google.com, pub-8049697581559549, DIRECT, f08c47fec0942fa0 HORTA E FLORES: abril 2018

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Plantio do Brócolis



As mudas podem ser plantadas em espaçamentos variados. Os espaçamentos entre linhas mais utilizados são de 50 cm e 70 cm e os entre plantas variam de 50 cm a 80 cm. Em 1 ha podem ser plantadas mais de 20 mil plantas (Tabela 2).
Tabela 2. Estande total, em número de mil plantas por hectare (valores internos), obtido da combinação de espaçamento entre plantas e linhas.

Espaçamentos maiores, em geral, fazem que as plantas se desenvolvam mais e facilitam os tratos culturais como as capinas e o transporte da colheita. Porém, os espaçamentos mais adensados permitem o estabelecimento de um número maior de plantas por hectare e, consequentemente, floretes de tamanho médio, variando de 4 cm a 7 cm de comprimento, os quais são utilizados para a indústria de processamento, com obtenção de produtividades satisfatórias (Figura 4).

Figura 4. Floretes de diferentes tamanhos.

O tipo ramoso pode ser plantado em linhas duplas. O espaçamento entre linhas duplas (fileiras) varia de 1 m a 1,20 m, e 0,5 m entre plantas e linhas (fileira), totalizando 23 mil plantas por hectare.
Em arranjos de diferentes culturas em consórcio, podem-se imaginar espaçamentos ainda mais abertos, como os citados na Tabela 2.
Ainda no tipo ramoso, alguns agricultores fazem uso de leiras ou camalhões, semelhantes às utilizadas para plantio de batata ou batata-doce, com o objetivo de facilitar a colheita, o controle de plantas daninhas nas entrelinhas e, especialmente, reduzir a incidência da hérnia das crucíferas, pela menor concentração de umidade no caule das plantas. No entanto, ainda não há evidências de pesquisas que comprovem as vantagens desse tipo de sistema (Figura 5).
Em áreas com textura e umidade do solo adequadas ao uso da mecanização, pode-se realizar o plantio em canteiros. As medidas geralmente são de 1 m ou 1,5 m de largura por 15 cm a 20 cm de altura.
 Os canteiros podem ser cobertos com mulching, tanto com plástico de cor preta, cinza ou prata, quanto com palha.

Figura 5. Plantio de brócolis em camalhões/leiras.

A formação de canteiros facilita a instalação de fitas gotejadoras e de túneis para proteção das plantas, sobretudo em regiões com risco de geadas. Além disso, em locais mais frios, consegue-se acelerar o ciclo, em média até uma semana, com a utilização de mulching plástico, o que pode ser vantajoso em termos comerciais, pois permite ao produtor disponibilizar a produção mais cedo. Por sua vez, o uso de plástico em regiões ou épocas mais quentes pode não ser interessante por aquecer ainda mais o solo.
A utilização de túneis auxilia na proteção contra insetos, como forma de barreira física, especialmente aqueles que causam danos diretos como sugadores e lagartas.
O plantio sem formação de canteiros ou leiras é recomendado para áreas planas e com boa drenagem. Em áreas declivosas, devem-se adotar práticas conservacionistas, como curvas de nível, terraços e orientação das linhas de plantio perpendiculares à declividade, além do plantio direto na palha.

O método mais recomendado de plantio da alcachofra é por divisão de plantas adultas. Os rebentos surgem depois da época da colheita, e devem ser retirados com cuidado, cavando ao redor da planta e separando estes da planta matriz com uma faca ou pá. Os rebentos devem estar bem desenvolvidos e devem ser retirados com raízes. As folhas desenvolvidas são cortadas e estas mudas podem então ser plantadas com o espaçamento indicado para a cultivar.
As sementes podem ser semeadas no local definitivo ou em pequenos vasos, saquinhos de plástico próprios para mudas ou copinhos feitos de papel jornal com 5 cm de diâmetro e 10 cm de altura, e então transplantadas três ou quatro semanas após a germinação.
O problema com o plantio através de sementes é que as plantas originadas por sementes geralmente não são parecidas com a planta mãe, apresentando uma grande variação de tamanho, forma da planta e das flores, quantidade de espinhos, e outras características, ou seja, uma grande variação fenotípica. Este método de propagação é usado principalmente por quem quer obter novas cultivares, e por quem não tem como obter mudas para iniciar sua plantação de alcachofras. Neste caso, plante as sementes e após dois ou três anos selecione as melhores plantas e passe a multiplicá-las pelo método da divisão.


