terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Preparo do solo para a Cultura da Cebola



A cebola desenvolve-se melhor em solos profundos, ricos em matéria orgânica, com boa retenção de umidade, bem drenados e "leves". Em geral, os solos de textura média, quando bem drenados, são os mais indicados por possuírem boas condições físicas e maior eficiência produtiva.
Solos muito arenosos apresentam o inconveniente da baixa retenção de umidade e possibilidade de lixiviação de adubos, que podem contaminar águas subterrâneas causando problemas ambientais. Solos muito argilosos e "pesados" prejudicam o desenvolvimento dos bulbos e podem causar deformações e baixa qualidade comercial.
Com relação à fertilidade, deve-se, com base em análises de solo, fazer a correção e a adubação adequada para cada situação.
Para o preparo de solo no sistema convencional, são feitas geralmente uma aração e duas gradagens. Em solos que apresentem alguma camada subsuperficial compactada, recomenda-se o uso de subsolador à profundidade de pelo menos 5 a 10 cm abaixo da camada compactada. Em seguida, a finalização do preparo de solo varia conforme o método de plantio.
Quando se utiliza o método de semeadura direta no local definitivo, é comum o uso de rotocultivadores ou enxada rotativa com ou sem encanteirador, de modo a deixar o solo bem destorroado e aplainado, para que se obtenha uniformidade na distribuição das pequenas e irregulares sementes de cebola. O uso de canteiros é comum quando se faz necessário melhorar a drenagem em plantios precoces ou em solos de baixadas suscetíveis ao encharcamento.
No caso do método de plantio de transplante de mudas, o destorroamento não precisa ser tão intenso, de forma que, dependendo das características do solo, em geral basta o sulcamento. Em solos ou épocas passíveis de encharcamento também se pode efetuar o encanteiramento previamente ao sulcamento.
Para os métodos de plantio de bulbinhos ou soqueira seguem-se as mesmas recomendações de preparo do solo para o sistema de mudas.

Transplante de mudas

Este método de plantio é o mais utilizado no Brasil, especialmente nas Regiões Sul e Nordeste. Permite seleção de mudas vigorosas e sadias, o que viabiliza a produção de bulbos uniformes em formato e tamanho.
O gasto com sementes é menor, o consumo de água de irrigação durante o período de formação de mudas é reduzido e o manejo da adubação, das plantas daninhas e de doenças e pragas é facilitado em comparação com a semeadura direta. Em contra-partida, este método necessita de muita mão-de-obra.
As mudas podem ser produzidas em sementeira (mudas de raízes nuas) ou em bandejas.

Cultivo de bulbinhos

O método de cultivo por bulbinhos visa obter colheita precoce em relação aos métodos de transplante de mudas e de semeio direto.
Consiste de duas etapas: a produção de bulbinhos em uma primeira época, normalmente de julho-agosto a outubro-novembro, e o plantio dos bulbinhos para a obtenção da produção comerciável em outra, normalmente em fevereiro.

Semeadura direta

Este método é utilizado, principalmente, por médios e grandes produtores, que normalmente dispõem de sistema de irrigação por aspersão do tipo pivô-central.
A semeadura é realizada mecanicamente por meio de semeadoras convencionais ou a vácuo, utilizando-se entre 3 e 5 kg de sementes por hectare. As semeadoras a vácuo fazem a semeadura com maior precisão e utilizando menor quantidade de sementes que as de distribuição mecânica.