezes ao dia. - macerar 1 colher de chá de raízes picadas em uma xícara de água, durante uma noite. Ferver no dia seguinte por cerca de 1 minuto. Tampar e deixar esfriar. Coar e tomar meia xícara em jejum e a outra metade após o café da manhã do mesmo dia: depurativo e desintoxicante; - tintura (1:5): 5 a 10 ml em 25% etanol, 3 vezes ao dia.
Raízes e folhas: - 2 colheres de sopa de raízes e folhas picadas, em 1 litro de água. Ferver por 3 minutos, tampar até esfriar. Coar, tomar durante o dia, dividido em várias doses: diurética. - tintura mãe: 50 gotas, 3 vezes ao dia. Raízes, flores e folhas novas podem ser consumidas cruas em saladas como estimulante da digestão. Planta toda seca pulverizada: 1 g por dose, 3 a 4 vezes ao dia.

** Sugestão do Herborista **
Distúrbios da função digestiva; diurético : coloque 1 colher de sopa de raízes picadas em xícara de chá de água. Deixe em maceração por 1 noite. No dia seguinte, leve ao fogo e quando ferver, desligue e coe. Tome 1/2 xícara de chá de manhã, 30 minutos antes do desjejum e a outra 1/2 xícara de chá, 30 minutos após o desjejum.
Distúrbios da função digestiva; diurético : coloque 3 colheres de sopa de raízes e folhas picadas em 1 garrafa de vinho branco. Deixe em maceração por 10 dias e coe. Tome 1 cálice, antes das principais refeições.
Afecções da pele do rosto; irritação dos olhos : coloque 1 colher de sopa de raízes picadas em 1 xícara de chá de água em fervura. Deixe ferver por 5 minutos. Coe e adicione 1 colher de sobremesa de mel. Aplique no rosto, inclusive nas pálpebras, com um chumaço de algodão, 2 vezes ao dia, sendo de preferência, uma noite, antes de deitar
Reumatismo; artrite reumatoide; gota; dores musculares e da coluna; nevralgias; prostatites e contusões : em uma panela com água em fervura, coloque uma peneira, de modo que a mesma não toque na água e sobre a peneira um pano. Esparrame sobre o pano 1 punhado de folhas frescas picadas e abafe. Espere que o vapor de água quente amorne o pano e as folhas ainda morno, aplique o pano com as folhas nas partes doloridas, cubra com outro pano e deixe agir durante toda a noite.
Interação farmacológica
Falta de apetite, digestão lenta, mau funcionamento do fígado : Amarga mas não em excesso, a raiz de dente-de-leão tem uma ação benéfica sobre o estômago, o fígado é o pâncreas, aumentando as secreções digestivas, incluindo a bílis, e tende a estabilizar os níveis de açúcar no sangue. Promove a desintoxicação do fígado.
Retenção de líquidos, hipertensão : A folha de dente-de-leão, age sobre os rins e estimula a eliminação de líquidos e a perda de peso. E muito usada para ajudar a baixar a tensão arterial, sendo o seu elevado teor de potássio especialmente útil.
Problemas dermatológicos : A raiz é um suave "depurativo do sangue", útil com problemas de pele crônicos, como acne, furúnculos e eczema, sobretudo se combinada com ervas como a bardana (Arctium lappd) e a equinácea (Echinacea spp.).

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Cultivo do Cerefólio (Anthriscus cerefolium)


O cerefólio (Anthriscus cerefolium), também chamado de cerefolho, é uma erva aromática que pode ser usada da mesma forma que a salsa ou salsinha, sendo muito utilizada na culinária francesa. A planta inteira pode ser consumida, incluindo raízes, flores e sementes, porém as folhas são a parte mais utilizada. Planta anual que atinge até 70 cm de altura, suas flores brancas surgem em umbelas.

Clima

O cerefólio cresce melhor com temperaturas entre 4°C e 24°C, embora possa suportar temperaturas negativas. Esta erva floresce precocemente se cultivada quando o clima está quente.

Luminosidade

Cultive preferencialmente em sombra parcial.

Flores do cerefólio

Solo

Cultive em solo bem drenado, fértil, rico em matéria orgânica, com pH entre 6 e 7. No entanto, esta planta pode tolerar bem uma ampla faixa de pH do solo.

Irrigação

Irrigue de forma a manter o solo úmido, mas sem que fique encharcado.

Plantio

As sementes geralmente levam de 1 a 3 semanas para germinar. Deixar as sementes de molho em água por um dia pode apressar a germinação. As sementes devem ser semeadas no local definitivo, pois as mudas de cerefólio normalmente não suportam bem o transplante. Deixe as sementes no solo a não mais do que 0,5 cm de profundidade.
O cerefólio pode ser cultivado em vasos e jardineiras, desde que tenham pelo menos 20 cm de largura e 30 cm de altura.