quinta-feira, 26 de abril de 2018

Propagação do Brócolis



Propagação
A produção de mudas para transplantio no local definitivo é uma prática usual na maioria das hortaliças que possuem sementes pequenas e de valor comercial elevado, como no caso doshíbridos F1.

 Os sistemas de produção de mudas utilizados na cultura dos brócolis são o de sementeira em canteiro e o de bandeja de célula (individualização das mudas).
Em ambos os casos, a utilização de sementes com qualidade é muito importante.
Os atributos que conferem essa qualidade estão relacionados com a pureza física, com o potencial fisiológico, com a genética e com as condições sanitárias do lote de sementes. A qualidade física é avaliada de forma que se verifique a presença de impurezas e de misturas de sementes de outras espécies.
A qualidade genética está relacionada com o potencial de produção e com a produtividade, por meio da qualidade e quantidade das inflorescências produzidas e resistência a pragas e doenças. A qualidade fisiológica diz respeito ao poder germinativo e ao vigor. Por fim, a análise sanitária avalia a incidência de patógenos associados às sementes, como fungos, bactérias ou vírus, que podem causar danos econômicos a lavoura. O sistema de produção em sementeiras ainda é utilizado, principalmente por produtores que dispõem de menor capital para investimento em tecnologias mais modernas. Porém, nesse sistema, as mudas são frequentemente afetadas por adversidades climáticas e ataques de pragas e doenças.



O sistema de produção em bandejas é mais vantajoso pelas seguintes razões: permite melhor aproveitamento das sementes, com garantia de que em cada célula haverá uma muda sadia; facilita a realização dos tratos culturais iniciais, como desbaste, capinas manuais, irrigações e pulverizações; proporciona estandes de plântulas mais uniformes; reduz danos às raízes no transplantio; facilita o transporte das mudas até o local do plantio definitivo; e diminui a
ocorrência de falhas no campo, garantindo a população desejada.

As bandejas mais utilizadas são as de plástico e as de poliestireno expandido (isopor), com variações no tamanho e no número de células. Com a profissionalização da olericultura, há uma tendência entre os produtores de mudas de utilizar bandejas com maior número de células e, consequentemente, menores volumes de substrato por célula. Assim, há um maior aproveitamento da área útil da estufa, o que acarreta em menor custo de produção.
Contudo, essa economia, caso não seja bem avaliada, pode prejudicar a produção final, pois volumes muito pequenos podem ser insuficientes ao ponto de limitar o desenvolvimento e o crescimento adequado das mudas, impedindo que as cultivares disponíveis expressem seu potencial produtivo.



Por isso, nesse sistema de produção, recomenda-se usar substratos orgânicos ricos em nutrientes para não comprometer a qualidade nutricional das mudas.
Caso sejam usados substratos inertes, obrigatoriamente deve haver uma complementação com solução nutritiva.
Em produções comerciais, comumente as mudas são formadas em bandejas de 128, 162 e 200 células, com substratos comerciais de alta qualidade.

Deve ser escolhido um ambiente que possibilite condições satisfatórias de produção, tais como estrutura e insumos que permitam o fornecimento adequado de água, luz e nutrientes, até a muda atingir o tamanho ideal para o transplantio. Os chamados ambientes protegidos oferecem essas vantagens, além de garantir proteção contra intempéries e incidências de pragas e doenças.

