google.com, pub-8049697581559549, DIRECT, f08c47fec0942fa0 HORTA E FLORES: PRODUÇÃO DE TOMATE SOB MANEJO ORGÂNICO

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

PRODUÇÃO DE TOMATE SOB MANEJO ORGÂNICO

 

PRODUÇÃO DE TOMATE SOB MANEJO ORGÂNICO

Introdução

O tomate (Solanum lycopersicon L. = Lycopersicon esculentum Mill.), cuja origem se remete à Civilização Inca, no Peru Antigo, é uma das hortaliças de maior importância. A China é o maior produtor mundial, seguida dos Estados Unidos e da Índia. O Brasil é o nono produtor mundial, e possui a terceira maior produtividade (FAO, 2012).

No cenário nacional, a produção foi de 4.425.274 t, com produtividade de 63,8 t ha-1 no ano de 2021 (LEVANTAMENTO SISTEMÁTICO DA PRODUÇÃO AGRÍCOLA, 2022), caracterizando-se como cultura que envolve diversos tratos culturais e que é alvo de várias pragas e doenças (fitoparasitos), exigindo alta tecnificação na condução dos plantios, tanto na produção de frutos destinados ao consumo in natura (de mesa), envolvendo principalmente pequenos produtores, como na produção de frutos destinados à indústria, com predomínio de extensas áreas cultivadas.

No Estado do Rio de Janeiro, onde praticamente todo o tomate produzido é para o consumo in natura, a produção é a sexta maior do país, com 195.535 t e produtividade de 75,8 t ha-1 no ano de 2021 (LEVANTAMENTO SISTEMÁTICO DA PRODUÇÃO AGRÍCOLA).

Sobre o investimento necessário para a exploração comercial da cultura, o custo de produção é muito variável, ditado principalmente pela maior ou menor necessidade de controle de pragas e doenças, além dos fertilizantes, mão de obra e preço da semente da cultivar ou híbrido utilizado, entre outros. A estimativa atual é que o custo por planta de tomate sob manejo convencional seja, até a colheita dos primeiros frutos, de R$ 2,00 a R$ 3,00. No entanto, relatos de produtores do município de Paty do Alferes confirmam o custo de até R$ 5,00 por planta.

A produção de tomate orgânico (ou sob manejo orgânico) tem sido um negócio almejado pelos produtores orgânicos do Estado do Rio de Janeiro, pois, devido à pouca oferta, é um produto que atinge alto valor de mercado nos diferentes canais de comercialização. No entanto, a pouca oferta se deve, justamente, à dificuldade de produção sob manejo orgânico que a cultura apresenta, em particular à pouca eficiência no controle da broca-pequena-dofruto (Neoleucinodes elegantalis) e da requeima (Phytophthora infestans), principais fitoparasitos na produção de tomate orgânico e responsáveis pelo insucesso de muitos plantios. Outros problemas fitossanitários também podem assumir grande importância, como a murcha-bacteriana (Ralstonia solanacearum) e o mosaico-dourado (Begomovirus).

No que se refere aos principais aspectos da produção, na agricultura orgânica não é permitido o uso de agrotóxicos e de organismos geneticamente modificados e não se tolera a adoção de práticas de manejo que comprometam a qualidade do solo ou que provoquem a sua perda por processos erosivos. A legislação ambiental vigente deve ser respeitada; práticas como rotação de culturas, plantios consorciados (inclusive com espécies arbustivas e arbóreas),

adubação verde e o uso de composto orgânico são sempre preconizadas; e a utilização de caldas de preparo caseiro, extratos vegetais, agentes de biocontrole, feromônios e algumas armadilhas é, via de regra, permitida para o controle de fitoparasitos. Por fim, é importante salientar que, para ser comercializado como produto orgânico, o tomate (e qualquer outro produto agropecuário) deve ser oriundo de área reconhecida para tal fim, o que se dá por meio da avaliação da conformidade orgânica, pelos mecanismos de auditoria, de sistemas participativos de garantia ou por meio de controle social. Informações mais detalhadas sobre a avaliação da conformidade orgânica e experiências sobre o tema no Estado do Rio de Janeiro podem ser obtidas em Fonseca.

Esta publicação tem como objetivo disponibilizar as principais informações sobre a produção de tomate orgânico para o Estado do Rio de Janeiro.