Tratos culturais

Retire as plantas invasoras que estejam concorrendo por nutrientes e recursos.
A seiva da planta, em contato com a pele, pode provocar fotofitodermatose, assim use luvas para proteger as mãos quando estiver cortando a planta, especialmente em dias ensolarados.

As folhas do cerefólio devem ser colhidas antes da floração, pois se tornam amargas quando a planta está florindo

Colheita

Colha as folhas mais externas individualmente quando necessário a partir de 30 ou 40 dias do plantio, ou corte a planta toda entre 60 e 90 dias, antes que a planta comece a florescer.

CEREFÓLIO (PLANTAS CURAM)

Anthriscus cerefolium

Descrição : Planta da família das Apiaceae, também conhecida como cerefolho. É uma erva anual, com haste estirada, parecida com salsa aristocrática; por essa razão, é frequentemente chamada de rainha das salsas.
Suas folhas são duplamente compostas parecidas com as da samambaia, as pínulas recortadas em colmilhos. Inflorescência em umbelas opositifólias.
O cerefólio tem um crescimento lento, chegando a 25 ou 30 metros de altura. Empregado como condimento, conhecido pelos cozinheiros do mundo todo como um bom tempero para molhos, saladas e sopas, o cerefólio pode ser usado fresco para proporcionar o máximo de aroma.
Como ele perde o cheiro e a cor ao ser cozido, deve sempre ser o último ingrediente a ser colocado na panela. Nos Estados Unidos, o cerefólio é mais conhecido por suas qualidades culinárias do que pelo uso medicinal. Por isso é chamada de a rainha das salsas.
Parte utilizada: Folhas, sementes.
Plantio : É resistente ao frio do inverno e pode ser plantado também no outono, se não formar sementes.
Princípios Ativos: Ácido petroselínico, apina, metil-chavicol, óleos essenciais, podofilotoxina e sais minerais (potássio).
Propriedades medicinais: Analgésica, anti-inflamatória, depurativa, digestiva, diurética, hidratante.
Indicações: Aumentar o leite materno, bexiga, congestão no fígado, problemas nos rins, cálculos renais e biliares, cólicas, problemas digestivos, coágulos sanguíneos, contusões musculares, diabete, enfermidades nervosas, febre dos tísicos, gota, hemorróidas, histerismo, inflamação nos olhos e seios, purificar o sangue.
Para todos esses fins deve ser ingerido cru, salpido no pão ou sobre os alimentos cozidos.
As folhas frescas, maceradas e colocadas diretamente sobre uma contusão, oferecem alívio imediato para a dor.
Na França e na Itália os herboristas o empregam para limpar o fígado e os rins, para ajudar a dissolver pedras, melhorar cólicas e outros problemas digestivos, além de dissolver coágulos sanguíneos.
Contraindicações/cuidados: Podem ocorrer reações alérgicas em pessoas sensíveis.
Modo de usar:
- Sementes por infusão;
- Cataplasma das folhas: inflamações dos olhos;
- Vapor do cozimento: hemorróidas;
- Cataplasma das folhas frescas machucadas: desinflamar o seio e fazer soltar o leite;
- Decocção de 20 g de folhas frescas e sementes em um litro de água. Tomar quatro xícaras ao dia: aumenta a secreção do leite;
- Suco das folhas: asma, enfermidades da pele, impureza do sangue, febre dos tísicos. Tomar uma colher de sopa, três vezes ao dia.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Cultivo da Nirá - Cebolinha Chinesa (Allium tuberosum)



A cebolinha chinesa (Allium tuberosum), também conhecida como cebolinho chinês, cebolinha japonesa e nirá (palavra do idioma japonês para a planta), é uma planta originária da Ásia, muito utilizada como tempero na culinária de países do extremo oriente. Suas folhas são planas, não cilíndricas e ocas como as folhas da cebolinha verde e da cebolinha francesa. Seu sabor e aroma lembram levemente o sabor e o aroma do alho.



A cebolinha chinesa ou cebolinha japonesa tem folhas planas, diferentemente da cebolinha verde e da cebolinha francesa, cujas folhas são cilíndricas e ocas.

Clima

A cebolinha chinesa cresce melhor em clima ameno, sendo que o ideal são temperaturas por volta de 20°C, mas pode crescer bem em temperaturas mais baixas. Em locais de inverno rigoroso as folhas secam, com a planta voltando a brotar na primavera. Em locais de inverno ameno, a planta produz o ano todo.

Luminosidade

Esta planta necessita de luz solar direta ao menos por algumas horas diariamente.

Solo

Cultive em solo bem drenado, fértil e rico em matéria orgânica. A cebolinha chinesa é uma planta bastante rústica e tolera vários tipos de solo e uma ampla faixa de pH do solo.