De 30 a 35 dias após a semeadura, as mudas se encontram em estágio ideal para o transplantio, quando atingem de 12 cm a 15 cm de altura e possuem de quatro a seis folhas definitivas.

A irrigação utilizada pode ser por aspersão ou microaspersão. É recomendável o estabelecimento de um turno de rega controlado por sensores de medição de umidade do substrato.
Uma alternativa para a formação de mudas é sua aquisição em viveiros. Essa é uma prática usual para a maioria dos produtores de brócolis de regiões tradicionais, com bons resultados obtidos em campo.

Porém, devem ser considerados alguns critérios para a escolha de viveiros e mudas:

• O viveiro deve estar legalizado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) pelo Registro Nacional de Sementes e Mudas (Renasem);

• As mudas deverão estar em bom estado sanitário, isentas de lesões e manchas de doenças;

• As mudas devem vir com ausência de manchas de deficiência ou excesso de nutrientes fornecidos via substrato ou fertirrigação;

• O transporte das mudas em bandejas deve ser realizado em condições que não causem danos às plantas.

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Clima e Solos para Brócolis



Clima

Os brócolis têm melhor desempenho quando cultivado em meses de temperatura amena. O clima afeta o desenvolvimento da planta como um todo. Características como tamanho e qualidade da inflorescência, produtividade e duração do ciclo são diretamente influenciadas por variações de temperaturas máximas e mínimas. Para a  maioria dos tipos de brócolis cultivados, as temperaturas ótimas oscilam, respectivamente, entre 20 °C e 24 °C, e entre 15 °C e 18 °C, antes e depois da emergência da inflorescência central.
O melhoramento genético permitiu a obtenção de cultivares adaptadas às diferentes estações do ano com temperaturas variadas. No entanto, a produção ainda é incipiente em condições de alta temperatura e umidade, a exemplo do Norte e Nordeste brasileiro, com raras exceções de produção de brócolis em locais de altitude nesses estados.
Os brócolis podem iniciar o desenvolvimento dos seus primórdios florais sob temperaturas relativamente altas, contudo, nessas condições, aumentam-se as desordens fisiológicas e a suscetibilidade a doenças.
Períodos prolongados de temperatura acima de 25 °C podem retardar a formação das inflorescências em plantas em fase de crescimento vegetativo. Por sua vez, plantas com inflorescência em formação podem reverter a indução da fase reprodutiva para crescimento vegetativo. Com isso, reduz-se o tamanho das inflorescências, formam-se botões florais com tamanhos desiguais e ocorre o desenvolvimento de folhas ou brácteas nos pedúnculos florais.
O plantio nas condições brasileiras pode ser realizado em diferentes épocas. Para as cultivares de inverno, é mais comum o transplantio nos meses de abril a junho, em locais de baixa altitude (< 400 m), e de fevereiro a julho em locais de maior altitude(> 800 m). Para as cultivares de verão, o transplantio ocorre de agosto a fevereiro em locais de baixa altitude, e de setembro a janeiro em maiores altitudes. Porém, é importante monitorar variações na umidade do ar e do solo, que podem favorecer a ocorrência de doenças.
Peculiarmente, a produção de brócolis na região amazônica é feita em duas épocas do ano: na estação seca (julho a dezembro), com precipitações abaixo de 100 mm mensais, e na estação chuvosa (janeiro a junho), com precipitações acima de 250 mm, o que afeta negativamente o desempenho das plantas e a formação de inflorescências quando o cultivo realiza-se em campo, uma vez que esse período favorece o aparecimento de doenças. Nessa época, recomenda-se o cultivo protegido, em instalação estilo guarda-chuva, obtendo-se melhor controle hídrico, maior aeração e também melhor manejo cultural. No norte do Estado de Roraima, o cultivo é favorecido pela elevada altitude, por causa da temperatura do ar mais amena, o que possibilita melhores resultados em quantidade e qualidade de inflorescências, mesmo quando cultivado em campo.
Condições estressantes podem conduzir ao florescimento precoce (buttoning), como, por exemplo, a exposição prolongada a temperaturas abaixo de 10 °C, o deficit hídrico e os solos com baixa fertilidade na fase inicial de desenvolvimento da cultura.
No Brasil, as culturas implantadas entre os meses de agosto e setembro são geralmente mais problemáticas, por causa do excesso de chuvas e de calor durante seu ciclo, o que resulta em maior incidência de pragas e doenças, especialmente na época da colheita. O produto final colhido sob essas condições é inferior, com inflorescências menores, mais leves, de coloração mais clara, granulação maior, mais grossa, pior textura e menor conservação pós-colheita. As cultivares indicadas para cultivo no verão têm menor número de folhas, sendo emitidas diariamente, e necessitam de menos dias para indução da floração, que se desenvolve de maneira mais uniforme, resultando em maior precocidade.
Em condições favoráveis, o crescimento e o desenvolvimento podem ser divididos em
quatros estádios:
• 1º estágio - de 0 a 30 dias: crescimento inicial após a emergência das plântulas até a emissão de 5 a 7 folhas definitivas.
• 2º estágio - de 30 a 60 dias: expansão das folhas externas.
• 3º estágio - de 60 a 90 dias: diferenciação e desenvolvimento dos primórdios florais e das folhas externas.
• 4º estágio - de 90 a 120 dias: desenvolvimento da inflorescência.