O tomate (Solanum lycopersicum L.) e uma hortalica-fruto amplamente cultivada no Brasil e em diversos países do mundo. De acordo com dados da Food and Ag2riculture Organization (FAO), em 2018, o Brasil ocupou a decima posição no ranking da produção de tomate em nivel mundial, com 2,27% de participação. China, Índia, Estados Unidos e Turquia ocuparam as primeiras posições, respondendo por aproximadamente 34,04%, 10,70%, 6,97% e 6,71%, respectivamente.

Ate 2016, o Brasil ocupava a nona posição, mas foi superado pelo México a partir de 2017. A produção mundial de tomate foi 163,1 milhões de toneladas em 2012 e 181,05 milhões em 2018,uma variação de 10,95%

O mundo inteiro consome tomate, mas nem sempre a demanda do pais e suficiente, o que exige a compra de frutos produzidos em outros países. Em 2018, foram exportadas 8.262.050 toneladas, das quais 21,8% foram produzidas no México, seguido dos Países Baixos (20,5%) e Espanha (12,8%) (Tabela 3). Ja no que se refere as importações do fruto, em 2018, foram importadas 7.361.455 toneladas. A maior parte deles foi importada pelos Estados Unidos (24,3%), Alemanha (15,6) e Rússia (8,1%).

A maior parte da produção brasileira de tomate tutorado, fresco ou congelado, tem como destino o Uruguai: em 2018, o pais comprou 75,8% do volume produzido. O restante da produção, desde 2015, e comercializado para outros paises vizinhos do Brasil, como Argentina e Paraguai. Outra forma de exportação do tomate e o seu suco. A forma processada e geralmente exportada para o Reino Unido e para as Ilhas Marshall, dentre outros paises. O Brasil ainda importa uma porcentagem de tomate para suprimento da demanda. Em 2018, este volume foi de 686 toneladas advindas da Argentina - pais que, desde 2016, exporta frutos para o Brasil

O segmento de mesa representa atualmente em torno de 63% da produção de tomate no Brasil. Disponível o ano todo, com maior ou menor volume, de acordo com a região produtora e sazonalidade das safras, a especie e cultivada em praticamente todo o território nacional (CONAB, 2016). O tomateiro totalizou em 2019 cerca de 57,8 mil ha e produção de 4,1 milhões de toneladas.

A produção agrícola de tomate no Brasil tem maior importância nas regiões do Sudeste (representando 39,53% da areá colhida e 42,14% da quantidade produzida) e Centro-Oeste (representando 24,79% da área colhida e 32,50% da quantidade produzida)

O rendimento médio da cultura no Brasil e de 70.511 kg/ha e as maiores produtividades sao registradas nas regiões Centro-Oeste (92,4 t/ha) e Sudeste (57,9 t/ha). As demais regiões apresentam produtividade abaixo de 57,9 t/ha Goias, Sao Paulo e Minas Gerais concentram 65,6% da producao nacional e 54,76% da área colhida do pais. Em 2019, Goias alcançou 31,65% da participação na produção nacional (1,2 mi t), seguido por Sao Paulo (860.600 t) e Minas Gerais (523.525 t) (Tabela 7). Em Goias, o maior produtor do pais, o rendimento médio da cultura do tomateiro e de 93,9 t/ha-1, em Sao Paulo 78,9 t/ha-1 e em Minas Gerais 74,6 t/ha-1. Os demais Estados apresentam produtividade media de 69,3 t/ha.

A producao e a comercialização de tomate desempenham um papel importante na economia de Goias. Apesar de o estado ser o maior produtor de tomate do Brasil, quando se faz a separação por segmento de mercado, observa-se que o estado de Sao Paulo e o maior produtor de tomate de mesa. Em Goias, a maior participação e do segmento de tomate rasteiro (Tomate para processamento industrial), com 96,1%, em 2017, que correspondeu a uma area de 15.635 ha cultivados, enquanto a participação do tomate de mesa foi de apenas 3,9%, com uma area de 672 ha.

Entre os principais estados produtores de tomate para consumo in natura, destacam-se São Paulo, Minas Gerais, Goias, Bahia, Parana e Santa Catarina. Em São Paulo o segmento de tomate de mesa representou, em 2019, 76,5% da produção (676.380 t), em uma área cultivada de 8.674 ha. Ja o segmento de tomate industrial representou 23,5% da produção estadual, em uma área de 2.494 ha



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