Irrigação

Irrigue com frequência para que o solo seja mantido úmido, mas sem que fique encharcado. No primeiro ano de cultivo, depois que as plantas estiverem estabelecidas, é recomendado que as irrigações sejam esparsas para que as plantas aprofundem suas raízes no solo.

A cebolinha chinesa é muito utilizada na culinária de países do leste e sudeste da Ásia

Plantio

A cebolinha chinesa pode ser cultivada através de sementes ou por divisão de plantas bem desenvolvidas.
As sementes podem ser semeadas diretamente no local definitivo ou em sementeiras, transplantando as mudas quando estas se tornam grandes o suficiente para serem manuseadas. As sementes de cebolinha chinesa germinam em uma ou duas semanas.
Plantas bem desenvolvidas podem ser divididas para propagar as plantas. Este é o método preferido de plantio por quem já possui plantas saudáveis com alguns anos de vida.
O espaçamento entre as plantas pode ser de 7 a 20 cm, variando com o tamanho do cultivar plantado. Os cultivares podem ter de 25 cm a 70 cm de altura.
A cebolinha chinesa também pode ser cultivada em jardineiras e vasos médios ou grandes

As sementes da cebolinha chinesa se dispersam facilmente, podendo se tornar uma erva invasora em áreas próximas do local onde são cultivadas 

Tratos culturais

Retire plantas invasoras que estejam concorrendo por nutrientes e recursos.
A cebolinha chinesa se propaga facilmente, de modo que esta planta é uma invasora em diversas regiões do mundo. Algum cuidado é necessário para evitar que a planta se espalhe para outros locais além de sua área de plantio, pois pode ser uma erva invasora muito difícil de erradicar. Colha as flores, que são comestíveis, não permitindo que gerem sementes, a não ser que você realmente precise destas sementes.
A cebolinha chinesa é uma planta perene que se mantém produtiva por muitos anos ou mesmo por décadas. Alguns horticultores, no entanto, dividem e replantam as plantas depois de alguns poucos anos.

Colheita

Normalmente as folhas da cebolinha chinesa não são colhidas no primeiro ano de cultivo, de forma a permitir que as plantas se desenvolvam melhor e armazenem nutrientes em seus rizomas antes de começar a colher.
Colha as folhas quando necessário ou colha as folhas que ultrapassam a 15 cm de comprimento, porém sempre deixando algumas folhas bem desenvolvidas nas plantas. As folhas precisam ser usadas logo, pois duram poucos dias.
Podem ser colhidas e usadas como tempero tanto as folhas, quanto as flores e suas hastes.

Quem não conhece o nirá (Allium tuberosum) vai se surpreender com suas folhas com leve sabor de alho. Esta curiosa planta é do mesmo gênero que a cebola, cebolinha, alho-poró e alho, portanto também forma bulbos. Porém, diferentemente do alho, cebolinha e cebola, suas folhas são achatadas (e não tubulares). Mas o que ele tem a ver com o hana-nirá!? Calma, vamos explicar…
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Talvez você já tenha visto esta belezura em algum lugar ou ouvido falar sem saber o que é…pode também até ter confundido com sua parente cebolinha. Mas vamos desvendar este mistério!
Hana_nira (2)
O hana-nirá nada mais é do que o pendão floral do nirá. Esta estrutura tem formato diferente das folhas, apresentando formato tubular, similar à cebolinha, e dela saem os buquês de flores. Estes pendões são muito apreciados na Ásia, principalmente na culinária japonesa e chinesa, sendo que eles têm um sabor mais suave e menos fibroso que as folhas.
O hana-nirá é consumido quando a bolsa de onde emergem as flores ainda está fechada (foto acima). Se a colheita demorar a ser feita, logo aparecerão as flores.
Nira (6)
Onde podemos usá-los? Existem vários pratos tradicionais asiáticos que levam esta iguaria, como a guioza. Porém podemos também fazer um delicioso risoto de cogumelos e adicioná-los ou simplesmente fazê-lo refogado com um pouco de shoyo….huuum
O cultivo do nirá é simples, muito sol (acima de 4 horas diretas), um solo levemente úmido e arenoso e adubação a cada 40 dias. Porém, quem gosta de atacar nosso queridinho é o pulgão, por isto previna incorporando ao solo um pouco de torta de nim e deixe também que as joaninhas façam seu trabalho. Você pode cultivá-lo em vasos, jardineiras ou diretamente no chão, porém se quiser produzir uma quantidade razoável e mais frequente de hana-nirás opte por jardineiras extensas ou canteiros com várias mudas. Cada touceira pode produzir até 10 pendões florais por vez, porém o mais frequente são menos. Ele gosta de um clima ameno, porém tem boa resistência ao frio.
Agora que já sabe como cultivá-lo é só esperar os pendões surgirem e se deliciar. O hana-nirá demora entre 80 a 100 dias para emergir.
Mãos à terra!