Porém, deve se ressaltar que esses estádios fenológicos variam segundo as características da própria cultivar e também da resposta da planta às condições ambientais de cultivo. O segundo e o terceiro estádio de desenvolvimento são de grande importância na produtividade (tamanho e conformação de inflorescência). O número e o tamanho de folhas irão definir a área foliar da planta e seu potencial produtivo.

Solo

Para a escolha da área de plantio, não são recomendadas áreas recém-trabalhadas, com resíduos de restos culturais, madeira ou touceiras de capim em decomposição.
Os brócolis são hortaliças medianamente resistentes à salinidade. O pH ótimo para seu desenvolvimento oscila entre 6,5 e 7,0. Valores menores aumentam as carências de molibdênio (Mb) e valores maiores aumentam as carências nutricionais, especialmente de elementos como Mn e boro (B). As brássicas são grandes extratoras de nutrientes do solo e respondem com alta taxa de conversão em período de tempo relativamente curto. Para fornecer nutrientes em quantidades adequadas e equilibradas, faz-se necessário conhecer a exigência nutricional de cada espécie.
Para os brócolis, como recomendação geral, deve-se aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 80% e o teor de Mg a um mínimo de 9 mmol/dm3.
A adubação orgânica deve ser realizada com doses de 30 t/ha a 60 t/ha de composto orgânico curtido, a depender do teor de matéria orgânica (MO) do solo.
A recomendação de adubação química é realizada considerando-se os teores de nutrientes encontrados no solo, obtidos por meio da análise. Muitos produtores e técnicos se baseiam nas recomendações para a cultura da couve-flor, que, apesar de ser morfologicamente muito parecida com o tipo inflorescência única, possui respostas diferenciadas aos nutrientes.
Seguem as variações de quantidades de macronutrientes consideradas adequadas, em quilos por hectare (kg/ha), para a maioria das regiões:

• 50 kg/ha a 400 kg/ha de P2O5 no plantio.
• 50 kg/ha a 240 kg/ha de K2O no plantio.
• 50 kg/ha a 120 kg/ha de K2O na cobertura.
• A adubação com nitrogênio (N) varia de 60 kg/ha a 120 kg/ha de N no plantio e de 15 kg/ha a 200 kg/ha em cobertura.

