quinta-feira, 12 de novembro de 2020

PANCS: Cultivo do Croá (Sicana odorifera)

 

Croá (Sicana odorifera)

É cultivado nas Américas do Sul e CCroá (Sicana odorifera) central e no Caribe. Planta anual, que cresce, frutifica e morre em curto período. É herbácea, rasteira ou trepadeira, com ramos quadrangulares. Possui folhas tripartidas, com até 30 cm de diâmetro.Croá (Sicana odorifera) O fruto é cilíndrico, alongado, com até 60 cm de comprimento e 12 cm de diâmetro, casca dura e coloração variando de laranja-avermelhado a roxo-escuro. A polpa é carnosa, amarelada, com sementes achatadas castanho escuras, com cerca de 1 cm. Quando bem madura, a polpa aquosa, amarelo-alaranjada, é fortemente aromática, daí a denominação S. odorifera.

Nomes comuns – croá, melão-de-caboclo, melão-de-cheiro e cruá.

Família botânica – Cucurbitaceae.

Origem – América Tropical, provavelmente do Peru ou Brasil.

Variedades – O que ocorre na prática é a seleção e manutenção de variedades locais e, muitas vezes, seleção massal, promovida pelos agricultores, em um sistema empírico de observação com a escolha das melhores plantas. Observa-se variabilidade com frutos de casca marrom e de casca roxo-escura, com maior ou menor presença do odor característico do fruto quando maduro, e com polpa mais ou menos amarelada.

Clima e solo – Como a maioria das cucurbitáceas, necessita de temperaturas mais elevadas para potencializar o seu desenvolvimento e produção. A faixa ideal de temperatura está entre 20ºC e 30ºC. Como se trata de planta rústica, possui ampla adaptação a várias tipos de solo, com melhor desenvolvimento em solos de textura média.

Preparo do solo – Varia conforme o sistema, mas pode ser feito pelo método modelo convencional, por meio do preparo de covas após aração e gradagem, ou pelo sistema de plantio direto (cultivo mínimo), com o revolvimento restrito às covas de plantio, deixando-se o solo protegido por uma cobertura morta formada a partir do manejo de plantas de cobertura, principalmente gramíneas ou leguminosas, estabelecidas previamente ao plantio. No caso do preparo convencional, é importante atentar para a adoção de práticas conservacionistas.

Calagem e adubação – Aconselha-se a proceder à correção da acidez do solo com calcário, de acordo com o resultado de análise de solo, elevando a saturação de bases para o nível de 65%. Como não há estudos específicos para a cultura, sugere-se utilizar a recomendação para a cultura do melão, isto é, no plantio até 160 kg/ha de P2O5, 20 kg/ha de K2O e 20 kg/ha de N, além de 20 ton/ha de esterco de curral curtido (COMISSÃO, 1999). Na adubação de cobertura, pode-se utilizar até 80 kg/ha de N e 80 kg/ha de K2O, os quais podem ser aplicados aos 15, 30 e 60 dias após o transplantio.

Plantio – As mudas podem ser produzidas em bandejas, em recipientes individuais (copinhos de jornal ou plástico, por exemplo) e, posteriormente, transplantadas para o local definitivo, quando tiverem quatro a cinco folhas. Também se pode semear diretamente no local definitivo, dispondo 3 sementes por cova e deixando a mais vigorosa. Recomenda-se o espaçamento de 3,0 x 4,0 m. As plantas apresentam melhor desenvolvimento sob elevadas temperaturas. Assim, em regiões onde as estações não são tão marcadas, o plantio pode ser feito durante todo o ano. Em regiões com inverno mais ameno e seco, o plantio deve ser feito na primavera ou início do verão.

Tratos culturais – Recomenda-se proceder às capinas, irrigações e adubações necessárias ao desenvolvimento das plantas. A condução da cultura deve ser feita em sistema de latada, semelhante ao usado para chuchu. Devem-se esticar fitilhos para auxiliar a fixação das gavinhas das plantas até o topo da latada. Não são observados usualmente a incidência de problemas fitossanitários na cultura, exceto pela ocorrência de brocas, que se instalam nos frutos em desenvolvimento.

Colheita e pós-colheita – Após 110 a 120 dias do plantio, os primeiros frutos estão no ponto de colheita, sendo colhidos e armazenados à sombra até o transporte para ao local onde será feita a comercialização. O rendimento pode variar de 20 a 30 ton/ha.

Os frutos ainda verdes podem ser consumidos como hortaliça e quando maduros apresentam sabor doce e muito apropriado para sucos fabricação de doces, compotas, purês e licores.


Figuras 41 e 42: Croá, planta e fruto





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