sábado, 16 de maio de 2020

PANCS: Amaranto (Amaranthus cruentus)


Amaranto (Amaranthus cruentus)


Planta herbácea anual, ereta, com altura de 1,0 a 2,0 m, caule de coloração esverdeada ou avermelhado, pigmentado pela presença de antocianina, e inflorescência avermelhada e em cacho no ápice do caule, comumente chamada de “crista de galo’’. Suas folhas têm consistência tenra e as flores apresentam-se na forma de espigas nos ápices dos caules ou nas axilas das folhas. É comumente classificada como pseudo-cereal pela utilização de seus riquíssimos grãos, especialmente nos países andinos, conquistando novos mercados nos últimos anos. Na África e em países da América Central como o Haiti apresenta importância enquanto hortaliça folhosa, mas em outros locais é muitas vezes considerada como planta invasora de plantações. Também é utilizada como planta indicadora de bons níveis de fertilidade do solo e apresenta potencial subexplorado como planta ornamental.

Nomes comuns – Amaranto, espinafre africano, espinafre haitiano.

Família botânica Amarantaceae.

Origem América andina tropical de altitude.

Variedades No Brasil, há uma cultivar lançada, a BRS Alegria, especialmente recomendada para produção de grãos, mas cujas folhas também podem ser consumidas como hortaliça. Mas, em geral, são utilizadas variedades locais de ocorrência espontânea.

Clima e solo É amplamente adaptado a diferentes condições de clima e solo, ocorrendo em todo o País.

Preparo do solo Após aração e gradagem, efetua-se o encanteiramento. Os canteiros devem ser semelhantes aos utilizados para alface, com 1,0 a 1,2 m de largura por 10 a 15 cm de altura. Entretanto, como a planta é geralmente cultivada em pequenas áreas, o que se faz é o manejo da cultura, aproveitando-se a germinação de plantas espontâneas. As operações são, em geral, feitas manualmente com auxílio de enxadas.


Calagem e adubação A calagem deve ser feita em função da análise de solo, aplicando-se calcário visando atingir pH entre 5,5 e 6,0. Por sua enorme rusticidade, recomenda-se somente a correção do solo e a utilização de composto orgânico, na dosagem de até 3,0 kg/m2 de canteiro, conforme os teores de matéria orgânica no solo. No caso da produção de grãos, que não é foco desta publicação, recomenda -se um aporte de NPK para maximizar a produção, segundo Spehar et al. (2003).


Plantio Reproduz-se por sementes, fácil e intensamente. A semeadura é feita, normalmente, no local definitivo. Sob condições ideais de temperatura e umidade, as sementes germinam a partir de quatro dias. O que usualmente acontece, na prática, em pequenas hortas é o manejo dessa espécie como planta espontânea, fazendo-se o desbaste para o espaçamento de aproximadamente 0,1 x 0,1 m. Em função do lento desenvolvimento inicial, pode-se fazer o semeio em bandejas para posterior transplantio aos 25-30 dias.

O plantio pode ser realizado durante todo o ano, desde que haja disponibilidade de água. Sob temperaturas inferiores a 15ºC, o desenvolvimento é retardado, portanto, na região Sul e em regiões de altitude da região Sudeste, o desenvolvimento é favorecido de setembro a março.


Tratos culturais A cultura deve ser mantida no limpo, sob baixa competição por plantas infestantes, por meio de capinas manuais. O sistema radicular vigoroso e o ciclo curto possibilitam ao amaranto tolerar os estresses hídricos. Porém, para aumentar a produção especialmente de folhas, deve-se irrigar quando necessário.

Apesar da rusticidade da cultura, pode-se observar, o ataque por pragas desfolhadoras, especialmente vaquinhas e idiamins, os quais normalmente não chegam a causar danos econômicos.



Colheita e pós-colheita A colheita das folhas é feita cerca de 45 a 60 dias após o plantio, quando as plantas estão com 30 a 50 cm e antes da emissão da inflorescência. Pode-se fazer a colheita mais tardia, mas as folhas vão ficando cada vez mais fibrosas. Colhe-se toda a planta, sugerindo-se o corte a 10 cm para manter as folhas mais limpas, sem resíduo de solo. Produz cerca de 1,0 a 1,5 kg/m2, o equivalente a 10 a 12 ton/ha, lembrando que em geral o cultivo como hortaliça folhosa é realizado em pequenos espaços. As plantas desse gênero são úteis para a produção de grãos nutritivos, de amplo uso nos países andinos, e folhagens. Os grãos podem ser utilizados no preparo de pães, torradas ou enriquecendo barras de cereais.


Figuras 8 e 9: Amaranto nas fases vegetativa e reprodutiva




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