Pesquisas comprovam que o N e o K elevam a produtividade, além de desempenharam papel importante na resistência dos brócolis a doenças. No entanto, doses elevadas de matéria orgânica não decomposta podem resultar em maior retardamento na disponibilização desses nutrientes para as plantas, levando a sintomas de carência desses nutrientes.
Todas essas recomendações dependem da avaliação da fertilidade do solo, da região de cultivo, do manejo e da cultivar utilizada, além do histórico de uso da área.
Recomenda-se ainda acrescentar de 3 kg/ha a 4 kg/ha de B, juntamente com os demais adubos minerais na ocasião do plantio. Também é indicada a pulverização das folhas por três vezes, no ciclo, com solução de ácido bórico (1 g/L de água).
Aplicar Mb, também em pulverização, 15 dias após o transplantio, utilizando 0,5 g/L de molibdato de amônio.
É possível parcelar as adubações de cobertura via fertirrigação, bem como aumentar sensivelmente a produtividade, utilizando fertilizantes solúveis com pequenas
doses semanais, já que há melhor aproveitamento dos nutrientes.



sexta-feira, 20 de abril de 2018

Cultivares e Composição Nutricional do Brócolis




Cultivares

A avaliação de cultivares nas diversas regiões de cultivo é importante para a recomendação mais correta. Assim sendo, devem ser realizadas a partir de experimentos, em diferentes épocas de plantio, visando coletar dados precisos de seu desempenho agronômico nesses ambientes.
Esses dados associados às variáveis climáticas e de solo das distintas regiões permitirão a escolha das cultivares mais bem adaptadas, geneticamente superiores no que se refere à produtividade e a outras características agronômicas relevantes, tais como tolerância às doenças, ao calor e qualidade pós-colheita.
No mercado brasileiro, há dois tipos de brócolis: o ramoso e o de inflorescência única, também denominado de cabeça-única, calabrês, japonês, americano ou ninja. O tipo ramoso possui caules com menor diâmetro e ramificações laterais, de colheitas múltiplas, que são comercializadas em maços.
As inflorescências do tipo ramoso possuem botões florais menos compactos, mais abertos e de maior tamanho, com menor granulometria, não sendo adequadas para o processo de congelamento (Figuras 1 e 2).
Os brócolis de inflorescência única apresentam inflorescência terminal (cabeça) de maior diâmetro e botões florais com menor granulometria, semelhantes aos da couve-flor (Figura 3).
Tais características são adequadas à industrialização com o produto congelado comercializado em balcões frigoríficos, e o produto fresco comercializado com ou sem embalagem.


Figura 1. Brócolis do tipo ramoso: inflorescência central.


Figura 2. Brócolis do tipo ramoso: inflorescências laterais.


Figura 3. Brócolis do tipo inflorescência única.

No Brasil, as cultivares disponíveis, em sua maioria, são provenientes de programas
de melhoramento genético estabelecidos em regiões de clima temperado, como Ásia, Europa e América do Norte, principalmente em razão da presença de um mercado consumidor mais expressivo.
Em consequência disso, a maior parte das cultivares disponíveis são mais bem
adaptadas ao cultivo nas regiões Sul e Sudeste, em períodos de clima mais ameno, com algumas exceções de cultivares para o cultivo no verão, época quente e chuvosa.
As cultivares disponíveis para brócolis do tipo ramoso são, predominantemente, de polinização aberta e as do tipo inflorescência única são híbridos simples.

Na Tabela 1, são apresentadas as principais cultivares dos catálogos de empresas de sementes de hortaliças do Brasil, em 2014.




Composição Nutricional

As inflorescências, com hastes grossas e tenras e com botões florais nas extremidades, constituem as partes comestíveis dos brócolis. Folhas também podem ser utilizadas, no entanto, pelo uso habitual da couve (couve-de-folha e couve-manteiga) na cozinha brasileira, não é uma prática comum consumir folhas de brócolis.
Os floretes, que apresentam boas características nutricionais, podem ser consumidos
ao natural, como salada, ou cozidos em diversas formas de preparo.