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Cultivo da Cebola-do-Egito ( Allium proliferum)




Uma das maiores raridades no mundo vegetal, estas cebolas "caminham" até 1 metro por ano. Como produzem bulbos no lugar das flores, as folhas caem e formam novas plantas. Uma maravilha da natureza!
Usos: Culinária, ornamental.
Cultivo: Possível em todas as regiões do país. Nos falaram que não era possível cultivar os "walking onions" no Rio de Janeiro, mas nós estamos produzindo a todo vapor!
Nativa: Egito
Família: Alliaceae


A cebola-do-egito ( Allium ×proliferum), que também pode ser conhecida como cebola-andante, cebola-caminhante, cebola-andante-egípcia ou cebola-de-árvore, é um híbrido natural da cebola comum e da cebolinha-verde. Esta planta perene pode atingir de 60 a 120 cm de altura, e produz bulbilhos nas extremidades das hastes florais (escapos) que normalmente têm entre 0,5 cm e 3 cm de diâmetro. Também forma bulbos como a cebola comum, e as folhas e os pseudocaules jovens também podem ser consumidos. Os bulbos e bulbilhos têm um sabor mais forte que o sabor da cebola comum, podendo ser usados da mesma maneira que esta.


A cebola-do-egito é um híbrido natural resultante do cruzamento da cebolinha-verde e da cebola comum

Clima

Pode ser cultivada tanto em clima temperado quanto em clima subtropical ou tropical, embora cresça melhor em temperaturas amenas. Esta planta pode sobreviver a invernos rigorosos, rebrotando quando a temperatura volta a subir na primavera.

Luminosidade

Cultive com iluminação solar direta. Esta planta precisa receber luz solar direta ao menos por algumas horas diariamente.

Além dos bulbilhos, o bulbo da cebola-do-egito, o pseudocaule e as folhas também podem ser consumidos

Solo

Esta planta é bastante tolerante quanto ao solo, mas o ideal é que seja bem drenado, fértil, rico em matéria orgânica, com pH entre 6 e 7.

Irrigação

Irrigue com a frequência necessária para que o solo seja mantido úmido, mas sem que fique encharcado.

A cebola-do-egito não produz sementes viáveis. Os bulbilhos que se formam no lugar das flores podem ser usados para propagar as plantas

Plantio

A cebola-do-egito ou cebola-andante não produz sementes viáveis, assim a propagação é realizada com o plantio dos bulbilhos ou pela divisão das touceiras.
Os bulbilhos podem ser plantados a cerca de 2 cm de profundidade, em qualquer época do ano em regiões onde o inverno é ameno. Em regiões de inverno rigoroso, o plantio pode ser feito na primavera ou no verão.
As touceiras de plantas mais desenvolvidas também podem ser divididas, com a separação dos rebentos laterais para o plantio.
O espaçamento pode ser de 25 cm ou mais entre as linhas de plantio, e 15 a 25 cm entre as plantas.

Tratos culturais

Retire as plantas invasoras que estiverem concorrendo por recursos e nutrientes.
A cebola-do-egito é uma planta perene e pode produzir por muitos anos sem necessidade de replantio. Entretanto, com o passar dos anos pode necessário diminuir a densidade de plantas por área e dividir as touceiras para melhorar a produtividade.
As hastes florais se curvam com o peso dos bulbilhos, permitindo que cheguem ao solo, desta forma propagando a planta naturalmente. É graças a esta característica que esta planta recebe os nomes populares de cebola-andante ou cebola-caminhante. Caso não se deseje que as plantas se espalhem, todos os bulbilhos devem ser colhidos.
Os bulbilhos da cebola-do-egito têm um sabor bastante forte, sendo especialmente adequados para conservas

Colheita

A cebola-do-egito ou cebola-andante geralmente não produz hastes florais e bulbilhos no primeiro ano de plantio, embora seja possível colher o bulbo que se desenvolve na base da planta, arrancando a planta inteira.
Os bulbilhos são colhidos no verão ou no outono, dependendo do cultivar e das condições locais de cultivo. Eles devem ser colhidos antes que comecem a brotar para serem armazenados. Muitas vezes os bulbilhos começam a brotar antes mesmo da haste se curvar e chegarem ao solo.
As folhas podem ser colhidas e usadas como as folhas das cebolinhas. No entanto, a colheita regular das folhas diminui a produção de bulbilhos.

Como seu nome científico "Allium" proliferum estados, essas cebolas pequenas são muito resistentes "prolífico". Depois de plantá-las em seu jardim, você terá cebolas a cada ano para os próximos anos! Cebolas para passeios a pé egípcios também são chamados de "Árvore Cebolas, egípcias Árvore Cebola, Cebola, Cebola Top de Inverno, ou perene Cebolas."


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