Cada 100 g da inflorescência contêm:

3,8% de fibras; 
29,4 Kcal 90,69% de água;
350 μg de vitamina A (retinol); 
54 μg de vitamina B (tiamina); 
350 μg de vitamina B2 (riboflavina); 
1,681 μ g d e v itamina B5;
82,7 mg de vitamina C; 
0,045 mg de cobre (Cu); 
25 mg de magnésio (Mg);
 0,229 mg de manganês (Mn); 
0,400 mg de zinco (Zn);
325 mg de potássio (K); 
27 mg de sódio (Na); 
400 mg de cálcio (Ca); 
15 mg de ferro (Fe); 
70 mg de fósforo (P).

Além disso, plantas pertencentes à família Brassicaceae e ao gênero Brassica como os brócolis, contêm quantidades significativas de substâncias chamadas glucosinolatos.
Esses compostos são cientificamente reconhecidos por conter propriedades anticancerígenas.
Além disso, possuem grandes quantidades de substâncias nutricionais antioxidantes como as vitaminas A (betacaroteno), C, E e minerais (Ca e Mg).
Ademais, estudos têm mostrado que a infecção por Helicobacter pylori, bactéria responsável pela gastrite, também pode ser erradicada pelo consumo constante de brócolis, principalmente de floretes novos e tenros.
O consumo de grandes quantidades de frutas e hortaliças está relacionado à redução
do risco do desenvolvimento de um grande número de doenças. Atualmente, de maneira geral, os vegetais verdes ganharam ainda mais importância como alimentobásico e necessário à saúde humana.

Visão geral criada por IA

O brócolis (Brassica oleracea var. italica) é reconhecido por seu alto valor nutricional, sendo uma das hortaliças mais completas para a dieta humana. Suas cultivares dividem-se principalmente entre os tipos cabeça (ou ninja) e ramoso, cada um com características de cultivo e consumo distintas.

Principais Cultivares e Tipos
As variedades de brócolis são selecionadas com base na adaptação climática e no formato da inflorescência:
  • Brócolis de Cabeça (ou Ninja): Produz uma única inflorescência grande e compacta no topo da planta, semelhante a uma couve-flor verde.
    • Exemplos: Cultivares como a Master F1 são populares no Brasil pela versatilidade, podendo ser cultivadas tanto no inverno quanto no verão. Outras cultivares comuns incluem Salinas F1 e BRO 68.
  • Brócolis Ramoso: Caracteriza-se pela produção de múltiplas inflorescências menores em hastes laterais (ramos), sendo colhido em maços. É muito apreciado no mercado brasileiro pelo consumo integral de folhas e talos.
  • Composição Nutricional (por 100g de brócolis cru)
    O vegetal é composto majoritariamente por água (cerca de 90%), mas concentra densidade expressiva de micronutrientes:
    ComponenteValor Aproximado
    Energia34 kcal
    Proteínas3 g
    Carboidratos6,6 g
    Fibras2,6 g a 2,8 g
    Lípidos0,37 g
    Vitaminas e Minerais Destacados
    • Vitaminas: Fonte rica em Vitamina C (antioxidante), Vitamina K (saúde óssea e coagulação), além de Vitamina A, E e do complexo B (como o ácido fólico, essencial na gravidez).
    • Minerais: Contém níveis significativos de Potássio, Cálcio, Fósforo, Magnésio, Ferro e Zinco.
    • Compostos Bioativos: Destaca-se pela presença de sulforafano e outros glucosinolatos, estudados por suas propriedades anticancerígenas e antioxidantes.
    Dica de Consumo
    As folhas e talos muitas vezes superam as flores em concentrações de fibras, vitamina K e compostos antioxidantes. Evitar o cozimento excessivo ajuda a preservar a vitamina C e os compostos bioativos sensíveis ao calor.
    Você gostaria de saber mais sobre as técnicas de plantio ou prefere dicas de preparo para preservar os nutrientes?

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